sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Ford mostra o Novo EcoSport

EcoSport

Utilitário esportivo desenvolvido no Brasil entra no processo de globalização da Ford. A nova geração foi desenvolvida aqui e vai ganhar o mundo
Por: Edison Ragassi
Fotos: Divulgação
Logo no inicio do ano, dia 04 de janeiro, a Ford Motor Company, reuniu a imprensa especializada brasileira e argentina para a pré-apresentação do Novo EcoSport. Simultaneamente, o produto também foi mostrado na Índia, no Salão de Nova Déli.

O modelo foi lançado em 2003, com a proposta de ser um aventureiro esportivo compacto e caiu no gosto dos consumidores do MERCOSUL. Segundo a Ford, foram produzidas mais de 700 mil unidades do carro. A nova geração deve chegar ao mercado até o final do primeiro semestre e passa a ser feito tendo como base o New Fiesta.

EcoSport2

Com design de linhas arrojadas, a frente tem uma grande grade, o conjunto ótico pequeno, quase que embutido nos para-lamas e o símbolo oval da marca em destaque no centro, o modelo parece ter saído de um filme de ficção cientifica.

EcoSport_04

Visto de lado, um vinco corta o carro da saliência do para-lama até a lanterna traseira e outro na parte inferior das portas.

EcoSport3

A traseira manteve a roda sobressalente para fora e as lanternas invadem a tampa. Pelo formato das linhas, a impressão é de que ela passa a abrir para cima e não mais para fora.

EcoSport logo1

O carro passou pelo processo de globalização da Companhia, chamado de One Ford. A estratégia tem como objetivo oferecer produtos que contemplam segurança e qualidade em todas as partes do Mundo onde a fabricante de veiculas atua.

EcoSport_Esboço 4

O centro de design de Camaçari, na Bahia, agora é integrante da rede global de estúdios de criação que trabalham conjuntamente no desenvolvimento de novos produtos.

Os executivos não revelaram quais os tipos de motores equiparão o carro e nem tão pouco sua motorização. Atualmente ele é comercializado com propulsores Flex 1.6L 8 válvulas (RoCam), 2.0L 16 válvulas (Duratec) e nos países do MERCOSUL existe uma versão diesel.

As especulações são de que o 1.6L utilizará motor Sigma e o 2.0L permanece com o Duratec. Também, apesar das modificações, os preços continuarão nos patamares do modelo vendido atualmente.
Com esta iniciativa a Ford passa a produzir veículos que atendem as mais rígidas normas de qualidade e segurança. É o Brasil firmando-se como um dos mais importantes fabricantes de veículos do planeta.

MULTAR OU EDUCAR

CARTAO_FINAL.indd

Por: Fernando Calmon

Foto F. Calmon 19 - médiaA resolução 396 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), editada em 13 de dezembro último, chamou a atenção por ter dispensado a autoridade, com jurisdição sobre a via, de sinalizar a presença de radares fotográficos que fiscalizam o limite de velocidade. Trata-se de um retrocesso em relação ao que ocorre em vários países. Na maioria dos casos existe um aviso de que a estrada ou trecho urbano conta com fiscalização, sem outros pormenores.

No Brasil, resoluções anteriores do próprio Contran (agora revogadas) regulamentavam rigidamente, com sinalização explícita, a distância entre a placa de sinalização do radar e a localização deste. Também proibia que radares ficassem escondidos em viadutos, muretas e armadilhas do tipo. A nova resolução não deixa claro se os dispositivos precisam ficar à vista dos motoristas.

A nova regulamentação, no entanto, tornou mais rigoroso o processo para instalação de radares, que deve ser precedido de estudos técnicos disponíveis ao público. Se já existir um medidor de velocidade fixo (pardal), os equipamentos dos tipos estático, portátil ou móvel só poderão ser utilizados a uma distância mínima de 500 metros em vias urbanas e 2000 m em vias de trânsito rápido.

