Mostrando postagens classificadas por data para a consulta Nova Ranger). Ordenar por relevância Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens classificadas por data para a consulta Nova Ranger). Ordenar por relevância Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 8 de abril de 2016

Lançamento: Nova Ranger 2017




Leia no AutoAgora: Picape média da Ford recebe novo desenho, painel de instrumentos, coxins dos motores, o motor Flex não tem mais o tanquinho de partida a frio. É só acessar o link abaixo:


sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

PENSAR, ANTES DE DECIDIR

Logo_Alta_Roda[3]
Por: Fernando Calmon
FOTO_F~2A primeira refinaria do País que terá 75% de sua produção direcionada ao diesel começa agora a processar cargas (trens, no jargão próprio) de petróleo. Localizada em Ipojuca, Pernambuco, continua envolvida na confusão atual da Petrobrás e em um inexplicável aumento de custos – cerca de 10 vezes – que envergonha os brasileiros. Exige um tempo até alcançar os 200 mil barris diários de diesel, que podem diminuir, mas não eliminar de todo a dependência de importação desse derivado. Há duas novas refinarias projetadas, sem data nem de início das obras.

Esse acontecimento traz à discussão o momento de liberar o uso de diesel em automóveis no Brasil. Existe até lobby de produtores de autopeças em esforço de convencimento, porém curiosamente nenhuma fábrica de veículos. Mais curioso ainda foi a decisão do governo francês, anunciada semana passada, de desestimular veículos de passeio a diesel. Na França 70% das vendas de modelos novos das marcas locais, Citroën, Peugeot e Renault, se concentram em motores diesel. Será estreitada a diferença de preço para a gasolina e tomadas as providências para diminuir a frota que usa o mesmo combustível de caminhões, ônibus, trens e outros veículos e máquinas comerciais.

Note-se que o governo tem 15% das ações da Renault e 14% da PSA Peugeot Citroën. Ambas se queixaram de perda de competitividade, maior dificuldade em atender as emissões de CO2 (gás carbônico), mas nada se reverteu. No entanto, utilização de turbocompressor em motores a gasolina de menor cilindrada (chamado de downsizing) vem tirando a desvantagem de consumo e de nível de torque frente aos a diesel. Mesmo na França é preciso rodar 20.000 km por ano para valer a pena porque um automóvel a diesel tem custos (e preços) até 10% superiores. Com essa rentabilidade camarada é fácil compreender a existência de lobbies, mesmo que desbalanceie a estrutura de refino de combustíveis.

Nos EUA, o governo também “atrapalha” a dieselização de veículos leves e autorizou apenas gasolina no programa de forte redução de consumo (e também de CO2) até 2022. Como sobra diesel no país exportam para a Europa que, há décadas, investiu nesse combustível para se defender dos carros japoneses a gasolina.

Quanto ao Brasil, existe o etanol nessa equação, alternativa capaz de reduzir em 80% as emissões de CO2 no ciclo fechado da produção ao consumo. Se liberado diesel indiscriminadamente para automóveis, emissões de gás carbônico aumentarão, autossuficiência em diesel ficará difícil de alcançar e tornará ainda menos rentável produzir etanol – cerca de 50 usinas já fecharam.

Ao contrário do que se pensa, há poucos estímulos no Brasil para etanol. Cide, por exemplo, incide apenas sobre gasolina, mas foi zerada para “combater a inflação”. Propulsor de 1 litro responde por quase metade das vendas e tem a mesma alíquota de IPI para flex ou gasolina. IPVA, idem, para gasolina ou flex, enquanto motor só a etanol tem alíquota apenas 1% menor.
Colocar o diesel com Arla 32, contaminável por água depois de 30 dias armazenado e biodiesel de várias fontes como quarto combustível (somado o GNV), precisa ser muito bem pensado e pesado.

RODA VIVA
CASO as vendas em 2014 caiam um pouco menos de 10% frente a 2013 já será um pequeno alívio. Ao longo deste ano atípico se temeu queda ainda maior. Estoques voltaram a subir de 40 para 42 dias entre outubro e novembro. Este mês se espera pequena reação pela maior oferta de crédito e compras antecipadas para fugir do aumento do IPI em janeiro próximo.

FORD antecipou, sem pormenores, que terá oito novidades em 2015, sendo duas em caminhões leves. Já se tem como certo reestilizações de Focus (hatch e sedã), Ranger (cabines simples e dupla), nova geração do crossover Edge (estreia em janeiro no Salão de Detroit) e, a concluir o processo de homologação, o Mustang.

ARGENTINO Citroën C4 Lounge 2015 tem versões intermediárias e de topo com primeiro motor turboflex, 1,6 L, do segmento de médios-compactos. Importado da França e desenvolvido em conjunto com engenharia brasileira, ganha 7 cv (agora, 173 cv) quando abastecido a etanol. Câmbio automático também foi melhorado e o conjunto impressiona bem. Preços: R$ 78.790 a 85.490.

NISSAN não importará o Nissan GT-R, de 545 cv e nada menos de 64 kgfm, pela dificuldade de homologar e nem tanto pelo preço que seria competitivo (menos de R$ 500 mil) em relação ao desempenho excepcional. Afinal, baixar de três segundos de 0 a 100 km/h o coloca em um clube que se conta os sócios pelos dedos de uma mão. Sua produção muito limitada também é empecilho.

EMPRESAS de rastreamento estão se sofisticando. A Ituran, multinacional israelense, já oferecia seguro total contra furto/roubo de veículo que usasse seu sistema e não fosse recuperado. Agora agregou também seguro contra danos materiais e físicos a terceiros, cobertura acessível e muitas vezes pouco valorizada. A empresa espera atrair mais clientes das classes C e D.
____________________________________________________
fernando@calmon.jor.br e twitter.com/fernandocalmon

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Ford mostra Novo Troller

Troller T4 3-4 FrenteO jipe brasileiro ganhou nova arquitetura, design esportivo, acabamento interno requintado, o motor diesel e transmissão passam a ser da Ford

Por: Edison Ragassi/ Fotos: Divulgação

Na Avenida Europa, em São Paulo, o novo Troller T4 fez a primeira aparição pública, dia 31/05, como veículo de produção. Até então ele já havia sido mostrado como showcar no Salão do Automóvel de São Paulo.

A empresa foi adquirida pelo grupo Ford Motor Company em 2007, o qual implantou seu sistema de gestão e integrou a fabricante especializada na produção de veículos 4X4 no seu sistema de trabalho.

O novo veículo foi desenvolvido no Centro de Desenvolvimento e Design em Camaçari, na Bahia. A carroceria é feita com material chamado compósito especial, o design foi concebido tendo como base um novo projeto aerodinâmico.

Troller T4 3-4 Traseira

Os para-lamas são largos integrados à carroceria, o capô com porte central elevado, amplas portas com soleiras na altura do piso e as rodas são de alumínio de 17 polegadas. A grade dianteira usa tramas entrelaçadas e as lanternas traseiras são de LED. O interior também recebeu novo design, com materiais de alta qualidade e fácil limpeza.

