sábado, 10 de dezembro de 2011

CRESCIMENTO SUSTENTÁVEL

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Por: Fernando Calmon

Foto F. Calmon 19 - médiaO otimismo para 2012 voltou a subir. As últimas medidas de incentivo ao consumo anunciadas pelo governo empurraram as consultorias e os principais cenaristas do setor automobilístico a rever cálculos. Não que o próximo ano teria vendas ruins, mas o crescimento em percentual superior ao da economia medido pelo PIB (Produto Interno Bruto) estava fora das previsões. Como se espera que o PIB suba entre 3,5% (pessimistas) e 4% (otimistas), esses também eram os números para aumento na comercialização de veículos.

No XXI Congresso da Fenabrave, em São Paulo, o consultor Maílson da Nóbrega foi um dos primeiros a admitir que maior volume de crédito, queda das taxas de juros e menor rigidez quanto ao valor da entrada e prazos de financiamento terão boa repercussão no mercado. Ele estima que o crédito oferecido por bancos e financeiras para automóveis e comerciais leves – representam 95% do total das vendas – chegará a crescer 20% em relação a 2011. Significaria, então, a retomada, pelo menos em 2012, da tendência verificada nos últimos anos de o mercado superar o PIB. Sua aposta para o próximo ano é de 5% a 6% de aumento nas vendas.

Se isso ocorrer seria, de fato, um grande resultado frente ao noticiário econômico internacional tão negativo, especialmente da Europa. A indústria está mais cautelosa. Taxa de crescimento alinhada à do PIB já ficaria de bom tamanho. O que ninguém quer é andar para trás.

No médio e longo prazos a expansão da classe média brasileira (até R$ 4.000,00 de ganho mensal), que continua a ter o automóvel novo como meta de consumo, vai sustentar a ampliação do mercado. O economista Eduardo Gianetti da Fonseca, no mesmo congresso, chamou a atenção para o chamado bônus demográfico brasileiro. Significa que a população economicamente ativa, pelo menos nos próximos 20 anos, se manterá sustentavelmente maior que a de crianças, adolescentes e idosos. Uma massa de milhões de brasileiros adultos, com poder de consumo crescente pelo aumento da renda e da escolaridade.

Não se trata de um cenário de euforia pois a qualidade da escolaridade ainda tem que aumentar bastante e as deficiências de infraestrutura, burocracia, carga tributária alta e corrupção são obstáculos nada desprezíveis. Basta um exemplo: o Brasil possui apenas 13% de malha rodoviária pavimentada do total de 1,6 milhão de quilômetros. Segundo informou Alfredo Peres, da NCT & Logística, esse percentual está bem atrás de países como México, Índia e Turquia, só para citar alguns.

O congresso continuou sendo prestigiado por nomes de peso do setor. Philippe Varin, presidente mundial da PSA Peugeot Citroën, fez a palestra magna. O presidente da Ford, Marcos Oliveira, reafirmou que até 2015 todos os produtos da marca fabricados no Brasil estarão alinhados com os modelos vendidos no exterior. E Jaime Ardila, presidente da GM América do Sul, no final de sua exposição apresentou um mosaico de modelos Chevrolet para a região e lá estava, bem no centro do slide projetado, o subcompacto Spark. Para quem ainda podia ter dúvida de que se trata do modelo a ser produzido em Gravataí (RS), não resta mais nenhuma.

RODA VIVA
CARROS
de baixo custo são a bola da vez para mercados emergentes e até desenvolvidos. Depois de a Renault confirmar que trabalha nessa direção (com indianos da Bajaj), rumores indicam que a PSA está no mesmo rumo em aproximação com chineses da Changan. Não se anime muito. Modelos desse tipo custariam entre R$ 18.000 e R$ 20.000, a preços de hoje.

APESAR de ter apresentado, no recente Salão de Los Angeles, o interessante SUV médio-compacto MX-5, a Mazda revisa planos de se estabelecer no Brasil como importadora, inicialmente. O modelo será produzido no México e, pelas regras anteriores, poderia chegar sem imposto de importação. Agora precisa ter fábrica aqui. A mudança implica atraso de quatro anos.