Por outro lado, continua a obstinação das autoridades de que a velocidade é o mal maior a combater e pouco se estudam, tecnicamente, as causas dos acidentes. Um caso típico aconteceu na rodovia dos Imigrantes (São Paulo – Santos), uma das mais modernas do País, onde ocorreu um engavetamento de 100 veículos em razão de forte neblina. A estrada tem velocidade de projeto de 120 km/h e naquele trecho foi reduzida para 100 km/h, como se todos os dias do ano houvesse condições adversas de visibilidade. No caso, a sinalização eletrônica de advertência poderia ser mais explícita, mas a custo maior. É cômodo e barato mandar reduzir o limite de velocidade.

As placas de sinalização precisam passar credibilidade ao motorista. Em inúmeros casos, o raciocínio simplista de que se deve impor um limite muito baixo para evitar abusos por parte dos motoristas pode ter efeito desmoralizador e contrário ao esperado. Isso vem sendo objeto de estudo em outros países.

Todos os motoristas sabem que devem diminuir a velocidade na frente de escolas, principalmente as rurais. Mas o fato gerador – travessia de alunos e movimentação atípica de pedestres – se dá por curtos períodos do dia ou é desnecessário nas férias escolares. A solução: luz amarela piscante, acionada por um responsável pela escola, e uma placa, informando o limite mais baixo de velocidade, enquanto durar a sinalização. O investimento não é alto e tem substancial poder educativo, algo que raramente se considera por aqui, porém muito comum no exterior.

Por fim, fica a expectativa sobre pendências que o Contran, agora sob a presidência de Júlio Arcoverde, precisa resolver. Caso da obrigatoriedade dos rastreadores, sucessivamente adiada por meio de resoluções. Segundo informações das seguradoras, a eficácia desse dispositivo caiu de 95% para 60%, pois criminosos já conseguem impedir seu funcionamento. É de se esperar que se torne, quando muito, um item opcional.

RODA VIVA
ESTRATÉGIA
da Renault de usar o Clio como modelo básico, cada vez mais competitivo, pode desencadear nova rodada de contração dos preços nessa faixa. Por R$ 23.000, o compacto francês, fabricado na Argentina, recebeu itens antes opcionais (desembaçador traseiro, ar quente, conta-giros e banco traseiro rebatível). Esse preço vai até 2 de fevereiro.

MODELO de inspeção veicular ambiental (sem checar itens de segurança), implantado apenas na cidade de São Paulo, demonstra os erros de nascença dessa iniciativa. Qualquer tipo de inspeção deveria se dar em âmbito estadual, mesmo por etapas. Assim, seria possível conseguir controle centralizado da frota e uma tarifa mais acessível para os motoristas.

INICIATIVAS experimentais também acontecem no Brasil. O engenheiro cearense Fernando Ximenes foi além de instalar painel solar no carro para gerar eletricidade. Duas hélices presas no para-choque convertem energia do vento também em eletricidade. A intenção é de aliviar o alternador do motor convencional e, indiretamente, alcançar economia de combustível.

REDE Sarah de Hospitais e Reabilitação adverte para o número crescente de acidentados com lesões de medula que não usavam os cintos de segurança no banco traseiro. Suas estatísticas mostram que 70% das pessoas atendidas haviam esquecido ou, simplesmente, ignoravam a importância dos cintos, por se acharem naturalmente protegidas na parte de trás do veículo.

PROMOÇÃO em Zaragoza (Espanha) oferecia número ilimitado de aulas na autoescola, para jovens de 18 a 22 anos, por preço fixo. Só que para mulheres o valor promocional era 30% maior porque estas necessitam, em média, 50% a mais de aulas de direção para obter a carteira. Deu confusão, denúncia de discriminação e a promoção acabou.
____________________________________________________
fernando@calmon.jor.br e www.twitter.com/fernandocalmon

Fiat amplia participação na Chrysler

 
fiatchrysler-logo-2

A participação da Fiat SpA no capital da Chrysler Group LLC foi  ampliada hoje de 53,5% para 58,5%. Isso porque a terceira e última  cláusula de performance pactada foi alcançada.