Não foi confirmado, mas pela configuração do motor diesel 3.2 L e a transmissão manual de seis velocidades, a dedução é de que o jipe passa a utilizar o mesmo trem de força da Nova Ranger diesel, o qual entrega potência de 200 cv a 3.000 rpm e torque máximo de 470 Nm entre 1.750 e 2.500 rpm.

Troller T4 FrenteA Ford investiu na fábrica da Troller que foi remodelada. Localizada na cidade de Horizonte, no Ceará, teve os processos de produção aprimorados e foram introduzidos programas de qualidade. O Novo Troller T4 deverá ser lançado ainda no primeiro semestre deste ano.

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Lançamento: Nova Ranger Sport

Ranger Sport 17Ford lança versão esportiva de sua picape média, ela recebeu acessórios exclusivos, só é vendida com motor flex e câmbio manual de cinco marchas

Texto: Edison Ragassi/ Fotos: Divulgação

Dia 28 de março, a Ford lançou em São Paulo a Nova Ranger Sport. No visual privilegia a esportividade, tem aplique frontal no para-choque, santantônio, faixas laterais nas portas e na caçamba, adesivo e soleiras exclusivas.

Ranger Sport 27Faróis de neblina, retrovisores elétricos, travas elétricas com controle remoto e diferencial traseiro deslizante. Tem ainda ar-condicionado, comandos de áudio no volante, piloto automático, CD/MP3-player com entrada USB, conexão Bluetooth e tela de LCD de 4,2 polegadas. As rodas são em liga leve de 17 polegadas, com pneus todo terreno 265/65 R17 ATR.

Ranger Sport 29Esta versão da picape média é comercializada apenas com motor 2.5 Flex de 16 válvulas, o qual foi desenvolvido apenas para o Brasil. O Duratec de quatro cilindros tem potência de 173 cv (E)/ 168 cv (G) a 5.500 rpm, entrega torque de 24,07 kgfm (G)/ 24,78 kgfm (E). O bloco é de alumínio e comando de válvulas variável eletrônico (iVCT).

Ranger Sport_bancosA transmissão é manual de cinco velocidades, no painel há sinalização que indica o momento ideal de troca de marcha e auxiliar o motorista na economia de combustível. A alavanca de câmbio curta foi colocada no console central.

A suspensão dianteira é do tipo independente, com molas helicoidais e barra estabilizadora. Na traseira tem eixo rígido com feixe de molas longitudinais.

Ranger Sport_Painel

Traz ainda, direção hidráulica, vidros elétricos com acionamento a um toque para o motorista, computador de bordo com 7 funções, freios ABS nas quatro rodas com EBD, airbags, alarme volumétrico, coluna de direção com regulagem de altura, abertura interna do tanque de combustível, chave tipo canivete e console no teto com luz de leitura. Na caçamba a capacidade volumétrica é de 1.800 litros e 1.455 kg de carga.

Ranger Sport 18Com preço sugerido para venda de R$ 67.990, a Ford espera continuar a trajetória de sucesso da versão Sport, a qual foi lançada em 2007 na geração anterior e alcançou mais de 10.000 unidades vendidas.

sábado, 25 de janeiro de 2014

ALÍVIO DE NOVOS ARES

CARTAO_FINAL.indd

Por: Fernando Calmon

Foto F. Calmon 19 - médiaQuando fecharem as portas no próximo domingo, os organizadores do Salão de Detroit, depois de investir em reformas e ampliação das áreas de exposição, poderão respirar aliviados. Indicadores apontam recuperação firme do mercado interno americano (15, 6 milhões de automóveis e comerciais leves em 2013), interesse maior pelos salões e até outra mentalidade em relação aos modelos caros. Compradores abonados voltaram a trocar de carro, sem preocupação de manter a cor, para não chamar a atenção de vizinhos e amigos.

Um dos ícones para os americanos estreou na exposição do Cobo Hall com a maior evolução de sua história. A picape pesada F150, veículo líder por lá há 37 anos em quatro versões de mesmo nome, agora usa várias partes da carroceria em alumínio. Representou menos 320 kg de peso e permitiu oferecer motor V-6 turbo de “apenas” 2,7 litros. Novos Mustangs cupê e conversível atraíram atenções, mas aqui só em 2015.

Estreia mundial, que interessa de perto, pois será produzido em Iracemápolis (SP), foi o Mercedes-Benz Classe C todo novo, antes só visto em fotos. O sedã ficou maior por dentro, 100 kg mais leve e tem opções de suspensão a ar e porta-malas com caixa sanfonável central.

Novo Honda Fit, um pouco mais largo e maior entre-eixos, é o mesmo de produção brasileira previsto para o segundo trimestre, agora de novo com câmbio automático CVT. Em entrevista a jornalistas brasileiros, o executivo da Hyundai responsável por vendas mundiais, Tak Uk Im, admitiu ampliação da fábrica de Piracicaba (SP) para produção do SUV compacto derivado do HB20 e até do i30 em Anápolis (GO).

A anunciada fusão Fiat-Chrysler repercutiu no salão e a empresa falou pela primeira vez em uma fábrica brasileira, sem pormenores. Certamente ficará em Goiana (PE) e os produtos serão Jeep, conforme essa coluna já adiantou.

Detroit também viu novidades bem interessantes. Destaque para a classuda versão Targa do Porsche 911, agora com teto central de lona e escamoteamento elétrico. BMW mostrou o Série 2 (cupê do Série 1) e motores 6-cilindros em linha (no lugar dos V-8) nos sedãs “superardidos” M3 e M4. Corvette Z06 com seu V-8 de 625 cv/87 kgf∙m, surpreendeu por oferecer, além de câmbio automático de oito marchas, um manual de sete marchas, visto antes apenas no 911.

Entre carros-conceito, Audi e Volvo sobressaíram com Allroad Shooting Brake e XC que antecipam os futuros Q1 e XC90, respectivamente. Toyota ousou ao mostrar o modelo esporte FT-1, que inclui vidro no capô para exibir o motor (pode ser V-6 ou V-8). Mas há também exagerados, como VW Beetle (Fusca) Dune, cheio de apêndices de dar inveja a “aventureiros” desvairados. Tomara que o czar de design, Walter de’ Silva, não aprove esse cochilo de salão.

GM esteve em dúvida, mas acabou de volta ao segmento das picapes médias com a Chevrolet Colorado, na realidade versão da S10 feita no Brasil e na Tailândia com frente e acabamentos diferentes. Quanto à Cadillac, trocou o estande do grupo por nova posição bem em frente à Mercedes-Benz. Afinal, seus modelos miram diretamente nas marcas premium alemãs. A subsidiária brasileira deve importar ao menos um modelo de sua marca de topo, talvez já no fim do ano.

RODA VIVA

DIFICULDADES cambiais e financeiras na Argentina podem adiar produção do SUV médio Everest, baseado na Ranger, previsto para 2015. Pelo mesmo motivo, Kuga (SUV derivado do Focus) também está sob dúvida. Porém, Ford prepara quatro novidades para o Brasil este ano: compactos Ka (hatch e sedã, cinco e quatro portas), motor 3-cilindros e o novo SUV importado Edge.

