sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Lançamento: New Civic 9ª geração

Honda-Automóveis-divulga-tabela-de-preços-do-Honda-Civic-2012-Design renovado, novos equipamentos, motor e câmbio evoluídos, assim a Honda quer voltar a liderança do segmento de sedãs médios
Texto: Edison Ragassi
Fotos: Divulgação
Em janeiro de 2012, as concessionárias Honda de todo o Brasil passam a comercializar a versão 2012 do New Civic.

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O carro que chega a sua 9ª geração foi apresentado para imprensa especializada brasileira dia 24 de novembro na cidade de Campinas.
No visual, as alterações na dianteira e traseira deixaram o carro com ar mais sério e robusto.

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E o item que foi muito criticado quando lançaram o modelo de 8ª geração, o tamanho do porta-malas, foi alterado ele cresceu de 340 para 449 litros.  
O sedã tem comprimento de 4.525 mm, distância entre-eixos de 2.668 mm, a largura total é de 1.755 mm e 1.450 mm de altura.

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Assessórios high tech foram incorporados,  como a central inteligente (i-MID). No painel uma tela de LCD colorida de 5 polegadas exibe diversas informações e opera como interface para customização do veículo, os comandos estão localizados no volante.

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O botão ECON faz a condução tornar-se mais econômica, ainda vem equipado com um sistema de navegação via satélite e sistema multimídia.
O propulsor i-VTEC 1.8L SOHC Flex feito em alumínio foi reconstruído, teve a tecnologia  de controle de sincronização e abertura variável das válvulas aprimorada.

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Mudaram os dutos de admissão para melhorar a combustão, também recebeu um novo motor de partida, mais leve, menor e mais potente (de 1,2 KW para 1,4 KW). Ainda no trem de força, a transmissão automática passou por algumas modificações, como o aumento da capacidade do conversor de torque e a redução de atrito do pacote de embreagem. Além disso, a 4ª e 5ª marchas passaram a ter características Overdrive, a rotação para as rodas é superior à do motor.

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Essas alterações não influíram na potencia e torque, elas continuam as mesmas da geração anterior, ou seja, 140 cv (E)/ 139 cv (G) e torque de 17,7 kgfm (E)/ 17,5 kgfm (G). O propulsor usa injeção multiponto PGM-FI (Programmed Fuel Injection), além do sistema de ignição eletrônico mapeado.

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Apesar das mudanças, os preços não sofreram alterações significativas. A versão LXS custa R$ 69.700 (manual)/ R$ 72.900 (automática). A LXL R$ 72.700 (manual)/ R$ 75.900 (automática) e a EXS R$ 85.900 (automática).
Por causa da evolução e dos preços competitivos, a Honda espera retornar no próximo ano para a liderança do segmento dos sedãs médios.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Lançamentos: Dodge Journey 2012

2011 Dodge JourneyNovo motor mais potente, suspensão recalibrada, acabamento interno mais requintado, lanternas com Led, são algumas das novidades do crossover da Chrysler
Texto: Edison Ragassi
Fotos: Pedro Bicudo- Chrysler
Em Guarulhos (SP), dia 23 de novembro, a Chrysler mostrou para a imprensa especializada brasileira o novo Dodge Journey.
Por fora, o crossover recebeu uma grade com o novo logo da marca, para-choques maiores e lanternas traseiras com Led.  
2012 Dodge Journey

No interior, o painel foi redesenhado, o acabamento geral ficou muito mais sofisticado, o que inclui materiais mais nobres e macios ao toque e o revestimento dos bancos é de couro.

foto Pedro Bicudo (24)

Com largura de 2.127mm, comprimento de 4.888 mm e entre-eixos 2.890 mm, tem capacidade volumétrica de 805 litros no porta-malas. Com dois bancos rebatíveis e reclináveis que ficam no nível do piso, pode transportar até sete pessoas, neste caso, a capacidade do compartimento traseiro chega a 483 litros. 

