domingo, 18 de setembro de 2011

Dayco cresce no segmento de tensionadores e polias

tensionador_dayco[1]A Dayco Power Transmission projeta fechar seu ano fiscal com 16% do mercado nacional de tensionadores e polias para a linha leve.

Nesta linha de produtos, o crescimento das vendas de janeiro a agosto deste ano foi de 170%, comparativamente a igual período de 2010.

Estes 16% representam um crescimento de 10 pontos percentuais de participação da empresa no segmento, por meio de produtos que foram lançados no Brasil em 2009 e que, hoje, abrangem um portfólio de 250 itens para a linha leve e a pesada.

Estes números também são reflexos da inauguração de duas novas fábricas da Dayco Power Transmission de tensionadores e polias: uma somente para montadoras, em Contagem (MG), e a outra na capital paulista, exclusiva para a reposição.

O sucesso de vendas destes produtos premiou, também, os kits de distribuição da marca, dando à fabricante a liderança do mercado brasileiro. A linha de kits é composta por 94 itens para mais de 200 aplicações.

Em Brasília, curso grátis de mecânica para mulheres

1312988872[1]O Museu Nacional do Automóvel promoverá curso de esclarecimentos mecânicos destinado ao público feminino. Repete e aprimora a iniciativa para ensinar e tirar dúvidas sobre o funcionamento básico dos veículos.

Na prática, esclarece Roberto Nasser, Curador do Museu, " é uma conversa didática, conduzida por um especialista em mecânica, pedagogo por formação, para esclarecer questões sobre o funcionamento e manutenção de veículos.

O primeiro curso de mecânica, oferecido ano passado indicou, as alunas não estavam interessadas em distinguir torque e potência, ou de quantos quilogrametros de força se aplica para apertar o cabeçote do motor. Queriam conhecer um pouco para saber, na recepção da oficina, se pagavam por serviços necessários.A prática do automóvel".

O curso é a participação do Museu Nacional do Automóvel na programação da 5a. Primavera dos Museus, promovida pelo IBRAM Instituto Brasileiro de Museus,  com o tema  "Mulheres, Museus e Memórias", na semana de19 a 25 de setembro de 2011.

Lembra o Curador que, apesar do público feminino ser jocosamente associado ao descompromisso em conduzir ou se entender com o automóvel, a sua história útil não começou com um homem mas, ao contrário, foi uma mulher, Berta Benz, quem demonstrou o sentido utilitário, a confiança e a utilidade da invenção e do registro de seu marido, o engenheiro Carl Benz. E hoje, enfatiza, a mulher é o agente econômico mais importante no segmento dos automóveis. Entre compras próprias e influencia para a aquisição do carro de família, significa mais de 2/3 do mercado.

O curso é gratuito, apresentado por Kefere Lúcio, pedagogo, ex-instrutor do Senai, colaborador do Museu, e terá duas turmas.
Serviço
2o Curso de Mecânica Básica para Mulheres
Turma matutina - 8h30 às 11h30 - segunda, quarta e sexta-feira;
Turma noturna  - 19h às 22h - segunda, quarta e sexta-feira.
Vagas - 12/turma
Informações - tel. 61,3225.3000;
Inscrições -  curador@museudoautomovel.org.br
Local: SGON Quadra 1, número 205
Estacionamento grátis

O elétrico Chevrolet Volt esta entre nós

DSC_8029General Motors promove a VoltXpedition e mostra seu carro elétrico mundial para jornalistas especializados de todo o Brasil
Texto: Edison Ragassi
Fotos: Divulgação
A Chevrolet trouxe para o País o Volt, seu carro elétrico de autonomia estendida. Diferente de outros modelos concorrentes que usam propulsão de um motor elétrico, ele também tem um motor a combustão, o qual é acionado quando a bateria esta descarregada.
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Alimentado pelo sistema de propulsão batizado de Voltec, usa um conjunto de bateria de íon-lítio de 16 kWh e uma unidade de tração elétrica que fornece autonomia entre 40 e 80 quilômetros, conforme o tipo de pista, técnicas de condução e temperatura ambiente. Um motor 1.4 a gasolina (mas que pode ser flex) estende a autonomia até 500 quilômetros adicionais com um tanque cheio de combustível, acionando o sistema de tração elétrica do veículo até que ele seja conectado a uma fonte externa de eletricidade e recarregado ou reabastecido com energia.
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A unidade elétrica de tração oferece 150 cv de potência e traciona as rodas continuamente. Posicionado sob o capô e próximo ao motor de combustão interna, agrega um par de motores elétricos e uma caixa de câmbio continuamente variável (CVT). Diferentemente de um sistema powertrain convencional, não há engrenagens escalonadas na unidade e não há ligação mecânica direta entre o motor de combustão interna e as rodas.

