sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

TENDÊNCIAS À VISTA

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Por: Fernando Calmon

FOTO_F~2O ano de 2014 mal começou e há algumas tendências que valem observar bem de perto. Uma delas e mais importante na avaliação da coluna é o provável maior interesse do consumidor na segurança dos veículos. As pessoas até prestavam atenção nos resultados dos testes de impactos frontais contra barreira fixa, mas na hora de comprar elegiam outros tipos de equipamentos. Já são três modelos com cinco estrelas nas avaliações do Latin NCAP: Focus, EcoSport e up! (este, apesar do menor porte, teve a maior pontuação técnica).

Anfavea saiu de sua imobilidade ao anunciar, semana passada, que vai propor ao Contran a obrigatoriedade escalonada de engates Isofix para bancos infantis, além de cintos de três pontos e apoios de cabeça para os três ocupantes do banco traseiro. Embora apoio central não seja obrigatório nem nos EUA e nem na Europa, trata-se de uma postura tímida. Mudanças em segurança exigem, de fato, um prazo para o aumento de escala de produção absorver custos. Ajudaria se o governo taxasse menos esses equipamentos. Maior proteção em impactos laterais e controle eletrônico de estabilidade poderiam estar em todos os carros de projetos novos até 2018, se regulamentados ainda em 2014.

Outra situação observada agora em janeiro foi o patamar de apenas 38% de participação dos motores de 1 litro de cilindrada nos automóveis. Eles têm a menor carga de imposto (IPI) desde 1990. É quase metade da proporção máxima de 71% (2001) e só um pouco menos do que os 40% de 1994. Mas isso deve mudar em função da maior oferta de motores de três cilindros/1 litro. Por enquanto, só Hyundai, VW e Chery. Ford lançará o seu ainda este ano, seguida pela PSA Peugeot Citroën. Fiat, Renault e JAC também tomam esse rumo. GM diz que não seguirá a onda. Entretanto, turbocompressores em motores de baixa cilindrada colaboram nas metas de redução de consumo a cumprir. Há tendência de motores de 1 litro voltarem a ser maioria, acima de 50% das vendas, em médio prazo.

Sobram dúvidas sobre o desempenho de vendas este ano. Feriados prolongados e Copa do Mundo diminuem dias úteis de comercialização; eleições desviam o foco, mas estimulam gastos públicos. Por outro lado, a base comparativa com 2013 terá efeito estatístico positivo, além do IPI reduzido, que dificilmente voltará ao ápice em 2014. Taxa de juros pode se elevar, mas a inadimplência está em queda. Então, crescer de 2 a 2,5% parece factível, desde que financiamentos ajudem na atração de compradores, embora alguns analistas prevejam zero de aumento de mercado este ano.

Mais difícil é vislumbrar o cenário à frente e o momento em que as vendas romperão a barreira de quatro milhões de unidades anuais. Talvez isso ocorra em 2015, se a infraestrutura do País ganhar embalo e houver reformas econômicas. Para o mercado interno chegar a 4,5 milhões/ano e subir um degrau na escala mundial, ultrapassando a terceira colocação do Japão, é preciso que investimentos fora do setor automobilístico deslanchem. Enfim, que o País cresça. E ver se a Índia será rápida e acabe por empurrar o Brasil de novo para o quarto lugar mundial.

RODA VIVA

DESCONCENTRAÇÃO de mercado dos grandes centros rumo a cidades médias/pequenas e também de regiões mais desenvolvidas para as outras se ampliou nos últimos 12 anos. Em termos de vendas, entre 2002 e 2013, enquanto Sudeste cresceu 129%, Norte se expandiu 225%, Centro-Oeste 214%, Nordeste 192% e Sul, 162%. Por isso, engarrafamentos se espalharam. Frota de veículos já cresce bem pouco em cidades populosas.

CONCENTRAÇÃO da indústria automobilística ficou também menor. Enquanto o Sudeste detinha 81% da produção em 2002, no ano passado caiu para 69%. O Sul passou de 15% para 22%, Nordeste de 3% para 6% e Centro-Oeste de 0,5% para 2%. Essa interiorização do desenvolvimento do País continuará nos próximos anos.

