sábado, 18 de outubro de 2014

TEIMOSIAS E AS ENCRENCAS

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Por: Fernando Calmon
Foto F. Calmon 19 - média
Durante os três dias do 23º Congresso da SAE Brasil, realizado recentemente em São Paulo, o tema central não poderia ser mais atual. O mote “Construindo a mobilidade inteligente – os veículos do futuro” representa uma vasta gama de interesses e de mudanças disruptivas que a indústria e a sociedade já iniciaram. Engenheiros da mobilidade têm enormes desafios pela frente e, no caso do Brasil, ainda mais em razão da atual situação econômica. A própria exposição agregada ao congresso encolheu 10% este ano.

Muitos dos avanços gravitam em torno da sigla ITS (em inglês, Sistema Inteligente de Transportes) e suas ramificações. Além de trazer soluções, ITS impõe novo conceitos para racionalizar o trânsito e dar mais segurança. Afinal, em 2020, o mundo terá mais de 1,2 bilhão de veículos leves e pesados em circulação, sem contar motos e bicicletas. Uma das preocupações é que os automóveis mostram longevidade maior que muitas das tecnologias atualmente nele aplicadas. Algum tipo de harmonização ou de atualização precisa ser avaliado.

Basta um exemplo. Os programas de navegação em tempo real, disponíveis para qualquer telefone celular inteligente, começam a ser alternativa aos caros sistemas de navegação GPS nos painéis com seus mapas que precisam de atualização e não indicam rotas alternativas. Hoje isso é fundamental para aproveitar melhor as vias menos congestionadas, gastar menos tempo e combustível, sem contar menor poluição.
Sensores, câmeras e radares também já representam enorme ganho em segurança. Citou-se o exemplo da Alemanha, onde 31% dos acidentes em congestionamentos aconteciam porque não se freava a tempo. Computação de bordo emite alertas e pode parar o carro de forma independente. Agora, funciona em linha reta, mas em breve também em curvas. O que se tem certeza é de que essas pequenas intervenções no modo de conduzir abrem as portas a sistemas autônomos plenos.

Para o palestrante Frank Karstner, da Bosch, o prazer de dirigir sempre existirá, mas direção autônoma extinguirá os erros e as colisões. Ivan Tocchetto, da TRW Brasil, lembrou que airbags e cintos de segurança trabalharão de forma mais integrada e inteligente. O próprio conceito de colisões começa a mudar depois dos exageros e voluntarismos dos programas de avaliações de carros novos (NCAP, em inglês), especialmente o europeu e o latino. Hoje é quase impossível um veículo pequeno alcançar cinco estrelas em proteção infantil. Mas, a partir de 2015, serão usados também manequins de crianças de 6 a 10 anos (além de 0 a 3 anos existentes) e haverá ainda teste contra barreira a 50 km/h (hoje, 64 km/h) apenas para o motorista.
Claro, propulsão elétrica sempre desperta grande interesse em congressos técnicos. 

Porém, vozes surgiram para lembrar que por uma fração do que se investe em carros elétricos – em especial suas baterias ou pilhas a hidrogênio – é possível melhorar em 50% a eficiência dos motores a combustão. Ersnt Winklhofer, do Instituto Real de Tecnologia da Suécia, passou um pito em quem apenas aplica as mesmas técnicas de injeção direta, por exemplo, de motores a gasolina ao etanol.
Hubert Friedl, da consultoria de engenharia AVL, relembrou uma tendência, sempre citada e defendida nesta coluna: a distância em termos de consumo entre motor diesel e de ciclo Otto (gasolina, etanol e gás) será significativamente reduzida nos próximos anos. Isso reverterá a encrenca em que os fabricantes europeus se meteram ao investir em apenas uma tecnologia e só agora caem na realidade.

RODA VIVA
PARA a consultoria econômica E&Y, 88% dos automóveis vendidos em 2025 terão conectividade avançada. Até lá novos recursos estarão disponíveis e um deles é a conexão automática de qualquer telefone celular inteligente ao sistema multimídia, logo ao entrar no carro. Operações atuais de primeiro pareamento são demoradas, às vezes confusas e sem padronização.

