segunda-feira, 14 de novembro de 2011

AUTOMÓVEIS MAIS AMPLOS

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Por: Fernando Calmon

Foto F. Calmon 19 - médiaHouve um tempo em que o total de fabricantes aqui instalados tinha um lançamento a cada dois anos. Agora, podem surgir dois modelos inteiramente novos na mesma semana. Aliás, separados por 24 horas: Chevrolet Cobalt e novo Fiat Palio.

A fábrica de Betim (MG) mudou bastante um carro que, em 15 anos, apresentou mais baixos do que altos, apesar de 2,5 milhões de unidades vendidas. Mais de 3.200 componentes novos, interior totalmente refeito com maior espaço para todos os passageiros (volume interno quase 10% maior), estilo harmonioso, mais equipado e preço muito competitivo, partindo de R$ 30.990, ou seja, sem reajuste na versão de entrada. Aumentando a distância entre-eixos em 5 cm, a altura em 6 cm e a largura em 3 cm a Fiat tem como alvo preferencial, entre vários, o Fox com seu perfil alto. Só o volume do porta-malas se manteve: 290 litros.

Estratégia de oferecer três motores (1,0/75 cv; 1,4/88 cv e 1,6/117 cv), três versões de acabamento (Attractive, Essence e Sporting), além de manter o Palio Fire (sem mudanças desde 2003), demonstra que a amplitude do ataque será grande. Attractive 1,4, a partir de R$ 34.290 e adicionando vários opcionais, fica mais caro apenas que o atual preço do chinês J3 (R$ 37.990), sem o reajuste do IPI adiado para dezembro próximo.

Com 1.007 kg de peso, motor 1,4 fica justo, mas sua potência específica não se destaca. Motor menor é fraco para o carro, ao contrário do 1,6, só alegria (Sporting tem diferencial mais curto, só que a diferença pouco se nota por ser mais equipado e de maior massa). Suspensões, agora, estão sutilmente mais firmes, subindo um degrau em dirigibilidade. Pontos fracos: ausência de lanterna traseira de neblina e diâmetro pequeno de velocímetro e conta-giros.

Com o sedã Cobalt a Chevrolet embarcou no conceito cheap space (tradução livre: mais espaço, preço menor). Pioneiro foi o Renault Logan, seguido pelo Nissan Versa. E o grande apelo do novo carro é justamente esse: 2,62 m de entre-eixos (só um cm menos que o Logan) e 1,74 m de largura (igual ao romeno), o que permite volume interno 7% maior que Astra sedã e 4% que o último Vectra. Porta-malas surpreende: 563 litros, maior que muitos modelos grandes. Dimensões de segmento C, porém ao preço de B, pois começa em R$ 39.980 (LT) e chega a R$ 45.980,00 (LTZ).

Para operar esse “milagre” torna-se necessário partir de nova arquitetura simplificada e flexível. Cobalt, embora desenhado e desenvolvido no Brasil, baseia-se no projeto Aveo/Sonic de origem sul-coreana. O carro será vendido em 40 países cujo poder aquisitivo afasta-se de Europa Ocidental, EUA e Japão. Abrir portas amplas e verificar que motorista e acompanhante têm liberdade de movimentos é bem agradável. Atrás, ótimo espaço para as pernas. Suspensões muito bem acertadas se destacam. Motor 1.4/102 cv vai bem, porém insuficiente quando totalmente carregado. Melhorou o manuseio da caixa manual. Em abril do próximo ano virá motor 1.8/114 cv e câmbio automático 6-marchas.

Estilo não é seu ponto forte, porém menos polêmico que o Agile. A favor, painel, quadro de instrumentos e volante. Aspectos negativos: visibilidade traseira em razão da tampa alta do porta-malas e estepe de uso temporário (explica, em parte, o volume útil para bagagem).

RODA VIVA
TANTO Anfavea como Fenabrave mantêm a previsão de 2011 fechar com 3,69 milhões de unidades comercializadas, incluindo caminhões e ônibus. Não se assustam com os 40 dias de estoque (normal, 30). Atribuem o tropeço em outubro (menos 10% em relação a setembro) ao menor número de dias úteis, ao noticiário econômico negativo e ao imbróglio do IPI.

TOYOTA deu uma arrumada no visual de sua linha Hilux de picapes médias a diesel, lançada como ano-modelo 2012. Nada de profundo, mas o resultado alcançado é razoável. No interior, menos mudanças. Destaque para tela de LCD no centro do painel, mas, estranhamente, não há opção de navegador GPS. Na parte mecânica, a única novidade ficou para abril próximo: motor V-6 flex de 163 cv, no lugar do atual a gasolina. Preços de R$ 85.690 (cabine simples) a R$ 141.920 (cabine dupla).

UTILITÁRIO esporte SW4 recebeu as mesmas modificações estéticas da Hilux. Molduras dos para-lamas mais encorpados têm estética melhor no SUV. Passa a oferecer, de novo, opção de cinco e sete lugares. Dirigibilidade é melhor que na picape e inclui, como esta, controle de trajetória (ESC). Interior sente o peso dos anos. Nível de ruído podia melhorar se o câmbio automático tivesse mais de quatro marchas. Custa R$ 170.400, mais R$ 4.500, com sete lugares. Gasolina: R$ 157.000.