Segundo o Acordo  Operacional que, em junho de 2009, estabeleceu os termos de cooperação  entre as duas fabricantes de veículos, cada cláusula de performance atendida equivale a  uma participação de 5% no capital da companhia norte-americana.

O último compromisso da Fiat SpA assumido junto ao Departamento  do Tesouro dos Estados Unidos previa o desenvolvimento de um veículo com  motor econômico e eficiente, capaz de percorrer 40 milhas por galão de  gasolina (17 quilômetros por litro de combustível), a ser produzido nos  Estados Unidos.

A meta foi alcançada em dezembro, quando a Chrysler  Group confirmou esta marca de consumo em testes realizados com o Dodge  Dart, seu novo sedan quatro portas. O veículo será apresentado ao  público no próximo dia 9, no North American International Auto Show  (NAIAS), o Salão do Automóvel de Detroit, nos Estados Unidos.

Assim, a Fiat SpA passa a deter 58,5% do capital da Chrysler  Group, enquanto os 41,5% restantes pertencem à UAW Veba, o fundo de  pensão dos trabalhadores da empresa norte-americana.

No Brasil, o primeiro veículo fruto desta parceria que está sendo cmercializado é o Freemont (derivado do Journey)  e o segundo é o Fiat 500, agora fabricado na unidade mexicana da fabricante americana.

VW oferece 3 anos de garantia para toda a linha Premium

2-VOLKSWAGEN-04-01-12Neste mês de janeiro as linhas 2012 dos modelos importados Premium da Volkswagen: Jetta, Jetta Variant, Passat, Passat Variant, Passat CC e Touareg passam a contar com 3 anos de garantia total, sem limite de quilometragem.

Os modelos Novo Tiguan e Amarok já contam com o período de 36 meses de garantia desde o seu lançamento. Os planos de manutenção e os prazos de revisão a cada 10.000 quilômetros, ou 6 meses, o que ocorrer primeiro, já estabelecidos no conjunto de manuais de cada veículo, serão mantidos.

Os clientes serão informados do novo período de garantia por meio de mala-direta, e-mail ou contato telefônico.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Comparativo: Chevrolet Cobalt X Fiat Siena

IMG_TesteIMG_9772

A Chevrolet passou a comercializar seu novo sedã compacto equipado com motor 1.4L, ele chega para encarar um carro consagrado da Fiat, o Siena   
Por: Edison Ragassi
Fotos: Estúdio Prána/ José Nascimento
Dia 03 de novembro, quando a General Motors comemorou 100 anos da marca Chevrolet, também mostrou para a imprensa especializada brasileira o novo Cobalt.

IMG_2376IMG_0001

O carro é um sedã compacto com comprimento de 4.479 mm, 1.735 mm de largura, para uma distância entre-eixos de 2.620 mm. No compartimento de bagagem traseiro, a capacidade é de 563 litros.

IMG_2318IMG_9816

O novo Chevrolet chega ao mercado para disputar espaço com outro compacto de muito sucesso em vendas, o Fiat Siena. Modelo integrante da família Palio (deve mudar no inicio de 2012), tem comprimento de 4.155,5 mm, largura é de 1.639 mm, a distancia entre os eixos é de 2.374 mm. No porta-malas, a capacidade volumétrica é de 500 litros.
IMG_2401IMG_9818

Uma novidade implantada pela Chevrolet em um carro deste porte é o painel. Na área de instrumentos ele tem o velocímetro digital e o conta-giros analógico. Também digital o marcador de combustível e as informações do computador de bordo.

Já o carro da Fiat usa velocímetro e hodometro analógicos, e as informações do marcador de combustível e computador de bordo são digitais.    

IMG_2304IMG_9979

No Cobalt a Chevrolet usa o propulsor 1.4 Econo.Flex VHCE (Very High Compression), o qual teve a calibração aprimorada para partida a frio. Ele entrega potência máxima de 102 cv (E) e 97 cv (G) a 6.200 rpm. O torque é de 13,0 kgfm (E)/ 12,8 kgfm (G) a 3.200 rpm.