ENTRE aplicativos mais desejados destaca-se o que leva o motorista, pela tela do celular, até uma vaga livre em estacionamentos. Para isso é necessário que a infraestrutura interna do local esteja preparada. Em alguns países já existe em estacionamentos subterrâneos e o próximo passo será em pátios ao ar livre.

PREÇO já não atrai como antes, mas Kia Soul ainda oferece vantagens de espaço interno e acabamento/equipamentos por até R$ 92.900 com câmbio automático. Nessa nova geração as dimensões internas e externas (menos a altura) foram ampliadas. Motor de 1,6L/128 cv (mesmo do HB20) sofre um pouco para lidar com seus quase 1.400 kg de peso (ordem de marcha).

SALÃO do Automóvel de São Paulo, a partir do dia 30, espera atrair os mesmos 750.000 visitantes de 2012. Organizador Reed Alcantara instalará sistema de ventilação mais eficiente este ano. Essa restrição pode acabar já na edição de 2016. Um grupo francês investirá até R$ 300 milhões no atual Centro de Exposições Imigrantes e pretende conquistar este e outros salões.
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fernando@calmon.jor.br e twitter.com/fernandocalmon

terça-feira, 14 de outubro de 2014

O Auto Agora está no ar na Transamerica Light

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Você que acompanha as notícias do Auto Agora, também pode ouvir pelo rádio na Transmerica Light de Curitiba (95,1 Mhz), internet, celular e tablet

Estreia nesta quarta-feira (15/10) na Transamerica Light o informativo Auto Agora. O programa é uma extensão para o rádio do Blog Auto Agora(autoagora.blogspot.com) e vai ao ar de segunda a sexta as 10h20/ 12h20/ 14h20 e 16h20. Aos sábados e domingos, as 12h00 e 14h00.

Criado em 2007 pelo jornalista e radialista Edison Ragassi, especializado no segmento automotivo, o Auto Agora leva ao internauta informações sobre os lançamentos da indústria nacional e internacional, comparativos, avaliações, peças, acessórios, serviços, dicas de manutenção preventiva, que agora estarão disponíveis também para o ouvinte. “A versão radiofônica do Auto Agora segue o mesmo padrão de conteúdo utilizado no Blog, porém, o foco maior será nas dicas de manutenção preventiva. São informações para que o usuário cuide bem do carro, isso valoriza o patrimônio e também faz com que ele circule mais seguro”, comenta Ragassi.

O informativo Auto Agora vai ao ar pela Rádio Transmerica Light em Curitiba (95,1 Mhz), pela internet (www.transanet.com.br/light) ou clika no baner ao lado, e também por aplicativos de smartphone e tablet (IOS- App Store/ Android- Google Play) de segunda a sexta as 10h20/ 12h20/ 14h20 e 16h20. Aos sábados e domingos, as 12h00 e 14h00.
Com programação adulta, ela é uma das emissoras mais acessadas via internet no Estado do Paraná e também no Brasil. “Esta qualificação é muito importante para valorizar a difusão da mensagem. Enquanto que no dial o boletim será ouvido por motoristas dentro do carro, casas e escritórios, na internet e pelos aplicativos, a possibilidade do ouvinte estar com o fone de ouvido é grande, o que faz ele prestar ainda mais atenção na mensagem”, avalia o jornalista e radialista.

A Rádio
A Transamerica Light surgiu no ano de 1.999, na Praça de Curitiba. A rádio adulto-contemporânea é voltada ao público qualificado. A grade mescla jornalismo com programação musical focada em flashbacks internacionais, MPB e World Music.

O apresentador
Edison Ragassi, nasceu em São Paulo, é jornalista e radialista. Formado em
Propaganda & Marketing pela Anhembi Morumbi e em Jornalismo pela FIAM, iniciou sua carreira profissional em Comunicação no ano de 1.987 como locutor, atuando durante 11 anos em emissoras de rádio.
Ingressou no jornalismo impresso em 2001 e, desde então, se especializou no setor automotivo. Trabalhou como repórter na revista Mercado Automotivo, foi editor-chefe da revista Vendo Autos e atualmente é o editor de veículos das publicações Balcão Automotivo e Reparação Automotiva. Também escreve o Blog Auto Agora http://autoagora.blogspot.com

O Auto Agora no rádio é uma parceria da Rede Transamerica de Comunicação, segmento Light e a Tecom- Luciano Amaral Radiodifusão Ltda, com produção de textos e apresentação de Edison Ragassi. A produção artística fica a cargo de Sergio Fialho, coordenador artístico da Transamerica Light. A direção comercial em Curitiba é de Adelcio Lima e em São Paulo de Guilherme Albuquerque.