2011 Dodge Journey

A maior novidade deste crossover é o novo propulsor Pentastar V6 de 3,6 litros. Ele desenvolve 280 cv de potência, quase 100 cv a mais que o modelo anterior, 2.7 V6.
Este V6 tem bloco e cabeçote de alumínio, usa sistema DOHC de variação de abertura das 24 válvulas. A injeção de combustível é sequencial, multiponto, eletrônica e sua taxa de compressão é de 10,2:1. Sua potência líquida é de 280 cv a 6.350 rpm e o torque de 34,9 kgfm disponível a 4.350 rpm.

foto Pedro Bicudo (26)

A transmissão é automática de seis velocidades, com controle eletrônico adaptável e embreagem conversora de torque modulada eletronicamente. Já a direção é eletro-hidráulica, com pinhão e cremalheira.
No Journey 2012, os sistemas de suspensões também foram recalibrados, a dianteira é independente, do tipo McPherson, de barra estabilizadora com sub-chassi. A traseira também é independente de braços múltiplos, barra estabilizadora e sub-chassi.

foto Pedro Bicudo (77)

Usa freios hidráulicos a disco nas quatro rodas, de série traz: sistema de freios anti-blocante (ABS) nas quatro rodas, controle eletrônico de estabilidade (ESP) e controle de tração em qualquer velocidade.

Com preço sugerido para venda de R$97.500, a versão SXT traz de série: Air bags frontais, laterais nos bancos dianteiros (tipo cabeça e tórax) e laterais tipo cortina para todas as fileiras de bancos, apoios de cabeça dianteiros ativos, ar-condicionado com controle de temperatura automático de três quadrantes, bancos da 2ª fileira rebatíveis, bipartidos (1/3 e 2/3) reclináveis e com assentos infantis embutidos, banco do motorista com regulagem elétrica em 6 direções, bancos dianteiros aquecidos, computador de bordo programável (EVIC) com medição de temperatura externa e bússola digital, coluna de direção ajustável em altura e profundidade, faróis dianteiros de neblina, luz de monitoramento de pressão dos pneus.

foto EUA

Ainda, sensores anticapotamento e de oscilação de reboque, para-brisa com película de proteção solar, rack de teto com trilhos laterais pretos, rodas de alumínio de 17”, sistema de som MyGIG com tela de LCD sensível ao toque e HD interno, sistema de entrada fácil Tilt’n Slide para acesso aos assentos da 3ª fileira, sistema Bluetooth Uconnect com comando de voz, volante revestido em couro com controles integrados de áudio e do controlador de velocidade.

foto EUA (4)

Já a opção topo de linha, R/T, além dos itens da SXT, usa acabamento cromado nas maçanetas externas e trilhos laterais do rack de teto, rodas de alumínio de 19”, sistema de áudio premium com 6 alto-falantes e subwoofer da marca Alpine e teto solar elétrico. Seu preço é de R$107.900.
A Chrysler foi adquirida pelo Grupo Fiat e passa por um processo de reestruturação. No Brasil, a marca cresceu 50% este ano, atualmente a possui 28 concessionárias, os planos são de alcançar 48 revendas até o final de 2012.

foto Pedro Bicudo (9)

sábado, 3 de dezembro de 2011

MAIS, POR PREÇO IGUAL

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Por: Fernando Calmon

Foto F. Calmon 19 - médiaEmbora só se iniciem as vendas em meados de janeiro de 2012, o Civic apresentado semana passada fecha o ciclo de seis lançamentos inteiramente novos no segmento C (médio-compacto), precedido por Fluence, 408, Jetta, Cruze e Elantra. O modelo japonês sofreu atraso de cinco meses em razão de falta de componentes devido a desastres naturais no Japão e Tailândia. A Honda manteve a política de lançamentos quase simultâneos com o exterior, mas foi surpreendida por aqueles imprevistos.

Se a versão brasileira já tinha mudanças em relação à comercializada em outros países, as diferenças nessa nona geração (primeira, em 1972) se aprofundaram. Para-choques dianteiro e traseiro, faróis e refletores na tampa do porta-malas são específicos para o nosso mercado. O tanque de combustível aumentou de 50 para 57 litros. Evolução no estilo é discreta. Há mais equipamentos de série, sem alteração nos preços – R$ 66.660 a R$ 86.750 –, na média das versões (LXS, LXL e EXS), uma tendência aqui e no exterior.

