terça-feira, 28 de abril de 2009

GP do Bahrein: As equipes médias ainda estão em alta

O Grande Prêmio do Bahrein serviu para confirmar que as novas regras implantadas neste ano ajudaram as equipes medias a ganharem destaque.
Pois então vejamos. Quem acreditaria que um time estreante como a Brown GP ganharia três das quatro provas e lideraria com folga os campeonatos de pilotos e construtores?
Ou veria a Toyota fazendo dobradinha na primeira fila com Jarno Trulli e Timo Glock?

Quer mais? Sebastian Vettel pilotando a Red Bull sem Kers e difusor duplo vencendo corrida!
Para quem acompanhou as vitórias sem nenhuma graça, ou disputa de Schumacher na Ferrari, tudo que foi descrito acima era impensável.
O público em geral se acostumou a ver primeiro Schumacher, e depois, aqueles que tentaram sucedê-lo, andar rápido no treino classificatório, depois sair na frente, andar forte, abrir o máximo de distancia do segundo colocado, parar, abastecer, trocar pneus, assim o carro voltava novo e pronto para ganhar a corrida.
Mas nesta temporada, tudo começou diferente. A Ferrari demorou três provas para marcar seus primeiros pontos, e foram só 3 com o finlandês Kimi Raikkonen.
A McLaren só tem 13 pontos, e agradece por isso, pois quem viu a participação do time na primeira corrida do ano, jurava que ela estava pior que a Ferrari.
Mas então podemos afirmar que a relação de forças mudou, e o Davi venceu Golias?
Ainda não. E eu explico porque.

Ferrari e McLaren brigaram pelo titulo na temporada passada até a última prova do ano. Aí pecaram na falta de planejamento, pois o estafe técnico não conseguiu evoluir o carro 2008 e desenvolver um novo que vinha cheio de mudanças.
Ross Brown, ainda empregado da Honda, sabia que o bólido do ano passado era muito ruim, e não teve dúvidas, deixou 2009 pra lá e trabalhou no projeto de 2010. Estudou tanto o regulamento, que descobriu uma brecha para fazer o polêmico difusor.
E o mesmo ocorreu com as outras de menor cacife, elas sabiam que a chance de aparecer em 2009 seria desenvolver um bom carro baseado no novo regulamento.
Já a BMW-Sauber brigou pela introdução do Kers, e se deu muito mal. O projeto não deu certo e ainda atrapalhou o rápido polonês Robert Kubica, que não pode usar o equipamento por causa do peso do piloto.
Bem e o que podemos esperar para a temporada européia que se inicia dia 10 de maio na Espanha? As grandes McLaren e Ferrari vindo para cima, mas tendo que ultrapassar as outras que fizeram até aqui um bom trabalho.
Minha grande curiosidade era saber como os carros evoluiriam sem testes na pista. Parece que a McLaren, Renault, Red Bull e Toyota encontraram o caminho: os técnicos simulam no computador e os treinos da sexta-feira servem de laboratório. Na Europa isso vai ficar ainda mais fácil, pois elas estão em casa.
E pelo visto a Ferrari que já usou Schumacher, Rubinho, Luca Badoer, Felipe Massa e Luciano Burti --o que eu chamo de um exercito de
testadores--, e agora esta sem nada, ainda não se adaptou a esta nova realidade, por isso está sofrendo.
Agora eu temo pela Brown GP. Sabemos que a equipe, apesar de ganhar três das quatro corridas, não tem muitos recursos. O patrocinador principal não apareceu, e ela já mostra cansaço. O principal indicio de que algo não vai bem, é que o carro de Jenson Button parece a Ferrari de outros tempos, mas o de Rubinho, desde a primeira prova sempre tem um problema, ou seja, eles não conseguiram fazer dois carros com a mesma resistência.
No GP do Bahrein, Button conseguiu vencer, graças a seu arrojo e não ter medo de ultrapassar Hamilton (McLaren) na primeira volta. Como as Toyotas não eram consistentes, ele assumiu a ponta, mas já declarou que as Red Bull estão melhores. Para confirmar a afirmativa do vencedor, Sebastian Vettel (Red Bull) foi o segundo, com Jarno Trulli (Toyota) em terceiro. Completaram a zona de pontuação: 4º - Lewis Hamilton (McLaren), 5º- Rubens Barrichello (Brawn GP), 6º- Kimi Raikkonen (Ferrari), 7º- Timo Glock (Toyota), 8º- Fernando Alonso (Renault).
Na fase européia, onde todos os times estão em casa, a Brown GP precisara se mexer, mas será que eles têm caixa para isso? Por que senão, de grande revelação virará um fisco.
Rapidinhas
O quê fazer?
Felipe Massa envolveu-se em um acidente logo na primeira curva, perdeu o bico e teve que fazer uma corrida de recuperação. E aí o brasileiro não funciona. "Fui prensado pelo Rubinho e o Raikkonen na primeira curva e perdi minha asa dianteira neste incidente. Além de não ter feito uma boa largada, meu Kers não estava muito bem", no final, Felipe terminou em 14º.
Valorização
Após o GP do Bahrein, Rubens Barrichello continua como vice-líder da competição, porém, o líder tem 31 pontos, o brasileiro 19, e o terceiro colocado, Sebastian Vettel tem 18 pontos. Questionado sobre o desempenho, Rubinho ficou irritado. "Isso é uma coisa que só falam no Brasil. Foram apenas quatro provas e tudo está aberto. Essas críticas não afetarão o meu desempenho. O Brasil deveria estar contente por eu estar sentado no mesmo carro do líder do campeonato”. Estamos mesmo, mas o Brasil, também quer ver o Rubinho vencer.
Futuro incerto
Flavio Briatore, o chefão da Renault não é do tipo que passa a mão na cabeça. Por isso Nelsinho Piquet está com a ‘batata assando’. Dizem que seu prazo é até o GP da Inglaterra, se não apresentar resultados esta fora. Aqui arrisco um palpite. Não duvido que ocorra uma troca de sobrenomes campeões: o insatisfeito Nico Rosberg sai da Williams e vai para Renault, e por sua vez o incompreendido Nelson Ângelo Piquet assume o lugar do alemão na concorrente, onde o pai conquistou um titulo.
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