Contatos
Produção e apresentação
Edison Ragasi
e-mail: ragassi@gmail.com

Coordenação Artística
Sergio Fialho
e-mail: artistico.light@transanet.com.br

Comercial
Transmerica Light
Adelcio Lima
e-mails: adelciolima@transanet.com.br
Fone: (41) 3331-1717

Tecom
Luciano Amaral
e-mails: lucianotecom@terra.com.br
Fone: (011) 5505 8830 / Cel.9 9946-6088

terça-feira, 7 de outubro de 2014

Comparativo: Fiat Palio Fire Way/ Nissan New March

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Palio Fire substitui o Mille e enfrenta concorrentes como o Nissan March na disputa pela preferencia do consumidor que procura o primeiro carro
Por: Edison Ragassi/ Fotos: Estúdio Prána
A Fiat lançou o Palio em 1.996 e ao longo dos anos atualizou o modelo. Em 2007, chegou ao mercado a quarta geração do hatch compacto, mas, por questões estratégicas, manteve em linha a versão de terceira geração.
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É equipada só com motor 1.0L e carroceria de 3 e 5 portas. Ele mede 3.827 mm de comprimento, largura de 1.634 mm e distância entre os eixos de 2.373 mm, a capacidade do porta-malas é de 290 litros.

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Este ano, a Fiat Automóveis parou a fabricação do Mille, até então o carro mais barato de sua linha, e deixou o Palio Fire para substitui-lo.

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Também lançou a opção Way, com novas molas, amortecedores, pneus 175/65 R14, oque elevou a suspensão. Sua altura mínima do solo é de160 mm, enquanto que as outras opções têm 147 mm.

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Veículos de entrada são importantes para as fabricantes, já que têm grande participação no nosso mercado. Conhecedora deste fato, a Nissan trouxe em 2011 do México o March para disputar este segmento. E também se estruturou para produzi-lo no País, construiu uma fábrica em Resende (RJ), a qual entrou em operação este ano e de lá sai o New March.


Em relação ao carro mexicano, o visual é novo, a dianteira tem uma grande entrada de ar inferior e grade cromada em forma de V, o para-choque dianteiro é robusto. Na lateral, uma linha de cintura baixa, os para-lamas ressaltam as caixas de rodas.
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As maçanetas e retrovisores, de acordo com a versão, podem ser pretos, da cor da carroceria ou cromados. No teto foram colocados dois vincos em forma de V, que lembram bumerangues.

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E o desenho da carroceria na extremidade traseira do teto é levemente elevado. As modificações internas incluíram novos materiais, painel e volante. Ele tem comprimento de 3.827 mm, a largura é de 1.675 mm, para uma distância entre os eixos de 2.450 mm e altura de 1.528 mm, no compartimento traseiro, a capacidade é de 265 litros.

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O propulsor do Palio Fire é de 8 válvulas, entrega potência de 73 cv (G)/ 75 cv (E) a 6.250 rpm e torque de 9,5 kgfm (G)/ 9,9 kgfm (E) disponíveis a 4.500 rpm.

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O New March utiliza o motor da Renault, pois as duas fabricantes integram uma aliança, porém, o sistema de arrefecimento foi modificado, ele não usa reservatório de expansão. Este 1.0L 16 válvulas oferece 74 cv de potência a 5.850 rpm e torque de 10 kgfm a 4.350 rpm, abastecido com etanol ou gasolina.

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Ambos têm suspensão independente na dianteira do tipo McPherson e na traseira eixo rígido. Os dois usam freios a disco ventilado na parte da frente (240 mm-Palio/ 260 mm-New March) e tambores na traseira.
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Com preço sugerido para venda de R$28.250, o Palio Fire Way tem em relação a versão convencional, visual diferenciado. Nele o comprador encontra molduras nas caixas de roda, pintura cromada com contornos em preto brilhante na grade frontal, faróis biparábola com máscara negra e canhões cromados.