AGILIDADE em ultrapassagens em estradas e rápida reação em cidade tornam cada vez mais atraentes motores com turbocompressor. É a melhor opção no sedã médio-compacto Citroën C4 Lounge, combinado ao câmbio automático de seis marchas. Potência de 165 cv nada parece de extraordinário, mas motor de 1,6 litro tem mesmo torque de um 2,5 litros, ou seja, vigoroso.

VENDAS do Fusion Hybrid no Brasil alcançaram quase 100 unidades/mês, ainda modestas, mas estimulantes segundo a Ford. Nos EUA, a versão, que tem ajuda de um motor elétrico, corresponde a 15% de toda a comercialização desse médio-grande. E cerca de 30% dos clientes americanos que compram o híbrido tem menos de 36 anos, ao contrário de seus concorrentes.

VERSÃO brasileira do VW up! é 6,5 cm mais comprida que o europeu para ganhar volume no porta-malas e no tanque. Por isso, embora o modelo original seja mais curto que o primeiro Classe A fabricado em Juiz de Fora (MG), o carro produzido aqui ficou 3,5 cm apenas mais longo que o pequeno monovolume da Mercedes-Benz. Coincidentemente, ambos têm mesma distância entre-eixos: 2,42 m.

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quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Lançamento: Jac T8

CRL_5924Jac Motors inicia as vendas do T8, uma van para 7 ocupantes direcionada ao transporte de passageiros

Por: Edison Ragassi/ Fotos: Divulgação

Em São Paulo, a Jac Motors lançou, dia 11/02, o modelo T8, uma van com abertura das portas laterais corrediças, capaz de transportar 7 ocupantes (motorista e 6 passageiros).

CRL_6142A expectativa de sucesso no mercado brasileiro se dá pelo fato de que outros veículos usados para transporte executivo são vans derivadas de modelos que transportam carga.

O design segue as linhas adotadas nos outros veículos que a empresa chinesa comercializa por aqui. Grande grade frontal, conjunto ótico embutido nos para-lamas, para-choque na cor do veículo e luzes de neblina na parte inferior. As laterais usam linhas limpas e área envidraçada grande. Na traseira a grande tampa, confunde-se com o para-choque, também na mesma cor do veículo.

CRL_5996Tem comprimento de 5.100 mm, a largura é de 1.840 mm e altura de 1.970 mm, os bancos traseiros são removíveis, o que permite transformá-la em furgão, assim a capacidade volumétrica do porta-malas é de 1.310 litros, com todos os bancos, sem a última fileira o espaço para carga é de 3.550 litros e 4.800 litros ao retirar todos eles.

CRL_6131Utiliza motor 2.0 L, com 16 válvulas e turbocompressor, assistido por intercooler. Movido a gasolina, tem potência máxima de 175 cv a 5.400 rpm e o torque máximo de 26,5 kgfm, ele está disponível entre 2.000 a 4.000 rpm. Com tração é traseira, a transmissão é manual de seis velocidades.

CRL_5988O sistema de suspensão utiliza na dianteira, triângulos inferiores e superiores, na traseira, eixo rígido. Ambas com molas helicoidais progressivas e barras estabilizadoras.

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A van é comercializada com air bag duplo, direção hidráulica, ar-condicionado com controle independente para os passageiros, rodas de liga leve, kit multimídia, trio elétrico, freios ABS, entre outros.

CRL_6092O preço sugerido para venda do Jac T8 é de R$114.990, a expectativa é de comercializar entre 1.000 a 2.000 unidades por ano e tem como principal público os empresários que trabalham com transporte executivo. A importadora também não irá homologar fornecedores nacionais para as peças de reposição.

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Lançamento: VW up!

linha up!Carro vendido na Europa desde 2001, o up! passou por ajustes e chega ao Brasil equipado com propulsor 1.0L de três cilindros, sem tanquinho de partida a frio

Por: Edison Ragassi/ Fotos: Divulgação

Dia 05/02, em Gramado (RS ), a imprensa especializada brasileira, conheceu o up!, novo compacto da Volkswagen para competir no segmento de entrada.