DIETER ZETSCHE, presidente mundial da Daimler, disse a jornalistas no Salão de Detroit que planos da Mercedes-Benz no Brasil vão além dos dois modelos já anunciados: Classes C e GLA. Reafirmou cautela na escolha de futuros produtos, depois dos percalços do Classe A nacional. Para a coluna, embora esse novo hatch não esteja descartado, sedã CLA parece bem cotado.

ABEIVA, que reúne marcas sem produção no Brasil, deseja mudar e abrigar sócios que terão fábricas no País: Chery, JAC e Land Rover. Estas avaliam que não teriam voz ativa na Anfavea, onde só cinco empresas se revezam na presidência, apesar de sua decisões por “consenso”. Na Argentina, Adefa tem rodízio anual por ordem alfabética de todos os membros.

ANTIGO Uno Mille, fora de produção desde dezembro último, passou o indesejado troféu de automóvel mais antigo do mundo em fabricação contínua ao mexicano Nissan Tsuru. Esse ancestral do Sentra, se não for descontinuado, entra agora no 30º ano de vida. Coincidentemente, Lada Samara foi contemporâneo do Uno, lançado em 1984, e também saiu de linha ano passado.

CORREÇÃO: segundo modelo a assumir a liderança, em 2013, de um dos segmentos da coluna Alta Roda, publicada na semana passada, foi o médio-compacto Civic. O outro, monovolume compacto Spin, foi citado corretamente. O C4 Picasso, monovolume médio, já havia liderado sua classe em 2012.

____________________________________________________

fernando@calmon.jor.br e www.twitter.com/fernandocalmon

sábado, 7 de setembro de 2013

EQUILÍBRIO DEVE HAVER

CARTAO_FINAL.indd

Por: Fernando Calmon

Foto F. Calmon 19 - médiaA última rodada de testes de impacto do Latin NCAP (sigla em inglês para programa de avaliação de carros novos) resultou em novas críticas sobre a real segurança dos automóveis vendidos no mercado brasileiro e em toda a América Latina, incluído o México.

De fato, comentários negativos deveriam se centrar nos legisladores porque, afinal, os modelos vendidos na região estão de acordo com as regulamentações oficiais. No entanto, esse é um assunto complexo, pois não existe consenso em torno do tipo de teste, velocidades envolvidas, ferimentos nos dummies (bonecos com sensores) e atribuição de notas na escala de uma a cinco estrelas.

A regulamentação daqui prevê que as fábricas podem escolher entre o padrão americano (batida em 100% da frente, a 56 km/h, contra barreira indeformável) e o europeu (batida em 40% da frente, a 64 km/h, contra barreira deformável). Especialistas apontam que o primeiro se preocupa com dispositivos internos de retenção e o segundo com a estrutura do habitáculo. Há sérias controvérsias técnicas e políticas sobre o tema.

EuroNCAP surgiu na Europa, em 1997, como organização não governamental de entidades de consumidores. Houve conflitos iniciais com fabricantes, mas hoje as regulamentações são discutidas sob cronogramas adequados. Decidiu, então, expandir os negócios para a única região ainda inexplorada. Latin NCAP, braço da entidade europeia sediado no Uruguai, começou há três anos com regras relativamente mais severas para atuar em mercados de menor poder aquisitivo. Escolheu o padrão europeu, mesmo sabendo que as regras no Brasil admitem o padrão americano. Outras trapalhadas técnicas ocorreram, por açodamento e incompetência.

Nova legislação brasileira foi anunciada há cinco anos para automóveis e comerciais leves e, a partir de 2014, nenhum desses poderá ser comercializado sem atender critérios biomecânicos de proteção aos ocupantes. Airbags frontais e freios ABS (antitravamento) serão mandatórios.

Segundo André Dantas, engenheiro mecânico e mecatrônico, “carro de quatro estrelas não é matematicamente duas vezes mais seguro que o de duas estrelas. Isso só confunde o consumidor leigo. Além disso, velocidades em cidades são bem menores e, em estradas, podem gerar forças superiores às suportadas por órgãos internos do corpo humano. Sistemas de segurança são eficazes apenas em uma faixa estreita de riscos potenciais”. Para ler seu artigo completo: tinyurl.com/pylxqb4 .

O Observatório Nacional de Segurança Viária também questiona os critérios de estrelas e as notas díspares entre segurança nos bancos dianteiros e de cadeiras infantis no banco traseiro.

Na recente batelada de resultados, o Latin NCAP testou um modelo sem airbags, embora este seja vendido no Brasil e na Argentina somente com tais equipamentos de série. Espécie de “castigo” por serem exportados “inseguros” para outros países latinos. A entidade também se envolveu em querelas com o Centro de Experimentação e Segurança Viária, da Argentina.

Na realidade, veículos mais seguros têm custos maiores. Carros grandes, em geral, oferecem maior proteção que os menores. Um equilíbrio deve haver. De preferência sem atitudes oportunistas e com discussões racionais.

RODA VIVA

FORD foi mais ágil e lançará o novo Focus, no fim do mês, com primeiro sistema de injeção direta para gasolina e etanol hidratado (flex). Tal recurso permite aumentar potência e diminuir consumo, mas cada fabricante faz acertos específicos. No caso, potência do motor 2 L subiu 20% para 178 cv (etanol). Também decidiu concentrar esforço de marketing na versão sedã.

MARCAS como a Audi podem se dar ao luxo de ter duplo sistema de injeção, direta e indireta (quatro injetores para cada um). É assim o A3 Sportback com motor 1,8 L/180 cv/25,5 kgf∙m. O hatch médio-compacto também está 90 kg mais leve e, combinado ao novo motor especialmente suave, faz esquecer das agruras do trânsito na cidade. E se deliciar nas estradas.

CARROS elétricos têm prioridade temática para a Renault e também o Brasil entrou no radar da empresa. Até agora, apenas a Nissan, sua coligada na aliança franco-nipônica, estabeleceu esforços por aqui nesse campo. Primeira experiência com a Companhia Paulista de Força e Luz assemelha-se à da Fiat com a Itaipu Binacional.

ESCALADA de potência nos motores Diesel de picapes e SUVs médios chegou à S10 e ao Trailblazer. No ano-modelo 2014, entrega 200 cv igualando-se à Ranger. Além disso, torque atinge nada menos que 51 kgf∙m. A Chevrolet já havia diminuído o preço do Trailblazer porque tinha errado na mão. Acrescentou sistema de áudio com tela tátil de sete pol. e GPS via celular.

PEUGEOT anunciou o preço do 408 com câmbio automático de seis marchas e motor 2 litros/151 cv. Antes disponível apenas com o turbo de 1.6 L/165 cv, versão Allure sai por R$ 65.990 ou R$ 2.000 a mais que o anterior automático de quatro marchas. Vale a pena: trocas de marchas bem mais suaves e silêncio a bordo.