O Siena tem o tradicional propulsor Fire 1.4L Flex de 85 cv (G)/ 86 cv (E) a 5.750 rpm e o torque de 12,4 kgfm (G )/ 12,5 kgfm (A) a 3.500 rpm. A fabricante de Betim, ainda oferece o sedã com propulsor 1.0L Flex, 1.4L Flex, 1.4L Flex Tetrafuel(com kit gás) e 1.6L 16V E.TorQ.

O sistema de suspensão dianteira do Cobalt é independente do tipo McPherson com braço de controle ligado a haste tensora, molas helicoidais, amortecedores pressurizados e barra estabilizadora.

IMG_2226IMG_9975

Na traseira, semi independente, com eixo torção, barra estabilizadora soldada no eixo traseiro, molas helicoidais e amortecedores pressurizados.

No Siena a dianteira tem suspensão McPherson com rodas independentes, braços oscilantes inferiores transversais, amortecedores hidráulicos, telescópicos de duplo efeito e molas helicoidais. Enquanto que a traseira tem rodas independentes, eixo de torção e barra estabilizadora e o mesmo tipo de molas e amortecedores usados na frente.

IMG_2204IMG_9943

No carro da Chevrolet os freios são a discos ventilados dianteiros (240 x 20-sem ABS) e tambor traseiro. Enquanto que no veículo da Fiat os discos ventilados dianteiros tem 240 mm de espessura, também usa tambor na traseira.

IMG_2385IMG_9808

A versão de entrada do Chevrolet Cobalt é a LS, e vem com ar-condicionado, direção hidráulica e trava elétrica, protetor de cárter, banco do motorista com regulagem em altura, banco traseiro bipartido 60/40 e rebatíveis, rodas de aço com calotas integrais de 15” e pneus 195/65 R15, seu preço sugerido para venda é de R$ 39.980. A opção intermediária, LT usa grade cromada, entre os equipamentos estão os vidros elétricos dianteiros freios ABS e air bag, seu custo é de R$ 43.780. E a topo de linha, LTZ sai da fábrica com faróis de neblina, sistema de som, computador de bordo e vidro elétrico traseiro ao custo de R$ 45.980.

IMG_2306IMG_0007

O Siena EL 1.4 Flex tem preço sugerido para venda de R$35.860. Ele vem com: alertas de limite de velocidade e manutenção programada, brake light, calotas integrais, comando interno de abertura do porta-malas e da tampa do tanque de combustível, computador de bordo (distância, consumo médio, consumo instantâneo, autonomia, velocidade média e tempo de percurso), desembaçador do vidro traseiro, direção hidráulica, maçanetas, retrovisores externos e para-choques na cor do veículo, previsão para som (fiação + cabo para antena), rodas de aço estampado 5.5 x 14", pneus 185/65 R14 e volante com regulagem de altura. Com ar-condicionado, trava automática das portas e vidros elétricos dianteiros e traseiros o custo é de R$ 40.967.

Ao adicionar as rodas de liga leve 5,5 x 14”, pneus 185/65R14 e faróis de neblina vai a R$42.434. Na lista de opcionais figuram o sistema de som, sensores de estacionamento, air bag, ABS, entre outros.

IMG_2324IMG_0015

A chegada do Cobalt e a expectativa em torno do lançamento do Novo Siena, indicam que em 2012 o segmento dos sedãs compactos será bem agitado.
Colaboraram: General Motors do Brasil, Fiat Automóveis, Concessionária Fiat Itavema Itália- Moema e Concessionária Aba Motors- Higienópolis.