Comercializado na Europa desde 2011, o design utiliza linhas quadradas, não há grade frontal, a ventilação para o motor é feita por entradas colocadas no para-choque. Ele mede 3.605 mm de comprimento, 1.910 mm de largura e 1.500 mm de altura.

red up! (3)A distância entre os eixos é de 2.421 mm e o porta-malas tem capacidade de 285 litros, seu peso total é de 910 kg. Em relação ao modelo europeu, passou por ajustes, o assento traseiro recebe três pessoas, o tanque é maior, assim como o compartimento traseiro de carga.

Ele utiliza o novo motor EA211 1.0L de 3 cilindros Total Flex, o qual estreou no Fox Bluemotion em julho do ano passado. Aceita etanol, gasolina ou a mistura dos dois em qualquer proporção e não tem tanquinho de partida a freio.

motorEste propulsor, fabricado em São Carlos (SP), entrega potência máxima de 75 cv (G)/ 82 cv (E) a 6.250 rpm. O torque máximo é de 9,7 kgfm (G)/ 10,4 kgfm (E) a 3.000 rpm. A transmissão é a MQ200, manual de cinco marchas, acionadas por cabos. A direção é mecânica na versão de entrada, mas há opção de sistema de assistência elétrica. A suspensão dianteira é independente tipo McPherson e eixo rígido na traseira.

Impressões ao dirigir

Na serra gaúcha, entre Gramado e Porto Alegre, a VW promoveu para a imprensa especializada brasileira o teste drive de seu novo compacto o up!O carro faz sucesso na Europa desde 2011, mas mesmo com a globalização, as fabricantes promovem ajustes em seus modelos para adapta-los as necessidades locais.

porta-malas (3)E com o up! não foi diferente, o fabricado aqui é maior que o europeu para acomodar cinco pessoas, tem tanque de combustível com mais capacidade e o porta-malas também.

 

black white red up! (10)A versão testada por Auto Agora foi a white up!, ao entrar no compacto a impressão é de estar em um carro muito maior do que o visto por fora.Tanto no espaço do motorista, como o do passageiro, ele acomoda bem uma pessoa com 1,80 m de altura.

O painel é reto, como se fosse uma mesa, tem boa visualização do velocímetro, já o conta-giros foi colocado do lado esquerdo, no primeiro olhar ele pode ser confundido com o marcador de combustível. Mas a confusão é desfeita ao observar que sua marcação começa no zero. Outro detalhe que chama a atenção, a saída de ar central foi colocada para cima, a ventilação está direcionada para o vidro e não para os ocupantes.

black white red up! (3)Ajustar os bancos e volante também é fácil, são várias as posições oferecidas até que se encontre a maneira mais confortável para guiar. Porém, o cinto de segurança não tem ajuste de altura independente, ele só pode subir ou descer se o proprietário do carro pedir para fazer na concessionária. Isso pode gerar algum incomodo, pois no caso do motorista ele ajusta o banco até encontrar um posicionamento correto para o cinto, já o passageiro não. E pode ocorrer o que aconteceu comigo, sentado no banco do carona, o cinto ficou posicionado no pescoço.

black white red up! (6)Ao girar a chave, a primeira impressão é boa, o três cilindros mostra-se silencioso, dócil. O engate da primeira marcha é macil e ele tem bom arranque, não parece um propulsor de1 litro.

Com ar-condicionado ligado, um equipamento essencial neste verão brasileiro, e principalmente no percurso, onde em determinados trechos o termômetro do carro mostrou 41,5 graus, saímos em direção a Porto Alegre.

white up! (4)Logo no inicio do trajeto uma subida. Como não vinha embalado e saiu da inércia, ele demorou para pegar embalo. Ao entrar na cidade, desligar o ar condicionado deslanchou. Passada este aclive começa a viagem. Em alguns lombadas e ele mostrou o bom ajuste da suspensão para enfrentar estes tipos de obstáculos encontrados em vários locais.

