terça-feira, 9 de outubro de 2007

F1-GP da China

Viva o inusitado
Em 1.966 os jovens Emerson Fittipaldi e Jan Balder pilotavam um DKW nas Mil Milhas Brasileiras e lideravam a prova, quando inexplicavelmente, o carro perdeu rendimento. Uma parada no box, troca de velas, e nada. Continuava a funcionar apenas dois cilindros.
Mais tarde descobriu-se que o problema fora causado por um simples condensador, o qual poderia ser trocado em 30 segundos. Quem se beneficiou com esta parada foi Camilo Cristofaro, o Lobo do Canindé, que venceu a prova com sua Carreteira.

Já na Fórmula 1, o nosso tri-campeão, Nelson Piquet passou por situação semelhante. Em 1.986, o brasileiro brigava com unhas e dentes contra o então companheiro inglês, Niguel Mansell, dentro da equipe de mesma nacionalidade a Williams.
Mansell somava 70 pontos, Prost 64 e Piquet 63. Nos treinos, o Piquet fez sua parte e marcou a pole. Durante a corrida, Mansell teve um pneu estourado e abandonou. A equipe com receio de que o mesmo aconteceria com o carro do brasileiro, chamou Piquet para realizar a troca, e assim Prost levou a melhor com uma já desacreditada McLaren, e foi campeão.

Estes são apenas dois, de inúmeros exemplos que recheiam as histórias das competições de automóveis, e que sem elas, a coisa perderia a graça, principalmente na F 1, onde os monopostos quase não quebram. Os engenheiros chegam a ponto de calcular em milésimos de segundos o tempo que o piloto tem na parada para abastecimento e troca de pneus, e uma vitória não têm perna tão longa, pois a diferença para o segundo colocado é de apenas 2 pontos.

Então para os torcedores que esperam emoção, disputas e ultrapassagens, precisam contar com a intervenção Divina, o que aconteceu no Japão e na China quando veio a chuva.
No Japão ela foi forte, e na China uma pequena garoa, suficiente para confundir as estratégias e induzir o fenômeno Lewis Hamilton e a McLaren ao erro. O piloto não detectou o desgaste dos pneus, e a equipe demorou para chamá-lo.
Tudo parecia definido, mas na volta de número 30, quando o inglês foi para box, com os pneus desgastados, não conseguiu controlar o carro que parou na caixa de brita.
Assim a definição do campeonato será no Brasil, em Interlagos, no próximo dia 21.
Hamilton soma 107 pontos, Alonso 103 e Kimi Raikkonen, vencedor na China tem 100 pontos. Difícil para o finlandês é, mas se o inusitado continuar agindo, o quê impede um abandono das duas McLarens, e uma dobradinha da Ferrari?

Vamos aguardar, e ficar de olho em Interlagos -que está com asfalto novo, a pista teve o revestimento antigo retirado e recebeu nova camada-, palco ideal para a definição de um Mundial que há muito não se via, ou seja, três pilotos em condições de levar o caneco para casa na última corrida. Pena que nossos representantes, os brasileiros Felipa Massa, e Rubens Barrichello não estejam entre eles, mas mesmo assim o GP do Brasil será inesquecível.
Rapidinhas
Quase campeão
Apesar de abandonar na China, Lewis Hamilton será campeão no Brasil, mesmo que Alonso vença a corrida. Para isso, basta chegar em segundo lugar. Alonso sendo 2º, Hamilton pode ser o 4º. Digamos que as Ferraris conquistem a dobradinha e o espanhol chegue em 3º, Hamilton terá que terminar na 6ª posição, ou Alonso 4º, Hamilton 7º e Alonso 5º, Hamilton 8º. Já Kimi precisa vencer e torcer por resultados negativos dos rivais da McLaren. E Felipe Massa, mesmo vencendo, será o 4º colocado no campeonato, pois está com 86 pontos e o máximo que chegará é a 96.
Trabalhar para a equipe
Fora da disputa pelo título, Felipe Massa quer repetir o feito no ano passado e vencer no Brasil, mas tem consciência de que precisa ajudar o companheiro a ser campeão. “Se Kimi tiver uma chance durante a corrida de ganhar o campeonato, acho ótimo para a equipe e eu também ficaria muito contente de ajudar o time”, afirmou o brasileiro na China.
200 vitórias
Ao chegar em primeiro no GP da China Kimi Raikkonen da Ferrari não só manteve as chances de ser campeão, como levou o time de Maranello a histórica marca de 200 vitórias na categoria. Quem mais se aproxima dos italianos é a McLaren com 156 triunfos.
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