sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Campo de Provas da GM completa 40 anos de atividades

A versão sedã do Opala de meados dos anos 70 no Campo de Provas da Cruz Alta
Nas instalações, a General Motors desenvolve os modelos Chevrolet para o Brasil e outros países, é a segunda maior instalação de testes da empresa no mundo
Por: Edison Ragassi/ Fotos: Divulgação

Em 1.974 o Brasil vivia o regime politico militar e o General Ernesto Geisel assumiu a Presidência da República. Ao final do ano ele declarou, “o ano de 1974 foi atravessado com algumas dificuldades, na maioria criadas pelos que não percebiam estarmos diante de um panorama internacional desfavorável, de mercados fechados, com inelutáveis repercussões internas”. Por esta declaração, imagina-se que a Nação enfrentava uma situação econômica delicada.
Chevette de primeira geração (1973-1977) em teste na piscina de transposição de áreas alagadas
A indústria de automóveis atingia a marca de 691.310 veículos leves produzidos (em 2013 a Chevrolet vendeu no país 649.792 veículos), ou seja, bem distante dos mais de 3 milhões alcançados nos últimos anos. Mesmo com o cenário desfavorável, a General Motors que iniciou as atividades brasileiras em 1.925 acreditava no potencial e reconhecia a importância de desenvolver produtos para as necessidades locais.

Imagem aérea da segunda pista de teste do CPCA, a Reta em Nível, construída em 1975
Assim, dia 15 de julho de 1.974, iniciou as atividades do Campo de Provas da Cruz Alta (CPCA). A propriedade de 2.785 hectares, localizada na cidade de Indaiatuba, interior de São Paulo, foi adquirida pela Companhia em 1.972. Lá funcionava uma fazenda que produzia café, milho, laranja, algodão, feijão e criação de gado.

Terreno ocupado pelo CPCA em Indaiatuba era uma antiga fazenda de café cujo casarão foi mantido
No inicio só uma pista para durabilidade acelerada. Com o passar dos anos, os veículos evoluíram e o CPCA também. Nos dias de hoje o complexo tem 14,010 km de laboratórios, 2.377 km de escritórios, 4,016 km de oficinas, espaço de 7,117 km para serviços e 16 pistas que totalizam 42,2 km.

Modelo Chevrolet em teste atual na piscina de transposição de áreas alagadas
São mais de 600 profissionais, entre mecânicos, engenheiros e motoristas de teste, os quais trabalham dia e noite revezando-se nas atividades de pista e laboratórios. “Em seis meses conseguimos simular o desgaste que um automóvel sofreria se rodasse por dez anos em condições normais de trânsito”, explica Luciano A. Santos, diretor do CPCA.

Corsa de segunda geração (2001-2012) em teste no circuito Circular, que simula uma reta infinita
Entre as várias pistas há uma circular. Com 4,3 km de extensão e uma inclinação que chega a 56º, ela simula uma reta infinita. A 160 km/h, o carro contorna sem que o motorista precise girar o volante. Entre os testes feitos, estão os de arrefecimento do motor, consumo de combustível e velocidade máxima.

Laboratório de Ruídos e Vibrações recebe o Spin para experimentos de validação
Nos laboratórios são testados e desenvolvidos os mais de 4.000 itens que compõe um veículo e ainda estrutura para testes de impactos o crash test.

O primeiro crash test realizado no Campo de Prova da Cruz Alta foi feito com um Caravan, em 1975
O Campo de Provas da Cruz Alta é o maior do gênero no hemisfério Sul e o segundo mais completo dentro da GM no mundo, atrás apenas do campo de provas de Milford, em Michigan, nos Estados Unidos.

Vista da fachada atual do CPCA, o maior campo de provas do hemisfério Sul
Recentemente, além dos modelos comercializados no Brasil, o centro desenvolveu as versões tailandesa e australiana do Trailblazer e da S10, os veículos Spin e Cobalt que são produzidos na Indonésia e no Uzbequistão para o mercado russo.
Pista de Durabilidade D1 possui diferentes tipos de asfalto
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