white up! (1)Na rodovia o desempenho é exemplar, as acelerações e retomadas, inclusive nas ultrapassagens não causa sustos, ou desconfianças. As trocas de marchas são macias e precisas, e a estabilidade também é muito boa. O up! está um patamar acima dos veículos de entrada, no quesito dirigibilidade não deixa a desejar. Atende bem as necessidades de quem procura um veículo urbano, ágil e com muito estilo.

black up! (8)Desde a versão de entrada é equipado com: limpador, lavador e desembaçador traseiro, banco do motorista com regulagem de altura, espelho no para-sol do passageiro, cintos traseiros laterais retráteis, fechadura elétrica para abertura da tampa do porta-malas. O miolo da chave gira em falso em caso de tentativa de arrombamento.

linha up! (1)São 6 opções com carroceria quatro portas: take up! (R$28.900), move up! (R$30.300), high up!(R$34.990), black up!, red up! e white up! (R$39.390). A garantia é de três anos e a VW iniciou as vendas do modelo neste mês de fevereiro.

Com carroceria duas portas, o preço inicial é de R$ 26.900, mas a venda desta versão deve iniciar em abril.

sábado, 8 de fevereiro de 2014

Vem ai o Ka Sedan

Ka Concept 4-Portas_6bA Ford mostrou em São Paulo, dia 3 de fevereiro, o Ka Concept 4-Portas. Trata-se de um modelo para disputar o segmento de sedãs compactos. O modelo integra a renovação promovida pela Ford em toda a linha de produtos, os quais agora passam a ser modelos globais.

Não foi confirmado pelos executivos da companhia, mas a expectativa é de que os dois modelos da família Ka, tanto hatch como sedã, seja oferecido com o novo motor 1.0L de 3 cilindros e também na opção Sigma 1.5L.

Ka Concept 4-Portas_4bO Ka sedã irá disputar mercado com Siena, Voyage, Logan, entre outros. Direção elétrica, assistente de saída em rampa, ar-condicionado, são alguns dos itens de conforto e segurança que estarão presentes no veículo.

A expectativa é de que o Ka hatch seja lançado em março e o sedã até julho, mas como estamos em ano de Copa do Mundo, o cronograma pode atrasar.

domingo, 2 de fevereiro de 2014

Lançamento: Audi A3 Sedan

_MG_9821Com motor turbo de dupla injeção, câmbio S tronic de 7 velocidades e suspensão independente nas quatro rodas, o carro tem preço sugerido de R$116.400

Texto: Edison Ragassi/Fotos: Divulgação

Em São Paulo, a Audi mostrou para a imprensa especializada brasileira, dia 29/01, o A3 Sedan. Na dianteira, a grade usa moldura única, com os cantos superiores recortados, na cor preta.

MalagrineOs quatro anéis aparecem com destaque ao centro. Uma moldura cromada cerca a grade. A seção inferior do para-choque se afina para formar uma borda deslocada para frente. Barras verticais salientam as entradas de ar e os faróis de neblina ficam alojados nos cantos dessas entradas.

MalagrineAs laterais têm duas linhas, uma acima das maçanetas que cortam o modelo e a outra abaixo, que aparece nas portas. Os arcos das rodas são salientes e os espelhos retrovisores externos com indicadores de direção em LEDs são montados nas portas.

A traseira parece uma só peça, as lanternas invadem a tampa do port-malas e as quatro argolas aparecem ao centro com bastante destaque.

_MG_9835Seu comprimento é de 4.456 mm, distância entre os eixos de 2.637 mm, com largura de 1.796 mm e altura de 1.416 mm. Assim a capacidade volumétrica do porta-malas é de 425 litros, sem rebater os bancos.

MalagrineO interior usa painel com dois grandes instrumentos redondos. Entre eles fica a tela de 3,5 polegadas do sistema de informações DIS (Driver Information System). A tela colorida exibe informações úteis, ao mesmo tempo em que o programa de eficiência do DIS dá sugestões ao motorista para uma condução mais econômica. O sistema também emite os alertas recomendando paradas para descanso.