Custos de peças e serviços Chevrolet Cobalt
Amortecedores dianteiros: R$165,00- cada
Serviço: R$ 129,00 
Amortecedores traseiros: R$160,00 cada 
Serviço: R$ 43,00
Discos de freios dianteiros: R$130,00- cada      
Serviço: R$ 64,00
Jogo de pastilhas dianteiras: R$160,00   
Serviço: R$ 54,00
Lonas de freios traseiras: R$200,00
Serviço: R$ 86,00
Óleo/ litro: R$23,80
Serviço:-------
Filtro de óleo:  R$16,53 
Serviço:-------
Filtro de ar:    R$35,00   
Serviço: R$ 21,00
Filtro de combustível: R$24,17 
Serviço: R$ 21,00
Filtro anti-polén:  R$26,00
Serviço:  R$ 21,00
Velas R$16,50
Serviço: R$ 21,00

Custos de peças e serviços Fiat Siena 1.4 Flex
Amortecedores dianteiros:            R$ 206,51- cada
Serviço:                                    R$ 134,00
Amortecedores traseiros:              R$ 154,12- cada 
Serviço:                                    R$ 71,60
Discos de freios dianteiros:           R$ 127,81- cada       
Serviço:                                    R$ 179,00
Jogo de pastilhas dianteiras:         R$ 115,16     
Serviço:                                    R$ 107,40
Lonas de freios traseiras:             R$ 113,93 
Serviço:                                    R$ 125,00
Óleo/ litro:                                 R$ 36,00
Serviço:                                    R$ 35,00
Filtro de óleo:                             R$ 17,94   
Serviço:                                    R$ 53,70
Filtro de ar:                              R$ 20,44       
Serviço:                                    R$ 26,85
Filtro de combustível:                  R$ 14,83
Serviço:                                    R$ 62,65
Filtro anti-polén:                        R$ 97,60
Serviço:                                    R$ 179,00
Velas:                                      R$ 52,00
Serviço:                                    R$ 44,75

CARROS DE REPRESENTAÇÃO

CARTAO_FINAL.indd

Por: Fernando Calmon

Foto F. Calmon 19 - médiaEm 2011 se comemoram os 125 anos do surgimento dos primeiros automóveis patenteados. Algumas tentativas de criar um veículo com propulsão própria foram feitas antes de 1886. Ideias anteriores não se tornaram viáveis. A história reserva a primazia a dois pioneiros – Karl Benz e Gottlieb Daimler – que no mesmo ano, em cidades diferentes da Alemanha, de forma independente, patentearam um triciclo e um quadriciclo, respectivamente.

Naquela época, as comunicações não eram tão boas e os dois empresários nunca se conheceram pessoalmente, apesar de concorrentes. Daimler morreu em 1900. Mas, as duas empresas – Benz & Cie. e Daimler-Motoren-Gesellschaft – acabaram se fundindo, em 1926, sob o nome Daimler-Benz. A marca Mercedes surgiu em 1901, quando o influente homem de negócios austríaco Emil Jellinek, sugeriu que um dos modelos Daimler, modificados para competição, recebesse o nome de sua filha de dez anos.

A nova marca logo criou vínculos aos incipientes veículos de representação. Esses modelos começaram a aparecer no início do século XX, mas não despertaram a atenção de reis e nobres. Um exemplo foi o czar russo Nicolau, entusiasmado por cavalgar, que valorizava os velhos costumes, sem atenção aos automóveis. O imperador alemão, Wilhelm II, mostrava atitude semelhante.

Cavalos e carruagens eram o símbolo máximo de mobilidade para a nobreza europeia. A burguesia endinheirada e emergente evoluiu mais rapidamente. Logo percebeu que automóveis poderiam ser usados para igual fim, desde que contassem com conforto e evolução mecânica. Aos poucos estábulos foram cedendo lugar a pátios e garagens.

A Daimler-Benz percebeu isso e tratou de atender essa demanda. Aí entra a visão de Jellinek ligada também às corridas automobilísticas. Era um aficionado e deu importantes contribuições aos automóveis de representação. Quando encomendava seus carros, não se ligava em carruagens ou modelos apenas alargados e encompridados. Sem abrir mão do conforto e imponência, exigia sempre um motor potente que se colocava no alto da hierarquia do oferecido naqueles dias. E o motorista viajava protegido e não exposto, como em outros modelos.

