sexta-feira, 11 de maio de 2012

CRESCER OU ESTAGNAR?

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Por: Fernando Calmon

Foto F. Calmon 19 - médiaO mercado brasileiro de veículos vive uma fase de sinalizações de certa forma contraditórias. As vendas estão em queda de 5,7% quando comparadas médias diárias entre os primeiros quadrimestres de 2011 e de 2012. Os estoques totais nas lojas das concessionárias e nos pátios dos fabricantes cresceram de 35 dias para 43 dias, de março para abril deste ano.

A média diária de vendas de veículos nos primeiros quatro meses de 2012 (período ampliado de análise filtra melhor sazonalidades e feriados) situou-se ligeiramente abaixo de 13.000 unidades, incluindo caminhões e ônibus. Portanto, será necessário um aumento firme dessa média nos próximos meses para que resultado final chegue ao crescimento entre 4% e 5% previsto pela Anfavea. A entidade prefere esperar o fechamento do primeiro semestre para rever previsões.

Por outro lado, a Fenabrave, associação das concessionárias, que trabalha suas análises com suporte da consultoria MB Associados, acaba de rever a estimativa de crescimento no ano para 3,4% ante 5,6%, em janeiro. A consultoria também prevê aumento das importações, apesar do IPI mais alto. No entanto, isso não está ocorrendo. De outubro de 2011 até o mês passado, a participação de mercado dos modelos importados caiu de 25,3% para 22,6%, incluídos veículos argentinos que têm maior parte de seu conteúdo de origem brasileira. Importadores de outras regiões preveem queda de no mínimo 15% sobre o ano passado.

A maior seletividade dos bancos para conceder financiamentos continua a atingir os chamados modelos de entrada, em que há maior participação dos motores de 1.000 cm³ de cilindrada. Estes caíram para menos de 40%, exatamente 38,6%. Uma fonte no mercado financeiro informou à coluna que será difícil redução maior na taxa de juros porque o spread (diferença entre captação e aplicação por parte dos bancos), no caso de veículos, já é relativamente baixo pela garantia que representa o carro em caso de inadimplência. Ainda assim, como o índice de atraso (superior a 90 dias) das prestações atingiu o recorde de 5,7%, continuam exigências severas para aprovação dos cadastros nos financiamentos longos e sem entrada.

É bom ficar claro que todo o barulho do governo federal em torno dos juros surtiu pouco efeito, até agora. As melhores condições são para compradores de menor risco, que podem dispor de uma boa entrada, de 20% a 30%, e assumir até 36 prestações. Bancos estatais têm participação discreta em financiamentos de veículos. Acomodam-se e não apreciam trabalhar nos fins de semana, quando os “feirões” são bancados pelas instituições financeiras.

Apesar de a pulsação do mercado estar longe de oferecer emoções, o presidente da Anfavea, Cledorvino Belini, acredita que o bom nível de emprego e a renda em crescimento, além de algum impacto positivo das taxas de juros, reanimarão o consumo no segundo semestre.

E a contradição mais relevante vem do Índice de Confiança do Consumidor, pesquisado pela FGV. Em abril atingiu 125,7 pontos (escala de 0 a 200; índice maior que 100 indica otimismo). São 4,9 pontos a mais em relação a março de 2011, quando as vendas ainda bombavam. Vamos esperar pelo melhor.

RODA VIVA

AMIA, associação dos fabricantes mexicanos, divulgou a cota de exportações em valores para o Brasil. Levou em conta participação na produção do México e a média das últimas vendas ao País, principalmente. Nissan recebeu a maior cota, seguida da Ford, Volkswagen, Chrysler/Fiat, GM e Honda. Nada impede ultrapassar cotas, mas incidirá imposto de importação de 35%.

IMPACTO sobre as vendas de modelos mexicanos aqui ainda não se pode avaliar com precisão. Tendência, porém, de a Nissan ser a mais atingida. Afinal, volume de unidades que importa é bem maior em relação aos modelos produzidos no Paraná. Graças à Chrysler, Fiat pode administrar melhor o que pretende trazer de lá, em especial o subcompacto 500.