MAIS espaçoso internamente do que o novo Uno, embora dividindo a mesma arquitetura, a geração atual do Palio explora certo refinamento do interior. Combinação entre maior entre-eixos e menor altura deixou sutilmente melhor a dirigibilidade. Motor de 1,4 litro/88 cv é o mínimo para viagens e uso no dia a dia. Porta-malas (igual ao do Uno) podia ser um pouco maior.

BRASILEIROS continuam a ser referência em desenho de automóveis. Raul Pires, 42 anos, estava na Bentley, onde criou um dos sedãs de luxo mais bonitos (Continental GT) e agora foi para a diretoria da Italdesign Giugiaro, subsidiária da VW na Itália. Nissan também deve abrir centro de estilo, em São Paulo, seguindo os passos da Renault e da PSA Peugeot Citroën.

AVANÇO na tecnologia prevê que, em breve, os carros só precisarão trocar óleo do motor a cada 32.000 km (20.000 milhas) ou dois anos, mesmo utilizando lubrificantes convencionais. Enquanto isso, no Brasil, há fabricantes que preconizam troca a cada seis meses. Os motores precisam evoluir. É perda de tempo e dinheiro exigir dos clientes intervalo tão curto.
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fernando@calmon.jor.br e www.twitter.com/fernandocalmon

Vencedores do Prêmio Imprensa Automotiva 2011 (Abiauto)

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Júri composto por 68 profissionais que atuam em emissoras de rádio e TV, jornais, revistas e internet elegeram os destaque do setor automotivo em 2011
Texto: Edison Ragassi
Fotos: Divulgação
Dia 29 de novembro, os jornalistas integrantes da ABIAUTO (Associação Brasileira da Imprensa Automotiva) elegeram os melhores veículos e motos lançados em 2011.

No total foram 30 automóveis indicados, divididos em seis categorias e 13 motos em três categorias.
Este ano o júri foi formado por 68 jornalistas especializados de todas as partes do Brasil. E eu tive o privilégio de ser um dos eleitores. Além disso, fui o mestre de cerimônias da festa de premiação ao lado de Lucinda Pinto.

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A solenidade de entrega dos prêmios contou com quase 300 convidados, participaram os principais dirigentes das fabricantes de carros e motos, importadoras e de toda a cadeia automotiva.

Os representantes da imprensa especializada elegeram o Chevrolet Cruze como Melhor Carro 2011 Imprensa Automotiva. A BMW modelo K1600 GT venceu como Melhor Moto 2011 Imprensa Automotiva.
Os vencedores de cada categoria de automóveis foram:

Melhor Carro Popular: Fiat Palio 

Melhor Carro Nacional: Chevrolet Cruze

Melhor Carro Importado: Audi A1 

Melhor Utilitário Esportivo: Volkswagen Tiguan 

Melhor Minivan: Citroën C3 Picasso  

Melhor Picape: Volkswagen Amarok 

Também aconteceu a escolha do Carro Verde, prêmio entregue ao Ford Fusion Hybrid.

Na categoria motos, 12 jornalistas votaram, as escolhidas foram:

BMW F800 R como a Melhor Moto Urbana e Street, a

BMW K 1600 GT como a Melhor Moto Estradeira e a na categoria

Melhor Moto Esportiva ocorreu um inédito empate entre a Honda CBR 1000 RR e a Yamaha YZF-R1.

A ABIAUTO ainda prestou homenagens para a Fiat pelos 35 anos de Brasil, a General Motors do Brasil foi homenageada pelos 100 anos da marca Chevrolet, a Mercedes-Benz recebeu placa comemorativa pelos 125 anos da criação do automóvel e a Reed Exhibitions Alcântara Machado pela parceira e apoio na realização do 13º Prêmio ABIAUTO.

