terça-feira, 15 de julho de 2008

GP da Inglaterra: A chuva mudou tudo

Várias civilizações antigas cultuavam deuses responsáveis pela chuva, e assim, segundo suas crenças garantiam que o precioso liquido vindo dos céus não faltasse.
Nos dias de hoje, a ‘dança da chuva’ é vista vez ou outra sendo praticada por índios em um velho filme, ou talvez como gozação nos muitos besteirois que passam na Sessão da Tarde, e nos canais das TVs por assinatura.

Seja lá qual for a situação, todos concordam que a água ao cair dos céus, é essencial para manter a vida no planeta. E que, a chuva não escolhe data ou horário para despencar. Mas quando isso acontece justamente no local em que e disputada uma prova de Fórmula 1, é sinal que muita emoção vem por aí.

E assim aconteceu na sisuda Inglaterra, mais precisamente no Autódromo de Silverstone, quando foi disputado o GP da Grã Bretanha, no domingo dia 06 de julho.
Para os pilotos, corrida nestas condições, já que este ano não há mais o controle de tração, transforma-se numa verdadeira loteria.
E com a pista molhada também tem uma utilidade: mostrar quem realmente é bom de braço, e os times mais organizados e preparados.

Neste quesito, a Ferrari passou decepcionou, pois cometeu um festival de mancadas, tanto que logo na segunda-feira após o GP, Luca di Montezemolo, presidente da equipe e da Fiat, declarou: “Chega de erros estúpidos”.
Em Silverstone, os responsáveis pela estratégia de corrida, resolveram só abastecer os carros de Kimi Raikkonen e Felipe Massa, não trocaram os pneus, porque a chuva pararia, mas não foi isso que aconteceu. Ela continuou e os dois quase não conseguiam se manter na pista.
Também faltou braço para Massa que rodou cinco vezes, ou seja, abusou do direito de errar. O brasileiro chegou e saiu das terras inglesas da mesma maneira com 48 pontos e perdeu a liderança da competição.
Sendo assim, sobrou para Hamilton da McLaren ser a estrela do dia. O inglês correndo em casa, fez a festa ao vencer a prova pela primeira vez, e de quebra entrou no bolo de lideres da competição, com Heidfeld em segundo.


Outro que também era só sorrisos ao final da corrida inglesa, foi Rubens Barrichello da Honda. O brasileiro usou toda a experiência para largar na 16ª posição, e terminar no terceiro lugar. Desde 2005 nos EUA que Rubinho não subia ao podium e comemorou como se fosse uma vitória, agora espera que este resultado ajude a continuar na equipe na próxima temporada.

Já Nelsinho Piquet andou como gente grande, chegou a estar na quarta posição, ultrapassou Fernando Alonso, e aquaplanou parando na caixa de brita. Segundo o piloto, não tinha mesmo como segurar, mas a Renault foi outra equipe que optou por não trocar pneus na primeira parada.
Mas se por um lado a torcida brasileira ficou desapontada por ver Massinha cair para a vice-liderança do campeonato, por outro, a competição está bem interessante, temos Hamilton, Massa e Kimi empatados com 48 pontos, e logo a seguir aparece o bravo Kubica da BMW-Sauber com 46 pontos.
Aí quem gosta do esporte aplaude, pois, a temporada esta emocionante, e se continuar assim, a decisão só acontecerá na última prova do ano, ou seja, o GP do Brasil que será disputado dia 02 de novembro.
A próxima etapa, o GP da Alemanha, será disputada dia 20/07. Vamos ver se Massa e a Ferrari entenderam bem o recado do Chefe Montezemolo e param de errar, por que senão, cabeças irão rolar.
Rapidinhas
Não entendi
Sem poder explicar o mau desempenho no GP da Inglaterra, Massa quer levantar a cabeça e parti pra outra.“Tive muitas dificuldades aqui desde o início. Primeiro foi o acidente de sexta, depois tive um problema na terceira parte do treino de classificação, e neste domingo uma corrida como essa. Definitivamente este não foi meu fim de semana”.
Temos que melhorar
Participar do Mundial de F-1 significa investir milhões de dólares, e o resultado precisa ser positivo, para não ter prejuízo. E a má fase que atravessa a outrora bicampeã Renault incomoda seus dirigentes. Tanto que Steve Nielsen, um dos principais diretores do time, exige que todos se empenhem mais. “Na segunda parte da temporada, todos devemos melhorar, tanto a equipe quanto os pilotos. Espero que todos tenhamos aprendido com os erros da primeira metade da temporada”, declarou o dirigente.
Nada se cria...
A asa bigorna, novidade criada pela Red Bull, já foi copiada pela Renault, e apareceu na McLaren e Toyota durante os treinos realizados pelas equipes na Alemanha. O apêndice aerodinâmico foi desenvolvido para direcionar melhor o fluxo de ar para a parte traseira do carro.
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