O motor de combustão interna inclui um cabeçote de 16 válvulas em alumínio, com quatro válvulas por cilindro.
Este carro já é comercializado nos Estados Unidos, como opção para quem quer um veículo ecologicamente correto com zero de emissões.
A GM convidou jornalistas especializados para testarem o modelo. Em principio seu desempenho é equivalente ao de um veículo a combustão.

2011 Chevrolet Volt

Tem bom arranque, desenvolve velocidade de maneira fácil, proporciona boas acelerações e retomadas, ou seja, cumpre o que promete, um carro elétrico que não deixa nada a desejar a um veículo a gasolina.
Não há planos de comercializar o Volt no Brasil, pois segundo os executivos da marca, veículos híbridos e elétricos em outros países estão sendo implantados para conseguir atingir os níveis de emissões que nos conseguimos com os propulsores flex.

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15º MotoCheck-Up

motos_15091132[1]Começa nesta segunda a 15ª edição do MotoCheck-Up, a ser realizado durante a Semana Nacional de Trânsito, entre os dias 19 e 23 de setembro. Durante a ação os motociclistas, além de receberem a tradicional Revisão Gratuita de 21 itens em seus veículos e assistirem a um vídeo sobre pilotagem defensiva, ganharão um vale troca de óleo e outros brindes seguindo o mesmo padrão ecológico.

Entre as novidades desta edição está a apresentação para os presentes de um Teste Prático de Frenagem. Após participarem de palestra sobre pilotagem segura, os motociclistas assistirão a explanação de instrutor sobre a forma correta de se frear. Na sequência, pilotos profissionais realizarão performances comparando os tipos de frenagem e os resultados alcançados.

Serviço
15ª Edição do MotoCheck-Up
Local:                   TELHANORTE (Estacionamento)
Endereço:             Praça Dom Francisco de Souza, 126 – Largo do Socorro
Data e hora:         de 19 a 23 de Setembro, das 08h30 às 16h30

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

TEM DE SAIR DO PAPEL

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Por: Fernando Calmon

Foto F. Calmon 19 - médiaO governo, por meio do Ministério das Cidades, pretende vencer o imobilismo e, de fato, integrar o Brasil nos esforços liderados pela Organização das Nações Unidas (ONU) que institui o período de 2011 a 2020 como a Década de Ações para Segurança Viária. A recomendação é para todos os 192 países-membros.

Em seminário recente da Associação Brasileira de Engenharia Automotiva (AEA), o plano foi apresentado com o habitual detalhamento excessivo, incluindo um comitê com 20 entidades, além de outras 32 convidadas.

Nada contra abrir o debate à sociedade, mas com tal leque de abrangência há grande risco de se perder o foco e muito pouco ser efetivamente implantado. A ideia do Observatório Nacional de Trânsito é boa. O problema, como sempre, está em passar do mero diagnóstico às medidas efetivas. Exemplo: mais uma vez vai se tentar implantar a educação para o trânsito nas escolas, a melhor maneira de criar uma geração consciente dos riscos envolvidos.

Também é bom ter metas. Na proposta pretende-se implantar a vital Inspeção Técnica Veicular (ITV) até 2013, vistoriar 100% dos veículos até 2016, iniciar um programa de renovação da frota de 2014 a 2020 e até criar um instituto de pesquisa sobre segurança veicular. Pelo histórico dessa verdadeira novela trata-se de um plano ambicioso. Se metade for cumprido, estaremos frente quase a um milagre. No entanto, iniciar o processo de ITV – importante para diminuição dos acidentes, congestionamentos e poluição do ar – sem uma devida regulamentação de desmontagem e reciclagem dos veículos torna-se apenas meia solução. Essa é outra discussão que se arrasta há anos.