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Protetores na parte inferior dos para-choques dianteiros e traseiros, retrovisores externos cinza metálico, calotas R14, revestimento externo nas colunas centrais na cor preta fosco e faixa Way nas portas. Ao adicionar o ar-condicionado, direção hidráulica, travas elétricas e vidros elétricos dianteiros, vai a R$32.683.

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Enquanto que o New March versão Conforto tem custo inicial de R$ 28.490, usa rodas de aço 14 polegadas, pneus165/70 R14.

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Com ar-condicionado, direção elétrica progressiva, volante com regulagem de altura, chave com telecomando para abertura e fechamento, farol de neblina, vidros, travas e retrovisores elétricos, passa a ser versão ‘S’ e o preço é de R$ 33.690.


Colaboraram: Fiat Automóveis, Nissan do Brasil, concessionária Fiat Itavema Itália- Itaim, concessionária Nissan AR Motors- Nações Unidas

Custos de peças e serviços Palio Fire Way
Amortecedor dianteiro: R$ 342,07 - cada
Serviço: R$ 147,00
Amortecedor traseiro: R$ 183,00
Serviço: R$ 84,00
Disco de freio dianteiro: R$ 146,89- cada
Serviço: R$ 147,00
Jogo de pastilhas dianteiras: R$ 150,12
Serviço: R$ 105,00
Lonas de freios traseiras: R$ 128,88- jogo
Serviço: R$ 105,00
Óleo/ litro: 5W30- R$ 36,00
Serviço: R$ 63,00
Filtro de óleo: R$ 20,08
Serviço: R$ 63,00
Filtro de ar: R$ 29,08
Serviço: R$ 42,00
Filtro de combustível: R$ 21,08
Serviço: R$ 210,00
Filtro anti-polén: R$ 110,46
Serviço: R$ 84,00
Velas: R$ 87,88- Jogo
Serviço: R$ 84,00

Custos de peças e serviços Novo March 1.0L
Amortecedor dianteiro: R$ 199,00 - cada
Serviço: R$ 239,00
Amortecedor traseiro: R$ 149,00- cada
Serviço: R$ 191,20
Disco de freio dianteiro: R$ 109,00- cada
Serviço: R$ 239,00
Jogo de pastilhas dianteiras: R$ 150,00
Serviço: R$ 119,50
Lonas de freios traseiras: R$ 119,00
Serviço: R$ 239,00
Óleo/ litro: R$ 24,94
Serviço: R$ 119,50
Filtro de óleo: R$ 39,90
Serviço: R$ 47,80
Filtro de ar: R$ 45,00
Serviço: R$ 47,80
Filtro de combustível: R$ 18,90
Serviço: R$ 47,80
Filtro anti-polén: R$ 55,20
Serviço: R$ 47,80
Velas: R$ 15,90- cada
Serviço: R$ 119,80
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quinta-feira, 2 de outubro de 2014

SEM FRONTEIRAS

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Por: Fernando Calmon
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Nessas últimas semanas as pouquíssimas fronteiras automobilísticas que, teoricamente, ainda existiam para separar mercados e mesmo marcas foram fortemente abaladas. E isso aconteceu dos dois lados do norte do Oceano Atlântico. Os protagonistas foram Ford e Mercedes-Benz e os carros o novo Mustang (vendas começam agora nos EUA) e o completamente repensado Mercedes-AMG GT (disponível na Europa no primeiro trimestre de 2015). Ambos estarão no Salão do Automóvel de São Paulo e serão comercializados aqui dentro de até um ano e meio.


Começando pelo Mustang que ganhou passaporte para ser vendido em qualquer parte do mundo por rede própria do fabricante. Antes o modelo responsável há 50 anos pela criação da classe de carros americanos “musculosos” ficava restrito às fronteiras nacionais ou importações por clientes individuais. Quando se apresentou à imprensa em dezembro de 2013, o conceito de fato tinha evoluído, sem rompimento drástico com os traços originais de 1964. E para incrementar o potencial de vendas, na Europa em especial, oferece um motor turbo de quatro cilindros 2,3 L/310 cv.