A maior curiosidade técnica é a redução em 3 cm na distância entre-eixos, na contramão do que se costuma ver. No entanto, o espaço interno não se alterou graças ao reposicionamento do painel e bancos dianteiros. Aumento do volume do porta-malas, de 340 para 449 litros, se deu praticamente pela adoção do estepe de uso temporário, bem mais estreito. A diferença no comprimento total, escasso 1,6 cm mais em relação ao anterior, se deve ao redesenho dos para-choques. O carro ficou 7 kg mais leve, mesmo recebendo material fonoabsorvente no interior dos para-lamas e novos acessórios.

Solucionaram-se certas limitações do Civic anterior. O quadro de instrumentos está mais completo, há um bom computador de bordo e em todos os vidros laterais um-toque para subir e descer. Exclusivos da versão de topo, teto solar e navegação por satélite que inclui melhor trajeto em função das condições de trânsito, em tempo real, em São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. A visibilidade à frente melhorou porque as colunas dianteiras são mais delgadas e as duas pequenas vigias cresceram. Todas as versões têm câmera de ré.

Pequenas modificações no motor de 1,8 l melhoraram a curva de torque, mas seu valor (17,7 kgf•m) se manteve inalterado, bem como o de potência (140 cv) com etanol. Objetivo foi diminuir o consumo em 2,2%. Com a nova tecla Econ no painel pode haver ganho adicional, em especial se o motorista seguir as luzes de orientação no quadro de instrumentos e abrir mão de parte do conforto do ar-condicionado.

Difícil perceber mudanças na dirigibilidade – já de padrão elevado na oitava geração –, porém o encurtamento da primeira e segunda marchas ajuda na arrancada inicial. Bem interessante a interação (só na EXS) entre o sistema de controle de trajetória (ESC) e a direção de assistência elétrica, que induz o motorista a não errar, caso o automóvel perca aderência em situações extremas.

Dois pormenores desagradam: novo volante não tem pega tão boa como antes e o pedal do acelerador passou a ser suspenso, perdendo um pouco da precisão e esportividade do anterior, articulado no assoalho, tradição de Porsche e BMW, por exemplo.

RODA VIVA
UMA tradição ruim – típica de algumas marcas japonesas – foi mantida pela Honda. Não há informações técnicas suficientes sobre o novo Civic. Consumo de combustível, dados de aceleração e velocidade máxima e até coeficiente aerodinâmico são simplesmente escondidos. No exterior, números de consumo e emissões são obrigatórios. Aqui, fica por isso mesmo...

RENAULT demorou mais de um ano, até confirmar a entrada no segmento de carros de custos superbaixos, como o Tata Nano. O preço será maior que o especulado de R$ 6.000 (sem impostos). Carlos Ghosn, presidente da empresa, disse à coluna, em outubro último, que as negociações com a Bajaj, parceira indiana, estavam na reta final. Não quis falar sobre produção aqui.

JOURNEY recebeu o mesmo pacote de “bondades”, em termos de materiais de acabamento e equipamentos, que o Fiat Freemont. Novo motor da Chrysler, V-6/280 cv, combinado a um câmbio automático de seis marchas, deu, claramente, mais vida ao crossover mexicano por preço interessante: R$ 97.500 a R$ 107.900. Em 15 dias pode aumentar de preço com o novo IPI.

SALÃO Internacional do Automóvel Antigo, em sua segunda edição, realizada em São Paulo, semana passada, mostrou mais organização e melhor seleção dos modelos. Uma parceria entre o Automóvel Clube do Brasil e a especialista em feiras Reed Alcântara Machado. No total, 240 veículos em exposição e leilão de 80 modelos, de 1929 a 1981.

ESTUDO da J.D. Powers indica que 38% dos veículos novos nos EUA são adquiridos por mulheres. Parece uma estatística mais real do que os alegados cerca de 50%, no Brasil. Mais provável que aqui, por razões de pontuação de multas e ida a cartórios na hora de revender, compradores prefiram deixar o carro em nome de esposas e filhas, por exemplo.
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fernando@calmon.jor.br e www.twitter.com/fernandocalmon

Fras-le amplia linha ao adquirir a Freios Controil

image003Sediada em Caxias do Sul (RS), a Fras-le S.A, adquiriu a Freios Controil Ltda, localizada em São Leopoldo, na Grande Porto Alegre (RS) e que atua na fabricação de autopeças, componentes para freios e soluções para polímeros automotivos.

