terça-feira, 19 de agosto de 2008

Lançamento: Chevrolet Captiva Sport

General Motors importa SUV do México para brigar no segmento que mais cresce em vendas no Brasil. A empresa homologará fornecedores nacionais para atender reposição de peças
Texto: Edison Ragassi
Fotos: ER/Divulgação

Los Cabos, no Méxco, foi o local escolhido pela General Motors do Brasil para mostrar à imprensa especializada de todo o Brasil o SUV Chevrolet Captiva Sport.
O modelo chega para disputar clientes com SUV’s como Hyundai Santa Fé e Honda CRV, porém o preço sugerido para venda é muito atrativo. A versão de entrada FWD custa, R$ 92.990 e a topo de linha AWD R$ 99.990.
O modelo utiliza propulsor 3.6 V6 Alloytec 24 válvulas, importado da Austrália, ou seja, da mesma família de motores do Chevrolet Omega, o qual desenvolve a potência de 261 cv a 6.500 rpm e torque de 32,95 kgfm a 2.100 rpm.
Disponível com duas opções de tração FWD (Front Wheel Drive) e AWD (All Wheel Drive), usa transmissão automática de seis velocidades, com opção Active Select seqüencial.

Neste inicio de comercialização, as peças de reposição serão importadas. “Ao longo dos anos adquirimos experiência com outros modelos como o Astra, quando era importado, e mais recentemente o Chevrolet Tracker, e Ômega, agora o desafio é atender um produto de maior volume em vendas”, declara Luiz Carlos Lacreta, diretor de pós-vendas da GM. Ele também afirma que fabricantes brasileiros serão homologados para fornecer itens de maior giro como amortecedores, discos e pastilhas de freios, entre outros, apesar de as importações de peças do México também receberem os mesmos benefícios dos veículos montados, ou seja, entram no Brasil sem a cobrança de impostos.
Já o presidente da montadora para Brasil e Mercosul, Jaime Ardila, acredita que a rede de concessionárias da marca-- um total de 550--, também pesara na hora do consumidor escolher, “São vários os pontos-de-venda espalhados pelo país, o que nossos principais concorrentes não têm, e isso garante ao comprador a certeza de assistência técnica e outros benefícios”, declara ele.

O produto é um veículo mundial, sua arquitetura está presente em modelos vendidos, além do México, na Rússia, Argentina, Coréia do Sul (Daewoo Windstorm), Austrália (Holden Captiva), Estados Unidos e Canadá (Saturn Vue, Vue XE, Vue XR, Saturn Vue Redline e Saturn Vue Hybrid). E, na Europa, como Opel Antara, Vauxhall Antara e também Chevrolet Captiva.
Ao chegar na cidade do México, o brasileiro depare-se com modelos conhecidos como a picape pequena Montana, Corsa Hatch, e até o Chevrolet Classic, os quais foram feitos no Brasil. Isso porque o acordo comercial entre Brasil e México é utilizado pela GM desde o ano 2000, porém a unidade brasileira é que exporta para o México, o Chevrolet Captiva Sport é o primeiro produto que fará o caminho contrário, “não há cotas entre os dois países, lógico que os mexicanos gostariam que importássemos mais produtos”, afirma José Carlos Pinheiro Neto, vice-presidente da companhia. Ele também fala que a empresa só não exporta em maiores volumes porque a atual situação cambial não é favorável.
Visual robusto e esportivo
O Chevrolet Captiva Sport chama atenção por seu porte e imponência.
Na frente foi colocada a identidade visual adotada globalmente: grade frontal com a “gravata” dourada da Chevrolet localizada bem ao centro do veículo, sem o circulo prateado.
Com linha de cintura alta, na lateral aparecem filetes cromados que contornam os vidros, retrovisores externos e também na tampa do porta-malas. Desenhos exclusivos para as rodas em liga-leve completam o conjunto.
Para destacar a harmonia visual, e reforçar o apelo esportivo, rack de teto, repetidores de direção integrados ao design do veículo (ficam entre o pára-lamas dianteiro e a porta dianteira), a saída de ar lateral e as maçanetas cromadas. O SUV, também é equipado com escapamento duplo cromado.
Ele sai da fábrica com ar-condicionado de controle eletrônico, espelhos retrovisores aquecidos e sensor de chuva. Sistema de som AM/FM estéreo com controle eletrônico de sintonia de rádio e CD Changer com capacidade para seis CDs (inserção frontal) e leitor de MP3, seis alto-falantes incluindo subwoofers, relógio e calendário digital.
Pelo painel de instrumentos é possível monitorar a pressão dos pneus, também mostra informações do sensor de passageiro no banco dianteiro, e ainda se o sistema de controle de tração (TCS) e o programa de controle de estabilidade (ESP) estão em funcionamento ou não.
Apesar de ser um veículo com uma relação generosa de equipamentos, a marca disponibiliza em suas revendas os seguintes acessórios: sensor de estacionamento traseiro, adesivos refletivos, protetor de soleira metálico das portas dianteiras, estribo lateral cromado, barra transversal de rack de teto cromada, compartimento isotérmico, suporte para casaco e sistema de navegação GPS.
A expectativa dos executivos da montadora é de comercializar em média 1.500 veículos por mês, “vamos focar a campanha para despertar no consumidor o prazer de adquirir um carro importado, porém com preço competitivo”, enfatiza Samuel Russel, diretor de marketing da General Motors do Brasil.
Esta investida da GM pode significar que outros modelos poderão chegar ao país vindos não só da América Central, mas também de outros centros de desenvolvimento, vamos aguardar e observar as tendências comerciais que serão adotadas nos próximos anos.
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