terça-feira, 19 de junho de 2007

Competição: GP dos Estados Unidos

Sem ultrapassagens, mas interessante
Duas vitórias consecutivas (Estados Unidos e Canadá), consolidaram a liderança do estreante inglês da McLaren Lewis Hamilton no campeonato da Fórmula 1.
E acirrou ainda mais a disputa dentro do time. A maior prova desta briga interna foi a atitude do espanhol Fernando Alonso, que antes de completar a volta 39 saiu da curva que antecede a reta dos boxes, e passou próximo do muro, ao lado dos integrantes de sua equipe para mostrar o punho cerrado, em sinal de protesto, por tentar a ultrapassagem, e o ‘moleque abusado’ fechar a porta.

Esta indignação do espanhol fez lembrar a chegada de Senna na mesma McLaren em 1.988.
O carro era muito superior ao da concorrência, e o brasileiro tinha como companheiro de equipe, nada mais, nada menos, que o francês bicampeão Alain Prost.
Senna não se intimidou, foi pra cima e conquistou, o titulo daquele ano. O baixinho francês passou a temporada inteira com a cara amarrada, bem semelhante a de Alonso, após perder para Hamilton.

Nesta disputa, a imprensa inglesa pressiona os dirigentes da McLaren, para beneficiar o ‘Menino Prodígio’. Por sua vez os jornalistas espanhóis, forçam a barra para que o protegido do time seja o ‘Príncipe das Astúrias’. Qual dos lados está certo?
Nenhum! Isso porque eles esqueceram que se trata de uma competição, e deve vencer o melhor, e não o protegido, como fez a Ferrari com Michael Schumacher, durante o tempo que o alemão defendeu o time vermelho.

Bem faz Ron Dennis, que já tem experiência nesta questão, pois mediou a disputa interna entre Lauda e Prost, e depois entre Senna e Prost, sem comprometer os resultados na pista. E acredito que desta vez não será diferente, pois tanto Dennis como os homens da Mercedes (a montadora é alemã, maior acionista da equipe e quer ver os triunfos transformados em vendas de carro), não jogarão fora um título, por causa de patriotagem.
O fato é que com esta disputa, a F 1 ficou muito mais interessante. Carente de ultrapassagens, mas interessante.
Rapidinhas
Sabor espanhol
Hamilton vence, mas Alonso é o responsável. Essa é a nova da imprensa Espanhola, isso porque, segundo os jornalistas, quem trabalha no acerto do carro é o espanhol. Lewis só copia. Eles esquecem que o garoto vive o dia-a-dia da McLaren desde os 9 anos. Lógico que ele deve aproveitar ensinamentos do bicampeão, o que é normal, pois trabalham juntos. Afinal eles estão em uma ‘equipe’.
A Ferrari jogou a toalha?
Felipe Massa feliz, e Jean Todt também. Detalhe: o brasileiro chegou em terceiro e Kimi Raikkonen na quarta colocação. Como se não bastasse, Hamilton abriu 19 pontos de vantagem sobre o brasileiro. Qual o motivo da alegria? Acredito que nesta passagem pela América, os engenheiros que ficaram na Itália, descobriram qual é o problema do carro, mas só poderá ser solucionado na volta a Europa.
Surpresa alemã
Sebastian Vettel com apenas 19 anos estreou na F1 pela BMW Sauber, como substituto de Robert Kubica (vetado após o acidente na corrida anterior, o GP do Canadá). E ele marcou 1 ponto por terminar na 8ª posição. Depois do polonês Kubica, Vettel tem tudo para ser a nova sensação do time.
Piquet na Williams
Começaram as negociações. Frank Williams quer se livrar de Alexander Wurz, mas se possível ganhar algum. Flavio Briatore quer se livrar de Heikki Kovalainen. Tentou coloca-lo no time inglês, mas sem sucesso. Agora o bota da vez é Nelsinho Piquet, o que, na minha opinião, será bom para o brasileiro. Ganhar rodagem em um carro que se mostra competitivo, vai fazer Nelsinho preparar-se melhor para disputar uma competição. Só resta saber quanto Briatore pagará a Frank nesta transação.
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