Ao guiar o carro, semana passada em Los Angeles (EUA), o primeiro contato foi justamente com este motor. É ruidoso, como esperado, mas o desempenho está coerente com a proposta de gastar menos combustível. O comportamento dinâmico evoluiu bastante graças à suspensão traseira independente (pela primeira vez) e a direção eletroassistida que surpreende pela precisão de resposta. Há ainda um motor V-6/3,7 l/304 cv. Manteve a tradição de 2+2 lugares, ou seja, atrás só espaço para crianças.

Mustang, no entanto, é sinônimo de V-8 e, claro, a versão para o Brasil terá câmbio automático de seis marchas. Cerca de 100 kg a mais de peso ficam evidentes já ao volante, mas o ronco provocante do motor e sua elasticidade fidelizam fãs. De um 5-litros aspirado obter 441 cv demonstra superioridade sobre rivais como o Camaro (6,2 L/406 cv), além de se poder escolher entre três modos de desempenho/dirigibilidade. Se importado hoje, estaria na faixa de R$ 240 mil.

A Mercedes-Benz também pulou fronteiras com o AMG-GT até ao retirar o nome Benz de seu novo superesporte. Se a referência de prestígio e sucesso é o Porsche 911 por que não se inspirar nas suas linhas traseiras, por exemplo? O carro é, de fato, superlativo, mas ainda sem preço definido. Estima-se que a versão GTS – motor V-8 biturbo/4L/510 cv – custaria 10% menos que os US$ 150 mil do 911 Turbo nos EUA.

Não se trata de substituição do descontinuado SLS AMG, que era ainda mais caro, mas o Mercedes AMG-GT se destaca por soluções técnicas refinadas e nada usuais no portfólio da marca. Tudo é novo, a começar pelo chassi em alumínio, tampa do porta-malas em aço e teto em compósito de fibra de carbono. Motor dianteiro entre-eixos e transeixo (câmbio e diferencial juntos) traseiro levaram a uma distribuição de peso de 47% na frente e 53% atrás. A fábrica garante que será referência em dirigibilidade entre os melhores carros esporte, mas por ora houve apenas apresentação estática. O carro tem interior aconchegante, ergonomia excelente, além de quatro saídas de ar centrais e mais duas nas extremidades. Porta-malas é bem amplo para um 2-lugares: 350 litros.

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DEMOROU só nove meses para VW confirmar acordo com sindicato de metalúrgicos de São Bernardo do Campo (SP) e repor 900 empregos que se foram com a Kombi. Novo Jetta será produzido no segundo trimestre de 2015, em operações um pouco além de montar kits importados e motor/câmbio nacionais. Baseado no Golf 6, não precisava ficar no Paraná, de onde sairá Golf 7.

CHEVROLET S10 entrou na era do motor flex e injeção direta etanol/gasolina. Embora por razão de preço mais baixo o anterior 2,4-L/147 cv (etanol) de injeção indireta permaneça, a nova unidade ganhou bastante em potência específica. Agora são ótimos 206 cv/27,3 kgfm (etanol) para 2,5 L. Preços: R$ 86.400 a R$ 103.700 (4x4). Mais em que conta versões Diesel.

FALTA pouco para Jaguar Land Rover confirmar produtos da sua nova fábrica de Itatiaia (RJ). Escolha natural é o sucessor do Freelander, Discovery Sport, que estreia essa semana no Salão do Automóvel de Paris. Nos planos também o Jaguar XE, novo rival do Série 3 e do Classe C. Falta decisão sobre o Evoque, Land Rover mais vendido no País.

PRESSIONADA por cota de apenas 3.000 veículos importados por ano, Volvo e sua proprietária chinesa Geely estudam ter fábrica no Brasil. Ambas negam, mas talvez não haja alternativa para concorrer em um mercado que, apesar de queda recente, estará entre os quatro ou cinco maiores do mundo no fim desta década.