O Prêmio Abiauto 2011, maior prêmiação da indústria automotiva brasileira, teve os patrocínios de ACDelco, MAN Latin America, Metalúrgica Teksid do Brasil e Reed Exhibitions Alcântara Machado; co-patrocínio de Tufoil e H&R e apoios de Coca-Cola, Heineken, Star Race/Alpinestars e TSO Brasil.

Os vencedores do Top Car TV 2011

TOP CAR[3]Na noite de 1º de dezembro, aconteceu a 10ª edição do Top Car TV 2011. Vinte jornalistas especializados escolheram os melhores veículos e comerciais de TV do ano.

O prêmio Top Car TV, criado pelos empresários Paulo Brandão e Eduardo Ribeiro dos Santos, em 2002, ele nomeia, a cada ano, um grupo de jurados composto por jornalistas dos principais programas automotivos de todo o Brasil.

Eles têm a missão de avaliar todos os modelos nacionais e importados de diversas categorias, tendo como fatores decisivos, o seu comportamento no mercado nacional, o estilo, o acabamento, a tecnologia embarcada, a motorização e o comportamento dinâmico.

Este ano o Prêmio contou com o patrocínio da FPT Powertrain Technologies, AC Delco e Private Collection, o Top Car TV 2011 premiou:

Vencedores Top Car TV 2011

MELHOR COMERCIAL DE VAREJO
VOLTE FIAT – AGÊNCIA LEO BURNETT
MELHOR COMERCIAL DE PRODUTO
FIAT 500 – AGÊNCIA LEO BURNETT

EXECUTIVO DESTAQUE EM 2011
THOMAS SCHMALL – Presidente da Volkswagen do Brasil

MELHOR CARRO IMPORTADO ATÉ R$ 200 MIL
AUDI A1

MELHOR IMPORTADO ACIMA DE R$ 201 MIL
MERCEDES BENZ CLASSE C

MELHOR PICAPE ATÉ 1.200 KG
CHEVOLET MONTANA

MELHOR PICAPE ACIMA DE 1.200 KG
VOLKSWAGEN AMAROK

MELHOR UTILITÁRIO ESPORTIVO
VOLKSWAGEN TIGUAN

MELHOR AUTOMOVEL ATÉ 1.000cc
NOVO FIAT PALIO

MELHOR AUTOMOVEL DE 1001cc ATÉ 1.599cc
NOVO FIAT PALIO

MELHOR AUTOMOVEL ACIMA DE 1.600cc
CHEVROLET CRUZE

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Lançamento: New Civic 9ª geração

Honda-Automóveis-divulga-tabela-de-preços-do-Honda-Civic-2012-Design renovado, novos equipamentos, motor e câmbio evoluídos, assim a Honda quer voltar a liderança do segmento de sedãs médios
Texto: Edison Ragassi
Fotos: Divulgação
Em janeiro de 2012, as concessionárias Honda de todo o Brasil passam a comercializar a versão 2012 do New Civic.

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O carro que chega a sua 9ª geração foi apresentado para imprensa especializada brasileira dia 24 de novembro na cidade de Campinas.
No visual, as alterações na dianteira e traseira deixaram o carro com ar mais sério e robusto.

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E o item que foi muito criticado quando lançaram o modelo de 8ª geração, o tamanho do porta-malas, foi alterado ele cresceu de 340 para 449 litros.  
O sedã tem comprimento de 4.525 mm, distância entre-eixos de 2.668 mm, a largura total é de 1.755 mm e 1.450 mm de altura.

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Assessórios high tech foram incorporados,  como a central inteligente (i-MID). No painel uma tela de LCD colorida de 5 polegadas exibe diversas informações e opera como interface para customização do veículo, os comandos estão localizados no volante.

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O botão ECON faz a condução tornar-se mais econômica, ainda vem equipado com um sistema de navegação via satélite e sistema multimídia.
O propulsor i-VTEC 1.8L SOHC Flex feito em alumínio foi reconstruído, teve a tecnologia  de controle de sincronização e abertura variável das válvulas aprimorada.