____________________________________________________

fernando@calmon.jor.br e www.twitter.com/fernandocalmon

sábado, 27 de julho de 2013

CHEGA DE ESPERTEZA

CARTAO_FINAL.indd

Por: Fernando Calmon

Foto F. Calmon 19 - médiaImprovisação, em assuntos que merecem atenção do poder público, infelizmente continua como regra. Demonstração desse descaso aconteceu com a inspeção técnica ambiental (ITA) na cidade de São Paulo. Em nível nacional existe um Plano de Controle de Poluição Veicular (PCPV) que obriga governos estaduais a levantar um inventário de emissões e controlar via inspeção de veículos o nível de poluentes.

Liminar concedida há três meses ao Ministério Público paulista, pela 14ª Vara da Fazenda Pública, determinou a ITA em 128 municípios e em toda a frota movida a diesel no Estado. Nada aconteceu até agora. Em teoria outros Estados poderiam ser acionados, pois o PCPV existe desde 1994. Na capital paulista, a inspeção começou de forma totalmente deturpada há quatro anos.

Esta coluna sempre defendeu a fiscalização de segurança e ambiental integradas. Mas o pior dos mundos aconteceu na maior cidade do país. Além da inspeção não incluir itens de segurança, começou justamente pelos veículos novos, subvertendo a mais comezinha das lógicas. Apenas depois de todo o desperdício de tempo e dinheiro é que a nova administração da Prefeitura decidiu implantar o mesmo cronograma adotado em outros países e defendido nesse espaço por várias vezes.

Já em 2014, a ITA atingirá apenas veículos a partir do quarto licenciamento (mais de três anos de uso), a cada dois anos, até o décimo, quando passa a ser anual. Movidos a diesel continuam com a regra antiga Só pagará a taxa de serviço quem for reprovado. Aqueles licenciados em outros municípios, que circulem por mais de 120 dias na capital, serão obrigados a fazer inspeção (antes dispensados), mas deverão pagar a taxa. Esta exigência pretende trazer de volta parcela da frota da capital licenciada em municípios vizinhos para escapar da inspeção. Isso trazia prejuízo a São Paulo, que perdeu sua parte na divisão do IPVA estadual.

Improvisação, no entanto, continua. A Prefeitura vai abolir a ITA centralizada pela empresa Controlar, que instalou 16 centros, 200 linhas de inspeção e, à exceção de sua avidez por faturar, faz um bom trabalho. Experiências de pulverizar o programa tentadas em outros países não deram certo pela dificuldade de fiscalização. Também se questiona a gratuidade do serviço. Afinal, quem não possui carro acabará por também pagar a conta.

Outro ponto importante, particularmente em uma cidade de elevado poder aquisitivo, é o estímulo para a troca do veículo após três anos de uso, período de dispensa da obrigação. Resultado aparecerá na forma de renovação mais acelerada da frota, algo altamente benéfico para a qualidade do ar.

Vergonhosa mesmo foi a atitude de sindicatos de comerciantes de autopeças (Sincopeças) e de donos de oficinas (Sindirepa). Podiam ao menos ficar neutros, porém, ao contrário, divulgaram protestos com argumento absurdo em favor de seus próprios negócios. Para eles, a inspeção deveria continuar anual, para todos os veículos, a fim de “conscientizar” os motoristas sobre a importância da manutenção. Ora, isso permanece em pauta: frota-alvo a fiscalizar passará por vistoria. E, afinal, carros novos têm sistemas antipoluição garantidos por cinco anos ou 80.000 km. Chega de esperteza.

RODA VIVA

NOVO atraso no início da produção do SUV médio-compacto ix35 na fábrica Hyundai-CAOA, de Anápolis, GO. Plano inicial era começar a montagem no final de 2012. Além de atrasos previsíveis, cronograma pode ter sido prejudicado pela falência do banco BVA, em que o Grupo CAOA tinha aplicações de R$ 600 milhões. Segundo a empresa, Tucson continuará em linha.

AUDI A3 Sportback impressiona por suas maiores dimensões (quase 6 cm a mais de entre-eixos) e ainda ter perdido cerca de 90 kg de massa total por uso extensivo de alumínio e aços leves. Destaque ao interior com ótimo acabamento, tela multimídia de 7 pol e freio de estacionamento eletromecânico. Motor 1,8 l/180 cv turbo utiliza inédita injeção direta e indireta. Preço: R$ 124.300.

SEM nada lembrar a geração anterior, novo Toyota RAV4 exibe estilo mais jovem e dispensou estepe externo. Roda sobressalente fica sob o assoalho do porta-malas, cuja tampa é ruidosa em piso irregular. Mas, suspensões são ótimas em qualquer situação. Materiais internos equilibram partes rígidas e de toque suave. Ótimo conjunto motor e câmbio CVT (7 marchas virtuais).

FOCADA no mercado brasileiro, Fiat não economizou ao decidir desenvolver versão flexível para o motor MultiAir do subcompacto descolado 500. Mesmo ao representar só 15% das vendas, motor 1,4/16 v, de ação eletro-hidráulica das válvulas de admissão, cobre essa lacuna e oferece dois cv extras de potência (107 cv) com etanol. Diferença é pouco perceptível.

CORREÇÃO: potência do inédito motor V-6 a gasolina do novo Ranger Rover Sport é de 340 cv (diesel 292 cv). No início do próximo ano, a marca inglesa lançará versão diesel híbrida na Europa. Não há, porém, previsão desta opção ser exportada para o Brasil em razão do preço elevado.

____________________________________________________

fernando@calmon.jor.br e www.twitter.com/fernandocalmon

sábado, 22 de junho de 2013

LEGISLAÇÕES ATRAPALHADAS

CARTAO_FINAL.indd

Por: Fernando Calmon

Foto F. Calmon 19 - médiaTudo indica que a obrigatoriedade de utilização de rastreadores em veículos novos (incluindo motocicletas) será adiada pela quarta vez. Deveriam ser instalados, no final deste semestre, na própria linha de montagem de todos os veículos produzidos no Brasil ou importados. Esse dispositivo foi imposição do ex-ministro das Cidades e presidente do Contran, Márcio Fortes, apesar de vários especialistas do próprio órgão e representantes do setor automobilístico terem ponderado sobre dificuldades técnicas, custo-benefício inadequado e aumento de preço ao consumidor mesmo nas regiões do país de baixo risco de roubos e furtos.

Depois de superar imbróglios jurídicos quanto ao cerceamento de privacidade e de desenvolvimento dos equipamentos, iniciou-se a fase de testes reais em campo conhecida como operação assistida. Ao final de cada uma de três dessas operações, com frotas espalhadas pelo Brasil, constatou-se o óbvio: a rede de telefonia celular, fundamental para funcionamento do sistema, apresenta grandes áreas de sombra (falta de cobertura) e ficaria ainda mais congestionada com tráfego de dados do que já está.

Solução racional, a que o puro voluntarismo oficial ainda resiste, seria iniciar o programa oferecendo o equipamento como opcional de fábrica. Deixaria de prejudicar quem dele não tem necessidade, possibilitaria testar eficiência na vida real e se, de fato, quadrilhas especializadas seriam incapazes de anular o sistema com facilidade. Além disso, o efeito sobre a inibição de roubos seria bastante lento porque apenas os carros novos estariam “contemplados”.