Ele chega equipado com propulsor turbo alimentado 1.8 TFSI movido a gasolina, o qual entrega potência de 180 cv e 25,49 kgfm de torque máximo. Segue a tendência de downsizing, ou seja, motores menores com baixo consumo e alta potência. Seu peso é de 140 kg, o cárter, feito de ferro cinzento fundido, usa paredes estreitas, assim é 2,4 kg mais leve que o anterior. Foi desenvolvido um sistema de gerenciamento térmico o qual garante que o motor chegue rapidamente à temperatura ideal de operação após partidas a frio, isso reduz a fase de elevadas perdas por atrito devido à viscosidade do óleo.

MalagrineEntre as soluções para economizar combustível o sistema start-stop, quando o veículo para em um semáforo, por exemplo, o motor é desligado, e volta a ligar quando o pedal do acelerador é acionado. A bateria é do tipo Absorption Glass Mat (AGM - baterias em que o ácido embebe camadas de fibra de vidro entre as placas) de alta performance. São dois os sistemas de injeção, direta e indireta.

MalagrineQuando o motor funciona sob carga parcial, a indireta ajuda a FSI. O sistema injeta o combustível na ponta do coletor de admissão logo acima dos tumble flaps, que provocam um redemoinho, misturando o combustível com o ar. Isto melhora a carburação, reduz o consumo e as emissões de partículas. A injeção direta de combustível, que gera pressão de até 200 bar, funciona na partida do motor e sob solicitações altas.

MalagrineA transmissão é a S tronic de 7 velocidades, ela é composta por duas subtransmissões comandadas por duas embreagens multidiscos, apesar de apenas uma delas estar conectada ao motor de cada vez, as duas funcionam permanentemente.

MalagrineA suspensão dianteira é tipo McPherson, com braços em V inferiores, o subchassi em peça única e os mancais de pivô são feitos de alumínio e barras estabilizadoras nos dois eixos. Na traseira a suspensão tem quatro braços, feitos de aços de alta resistência e os cubos de rodas de alumínio.

MalagrineAs rodas são de liga leve de 17 polegadas, freios a discos dianteiros ventilados de 288 mm milímetros, e os traseiros medem 272 mm. O freio de estacionamento é eletromecânico e está integrado aos freios traseiros.

O A3 Sedan tem preço sugerido para venda de R$ 116.400 e será o modelo fabricado no Brasil em 2015 no Paraná.

PROVISÓRIO OU DEFINITIVO?

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Por: Fernando Calmon

Foto F. Calmon 19 - médiaJaneiro concentrou acontecimentos no universo automobilístico como faz tempo não se via. Há uma coincidência fortuita, claro, mas entre as cinco medidas que começaram a valer, duas já sofreram adiamento e outra enfrentou uma tentativa. Seria trágico, se não desse vontade de rir: esse é o país em que o provisório tende a ser definitivo e o definitivo pode muito bem descambar para o provisório por meios de sucessivas postergações e/ou correções. Vamos repassar.

1) A lei que criou a obrigatoriedade dos freios ABS e bolsas de ar frontais correu risco de ser empurrada para a frente. Primeiro se cogitou de todos os modelos e depois de abrir exceção só para a Kombi. Bom senso prevaleceu graças à reação da opinião pública, apesar de momentos festivos de final de ano. Desta nos livramos. Modelos produzidos até 31 de dezembro de 2013 poderão ser vendidos até o final dos estoques, sem data definida. É improvável que ao final de fevereiro ainda existam unidades à venda. O governo não se mexeu para criar um cronograma adicional que estabeleça testes de colisões laterais, contra poste e simulação de choque traseiro.

2) Simulador de direção nas autoescolas, sem dúvida, é uma boa ideia. Facilita o aprendizado do aluno e aumenta a segurança no trânsito porque aulas práticas não conseguem reproduzir todas as condições de risco no dia a dia. A lei é de junho de 2013 e implantação prevista até 31 de dezembro do ano passado. Resultado mais do que previsível: apenas cinco Estados regulamentaram o sistema. E São Paulo, o maior da Federação, acaba de pedir adiamento por 90 dias. Os argumentos da maioria, todos inválidos, vão desde o “acúmulo” de pedidos nos fornecedores até o aumento de 20% na despesa dos alunos.