O valor da transação é de R$ 10 milhões, sujeito a ajustes, e ainda, assume a integralidade da dívida da Controil, de  aproximadamente R$ 49 milhões. A Fras-le assumirá efetivamente o controle e gestão da Controil no dia 1º de janeiro de 2012.

Esta ampliação reforça o objetivo estratégico da Fras-le em crescer de maneira sustentável e ser uma empresa global com faturamento de R$ 1,0 bilhão em 2013.

Para o diretor-superintendente e de relações com investidores, Daniel Raul Randon, ao passar a fabricar outros itens como cilindros hidráulicos e atuar também no segmento de polímeros automotivos, tais como mangueiras de filtro de ar, juntas de coletores de admissão e borrachas automotivas diversas, a empresa diversifica seu portfólio de produtos constituído de mais de nove mil referências, entre pastilhas e lonas para freios comercializados em mais de 80 países.

VW lança Amarok cabine simples

Foto01_amarok_1_01-12-11A picape média Amarok da Volkswagen ganhou a versão Básica Cabine Simples. Esta nova opção usa motor turbo diesel de 122 cv e é oferecida com opções de tração traseira 4X2 ou 4X4 selecionável.

Em sua configuração, o usuário conta com um espaço de 25 centímetros atrás dos bancos, que permite a acomodação de objetos ou ferramentas.
A redução longitudinal da cabine possibilitou a ampliação do compartimento de carga.

A área de 3,57 m² e a configuração (2.205 mm x 1.620 mm) da caçamba, com caixas de rodas estreitas, distanciadas em 1.222 mm, permite o transporte de objetos volumosos, como dois paletes padrão europeu.

Há seis ganchos para fixar a carga com segurança. A versão 4x2 pode levar até 1.232 kg de carga total e a 4x4 tem capacidade para até 1.142 kg.
O preço sugerido para venda é de R$ 78.990 (versão 4X2) e R$ 85.990 (versão4X4).

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Aceleradas- GP Brasil: A consolidação da Red Bull

190679Em Interlagos, os carros da RBR dominaram, a diferença das outras corridas ficou por conta do vencedor Mark Webber chegou em primeiro e Vettel na segunda posição
Por: Edison Ragassi
Na última prova de F-1 do ano, os carros da RBR dominaram os treinos e a corrida. Tudo começou com a pole do bicampeão Sebastian Vettel, seguido pelo companheiro de time Mark Webber, ele também era postulante ao vice-campeonato.

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Apagadas as luzes vermelhas, Vettel não deu bola para os rivais e disparou na frente. Webber manteve a segunda posição e Jenson Button (McLaren) a terceira.

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Na confusão da largada, os pilotos passaram bem. Quem aproveitou a chance foi o espanhol Fernando Alonso (Ferrari), ele ganhou a posição de Lewis Hamilton (McLaren), foi para o quarto lugar, e Felipe Massa (Ferrari) superou Nico Rosberg (Mercedes- GP) e assumiu a sexta posição. Quem também manteve a colocação foi o brasileiro Bruno Senna (Lotus-Renault) e seguiu em nono lugar.
Pior para Rubens Barrichello (Williams), na corrida que pode ter marcado sua despedida da maior categoria do automobilismo internacional, ele caiu de 12º para 20º colocado.

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Bruno foi protagonista de um dos mais emocionantes pegas da prova. Michael Schumacher (Mercedes-GP), na 10ª volta, veio babando pra cima do brasileiro e tentou ultrapassa-lo na entrada do S do Senna. O piloto da Lotus-Renault fechou a porta, os carros tocaram-se e o alemão saiu com um pneu furado. Os comissários entenderam que a culpa foi de Senna, ele foi punido e perdeu as chances de brigar por pontos, terminando a corrida na 17ª posição.

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Lá na frente, Vettel recebeu a informação pelo rádio de que o câmbio de seu carro apresentava problemas. Ele diminui a velocidade até Webber passar e depois manteve distancia para não ser incomodado. Numa das conversas com seu engenheiro, disse que estava como Ayrton Senna em 91 (Senna ganhou o GP de 91 com a McLaren usando apenas a sexta marcha, as outras não entravam).

Este fato deixou uma dúvida no ar. Como Sebastian só administrou, chegou até a fazer voltas rápidas, será que não foi de propósito, só para dar a vitória ao companheiro?
Outro que sofreu com o câmbio de seu carro foi Lewis Hamilton (McLaren), porém, abandonou a corrida na 48ª volta. E Button com um carro melhor, ultrapassou Alonso, retomou a terceira posição que havia perdido na 11ª volta.