Enquanto no Japão e nos EUA existem leis para reutilização e reciclagem de autopeças e, na Europa, os próprios fabricantes de veículos são responsáveis ao final de vida dos seus produtos, aqui até hoje falta uma lei específica para o setor automobilístico, bem mais complexo do que resíduos sólidos convencionais.

No seminário, a empresa Chris demonstrou como é possível ganhar até uma estrela nos testes de colisão contra barreira, apenas com a adoção de pretensionador e limitador de carga nos cintos de segurança. Dispensa mudança estrutural no veiculo, utiliza o mesmo módulo de controle do airbag (aumentando claramente sua eficiência) e tem custo baixo. Pretensionador, por falha da legislação, ainda não é exigido, porém deveria sê-lo.

A apresentação da ONG Criança Segura listou alguns dos desafios a vencer: dispositivos de retenção adaptáveis para cintos de dois pontos, utilizados em boa parte da frota, mais antiga; sistema isofix (prático e caro); cintos de três pontos na posição central do banco traseiro, localização de maior segurança para banco infantil e assento de elevação; além de regulamentação do transporte escolar e em táxis.

O Plano Nacional de Redução de Acidentes e Segurança Viária 2011-2020 está previsto de ser apresentado na Semana Nacional do Trânsito, ainda em setembro. Se vai extensamente sair do papel, ninguém pode assegurar. Pior seria deixar tudo como está com ações descoordenadas, entraves políticos e pouca vontade de atacar os problemas.

RODA VIVA
MÊS
passado foi o melhor agosto da história com 313.000 veículos vendidos, segundo a Fenabrave. Apesar de apontar aumento nos estoques nas concessionárias, manteve a previsão de crescimento de 6,4% ao final de 2011. Estatística da entidade mostra que, excluindo Mercosul e México com os quais o Brasil tem acordo comercial, os maiores volumes de importação são da Coreia do Sul e China.

AUDI A1, modelo de entrada da marca alemã, mantém a tradição de bom acabamento, estilo marcante e alto nível de equipamentos. O hatch de duas portas impressiona pelo motor de 122 cv, brilhante desde baixas rotações, e ainda pelo câmbio robotizado de sete marchas, de dupla embreagem. Direção responde de forma direta e precisa. Espaço atrás, limitado.

STATION pode seguir a moda aventureira sem exagerar. É o caso da VW Space Cross (R$ 57.990,00) que dispensou o estepe na tampa do porta-malas e apliques de plástico em demasia ou rebuscados. Suspensão elevada em cerca de 3 cm não compromete a dirigibilidade graças a pneus e bitolas mais largos. Motor de 1,6 litro/104 cv é inferior ao de concorrentes diretos.

CONFORME antecipado pela coluna, a Kia completará sua linha com o compacto Rio. No entanto, o lançamento foi adiado para 2012. O modelo dispõe de motor de 1,4 litro e o Grupo Gandini, representante da marca sul-coreana, preferiu esperar até a versão flex ficar pronta. Será a terceira oferta, depois dos motores de 1 litro e 1,6 litro já desenvolvidos.

MINISTÉRIO da Cultura aprovou projeto de um livro sobre os modelos fora de série já construídos no Brasil. Editado pela Alaúde, terá 260 páginas e envolveu quatro anos de pesquisas do engenheiro José Fonseca e do jornalista Fabiano de Souza.
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fernando@calmon.jor.br e www.twitter.com/fernandocalmon

terça-feira, 6 de setembro de 2011

VW lança a Space Cross

MalagrineAs mudanças na Station Wagon não aconteceram só no visual, a fabricante recalibrou a suspensão e ainda incluiu pastilhas de freios maiores
Por: Edison Ragassi
Fotos: Divulgação
Campinas, no interior de São Paulo, foi a cidade escolhida pela Volkswagen para mostrar a Space Cross, a versão aventureira urbana da Station Wagon Space Fox. O carro ganhou itens para marcar o visual esportivo e off road.
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Na dianteira, os faróis de dupla parábola têm mascara negra. O para-choque dianteiro é amplo com grade tipo colméia, ao lado, dois grandes faróis auxiliares de dupla função (neblina e longo alcance). A parte inferior é preta e a superior se prolonga até as molduras das caixas de rodas.