CÂMBIO automatizado de uma embreagem, pelo preço mais baixo, tende a se firmar. No VW up! já representa em torno de 20% das versões em que a opção é oferecida. No pesado trânsito urbano, com pequena adaptação no modo de dirigir, o up! automatizado passa marchas sem grandes incômodos. Mas não tem conforto de automático, claro.
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quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Avaliação: Fiat 500 C automático


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Sub-compacto da Fiat é o conversível mais barato do mercado. Uma das versões traz tecnologia Multiair, que atua no ar que é aspirado pelo motor
Texto: Edison Ragassi/ Fotos: Estúdio Prána

A primeira versão do Fiat 500 chegou ao Brasil em 2009, importado da Polônia com motor 1.4 Fire. Diferente dos utilizados nos modelos brasileiros, usa cabeçote de 16 válvulas, entrega potência de 100cv a 6.000 rpm e torque máximo de 13,4kgfm a 4.250 rpm.
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Após iniciar o processo de compra da Chrysler, a Fiat passou a produzir nas fabricas da montadora americana e compartilhar tecnologias. Assim, o Fiat 500 foi o modelo escolhido para entrar no mercado norte-americano e mudar os conceitos dos compradores acostumados a veículos grandes. Por isso passou a fabricar o compacto na unidade produtiva mexicana da Chrysler para atender os Estados Unidos, Canadá e Brasil.
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No ano passado, a empresa iniciou as vendas do 500 C (Cabrio), trata-se do modelo conversível do compacto. Entre os itens de série traz o conta-giros, ASR (controle de tração), ar condicionado, comando elétrico de abertura do porta-malas e da tampa do tanque de combustível, computador de bordo A e B (distância, consumo médio, consumo instantâneo, autonomia, velocidade média e tempo de percurso).

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Tem também, sistema de som com rádio CD MP3, RDS e entrada auxiliar, sensor de estacionamento traseiro, faróis com regulagem elétrica de altura, rodas de liga leve 6.0 x 15" e pneus 185/55 R15.

Utiliza o propulsor 1.4L 16V com sistema Multiair, ele entrega potência de 105 cv (G)/107 cv(E) a 6.250 rpm e torque de 13,6 kgfm (G)/ 13,8 Kgfm (E) a 3.850 rpm. “O ar passa antes pelo coletor de admissão e depois vai para as válvulas, como num motor convencional. A enorme e indiscutível vantagem do Multiair é exatamente o controle eletrônico, portanto muito mais preciso, da abertura das válvulas”, fala Ricardo Dilser, assessor técnico da Fiat Automóveis, sobre o equipamento.
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Ele atua da seguinte forma, um pistão, movido por um came de entrada mecânico é conectado à válvula de admissão por meio de uma câmara hidráulica, controlada por uma válvula solenoide (on/off) normalmente aberta. Quando ela é fechada, o óleo na câmara hidráulica se comporta como um corpo sólido e transmite para as válvulas de admissão o movimento de abertura imposto pelo came mecânico.

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Quando a válvula solenóide é aberta, o óleo na câmara hidráulica pode escorrer livremente de volta para o motor, assim as válvulas de admissão não seguem mais o came de admissão e se fecham sob a ação da mola da válvula. A parte final do percurso de fechamento é controlada por um freio hidráulico dedicado, para garantir uma fase de assentamento suave e regular em qualquer condição operacional do motor.

Condições de reparo
Apesar da novidade, o motor oferece condições simples de reparabilidade, avalia Claudio Marinho Guedes, diretor da Autotoki. “É um carro com manutenção fácil. O fato de ser um compacto exige um pouco mais de cuidado como, por exemplo, ao trocar os filtros de ar e óleo e ao limpar o corpo de aceleração”.
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E o filtro de combustível está colocado na linha, próximo ao estepe. A versão avaliada utiliza transmissão automática de 6 velocidades, e a direção tem assistência elétrica.

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O 500C usa suspensão dianteira independente tipo McPherson de braços oscilantes inferiores, geometria triangular e barra estabilizadora. Na traseira, rodas semi-independentes e travessa de torção.

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Os freios são a disco nas quatro rodas, ventilados na dianteira e sólidos na traseira, com pinças flutuantes.“São sistemas conhecidos dos reparadores, não exigem ferramentas especiais para realizar a troca dos itens”, fala Cláudio.

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Impressões ao dirigir
O pequeno 500C impressiona, pois parece um carro que te veste. Apesar do tamanho é fácil encontrar uma posição confortável de guiar.
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O painel de instrumentos é grande, de fácil visualização e entendimento das informações do computador de bordo.

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Como todo carro que utiliza transmissão automática, não tem um arranque forte. O negócio é cuidar do pé direito e fazer ele ganhar velocidade de maneira suave.