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Felipe Massa fez uma corrida discreta terminou na quinta posição e desabafou no final, “ainda bem que 2011 terminou”.  A Ferrari promete um carro revolucionário na próxima temporada, só que o brasileiro vai ter que enfrentar o espanhol dentro do time.

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E o bravo Rubens Barrichello acabou a corrida na 14ª posição.  Rubinho, nas 19 temporadas que participou do circo, sempre deu exemplo de profissionalismo e dedicação. Tenho certeza de que se ele continuar, seja na Willams, Lotus- Renault ou Force India, será muito útil. A combalida Williams este ano marcou 5 pontos, quatro de Rubinho, enquanto que o pagante Pastor Maldonado foi responsável por apenas um.

Marcaram pontos em Interlagos:
1º - Mark Webber
2 º - Sebastian Vettel
3 º - Jenson Button
4 º - Fernando Alonso
5 º - Felipe Massa
6 º - Adrian Sutil
7 º - Nico Rosberg
8 º - Paul di Resta
9 º - Kamui Kobayashi
10 º - Vitaly Petrov

Com 392 pontos Vettel faturou o titulo, Jenson Button somou 270 pontos e ficou com o vice-campeonato , na terceira posição terminou Mark Webber ao somar 258 pontos.
Agora o que esperar de 2012? Simples. Se os projetistas da McLaren e Ferrari não usarem toda a genialidade e trabalhar duro até 18 de março, vamos ver outra temporada dominada pela RBR.

Rapidinhas
Brasileiro profissão esperança
Rubens Barrichello negocia com a Williams sua permanência na F-1 e não tem certeza se irá emplacar sua 20ª temporada. Situação semelhante aconteceu em 2008, quando a Honda saiu da categoria e a equipe virou Brawn GP. "Saio de Interlagos da mesma forma que sai em 2008: sem novidades, mas com uma boa perspectiva. A equipe tem mudado muita coisa para mudar também os pilotos", declarou ao final da prova.

Sem ressentimentos
Durante a temporada, Hamilton tocou várias vezes em Massa (no total foram 6 acidentes), e os dois pilotos tiveram o relacionamento abalado. No Brasil, o inglês interrompeu a coletiva do brasileiro e selou a paz. "Foi bom ter uma conversa legal com o Felipe depois da corrida. Eu tenho bastante respeito por ele e estou ansioso para enfrentá-lo de novo no próximo ano". É isso aí, rivalidade só na pista. 

Temporada ruim
Felipe Massa saiu de Interlagos com um recorde negativo, não subiu ao pódio durante todo o ano. Na opinião dele o grande culpado foi o carro. "Nem eu nem Fernando tivemos um bom ritmo. Nosso carro não estava competitivo nesta pista. Foi uma das piores temporadas da minha vida. Para falar a verdade, não teve nada de bom em 2011. Tem que cancelar tudo", afirmou.

CARGA PESADA

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Por: Fernando Calmon

Foto F. Calmon 19 - médiaEm meio a tanta turbulência nas economias desenvolvidas, chega a surpreender a recuperação firme do mercado americano. Tomando 2010 como referência, as vendas de automóveis e comerciais leves devem crescer 11%. Na União Europeia não haverá crescimento. No Brasil as vendas subirão em torno de 5%. O ritmo de expansão do mercado chinês – o maior do mundo – sofre um tranco, mas ainda é o mais dinâmico.

A interdependência entre os países interessa pelos reflexos que podem ocorrer nas subsidiárias brasileiras. Fiat depende, hoje, em grande parte dos resultados no Brasil e das marcas da Chrysler nos EUA (em especial da Jeep), pois o modelo 500 enfrenta vendas modestas, depois do investimento pesadíssimo para retorno ao mercado americano. A Volkswagen construiu uma fábrica nova no Tennessee e pode oferecer modelos menos caros, como o Passat específico para os EUA, que acaba de ganhar o título de Carro do Ano, da revista Motor Trend. Ford e GM confiam nas fábricas do México para complementar sua oferta por aqui.