Em paralelo há outro programa – Sistema Nacional de Identificação Automática de Veículos (Siniav) – em implantação. Também atrasado, para variar, tem custo muito menor e poderia abranger toda a frota circulante em poucos anos. Bastaria colar um chip no para-brisa ou vidro traseiro, no processo de licenciamento anual, e desenvolver uma rede estratégica de antenas.

Trata-se da versão eletrônica das antigas plaquetas ou selos anuais. Evitaria a parada desnecessária em blitzes de fiscalização e teria efeito também no combate a furtos e roubos. Poderia, ainda, facilmente se integrar ao pedágio eletrônico e a grandes estacionamentos. Por sua racionalidade seria solução bem melhor, mas isso parece não passar pela cabeça dos burocratas.

Ainda quanto à legislação de trânsito, entra em vigor, agora em 1º de julho, a Resolução Contran 404/2012. O motorista fica, definitivamente, livre de ir ao cartório para identificar o condutor, no caso de multa em que ele não esteja ao volante. Volta, como era antes, a comunicação via Correio, ameaçada pela Resolução 363/2010 e cancelada às vésperas de vigir.

Essa mesma Resolução tenta regulamentar a advertência por escrito no lugar de multas leves e média, mas na prática em quase nada melhorou o implícito viés educativo. Basta ler o parágrafo 8, do Artigo 9º: “Caso a autoridade de trânsito não entenda como medida mais educativa a aplicação da Penalidade de Advertência por Escrito, aplicará a Penalidade de Multa.” Com tal redação infame e a avidez arrecadatória do poder público, a tendência é se transformar em letra morta, salvo raríssimas exceções.

RODA VIVA

NISSAN, apoiada pelo governo fluminense, estuda possível montagem do elétrico Leaf na nova fábrica de Resende, a ser inaugurada no início de 2014. Para isso Carlos Ghosn, presidente da aliança Renault-Nissan, veio especialmente ao País. Renault iniciará importações da França. Além do Mégane R.S., primeiro lote do SUV compacto Captur já embarcou rumo ao Brasil.

EMBORA a Mercedes-Benz esteja em tratativa final para usar instalações da Nissan mexicana e montar o sedã CLA para exportar às Américas, acordo não se replicará aqui. Conforme a coluna antecipou, a marca alemã concentra atenções finais entre Joinville, Juiz de Fora e, com menos chance, alguma cidade paulista para produção do SUV compacto GLA e os Classes A e C.

SAIU acordo entre GM e sindicato dos metalúrgicos de São José dos Campos para garantir novos investimentos. Depois de longas e desgastantes negociações, improvável que essa fábrica não seja escolhida para abrigar a produção do próximo subcompacto mundial da Chevrolet. Desembolso pesado, de R$ 2,5 bilhões, para desenvolver e produzir o carro no Brasil.

MITSUBISHI terá motor flex de 2,4 litros na picape média L 200 Triton, em dois ou três meses, para concorrer com versões semelhantes da S10 e da Ranger. Apelo é oferecer algo mais acessível frente aos produtos com motor diesel e ao atual V6 flex. Fábrica cogita, ainda, do câmbio automatizado, que representaria vantagem nada desprezível frente às concorrentes.

OUTRO exemplo de oferecer mais pelo mesmo preço (na realidade, redução indireta de preço) em cenário de crescente concorrência. Fiat acrescentou, como item de série, direção de assistência hidráulica no Uno, menos na versão de entrada, que tem apelo maior para frotistas e uso comercial.

____________________________________________________

fernando@calmon.jor.br e www.twitter.com/fernandocalmon

domingo, 17 de março de 2013

Lançamento: Range Rover Vogue

RR_Vogue-3903Preparado para todo o terreno, SUV de luxo inglês agora é fabricado em nova arquitetura, a carroceria feita 100% em alumínio e utiliza potentes motores a diesel e gasolina

Por: Edison Ragassi/ Fotos: Divulgação

A Land Rover traz para o Brasil a quarta geração do SUV de luxo Ranger Rover Vogue.

Em relação ao modelo anterior o carro passou por várias alterações, a começar pela estrutura, que agora é fabricada toda em alumínio, isso segundo a Land Rover, deixou o veículo 420 kg mais leve. Na construção foram empregadas técnicas utilizadas na engenharia aeronáutica, assim foram eliminados vários pontos de solda.

RR_Vogue-4861Os engenheiros e designers da marca inglesa desenvolveram um novo visual para o SUV de luxo, mas sem perder a identidade impressa nas gerações passadas, por isso preservarão as linhas do teto, cintura e linha de baixo.

Ele permanece com o visual de linhas quadradas, mas detalhes arredondados e vincos como os utilizados na parte frontal foram acrescentados para auxiliar na composição aerodinâmica. A grade é grande e móvel, ela adapta-se de acordo com a velocidade, os faróis embutidos têm pontas que avançam para os para-lamas. Dentro do conjunto ótico uma mistura de tecnologias. As unidades de projeção de luz xenon usam desenho que lembra as lentes de câmeras de alto desempenho. O LED - que começou como tendência e hoje presente em quase todos os modelos fabricados na Europa-, integra o conjunto ótico e forma linhas entrelaçadas quando ativo.

RR_Vogue-4900Na traseira, as lanternas também embutidas nas colunas, têm uma aba que invade a lateral na mesma direção do vinco. A lanterna e luzes de freio usam padrão quadrado, enquanto o desenho das é de “linha tripla”. Completa o conjunto de luzes com um LED, a luz de freio no estilo "escondido até que aceso" posicionado no alto e abaixo do spoiler em toda a extensão da traseira como uma lâmina de luz.

Em dimensões o novo Vogue tem agora 4.999 mm, ou seja, cresceu 27 mm no comprimento, o entre-eixo também foi ampliado em 42 mm passou a 2.992 mm e a altura é de 1.835 mm.

RR_RR_13MY_Interior_06

Como se trata de um veículo luxuoso, o interior utiliza materiais naturais na tapeçaria, madeira e couro. O painel de instrumentos digital simula mostradores analógicos, com o carro desligado não é possível visualizar os instrumentos, ao acionar o contato, eles aparecem. Não há chave, funciona com sensor de proximidade.