MalagrineUm largo friso com a identificação do modelo aparece nas laterais, as rodas são de liga leve, com 15 polegadas, pintadas de cinza. O perfil mais alto é ressaltado pelos trilhos do rack, que se estendem sobre todo o carro, com acabamento preto corrugado.
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Na traseira, as lanternas são escurecidas o para-choque usa retro-refletores na parte inferior e lanterna de neblina.
O interior é semelhante ao da Space Fox, o painel tem os mostradores grandes, as informações do computador de bordo aparecem no centro.
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A pedaleira tem acabamento de alumínio e as soleiras internas trazem o logotipo Space Cross. Os bancos são revestidos de tecido Malharia Sound preto e a manopla da alavanca do câmbio tem a inscrição “Cross”. Como opcional, a fabricante oferece bancos com revestimento de couro Softline preto e dois diferentes sistemas de som: rádio com CD-Player ou rádio AM/FM, ambos com entrada USB e Bluetooth, além de interface para iPOD. Também oferece a coluna de direção com ajuste de altura e profundidade e o pacote com volante multifuncional em couro, que, nos carros com transmissão I-Motion, pode incorporar comandos para troca de marchas (Shift Paddles). 
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Para facilitar o transporte de cargas, o banco traseiro tem regulagem longitudinal, o que permite aumentar a capacidade do porta-malas de 430 litros a 527 litros.  Não há opção de bancos bipartidos.
Bem, mas para transformar um veículo de características familiares em aventureiro, não é só incluir acessórios, por isso a Volkswagen mudou as características mecânicas do modelo.
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As bitolas são maiores, ele tem 1.448 mm na dianteira e 1.435 mm na traseira (acréscimo de 33 mm e de 23 mm, em comparação às do SpaceFox). Os freios também são maiores, o conjunto dianteiro traz discos de 280 mm, ou seja, 24 mm a mais.
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O Space Cross usa motor 1.6 VHT Total Flex, que desenvolve 104 cv abastecido com etanol e 101 cv ao usar gasolina. Seu torque máximo é de 15,4 kgfm(G) e 15,6 kgfm(E) a 2.500 rpm. A transmissão é a manual MQ200 de cinco velocidades, ou automatizada ASG (Automated Sequential Gearbox). Este sistema elimina o pedal da embreagem, ele realiza trocas de marchas automaticamente ou a comando do motorista, de forma sequencial, pela alavanca no console ou por Shift Paddles localizados junto ao volante.
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O preço sugerido para venda da Space Cross é de R$ 57.990 (câmbio manual) e R$ 60.690 com transmissão I-Motion.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

AGORA SÃO OUTROS 500

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Por: Fernando Calomon

Foto F. Calmon 19 - médiaPoucos carros na história da Fiat foram capazes de virar o jogo de forma tão cabal como o 500 ou Cinquecento, como se diz em italiano. Aconteceu em 1957 e se repetiu exatos 50 anos depois, em julho de 2007.

O novo 500, releitura modernizada do minicarro original, vendeu o dobro da previsão mais otimista da sede da companhia em Turim. Superou as 700.000 unidades acumuladas, basicamente na Europa, ao atender os desejos da afluente classe média e se tornar o terceiro ou quarto carro da classe alta por suas dimensões ideais para o trânsito e estacionamento urbanos.

Preço elevado não é problema na Europa rica. Tornou-se o primeiro subcompacto a oferecer sete airbags de série (incluindo para joelho do motorista) e uma lista de equipamentos de série inigualável nesse segmento. No Brasil, ao contrário, trata-se de uma grande limitação. Por isso era previsível que, ao preço de lançamento de R$ 63.000, as vendas decepcionassem: apenas 100 unidades/mês, em média.

A opção equivocada de lançar o 500 no País se tomou antes da Fiat decidir assumir a Chrysler e produzir o carrinho no México para atender as Américas do Norte e Latina. De cara, sem imposto de importação de 35%, o preço poderia se reduzir em torno de 25%. Mas os italianos gastaram muito para acomodar o modelo às regras americanas de segurança passiva, fabricar o motor Multiair nos EUA e adaptar a fábrica de Toluca. Quase tanto quanto um carro novo.