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Mudaram os dutos de admissão para melhorar a combustão, também recebeu um novo motor de partida, mais leve, menor e mais potente (de 1,2 KW para 1,4 KW). Ainda no trem de força, a transmissão automática passou por algumas modificações, como o aumento da capacidade do conversor de torque e a redução de atrito do pacote de embreagem. Além disso, a 4ª e 5ª marchas passaram a ter características Overdrive, a rotação para as rodas é superior à do motor.

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Essas alterações não influíram na potencia e torque, elas continuam as mesmas da geração anterior, ou seja, 140 cv (E)/ 139 cv (G) e torque de 17,7 kgfm (E)/ 17,5 kgfm (G). O propulsor usa injeção multiponto PGM-FI (Programmed Fuel Injection), além do sistema de ignição eletrônico mapeado.

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Apesar das mudanças, os preços não sofreram alterações significativas. A versão LXS custa R$ 69.700 (manual)/ R$ 72.900 (automática). A LXL R$ 72.700 (manual)/ R$ 75.900 (automática) e a EXS R$ 85.900 (automática).
Por causa da evolução e dos preços competitivos, a Honda espera retornar no próximo ano para a liderança do segmento dos sedãs médios.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Lançamentos: Dodge Journey 2012

2011 Dodge JourneyNovo motor mais potente, suspensão recalibrada, acabamento interno mais requintado, lanternas com Led, são algumas das novidades do crossover da Chrysler
Texto: Edison Ragassi
Fotos: Pedro Bicudo- Chrysler
Em Guarulhos (SP), dia 23 de novembro, a Chrysler mostrou para a imprensa especializada brasileira o novo Dodge Journey.
Por fora, o crossover recebeu uma grade com o novo logo da marca, para-choques maiores e lanternas traseiras com Led.  
2012 Dodge Journey

No interior, o painel foi redesenhado, o acabamento geral ficou muito mais sofisticado, o que inclui materiais mais nobres e macios ao toque e o revestimento dos bancos é de couro.

foto Pedro Bicudo (24)

Com largura de 2.127mm, comprimento de 4.888 mm e entre-eixos 2.890 mm, tem capacidade volumétrica de 805 litros no porta-malas. Com dois bancos rebatíveis e reclináveis que ficam no nível do piso, pode transportar até sete pessoas, neste caso, a capacidade do compartimento traseiro chega a 483 litros. 

2011 Dodge Journey

A maior novidade deste crossover é o novo propulsor Pentastar V6 de 3,6 litros. Ele desenvolve 280 cv de potência, quase 100 cv a mais que o modelo anterior, 2.7 V6.
Este V6 tem bloco e cabeçote de alumínio, usa sistema DOHC de variação de abertura das 24 válvulas. A injeção de combustível é sequencial, multiponto, eletrônica e sua taxa de compressão é de 10,2:1. Sua potência líquida é de 280 cv a 6.350 rpm e o torque de 34,9 kgfm disponível a 4.350 rpm.

foto Pedro Bicudo (26)

A transmissão é automática de seis velocidades, com controle eletrônico adaptável e embreagem conversora de torque modulada eletronicamente. Já a direção é eletro-hidráulica, com pinhão e cremalheira.
No Journey 2012, os sistemas de suspensões também foram recalibrados, a dianteira é independente, do tipo McPherson, de barra estabilizadora com sub-chassi. A traseira também é independente de braços múltiplos, barra estabilizadora e sub-chassi.

foto Pedro Bicudo (77)

Usa freios hidráulicos a disco nas quatro rodas, de série traz: sistema de freios anti-blocante (ABS) nas quatro rodas, controle eletrônico de estabilidade (ESP) e controle de tração em qualquer velocidade.