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Mas depois que desenvolve fica bem esperto. Tem um bom ajuste de suspensão, o que proporciona suavidade ao passar por valetas e lombadas e estabilidade em curvas.

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E, a maior vantagem você só percebe ao estacionar. Cabe em qualquer espaço, não precisa perder tempo procurando vaga.

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O 500 C com câmbio automático tem preço sugerido de R$ 66.300. Em julho deste ano, a Fiat passou também a oferecer o Cabrio com motor 1.4 EVO 8V Flex (85 (G) / 88 (E)) e câmbio manual de cinco marchas ao custo de R$ 56.900.
Colaboraram: Fiat Automóveis e Concessionária Fiat Itavema- Itaim

Ficha técnica
Fiat 500C Automático
Motor
Disposição: Transversal
Número de cilindros: 4 em linha
Cilindrada: 1.368cm³
Taxa de compressão: 11,7:1
Potência máxima: 105 (G)/107 (E) a 6.250 rpm
Torque máximo líquido: 13,6 (G) / 13,8 (E) a 3.850 rpm
Transmissão: Automática de 6 marchas à frente e uma à ré
Direção: Assistência elétrica com pinhão e cremalheira
Freios
Dianteiros: A disco ventilado (Ø de 257 mm)
Traseiros: A disco sólido (Ø de 240 mm)
Suspensão
Dianteira: McPherson com rodas independentes, braços oscilantes inferiores a geometria triangular e barra estabilizadora
Traseira: Rodas semi-independentes, eixo de torção, com barra estabilizadora
Dimensões
Comprimento: 3.546 mm
Largura: 1.627 mm
Altura: 1.502 mm
Distância entre-eixos: 2.300 mm
Capacidades
Volume do porta-malas:185 litros/ 550 litros com o banco rebatido
Tanque de combustível: 40 litros

Custos de peças e serviços Fiat 500C Automático
Amortecedores dianteiros: R$ 483,47
Serviço: R$ 189,00
Amortecedores traseiros: R$ 286,47
Serviço: R$ 95,00
Discos de freios dianteiros: R$ 411,38
Serviço: R$ 150,00
Jogo de pastilhas dianteiras: R$ 467,00
Serviço: R$ 115,00
Discos de freios traseiros: R$ 344,86
Serviço: R$ 105,00
Jogo de pastilhas traseiras: R$ 339,75
Serviço: R$ 158,00
Óleo/ litro: R$ 36,00
Serviço: R$ 42,00
Filtro de óleo: R$ 52,29
Serviço: R$ 94,50
Filtro de ar: R$ 72,89
Serviço: R$ 105,00
Filtro de combustível: R$ 34,71
Serviço: R$ 105,00
Filtro anti-polén: R$ 104,41
Serviço: R$ 42,00
Velas: R$ 50,44- cada
Serviço: R$ 157,60

Michelin lança pneus para ônibus e caminhões com tecnologia brasileira

Visual campanha X CORE™
Com base em estudos feitos nas condições de rodagem das estradas e rodovias brasileiras, a Michelin desenvolveu no País a tecnologia X Core, para dar maior durabilidade aos pneus utilizados em ônibus e caminhões.

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Segundo a empresa este novo composto interno de borracha teve a redução da distancia entre os cabos no topo do pneu, assim, oferece maior resistência a choques, perfurações e infiltrações o que proporciona maior recapabilidade e quilometragem total.

MICHELIN X Multi Z  (1)
Para chegar ao produto final, a fabricante realizou testes de durabilidade e de resistência, nas condições de uso dos clientes, com aproximadamente 80 mil pneus ao longo de quatro anos.

Pastilhas para o novo Ford Ka


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Lançado em agosto, o Novo Ka da Ford, chegou para ser o modelo de entrada da marca. Entre as novidades traz o motor 1.0L de três cilindros, é equipado com direção elétrica e ar-condicionado de série. E a Fras-le já disponibiliza no mercado de reposição, as pastilhas dos freios dianteiros para este carro.

A referência aplicada para todas as versões é a PD/1097. Trata-se de mais um produto desenvolvido pela empresa para acompanhar de perto a evolução do mercado e que conta com um portfólio com mais de 10.000 itens das marcas Fras-le e Lonaflex.