OPTIMA, da Kia, faz esquecer completamente seu antecessor insosso, Magentis. Linhas se confundem com as de marcas premium europeias. Materiais e acabamento encontram-se em nível próximo àqueles sedãs. Motor 2,4 l/180 cv e câmbio de 6 marchas garantem bom desempenho. Tudo por preço atraente entre R$ 97.000 e 106.000. Mas sensação de solidez é discreta.

ANDAR no Audi A4 2013, na mesma semana que o Optima, permite observar diferenças, além do preço: R$ 149.700. Sedã alemão é mais equipado que o sul-coreano e oferece, por exemplo, controlador de velocidade funcional em descidas. Motor tem mesma potência, porém torque é quase 40% maior graças ao turbocompressor. Mais íntegro, sem dúvida.

NAVEGADOR GPS Navbras Access introduz interessante função ao captar sinal de internet de celulares a bordo com tecnologia 3G e Wi-Fi. Pode-se acessar a rede mundial e via Google ou outros buscadores realizar pesquisas. Não só dos melhores caminhos como pontos de interesse ilimitados, de restaurantes a postos de abastecimento. É a convergência digital.

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fernando@calmon.jor.br e www.twitter.com/fernandocalmon

Fiat recebe o título “Melhor Fabricante de Picape Compacta”,

strata_sporting_18_16v_037A Fiat Automóveis recebeu o título “Melhor Fabricante de Picape Compacta”, com o Fiat Strada, no prêmio Mérito Reconhecido 2012, organizado pela revista Jornauto.

Esse resultado é levantado por meio de uma pesquisa realizada a cada dois anos com os leitores da revista. Nela são eleitos os maiores fabricantes e as melhores marcas de peças, produtos e veículos.

MAN TGX 28440 será mostrado no Strongman Brasil

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A MAN Latin America irá apresentar seu novo caminhão, o MAN TGX 28440, neste fim de semana no Strongman Brasil. O evento será realizado no Expo Transamérica.

O modelo será puxado pelos competidores na prova de tração de caminhão, que deve chegar a 28 toneladas, contando a máquina e o lastro.

As provas, nas quais os competidores demonstram força numa série de testes, serão transmitidas pelo Esporte Espetacular da Rede Globo no domingo, 13/5.  
Endereço do Strongman:
Av. Dr. Mário Villas Boas Rodrigues, 387 Santo Amaro - São Paulo

GM prepara a nova fábrica de motores e transmissões

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Segundo divulgado pela General Motors do Brasil será inaugurado um Joinvile (SC), um complexo industrial que incluirá duas fábricas, de motores e cabeçotes e de transmissões. A unidade produtiva de motores será inaugurada até o final de 2012 e incorporará um conjunto de sistemas pioneiros nas áreas de eficiência energética e proteção ao meio ambiente, credenciando-se à certificação global do LEED (Leadership in Energy and Environmental Design).

A fábrica sustentável, inclue o primeiro sistema de geração de energia fotovoltaica da indústria automotiva brasileira. A unidade será a primeira do Brasil a ter 100% dos resíduos industriais reciclados ("landfill free"), além de incorporar o tratamento inédito de efluentes e esgotos por meio de jardins filtrantes e reciclagem da água industrial por meio de osmose reversa.

São várias as ações com objetivo de manter a sustentabilidade, entre elas:
- Incentivo ao transporte sustentável: bicicletário, vagas exclusivas para veículos flex fuel e transporte coletivo
- Uso de materiais locais, madeira certificada e materiais reciclados
- Reciclagem de materiais e resíduos, compostagem de resíduos de alimentos
- Proteção de taludes e plantio de 720 árvores nativas
- Uso eficiente da água: torneiras e descargas de baixo fluxo e com sensor ou temporizador, reuso de água de chuva
- Eficiência energética: motores de alta eficiência, iluminação natural com dimerização e lâmpadas de alto rendimento, iluminação externa com LED, materiais de baixa absorção de calor

quinta-feira, 3 de maio de 2012

DISCURSO DÚBIO

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Por: Fernando Calmon

Foto F. Calmon 19 - média

Aspecto até certo ponto confuso do novo regime automobilístico, em vigor entre 2013 e 2017, é o estímulo às inovações tecnológicas. De fato, trazer as conquistas já conhecidas no exterior aos carros aqui produzidos só merece apoio. As barreiras para esse fim são amplamente conhecidas: baixo poder aquisitivo dos compradores e alto preço desses equipamentos, em geral absorvidos em escalas de produção bem maiores nos países centrais de três continentes.