Com preço sugerido para venda de R$97.500, a versão SXT traz de série: Air bags frontais, laterais nos bancos dianteiros (tipo cabeça e tórax) e laterais tipo cortina para todas as fileiras de bancos, apoios de cabeça dianteiros ativos, ar-condicionado com controle de temperatura automático de três quadrantes, bancos da 2ª fileira rebatíveis, bipartidos (1/3 e 2/3) reclináveis e com assentos infantis embutidos, banco do motorista com regulagem elétrica em 6 direções, bancos dianteiros aquecidos, computador de bordo programável (EVIC) com medição de temperatura externa e bússola digital, coluna de direção ajustável em altura e profundidade, faróis dianteiros de neblina, luz de monitoramento de pressão dos pneus.

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Ainda, sensores anticapotamento e de oscilação de reboque, para-brisa com película de proteção solar, rack de teto com trilhos laterais pretos, rodas de alumínio de 17”, sistema de som MyGIG com tela de LCD sensível ao toque e HD interno, sistema de entrada fácil Tilt’n Slide para acesso aos assentos da 3ª fileira, sistema Bluetooth Uconnect com comando de voz, volante revestido em couro com controles integrados de áudio e do controlador de velocidade.

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Já a opção topo de linha, R/T, além dos itens da SXT, usa acabamento cromado nas maçanetas externas e trilhos laterais do rack de teto, rodas de alumínio de 19”, sistema de áudio premium com 6 alto-falantes e subwoofer da marca Alpine e teto solar elétrico. Seu preço é de R$107.900.
A Chrysler foi adquirida pelo Grupo Fiat e passa por um processo de reestruturação. No Brasil, a marca cresceu 50% este ano, atualmente a possui 28 concessionárias, os planos são de alcançar 48 revendas até o final de 2012.

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sábado, 3 de dezembro de 2011

MAIS, POR PREÇO IGUAL

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Por: Fernando Calmon

Foto F. Calmon 19 - médiaEmbora só se iniciem as vendas em meados de janeiro de 2012, o Civic apresentado semana passada fecha o ciclo de seis lançamentos inteiramente novos no segmento C (médio-compacto), precedido por Fluence, 408, Jetta, Cruze e Elantra. O modelo japonês sofreu atraso de cinco meses em razão de falta de componentes devido a desastres naturais no Japão e Tailândia. A Honda manteve a política de lançamentos quase simultâneos com o exterior, mas foi surpreendida por aqueles imprevistos.

Se a versão brasileira já tinha mudanças em relação à comercializada em outros países, as diferenças nessa nona geração (primeira, em 1972) se aprofundaram. Para-choques dianteiro e traseiro, faróis e refletores na tampa do porta-malas são específicos para o nosso mercado. O tanque de combustível aumentou de 50 para 57 litros. Evolução no estilo é discreta. Há mais equipamentos de série, sem alteração nos preços – R$ 66.660 a R$ 86.750 –, na média das versões (LXS, LXL e EXS), uma tendência aqui e no exterior.

A maior curiosidade técnica é a redução em 3 cm na distância entre-eixos, na contramão do que se costuma ver. No entanto, o espaço interno não se alterou graças ao reposicionamento do painel e bancos dianteiros. Aumento do volume do porta-malas, de 340 para 449 litros, se deu praticamente pela adoção do estepe de uso temporário, bem mais estreito. A diferença no comprimento total, escasso 1,6 cm mais em relação ao anterior, se deve ao redesenho dos para-choques. O carro ficou 7 kg mais leve, mesmo recebendo material fonoabsorvente no interior dos para-lamas e novos acessórios.

Solucionaram-se certas limitações do Civic anterior. O quadro de instrumentos está mais completo, há um bom computador de bordo e em todos os vidros laterais um-toque para subir e descer. Exclusivos da versão de topo, teto solar e navegação por satélite que inclui melhor trajeto em função das condições de trânsito, em tempo real, em São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. A visibilidade à frente melhorou porque as colunas dianteiras são mais delgadas e as duas pequenas vigias cresceram. Todas as versões têm câmera de ré.