3) Pela quarta vez se adiou a instalação obrigatória na linha de montagem de rastreadores veiculares. Novamente o sistema não mostrou confiabilidade. Essa foi uma má ideia porque os problemas nas grandes cidades são diferentes no interior do País e todos os veículos ficam onerados da mesma forma. Tal equipamento deveria, quando muito, ser opcional. Existe, ainda, um programa paralelo de etiqueta digital para fiscalizar pagamento de impostos e multas. Mais barato, abrange toda a frota circulante em pouco tempo, ajudando no combate a furto e roubo.

4) Primeira tentativa séria de regulamentar os desmanches de carros foi feita pelo governo de São Paulo. Trata-se de uma medida bem mais eficaz para desestimular a criminalidade. Prevê cadastramento das empresas, acompanhamento pela internet, novas exigências de rastreamento das peças e proíbe seu repasse para comercialização por terceiros. Componentes de segurança como freios, sistemas eletrônicos (ABS e outros) e módulos ou sensores de airbags não poderão ser vendidos.

5) Multas por videomonitoramento. Está aí uma novidade sem o menor risco de ser adiada. Publicada em 23 de dezembro do ano passado, autoriza o agente de trânsito a multar por meio de telas que recebem imagens de câmeras nas estradas e ruas. Única concessão: placas que avisam sobre vigilância na via. Imagens não podem ser gravadas e a possibilidade de erro de leitura não se deve desprezar.

RODA VIVA

CONTINUAM especulações sobre o preço da versão de entrada do VW up!, substituto do Gol G4, mas de dimensões externas menores. O carro, um dos principais lançamentos do ano, estará à venda em fevereiro. Agora já se sabe que custará menos de R$ 27.000. Mais ousados preveem a faixa de R$ 25.000. Último preço de tabela do Gol antigo/4-portas: R$ 27.810.

MOVIMENTO para abrigar importadores e marcas que também produzirão no Brasil levou a Abeiva a mudar estatutos e de nome. Passa a se chamar Abeifa, mas o problema de representatividade limitada continuará. Contra o gigantismo da Anfavea só se metade dos sócios atuais mudassem de entidade, o que parece bastante duvidoso.

PRIMEIRO sedã da Mercedes-Benz abaixo do Classe C, o CLA herdou as linhas do CLS, um belo sedã-cupê. Modelo está indo bem em vendas no exterior, vendido em média a 10% menos do que o “C”. Aqui, a série inicial custa R$ 150.500 e terá de enfrentar, além do A3 sedã, o próprio Classe C (com preço de mudança de linha) e outros. Pelo estilo conquistará fãs.

MOTOR turbo de 156 cv do CLA, abaixo dos padrões da marca, não chega a decepcionar. Aerodinâmica excelente (Cx 0,23), comportamento em curvas irrepreensível e acabamento são pontos altos. Tela multimídia (com GPS, sem toque tátil) e faróis bixenônio contrastam com ausência de função digital (automática) do ar-condicionado, do banco elétrico e de sensores traseiros.

GEELY, sétima marca de automóveis chineses no Brasil, começa com o sedã médio-compacto EC7, em março. Preço (completo) na faixa combativa dos R$ 50.000, para tentar incomodar Civic, Corolla, C4, Focus e 408 entre outros. A marca, dona da sueca Volvo, não esconde que pretende se associar ao Grupo Gandini (40% do capital) para construir fábrica no País.

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Ford lança sistema que aciona aplicativos de smartphones por comando de voz dentro do carro

Estande FordNa Campus Party, a Ford anunciou a entrada do sistema SYNC AppLink ainda este ano nos veículos comercializados pela empresa. Este é o primeiro sistema da indústria automotiva que permite o acesso aos aplicativos dos smartphones por meio de comandos de voz. Ele é compatível com o iPhone 3GS (IOS 4.1 ou mais atual), iPhone 4 (IOS 4.2 ou mais atual) e com iPhone 5 (IOS 4.3 ou mais atual). Além destes, também conecta-se ao Android OS 2.1 ou mais atual e o BlackBerry OS 5.0 ou mais atual.