Além disso, cerca de 70% das vendas no mercado brasileiro se concentram em carros compactos e seus derivados que, por razões óbvias, são os últimos, em qualquer lugar do mundo, a receber as conquistas técnicas de segurança, conforto e utilidade.

Portanto, é bom não esperar milagres. Mesmo porque o estímulo chegará na forma de redução de apenas dois pontos percentuais no IPI. Os fabricantes serão estimulados a ampliar seus investimentos em pesquisa e desenvolvimento. Porém o grande desafio está em adaptar o conhecimento existente no exterior às condições de uso no Brasil e, mais importante, ao bolso dos compradores. Como também não havia nenhum tipo de apoio fiscal, esse objetivo ficava cada vez mais distante, em especial no campo da eletrônica e informática de bordo.

Faltam também coerência e continuidade nas políticas governamentais. Afinal, de um mandato presidencial para outro as prioridades mudam. A justificativa para adoção em massa de motores flexíveis foi a volta do uso do etanol em larga escala e a segurança ao motorista em eventual escassez ou subida de preço temporária. No entanto, não se resolveu o impasse crucial nas bombas dos postos: a gasolina tem preço congelado; o etanol, ao deus-dará.

Talvez os fabricantes utilizem a especialização desenvolvida ao longo dos últimos anos para melhorar a tecnologia dos motores flexíveis e se creditar da diminuição do IPI. À exceção recente de motores de 1,6 litro da PSA Peugeot Citroën e apenas um modelo da Volkswagen, até hoje continua desprezada a partida a frio aquecida eletricamente apenas com etanol. Esse é apenas um exemplo simples do atraso da indústria. A solução, todavia, tardou tanto que pode ficar superada. Basta os fabricantes resolverem investir em sistema de injeção direta de combustível, que vai bem com gasolina e ainda melhor com etanol, em termos de consumo e desempenho.

Não se pode assegurar de que tudo isso ocorrerá sem resolver o impasse do custo por quilômetro rodado por um e outro combustível. Ou, então, se mudar a taxação sobre emissões, como ocorre na Europa, onde gás carbônico (CO2) tem impacto direto sobre o preço final dos veículos.

O Inmetro, responsável pelo programa de etiquetagem veicular que classifica os carros em termos de consumo de combustível, prepara nova tabela que incluirá informações sobre CO2. A novidade é o índice corrigido, corretamente, pelo ciclo fechado: da produção à ponta de escapamento dos motores. Nesse caso combustíveis fósseis ficam mal na fotografia e abrem espaço para biocombustíveis, caso do etanol de cana. Se o governo vai mexer nesse vespeiro, afinar seu discurso dúbio, inconsistente sobre meio ambiente e criar taxação sobre CO2 é algo de que ninguém tem a menor ideia.

RODA VIVA

FINAL da produção do Citroën Xsara Picasso e o fim próximo do Chevrolet Zafira viram uma página sobre monovolumes médios fabricados no Brasil. Só monovolumes compactos resistem. Fica expectativa sobre por quanto tempo a Renault produzirá station média Mégane Grand Tour, último produto brasileiro nesse segmento (tristemente) em extinção.

AUMENTO de 8% sobre importados da Fiat provenientes do México – subcompacto 500 e crossover Freemont – teve a ver não apenas com valorização do dólar frente ao real, mais ou menos na mesma proporção. Ocorre que cotas acertadas no acordo bilateral de comércio limitaram o equilíbrio oferta-demanda e o preço (no caso do 500) subiria de qualquer forma.

POR outro lado, forte concorrência entre produtos nacionais levou à redução definitiva (não é promoção) de até R$ 2.000,00 nos preços de Polo e Golf. Importados da Coreia do Sul e China, que não subiram de preço por razões estratégicas e outras menos elogiáveis, forçam uma situação a que todos se submetem: leis de mercado.