São vários os itens em destaque:

• Sistemas de som surround Meridian exclusivos

• Telas ― alta resolução e última geração em tecnologia, com painel de instrumentos digital de 12” e uma central touch screen central 8” com funcionalidade Dual-View (o passageiro pode assistir um filme, sem que o condutor veja)

• Comandos por voz e conectividade ― pacote de conectividade para dispositivos móveis

LR_Range_Rover_Detail_02

• Controle de clima ― o novo sistema independente de quatro zonas

• Assentos luxuosos ― assentos melhorados com novas características de luxo como modo massagem

• Iluminação interior ― última geração de LED para iluminação, inclusive com capacidade de mudar o esquema de cores para criar ambientes diferentes

LR_Range_Rover_Detail_08

Para melhor desempenho dinâmico e segurança ao motorista ele tem:

• Sistema de controle antirolagem de 2 canais - Resposta Dinâmica com amortecimento continuamente variável

• Direção elétrica que permite o Assistente de Estacionamento ― ajuda os motoristas a estacionarem o carro em pequenos espaços urbanos

• Piloto automático adaptativo ― a nova característica permite que o sistema continue funcionando em baixas velocidades e chegar a uma parada total e após a saída do carro da frente, retorne a sua velocidade original

• Freio de emergência inteligente (inclusive o Assistente de Frenagem de Emergência Avançado) ― para ajudar os motoristas a reduzir o impacto de colisões se o trânsito a frente parar repentinamente ou outro veículo entrar de repente em sua faixa

• Monitoramento do ponto cego com a nova função que identifica veículos que se aproximem rapidamente por trás

• Detecção de marcha a ré ― alerta o motorista das potenciais colisões durante manobras de marcha atrás

• Limitador de velocidade ajustável ― permite estipular a velocidade máxima do veículo

• Sistema de câmera surround ― 5 câmeras com visão da lateral, dianteira, traseira e diagonal, auxílio para estacionamento em marcha a ré e auxílio para engate

São várias as opções oferecidas, no total são:

• 17 temas de cores para o interior, mais a escolha adicional de cores dos assentos

• Três madeiras para o interior no lançamento, com outras que ainda serão lançadas

• Três cores de destaque

RR_RR_13MY_Interior_06

• 37 acabamentos de tinta para o exterior, inclusive 22 colores exclusivas Autobiography

• Duas cores de teto para contraste ― preto Santorini e prata Indus

• Sete designs de rodas de liga leve de 20, 21 e 22 polegadas

• Acabamento alternativo Dark Atlas para acabamentos exteriores

• Teto panorâmico total

• Assoalho interno iluminado

• Degraus laterais acionados eletricamente

• Engate acionado eletricamente.

LR_Range_Rover_Detail_12São dois os tipos de motores, colocados na disposição longitudinal. Um 5.0L V8 Supergharged gasolina com 32 válvulas, que é compartilhado com a Jaguar, ele entrega potência de 510 cv a 3.500 rpm e torque de 63,73 kgfm. O outro propulsor é fornecido pela Ford (não vamos esquecer que as duas empresas- Jaguar/Land Rover- já pertencerão à fabricante norte-americana), alimentado com diesel, é um 4,4 litros V8 de 32 válvulas, injeção direta de combustível, biturbo sequenciais paralelos.

RR_Vogue-5844Com potência de 339 cv disponíveis entre 6.000 e 6.500 rpm e o torque de 71,38 kgfm aparece entre 1.750 e 3.000 rpm. A transmissão é a ZF 8HP70 Automática de 8 velocidades de opção para trocas sequenciais no volante. Não há alavanca, no centro do console foi colocado um seletor retrátil, igual ao utilizado no Evoque.

Desenvolvido para qualquer tipo de terreno, usa suspensão dianteira e traseira feita em alumínio, pneumática independente com controle de altura. A tração 4x4é integral com bloqueio de diferencial central e sistema Terrain Response de segunda geração. Tanto na dianteira como traseira, os freios são a disco, ventilados de 380 mm.

RR_Vogue-3995

Interagindo com as suspensões e freios estão o Hill Descent Control (HDC), Controle de Liberação de Inclinação (GRC), Hill Start Assist (HSA), Controle de Estabilidade Dinâmica (DSC), Controle de Tração Eletrônico (ETC) e Controle de Estabilidade Anti-Rolagem (RSC). Além de ser melhorado com as últimas adaptações e funcionalidades, a operação desses sistemas de frenagem e estabilidade é melhorada pelo modulador de freio com seis pistões da Bosch, que permite respostas mais rápidas e suaves, bem como operação mais precisa e suave.

RR_Vogue-4820

Os carros com motor diesel e gasolina foram mostrados para a imprensa especializada brasileira em Brasília (DF). O teste drive aconteceu até a Chapada dos Veadeiros, interior de Goiás em trechos que alternaram rodovias e trilhas leves e severas.

Num primeiro momento, chamou a atenção o conforto que o Ranger Rover Vogue oferece ao motorista e ocupantes, pois tem muito espaço. O isolamento acústico, também merece destaque, a versão equipada com motor diesel é muito silenciosa. Quem entrar no carro ligado sem observar qual é a motorização, só irá descobrir depois lendo no documento.

RR_Vogue-5999

Seu arranque é forte, a Land Rover divulga que acelera de 0 a 100 km/h em 6.9 s. Ao rodar nas ruas de Brasília, na velocidade média de 60km/h a sensação é de que o veículo está parado, tamanha a segurança que passa ao motorista. Na rodovia, o comportamento é exemplar, as marchas são trocadas sem trancos, até parece que ele não tem câmbio.

No fora de estrada, o Terrain Response é automático, são sistemas "inteligentes” que analisam as condições de direção e terreno e selecionam o programa mais apropriado. Ele tem as opções de: Grama/Cascalho/Neve/Lama/Raízes e Areia, mas cada um pode ser selecionado manualmente, o que faz o motorista enfrentar qualquer tipo de obstáculo que apareça, como ocorreu no caminho para a Chapada dos Veadeiros, onde ele atravessou riachos, terrenos com pedra e areia sem causar nenhum desconforto.

RR_13MY_Testing_Solihull_060912_02

Já a volta foi feita com a versão de motor a gasolina, que é um canhão. Passou por trilhas não tão severas, de maneira fácil, ele passa na terra com a mesma desenvoltura que corre no asfalto. E neste segundo tipo de piso parece que está movimentando-se em cima de um colchão de ar. O motorista precisa ter cuidado e estar sempre de olho no velocímetro, pois esta versão acelera de 0 a 100 km/h em 5.4s, e sabemos que no país não há rodovias que permitem andar a mais de 120 km/h, o que é realmente uma pena, pois nesta velocidade o Vogue parece que não está em movimento.

O preço sugerido para venda do Range Rover Vogue SDV8 é de R$ 551.800. A opção SE SDV8 custa R$ 575.800. O SE Supercharger sai por R$ 583.800. A topo de linha Autobiography SDV8 é vendida por R$ 596.800 e a Vogue Autobiography Supercharger sai por R$604.800. A expectativa da Land Rover é de comercializar 200 unidades do carro durante este ano de 2014.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Avaliação: Nova Ranger Flex

IMG_9649

Picape Ford com motor Flex é construída com tecnologia de ponta, apesar disso não oferece dificuldades para realizar serviços e trocas de peças e um bom custo/beneficio

Texto: Edison Ragassi  Fotos: Estúdio Prána/ Divulgação

Lançada ano passado, a Nova Ranger está nas ruas. A picape média é fabricada na Argentina em uma nova arquitetura, a qual não compartilha peças com o modelo anterior.

