segunda-feira, 9 de maio de 2011

GP da Turquia: Competitividade relativa

Aceleradas

175511No circuito de Istambul aconteceram muitas ultrapassagens, 70 trocas de pneus, inúmeras derrapadas, mas no final Vettel venceu como se pilotasse com uma só mão
Por: Edison Ragassi
Fotos: Divulgação
Faz tempo que os homens que comandam a maior categoria do automobilismo mundial buscam uma maneira de transformar as corridas. Este ano, eles conseguiram, pois pediram para a Pirelli, atual fornecedora de pneus, para fazer compostos de menor resistência.
Assim o objetivo de promover mais ultrapassagens foi alcançado, o que eles não conseguiram foi quebrar a hegemonia de um conjunto, que envolve um bom piloto, guiando um carro excepcional e um time comprometido com a vitória.

175501Isso é o que acontece com a Red Bull. Os carros projetados por Adrian Newey são os melhores, desde a segunda metade da temporada 2009. O que proporciona, independente das regras, ao atual campeão Sebastian Vettel fazer uma corrida a parte de seus concorrentes. Esta confirmação fica evidente ao analisar o desempenho de seu companheiro no time o australiano Mark Webber. Na prova passada ele largou em 18º e chegou no terceiro lugar. Na Turquia perdeu a segunda posição logo na largada, mas terminou em segundo lugar, quando chegou para ultrapassar Fernando Alonso (Ferrari) e assumir a vice-liderança, passou o espanhol como se dirigisse um carro com motor V8 e o espanhol um modelo equipado com propulsor 1.0L.

175468Quem não está bem nesta disputa é o brasileiro Felipe Massa. Apesar de tentar ser agressivo, comete erros que não condizem com sua posição de ferrarista. E o time parece que não está nem ai com ele, já que erra proporcionalmente ao desempenho do brasileiro. Tanto que, nesta prova, enquanto Alonso conquistou o primeiro pódio da temporada, Felipe sequer conseguiu marcar pontos. Ele errou ao sair da pista e o time errou nas três paradas que ele fez.

Durante a semana que antecedeu o GP turco, surgiram boatos de que a Ferrari consultou os empresários de Vettel e Nico Rosberg (Mercedes GP), com certeza eles querem um piloto para substituir Massa e não Alonso. Seria esta corrida a mostra da insatisfação do time com o brasileiro? O problema para a torcida é que se Felipe sair da Ferrari, dificilmente conseguirá outra equipe de ponta.

175460O outro brasileiro que participou da prova, Rubens Barrichello (Willams), fez o que pode. Apesar de andar na zona de pontuação, depois de largar na 11ª posição, teve que se conformar com um 15º lugar. A Willams passa por uma reformulação profunda. Ao observar o desempenho dos carros azul e branco, fica fácil prever que nosso bravo Rubinho, não conseguirá muita coisa e talvez, mesmo não querendo, terá que pendurar o capacete ao final da temporada.

175507Ao final, depois de muitas disputas e alterações de posições, marcaram pontos no GP da Turquia o vencedor Vettel, que liderou de ponta a ponta. Webber chegou em segundo e Alonso em terceiro.  O inglês Lewis Hamilton (McLaren) foi o quarto, quinta posição para Nico Rosberg e Jenson Button (McLaren,) foi o sexto. O alemão Nick Heidfeld e o russo Vitaly Petrov, ambos da Renault chegaram na sétima e oitava posição. O suíço Sebastien Buemi (Toro Rosso) foi o nono e o japonês Kamui Kobayashi (Sauber), chegou na décima posição.
A Ferrari mostrou evolução em ritmo de corrida e a Mercedes na classificação. Já a McLaren estagnou, ou seja, os homens das pranchetas ainda têm muito trabalho pela frente, para tentar impedir mais um título de Vettel.
A próxima prova acontece dia 22 de maio em Barcelona, o Grande Prêmio da Espanha.

Rapidinhas
O carro precisa mudar
Sem marcar nenhum ponto até agora, a Williams faz até aqui a sua pior campanha na F-1. O brasileiro Rubens Barrichello cobra mudanças. "Tivemos uma melhora no treino de classificação, mas precisamos fazer algumas mudanças no carro para garantir que os pneus traseiros possam chegar ao fim da corrida em boa condição. Portanto, cabe a nós a melhorar o nosso ritmo", afirmou Barrichello depois do decepcionante 15º lugar.
Sem explicação
Felipe Massa tenta manter o astral elevado, mas o fato é que a Ferrari está deixando o brasileiro de lado e concentrando suas forças em Fernando Alonso. "Tudo aconteceu comigo hoje e eu não fui capaz de conseguir o resultado que estava ao meu alcance. É uma pena, porque o carro era competitivo e o ritmo era muito bom”, comentou depois da prova.
Novos motores em 2013
Jean Todt, presidente da FIA (Federação Internacional de Automobilismo), tem
reunirão marcada no próximo dia 21 em Barcelona, com todos os representantes das equipes. Na pauta, os motores que serão utilizados em 2013. A proposta é de implantar um propulsor de quatro cilindros, com 1,6 litro de volume total. A maioria dos times e Bernie Ecclestone não aprovam esta ideia.

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