DISTORÇÕES típicas do sistema tributário brasileiro: imposto estadual (ICMS) menor para veículos importados que chegam via portos em razão de “guerra” fiscal. Lei federal colocará ordem na casa, mas como Estados pedirão compensação, quem compra carros (mesmo os nacionais, sem usar portos) pagam a conta de forma indireta. Coisas do Custo Brasil.

ENTRE dois e três anos, se rodar em média 60 km/dia, comprador teria retorno do investimento no Fox BlueMotion (R$ 36.730,00; 2-portas; R$ 38.300; 4-portas). Recebeu mudanças mecânicas e aerodinâmicas para economizar até 10% de combustível. Com gasolina, em estrada a 90 km/h constantes, marcou 22 km/l. VW espera BlueMotion representar 5% das vendas totais do Fox.

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Cobreq lança pastilhas para veículos da JAC Motors, Hyundai , ASIA Motors e KIA

HYUNDAI SONATA

A TMD Friction do Brasil, fabricante das pastilhas de freio Cobreq lançou no mercado nacional pastilhas para veículos Hyundai, Kia, Ásia e JAC Motors. Elas atendem os sistemas de freio Akebono e Sumitomo, de veículos produzidos entre 1989 (Hyundai Excel) e 2011 (JAC 1.5 e 2.0).

Elas atendem os seguintes modelos:
Hyundai: Accent 1.3 e 1.5, Elantra 1.5, 1.6, 1.8 e 2.0, Excell, S-Coupé 1.5, Matrix e Sonata 2.0, 2.4, 2.5, 2.7 e 3.0 V6.
JAC Motors: J3 1.4 16V, J3 1.4 16V Turim, J5 1.5 16V e J6 2.0 16V.
Kia: Magentis 2.0, Magentis 2.5 V6, Optima 2.0 e Optima 2.5 V6.
Asia: Galloper 2.5 e Galloper 3.0 (todos os anos de fabricação).

terça-feira, 1 de maio de 2012

Lançamentos: Fox BlueMotion

Foto02_1156_fox_bluemotion_0117_26-04-12A Volkswagen lançou o Fox BlueMotion, veículo desenvolvido para gastar menos combustível e emitir menor número de poluentes. O carro teve sua aerodinâmica desenvolvida e certificada em túnel de vento. Cada detalhe foi analisado buscando o menor arraste.

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A grade frontal superior tem um formato diferenciado, com desenho exclusivo e aberturas mais estreitas, isso segundo a fabricante garante eficiência aerodinâmica e ao mesmo tempo mantém as características do DNA da marca. A grade inferior teve seu perfil nas laterais também alterado.

O motor e o câmbio foram recalibrados, nesta nova configuração, o EA 111 1.6 Total Flex desenvolve 104 cv com etanol e 101 cv ao usar gasolina. Ele trabalha em rotações mais baixas às mesmas velocidades, com consequente redução de consumo e emissões.

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Segundo divulgado pela fabricante, a economia e o desempenho mais limpo não comprometem o comportamento dinâmico do carro. Ele vai de 0 a 100 km/h em 10,3 segundos e tem velocidade máxima de 185 km/h (valores com etanol) – números comparáveis aos de versões tradicionais do mesmo porte e motorização.

Para obter baixa resistência ao rolamento foram adotados "pneus verdes", que contém maior quantidade de sílica na sua composição, na dimensão 175/70 R14, associando a um aumento da pressão de enchimento de 29/28 PSI para 36/34 PSI (dianteiro/traseiro), assim foi possível obter uma redução na resistência ao rolamento da ordem de 23%. Para manter as condições de conforto e dirigibilidade, a suspensão teve seus amortecedores recalibrados.

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Os testes de consumo realizados pela Volkswagen, feitos de acordo com a norma NBR 7024, mostraram que ele faz 16,1 km/L (média ponderada, cidade/estrada, abastecido com gasolina), o que representa uma melhora de 12,7% em relação à versão normal que obteve 14,3 km/L.

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E quando abastecido com etanol, obteve neste mesmo ciclo a marca de 10,9 km/L, 12,6% melhor que a versão de série (9,7 km/l).
O preço sugerido do Fox BlueMotion é de R$ 36.730 (duas portas) e R$ 38.300 (quatro portas).