IMG_9829

Uma das novidades incluídas nesta geração é o motor Duratec 2.5 Flex de 168 cv (G)/ 173 cv (E) e torque de 24,1 kgfm (G)/ 24,8 kgfm (E). Semelhante ao do Fusion, usa bobinas individuais nas velas. O espaço do cofre que abriga o propulsor é bom, o que facilita para realizar manutenções e trocas de peças. César Samos, diretor da Mecânica do Gato e do Sindirepa-SP , gostou das condições de reparabilidade oferecidas pelo modelo. “A Nova Ranger tem um projeto conservador e isso facilita para entender a picape e também para realizar reparos, ou trocar itens como os filtros (óleo/ar/combustível), não há necessidade de ferramentas especiais”. Completa o trem de força a transmissão manual de cinco velocidades.

IMG_9772IMG_9773

O sistema de freio é hidráulico a vácuo, duplo circuito, com disco ventilado na dianteira e tambor na traseira, auxiliado por ABS nas quatro rodas e EBD. O de estacionamento é mecânico acionado por cabo de aço e tem tambores e sapatas nas rodas traseiras. “Esta nova geração da Ranger está muito mais simples para reparar e não há necessidade de ferramentas especificas, com as de uso cotidiano em uma oficina é possível trabalhar”, afirma Ney da Mecânica Opcar.

Esta picape integra o programa da Ford de produzir veículos globais nos países onde atua. “Ela tem mecânica robusta, as pinças de freio são bem dimensionadas, o que deve consumir um pouco mais de tempo para manutenção é a limpeza dos bicos injetores”, comenta Roberto Schmidt do Centro Automotivo Denis, localizado na Lapa (SP).

INTERIOR

A direção é hidráulica, com mecanismo de pinhão e cremalheira. “Os itens do sistema de direção são fáceis de acessar, não há dificuldades para realizar reparos”, fala Roberto Ghelardini Montibeller do Centro Automotivo High Tech.

IMG_9787

A suspensão dianteira é independente, com molas helicoidais e barra estabilizadora. Na traseira tem eixo rígido com feixe de molas longitudinais. “O reparo das molas é feito por um profissional especializado, já para alinhar as rodas dianteiras é preciso aliviar o peso, ou seja, não fazer alinhamento com as rodas no chão, ela oferece muitos recursos para alinhar”, explica Arnaldo Bisi do Centro Automotivo Tecnicar.

IMG_9692

Outros itens que exigem substituições de acordo com a quilometragem rodada também são de fácil acesso. “A correia Poly V, condensador do ar-condicionado, radiador, são fáceis de retirar. O reparador precisa ficar atento com os procedimentos corretos e durante a manutenção é preciso fazer diagnóstico do trocador de calor para saber se está em perfeito funcionamento, pois ele atua na mistura ar/ combustível”, avalia Edson Roberto de Ávila do Departamento Técnico de Manutenção Preventiva e Corretiva de Autos Mingau.

IMG_9633

As facilidades de reparar a nova picape média da Ford são confirmadas por Alberto Martinucci, diretor da Motor Fast, localizada no bairro do Brooklin (SP).“Nota 10 em tudo! Fácil de trabalhar, tem espaço, sistemas de suspensões simples, mas eficientes. É necessário software especifico para fazer as análises, no restante não precisa de ferramentas especiais ao realizar manutenção preventiva ou corretiva”.

INTERIOR LATERAL Com cabine dupla, a Nova Ranger tem o comprimento de 5.351 mm, a largura total com espelhos é de 2.163 mm e a distancia entre os eixos é de 3.220 mm. Sua altura livre do solo é de 201 mm, o ângulo de entrada é de 28º e o de saída 26º. E a caçamba tem capacidade de 1.180 litros, nela é possível transportar até 1.341 kg.

Todas as opções são equipadas com ar-condicionado, travas elétricas, coluna de direção ajustável, chave canivete e rodas de aço de 16 polegadas.

O preço sugerido para venda da Nova Ranger na versão XLS 4X2 é de R$ 67.600, com ESP custa R$ 75.500 e a topo de linha, Limited sai por R$ 87.500.

Colaboraram: Ford Motor Company e Concessionária Ford Navesa- Nações Unidas

Ficha técnica

Nova Ranger 2.5 FLEX

Motor: 2.5 L DOHC EFI I-4 Duratec Flex

Posição: Dianteira, longitudinal

Combustível: Gasolina/ Etanol – preparado para GNV

Taxa de compressão: 9,7:1

Número de cilindros: 4 em linha

Número válvulas: 16

Cilindrada: 2.488 cm³

Alimentação: Bomba elétrica

Potência: 168 cv (G)/ 173 cv (E) a 5.500 rpm

Torque: 24,1 kgfm (G) a 3.750 rpm / 24,8 kgfm (E) a 4.250 rpm

Tração: 4x2 traseira

Transmissão

Modelo: Ford Getrag MT75

Tipo: manual mecânica, com 5 velocidades à frente e uma à ré

Rodas: Liga leve, 17"x8"/ 16"x7"

Pneus: Radiais 265/65 R17"/ 255/70 R 16"

Tanque de combustível: 80 litros

Custos de peças e serviços

Amortecedor dianteiro: R$227,90- cada

Serviço: R$190,00

Amortecedor traseiro: R$ 211,10 - cada

Serviço: R$190,00

Disco de freio dianteiro: R$260,00

Serviço: R$190,00

Jogo de pastilhas dianteiras: R$329,00

Serviço: R$152,00

Lonas de freios traseiras: R$602,30

Serviço: R$ 408,50

Óleo/ litro: R$38,14

Serviço: R$ 228,00

Filtro anti-polén: R$129,00

Serviço: R$152,00

Velas: R$37,00- cada

Serviço: R$152,00

sábado, 1 de dezembro de 2012

Vencedores do Prêmio Top Car TV 2012

logo_maior

Dia 27/11, os jurados do prêmio Top Car TV elegeram os melhores veículos de 2012. No total, 21 profissionais especializados no setor automotivo de todo o Brasil, fizeram parte do corpo de jurados que, neste ano, teve como novidade a inclusão de representantes de 7 sites automotivos, além dos 14 programas de TV que já compunham o júri nos anos anteriores.

O Homenageado do Ano foi o jornalista Chico Lellis, escolhido por unanimidade pelo comitê gestor do Top Car TV.

"Apesar de ainda precisarmos aprimorar alguns detalhes, foi uma bela festa. O importante é deixar claro o esforço dos Comitê Gestor e dos demais jurados, de eleger realmente os destaques de cada ano. Acho que estamos atingindo os objetivos”, disse Paulo Brandão, coordenador do Comitê Gestor.

ELEITOS - PREMIO TOP CAR TV 2012

1 – Melhor Carro Nacional até R$30.000.

VOLKSWAGEN GOL

2 – Melhor Carro Nacional de R$31.000 a R$60.000.

FIAT SIENA

3 – Melhor Carro Nacional acima de R$61.000.

CHEVROLET CRUZE SPORT 6

4 – Melhor Carro Importado até R$300.000.

AUDI A1

5 – Melhor Picape.

FORD RANGER

6 – Melhor Utilitário Esportivo.

FORD ECOSPORT

7 – Melhor Comercial de TV Produto.

RENAULT DUSTER – FOLGADOS – NEO GAMA

8 – Melhor Comercial de TV Varejo.