O 500 ressurge ao preço razoável de R$ 40.000 (versão Cult) e algumas modificações para o mercado brasileiro, a começar pela motorização flex (mesma do Uno 1,4 l, 85/88 cv). Também perdeu cinco airbags e uma marcha no câmbio manual (agora, cinco), porém ganhou bancos dianteiros mais confortáveis, ar-condicionado de maior vazão, quatro refletores nos para-lamas (obrigatórios nos EUA) e cinco litros extras no tanque.

Na primeira avaliação do Cult, com muito calor em Miami, é nítida a diferença de desempenho: 25 cv a menos (gasolina), inferior até ao Uno 2-portas de mesmo motor, que pesa 136 kg menos. Câmbio automatizado Dualogic (R$ 3.000) vem da Itália e mostra pequena evolução nas trocas de marchas.

A novidade é o câmbio automático, da japonesa Aisin, seis marchas (R$ 4.000,00 extras), da versão Sport Air (R$ 48.800, manual), acoplado ao tecnológico motor Multiair, 1.4 l/105 cv. Essa unidade motriz traz gerenciamento eletro-hidráulico de válvulas de admissão, ganhando 5 cv de potência, mesmo com uma árvore de comando a menos. Coloca-se muito bem em termos de desempenho e na faixa baixa dos R$ 50.000 por incluir uma invejável lista de equipamentos de série e um bom conjunto de áudio Bose.

Não deve ser difícil a Fiat comercializar, inicialmente, umas 1.000 unidades/mês – 10 vezes mais que antes – porque toda a sua rede, superior a 500 lojas, passa a vendê-lo, ajudada por uma forte e criativa campanha publicitária e preço ajustado. No entanto, a sustentação ainda se considera uma incógnita.

O 500 está na mesma faixa de preço do Punto e do novo Palio, que chega ainda este ano. Exige atenção redobrada, pois a dispersão dos vendedores nas concessionárias, ao explicar a proposta de subcompacto chic, pode enfraquecer esse relançamento.

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MOMENTO é mesmo dos minicarros. Além do novo VW Up!, uma das atrações do Salão de Frankfurt em meados de setembro, Fiat vai contra-atacar exibindo também o novo Panda. Há anos este é o mais vendido do segmento específico, na Europa. Semelhança de linhas ao Uno brasileiro é grande. Todavia, o modelo italiano sofreu um atraso superior a 18 meses.

COINCIDENTEMENTE, a Kia apresentou o novo Picanto com motor flex no mesmo dia que o Fiat 500. Os preços são próximos – de R$ 35.000 a R$ 45.000 – embora o subcompacto sul-coreano ofereça cinco lugares/quatro portas e o italiano, quatro/duas. Picanto evoluiu em estilo, é muito bem equipado, mas não oferece tantos mimos de série, nem o charme do 500.

ESSE minicarro da Kia também surpreendeu ao oferecer motor 3-cilindros/1 litro (só o Smart, hoje, tem 3 cilindros no nosso mercado). Engenheiros orientais ousaram na alta taxa de compressão (12,5:1), ao contrário de certos flex capengas daqui. E foram recompensados: 77/80 cv de potência, até 10,2 kgf•m de torque. Lá fora, só a gasolina, motor empaca nos 70 cv, bom cala a boca...

AINDA falta o fluxo ideal, porém tudo indica que a escassez de peças em razão dos desastres naturais no Japão, em março passado, começa a se solucionar. Mais atingida, a Honda previa atrasar o novo Civic para 2012. No entanto, as boas notícias devem fazer a fábrica de Sumaré (SP) preparar o lançamento ainda este ano, provavelmente em dezembro.

ESTUDO do Cesvi (Centro de Experimentação e Segurança Viária) demonstra que vibrações de origem própria e da pavimentação, a que estão sujeitos todos os veículos, podem afetar componentes eletrônicos. Trata-se de lembrete a quem produz sistemas de rastreamento e bloqueio. Microfissuras podem gerar mau funcionamento.
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fernando@calmon.jor.br e www.twitter.com/fernandocalmon