Pequenas modificações no motor de 1,8 l melhoraram a curva de torque, mas seu valor (17,7 kgf•m) se manteve inalterado, bem como o de potência (140 cv) com etanol. Objetivo foi diminuir o consumo em 2,2%. Com a nova tecla Econ no painel pode haver ganho adicional, em especial se o motorista seguir as luzes de orientação no quadro de instrumentos e abrir mão de parte do conforto do ar-condicionado.

Difícil perceber mudanças na dirigibilidade – já de padrão elevado na oitava geração –, porém o encurtamento da primeira e segunda marchas ajuda na arrancada inicial. Bem interessante a interação (só na EXS) entre o sistema de controle de trajetória (ESC) e a direção de assistência elétrica, que induz o motorista a não errar, caso o automóvel perca aderência em situações extremas.

Dois pormenores desagradam: novo volante não tem pega tão boa como antes e o pedal do acelerador passou a ser suspenso, perdendo um pouco da precisão e esportividade do anterior, articulado no assoalho, tradição de Porsche e BMW, por exemplo.

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UMA tradição ruim – típica de algumas marcas japonesas – foi mantida pela Honda. Não há informações técnicas suficientes sobre o novo Civic. Consumo de combustível, dados de aceleração e velocidade máxima e até coeficiente aerodinâmico são simplesmente escondidos. No exterior, números de consumo e emissões são obrigatórios. Aqui, fica por isso mesmo...

RENAULT demorou mais de um ano, até confirmar a entrada no segmento de carros de custos superbaixos, como o Tata Nano. O preço será maior que o especulado de R$ 6.000 (sem impostos). Carlos Ghosn, presidente da empresa, disse à coluna, em outubro último, que as negociações com a Bajaj, parceira indiana, estavam na reta final. Não quis falar sobre produção aqui.

JOURNEY recebeu o mesmo pacote de “bondades”, em termos de materiais de acabamento e equipamentos, que o Fiat Freemont. Novo motor da Chrysler, V-6/280 cv, combinado a um câmbio automático de seis marchas, deu, claramente, mais vida ao crossover mexicano por preço interessante: R$ 97.500 a R$ 107.900. Em 15 dias pode aumentar de preço com o novo IPI.

SALÃO Internacional do Automóvel Antigo, em sua segunda edição, realizada em São Paulo, semana passada, mostrou mais organização e melhor seleção dos modelos. Uma parceria entre o Automóvel Clube do Brasil e a especialista em feiras Reed Alcântara Machado. No total, 240 veículos em exposição e leilão de 80 modelos, de 1929 a 1981.

ESTUDO da J.D. Powers indica que 38% dos veículos novos nos EUA são adquiridos por mulheres. Parece uma estatística mais real do que os alegados cerca de 50%, no Brasil. Mais provável que aqui, por razões de pontuação de multas e ida a cartórios na hora de revender, compradores prefiram deixar o carro em nome de esposas e filhas, por exemplo.
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Fras-le amplia linha ao adquirir a Freios Controil

image003Sediada em Caxias do Sul (RS), a Fras-le S.A, adquiriu a Freios Controil Ltda, localizada em São Leopoldo, na Grande Porto Alegre (RS) e que atua na fabricação de autopeças, componentes para freios e soluções para polímeros automotivos.

O valor da transação é de R$ 10 milhões, sujeito a ajustes, e ainda, assume a integralidade da dívida da Controil, de  aproximadamente R$ 49 milhões. A Fras-le assumirá efetivamente o controle e gestão da Controil no dia 1º de janeiro de 2012.

Esta ampliação reforça o objetivo estratégico da Fras-le em crescer de maneira sustentável e ser uma empresa global com faturamento de R$ 1,0 bilhão em 2013.

Para o diretor-superintendente e de relações com investidores, Daniel Raul Randon, ao passar a fabricar outros itens como cilindros hidráulicos e atuar também no segmento de polímeros automotivos, tais como mangueiras de filtro de ar, juntas de coletores de admissão e borrachas automotivas diversas, a empresa diversifica seu portfólio de produtos constituído de mais de nove mil referências, entre pastilhas e lonas para freios comercializados em mais de 80 países.