CHEVROLET – VIDA NOVA NAS RUAS – SALLES CHEMISTRI

FIAT – QUEM QUER ECONOMIA – LEO BURNETT

9 – Melhor executivo 2012

GRACE LIEBLEIN – PRESIDENTE DA GENERAL MOTORS DO BRASIL

sábado, 24 de novembro de 2012

PRÉ-CLASSIFICADOS DO PRÊMIO TOP CAR TV 2012

image003

Os jornalistas especializados do setor automotivo que trabalham em TV entregam dia 27/11 o Prêmio Top Cat TV. Confira abaixo os concorrentes:

MELHOR CARRO NACIONAL ATÉ R$30.000,00

NOVO FIAT PALIO

FIAT UNO

NOVO RENAULT SANDERO

TOYOTA ETIO

NOVO VOLKSWAGEN GOL

MELHOR CARRO NACIONAL ENTRE R$31.000,00 A R$60.000,00

CHEVROLET SPIN

CHEVROLET COBALT

CITRÖEN C3

FIAT GRAN SIENA

PEUGEOT 308

RENAULT FLUENCE

MELHOR CARRO NACIONAL ACIMA DE R$61.000,00

CHEVROLET CRUZE SPORT6

FIAT BRAVO

NOVO HONDA CIVIC

PEUGEOT 308

RENAULT FLUENCE

MELHOR IMPORTADO

ATÉ R$300.000,00

AUDI A-1

CHEVROLET SONIC

CITROEN DS3

FIAT 500

MERCEDES-BENZ CLASSE C

MELHOR PICAPE

CHEVROLET S-10

FIAT STRADA

FORD RANGER

TOYOTA HYLUX

VOLKSWAGEN AMAROK

MELHOR UTILITARIO ESPORTIVO

ATÉ R$300.000,00

AUDI Q3

FIAT FREEMONT

FORD ECOSPORT

RANGE ROVER EVOQUE

RENAULT DUSTER

VOLKSWAGEN TOUAREG

MELHOR COMERCIAL DE TV PRODUTO

CHEVROLET S-10=PODE CONTAR COMIGO

FIAT PUNTO= VOCÊ NO COMANDO

FORD CARGO2429=OGROS

PEUGEOT 308= GUGA

RENAULT= DUSTER

VOLKSWAGEN= DETALHES

MELHOR COMERCIAL DE TV  VAREJO

CHEVROLET=VIDA NOVA NAS RUAS

FIAT= QUEM QUER ECONOMIA

HONDA CITY=RADARZINHO

NISSAN=CHEVEIROS

VOLKSWAGENS=PROMOÇÕES TORCEDORES

MELHOR EXECUTIVO DE MONTADORA

FLAVIO PADOVAN=JAGUAR LAND ROVER

GRANCE LIEBLEN=GM

OLIVIER MUGET=RENAULT

SERGIO HABIB

THOMAS SCHMALL

domingo, 15 de julho de 2012

Lançamentos: Nova Ranger

NOVA RANGER (46)Picape média da Ford tem visual robusto, chega com três tipos de motores, dois a diesel e um flex, e duas opções de transmissão, manual e automática de cinco ou seis velocidades

Texto: Edison Ragassi

Fotos: Divulgação

Em Salta, interior da Argentina, a Ford reuniu a imprensa especializada sul americana e apresentou a Nova Ranger, o evento aconteceu dia 30 de junho.

NOVA RANGER (34)

O visual robusto lembra o utilizado no Edge, para-brisa inclinado, a grade é ampla com três barras cromadas e o símbolo oval da Ford no centro. A grade inferior tem ao lado os faróis de neblina que são integrados ao para-choque.

NOVA RANGER (44)

Na lateral, a área envidraçada é grande, os vincos cortam as portas na região das maçanetas e no centro das portas.

NOVA RANGER (47)

A traseira tem as lanternas embutidas nas colunas e a tampas ostenta o símbolo da Ford e a palavra ‘Ranger’.

COMPUTADOR DE BORDO

O interior é amplo, iluminação do painel na cor azul, grandes mostradores que misturam informações analógicas e digitais.

DETALHE MOTOR

São três os tipos de motores que equipam a nova picape média: Duratorq 3.2 Diesel I5 de 20 válvulas e cinco cilindros, com 200 cv de potência e torque de 45,9 kgfm. O Duratec 2.5 Flex, de 168 cv (G) e 173 cv (E), e torque de 24,1 kgfm (G)/ 24,8 kgfm (E). E o 2.2 Diesel destinado para venda a frotistas. As transmissões também são novas, uma automática de seis velocidades e duas manuais de cinco ou seis marchas.

NOVA RANGER NA AREIA

A suspensão dianteira é independente, com molas helicoidais e barra estabilizadora. Já a traseira usa eixo rígido com feixe de molas longitudinais. A direção é hidráulica, com mecanismo de pinhão e cremalheira.

O sistema de freios é hidráulico a vácuo, duplo circuito, disco ventilado na dianteira e tambor na traseira com sistema ABS nas quatro rodas e EBD.

NOVA RANGER DESERTO

Tanto a opção de cabine simples como a cabine dupla tem comprimento total de 5.351 mm, a largura total com espelhos é de 2.163 mm e a distancia entre os eixos é de 3.220 mm. Com altura livre do solo de 201 mm, o ângulo de entrada é de 28º e o de saída 26º. E a caçamba tem capacidade volumétrica de 1.800 litros (cabine simples) e 1.180 (cabine dupla). E a capacidade de carga varia de 1.219 kg (diesel simples) a 1.092 (diesel cabine dupla). A versão flex transporta 1.457 (cabine simples)/ 1.341 kg (cabine dupla).

NOVA RANGER DESERTO 1

Todas as opções são equipadas com ar-condicionado, travas elétricas, coluna de direção ajustável, chave canivete e rodas de aço de 16 polegadas.

São várias as opções de acabamento e motorização, leia abaixo os preços sugeridos para a Nova Ranger que a Ford inicia as vendas em agosto:

Cabine simples XLS 4X2 manual: R$ 61.900

Cabine dupla Flex 2.5 XLS 4X2 manual: R$ 67.600

Cabine dupla Flex 2.5 XLS 4X2 manual com ESP: R$ 75.500

Cabine dupla Flex 2.5 Limited: R$ 87.500

XLS Diesel cabine simples, tração 4X4, câmbio manual: R$ 97.900

XLS Diesel cabine dupla, tração 4X4, câmbio manual: R$ 106.900

XLT Diesel cabine dupla, tração 4X4, câmbio manual: R$ 114.900

XLT Diesel cabine dupla, tração 4X4, câmbio automático: R$ 120.400

LTD Diesel Cabine dupla, tração 4X4 automática: R$ 130.900

Nova Ranger Diesel para frotistas, cabine simples e motor 2.2L, preço inicial: R$ 77. 900

NOVA RANGER (31)

A Nova Ranger integra o projeto ‘One Ford’ que tem por objetivo produzir veículos globais em todas as suas unidades produtivas. Passou por testes na Ásia, África, América latina, consumiu investimentos no valor de US$ 1 bilhão e será comercializada em mais de 100 mercados.