Nesse cenário, o Salão do Automóvel de Los Angeles (18 a 27 de novembro) exerce um papel peculiar, numa cidade que tem a maior densidade de veículos por habitante no mundo. Tradicionalmente é considerado um salão-butique (relativamente poucas marcas em exibição) e da vanguarda do pensamento californiano em favor de carros menos gastadores. Este ano, no entanto, os carros potentes fizeram a festa: do Porsche Panamera GTS (430 cv) ao Ford Mustang GT500 (660 cv), passando pelo Chevrolet Camaro ZL1 conversível (580 cv) e até o SUV Mercedes ML63 AMG (555 cv).

Apesar disso houve alguns lançamentos mundiais, prontos para o Brasil em 2012. Honda CR-V, inteiramente novo, agradou por suas linhas harmoniosas (versão apenas de cinco lugares) e um sistema de tração 4x4 melhorado. Hyundai Azera, igualmente todo novo, segue o estilo arrojado dos sedãs da marca – gama de seis modelos, todos brancos, no estande da marca sul-coreana chegavam a confundir pela semelhança.

A Volkswagen guardou para este salão o CC (cupê conforto), levemente retocado, agora sem o nome Passat, para não confundir clientes do sedã-cupê. Fabricado na Alemanha, também chegará ao Brasil no próximo ano. Desfeitos os laços com a Mazda, a Ford apresentou o SUV compacto (para eles) Escape, praticamente o europeu Kuga, baseado no Focus, porém com acabamento refinado. O novo EcoSport terá inspiração nas suas linhas.

A Chevrolet elegeu este salão para o lançamento mundial do subcompacto Spark, de origem sul-coreana, e por uma razão simples. Os carros pequenos nos EUA conquistarão, em 2011, surpreendentes 18% entre os veículos leves, se bem que enquadram Civic e Corolla, por exemplo, nesse segmento.

Por fim, apesar de 15 novas opções de modelos híbridos e elétricos disponíveis este ano, os compradores esfriaram o ânimo. Só se a gasolina subir de preço, a procura aumenta. A apatia pelos híbridos ocorre pelo maior preço (25% mais) e porque novos motores quase empatam em consumo de combustível na estrada. Os alternativos são muito melhores em uso urbano, mas as distâncias percorridas menores atrapalham o retorno financeiro. Poucos sustentam essa carga extra.

RODA VIVA
SEGUNDO a J.D. Powers, serão vendidos 815.000 veículos híbridos e elétricos este ano no mundo, 6% menos do que em 2010. Representam 1,1% do total mundial de 75 milhões de unidades (sem contar os pesados). Em 2012, os elétricos a bateria terão oferta bem maior. Previsão de 27.000 unidades comercializadas em 2012 nos EUA, 0,2% do mercado americano.

VIDA difícil também para híbridos no Brasil, apesar da Toyota anunciar que importará o Prius no próximo ano. A Porsche enviou uma unidade do Cayenne híbrido em 2010. Cerca de 20 jornalistas fizeram aqui rápidas avaliações do modelo, nos últimos 12 meses. Apesar dos elogios, o importador Stuttgart não conseguiu sequer um único interessado por essa opção.

MINI Cooper Countryman (R$ 99.950) se afasta do Mini duas-portas de chassi alongado, fabricado de 1961 a 1969. Não é feito na Inglaterra e sim na Áustria. Transformou-se em crossover, de quatro portas, com espaço interno razoável e mantendo painel, instrumentos e comandos lembrando o original. Motor 1,6 l da versão de entrada (120 cv) não faz jus à grife Cooper.

CONFIRMADA, semana passada, construção da fábrica da JAC, em Camaçari (BA). Dos R$ 900 milhões de investimento, 80% virão de fonte nacional, do empresário e importador da marca chinesa, Sérgio Habib, com capital próprio e empréstimos. Capacidade: 100 mil unidades/ano. De lá sairá, no início de 2014, segunda geração do J3 (hatch e sedã), abaixo de R$ 40 mil.

ALEMANHA segue a Suíça e exige que, três meses após obter a carteira de habilitação definitiva, os jovens voltem a ter aulas práticas com ênfase em direção defensiva. Essa providência diminuiu em 30% os acidentes de trânsito envolvendo os motoristas de primeira viagem, naturalmente com experiência menor ao volante.
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fernando@calmon.jor.br e www.twitter.com/fernandocalmon