Em reconhecimento ao austríaco, um modelo 1907, inspirado por ele, está no Museu Mercedes-Benz, em Stuttgart, cidade-sede da companhia. A marca criou vários desses tipos de carros. O principal ícone foi o modelo 600, e sua versão esticada Pullman, usado por chefes de estado, reis, rainhas e príncipes, altos funcionários de governos e empresas, além de artistas e famosos em geral. Lançado em 1963, saiu de cena em 1981, depois de 2.677 unidades produzidas.

Apenas em 2002, a empresa voltou ao mercado revivendo a Maybach, de vínculos históricos com a Daimler e base do primeiro Mercedes. A intenção era ter um concorrente direto para o Rolls-Royce, mas a iniciativa não deu certo e a marca desaparecerá em dois anos.

Carros de representação ajudaram as três marcas alemãs a desenvolver o conceito e as características dos atuais modelos premium. Audi, BMW e Mercedes-Benz, claro, não estão mais sozinhas. Entre outras, as japoneses Acura (Honda), Infiniti (Nissan) e Lexus (Toyota) também são concorrentes, em especial no mercado americano.

RODA VIVA
AINDA por decidir pormenores, a Fiat quer mesmo fabricar produtos Chrysler no Mercosul (terceira tentativa da marca americana). Único modo de importar modelos Dodge e RAM do México sem pagar imposto de importação e ter o desconto do IPI majorado para os produtores instalados no Brasil. Nova fábrica de Goiana (PE) seria candidata natural, mas o tempo urge...

PRIMEIRA fábrica de motores no Nordeste, em Camaçari (BA), produzirá 210.000 unidades/ano. A Ford esconde a configuração, porém é provável eleger unidades de três cilindros. Afinal, se sabe que PSA Peugeot Citroën, GM e VW trilham o mesmo caminho. Fiat também tem o seu projeto, mas há rumores de que essa  opção “esfriou”.

FINALMENTE, caíram as taxas protecionistas que tiravam a possibilidade do Brasil exportar etanol de cana-de-açúcar para os EUA. Nada deve mudar em curto prazo. Mas abre espaço para o etanol ser cotado em bolsa de mercadorias e ter seu preço previsível. A entressafra de lá é a safra daqui (e vice-versa), o que complementará os dois mercados de forma ideal.

CONTRAN, quase inoperante ao longo de 2011, terminou o ano com decisão polêmica. Não é mais obrigatória a sinalização da posição de radares em ruas e estradas. Bom lembrar que vários países adotam esse aviso, embora alguns deixem de indicar a localização exata. Para o Brasil, pátria da indústria de multas, certamente é má notícia.

MOTORISTAS devem preparar o bolso para 2012, além do efeito de radares-armadilha. Seguros de veículos ficarão mais caros. Um componente, claro, são acidentes e roubos. Só que a rápida escalada de vendas dos últimos anos tornou lenta a distribuição de peças de reposição, estendendo prazos de reparação e, em consequência, seus custos.
____________________________________________________
fernando@calmon.jor.br e www.twitter.com/fernandocalmon

2º Encontro de pilotos veteranos do motociclismo

image description

No Salão Bike Show acontecerá o “2º ENCONTRO DE PILOTOS VETERANOS DO MOTOCICLISMO”. O evento está programado para o dia 27/01, sexta-feira a partir das 18 horas.

Como na edição anterior são esperados pilotos que fizeram história no motociclismo carioca e brasileiro nas modalidades Motocross, Supercross, Enduro, Rally, Velocidade e Trial.

O Salão Bike Show será realizado no Rio de Janeiro, entre os dias 26 a 29 de janeiro de 2012, no Riocentro.

No 1º Salão Bike Show foram registrados mais de 28.000 visitantes, onde 70 expositores e 200 marcas estiveram presentes.

Serviço
2° Salão Bike Show:
De 26 a 29 de janeiro de 2012
Horário: das 14h00 à 22h00 (de quinta-feira a sábado), das 12h00 às 20h00 (domingo)
Local: Riocentro - Av. Salvador Allende, 6555 - Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, RJ
Site: www.salaobikeshow.com.br