BEM que a Fiat queria. Acabou desistindo de tentar enquadrar os produtos Chrysler vindos do México (crossover Journey e picape pesada Ram) sem o aumento de 30 pontos percentuais no IPI. As duas empresas formam um mesmo grupo. Entretanto, a marca americana, apesar de duas tentativas anteriores, não possui nenhuma atividade fabril no Brasil. Por enquanto...
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domingo, 13 de novembro de 2011

Lançamentos: Range Rover Evoque

Firenze_Red_Colima_Lime074Land Rover traz para o Brasil o utilitário esportivo concebido com apelo urbano. A marca espera conquistar novos clientes com o modelo
Texto: Edison Ragassi
Fotos: Divulgação
No final de outubro, a Land Rover Brasil mostrou para a imprensa especializada o Range Rover Evoque.
O utilitário esportivo foi concebido para mudar um pouco a imagem da empresa que é sinônimo de veículos para o fora de estrada, por isso suas linhas receberam inspiração urbana.
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A frente usa linhas robustas, os faróis são embutidos nos para-lamas e unem-se ao capô como uma só peça. No centro uma grande grade, abaixo o para-choque na mesma cor do carro e uma grade trapezoidal na parte inferior.

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As laterais têm vincos que começam nas lanternas, quando chegam aos para-lamas dianteiros ganham forma circular para acompanhar as caixas de rodas.

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A traseira usa visual robusto, as linhas retas têm os cantos arredondados, as lanternas lembram os olhos de um robô. A parte inferior do para-choque segue o desenho da dianteira em formato trapezoidal.

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São vários os modelos, todos equipados com motor gasolina Si4 de 2.0 litros de 240 cavalos de potência e torque de 34,7 kgfm. Ele usa injeção direta de combustível e distribuição dupla variável.

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O câmbio é o AISIN AW F21 automático de seis velocidades, com opção de mudanças sequenciais por botões colocados na parte de trás do volante. A alavanca de câmbio foi substituída pelo sistema Drive Selector, que proporciona mudanças ao giro de um botão no centro do console.

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Apesar da inspiração urbana, o Evoque está preparado paro o fora de estrada, com tração integral nas quatro rodas, a última versão do sistema Terrain Response, que adapta as configurações de tração, motor, suspensão e torque de acordo com o tipo de terreno em que se trafega.

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Na versão Pure o Evoque tem preço sugerido de R$ 164.900 (5 portas) e R$ 167.900 (3 portas) . É equipado com rodas de liga leve aro 18 polegadas e três diferentes temas de acabamento interno: Ebony (preto), Almond (bege) e Cirrus (cinza), que definem as cores do couro que reveste os bancos e o acabamento das portas e do painel, sempre com costura dupla.

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A opção Dynamic custa R$ 182.900 (5 portas)/ R$ 187.900 (3 portas) , tem apelo esportivo, a grade frontal em tonalidade mais escura, assim como as saídas de ar laterais. O acabamento do para-choque dianteiro foi pensado para combinar com as rodas de aro 19 em liga leve, oferecidas em duas opções de design.

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Por dentro, bancos em couro em duas tonalidades e quatro opções de cores. Sistema de iluminação interna com mudanças de cores (mood lighting), o acabamento do painel e das portas, mescla couro de costura dupla e alumínio escovado.

Entre os equipamentos traz, sistema de navegação HDD pela tela de 8 polegadas, sistema park assist que calcula o espaço disponível e realiza automaticamente a manobra de baliza e os sensores de estacionamento traseiro e dianteiro.

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Na opção Dynamic Tech Pack o preço é de R$ 231.900 (5 portas)/ R$ 231.900 (3 portas). Ela traz rodas superesportivas de aro 20 e duas opções de design, bancos concha, sistema de chave inteligente keyless, sistema de câmeras 360° (que monitoram todos os lados do veículo), sistema de som Meridian com 17 alto-falantes e 825W de potência, além de sistema de TV analógica e digital e abertura elétrica do porta-malas.

Ainda tem sistema Adaptative Dynamics, com amortecedores Magne Ride, que adapta o fluido do amortecedor de acordo com a velocidade, tipo de piso e estilo de direção do motorista para uma condução esportiva ou não.

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A Prestige custa R$ 182.900, por fora, traz acabamento cromado na grade frontal, nas saídas de ar laterais e nos faróis de neblina. As rodas em liga leve de aro 19 possuem design diferenciado e acabamento Diamond Turned.

Por dentro, os bancos tem desenho exclusivo, sistema de som Meridiam de 11 alto-falantes de 380W, entrada para iPod e duas saídas USB. Ao todo, são cinco opções de cores de acabamento realçadas pelo teto panorâmico. Também tem sistema pak assist, bancos elétricos, ar-condicionado automático, sistema de navegação HDD, bluetooth com áudio streaming, entre outros.

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E a Prestige Tech Pack, com preço de R$ 231.900 (5 portas)/ R$ 231.900 (3 portas), vem com: Sistema de entretenimento com duas telas LCD independentes nos encostos dos bancos dianteiros, sistema de câmera 360° tela de 8 polegadas Dual View, que possibilita ao motorista o acesso a todas as funções do veículo enquanto o passageiro do banco da frente pode assistir, na mesma tela, a um filme ou o programa de TV, rodas de liga leve de aro 20 e design exclusivo e teto panorâmico.

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Não estranhe o fato das versões 3 portas custarem mais caro que as de cinco. Isso faz parte da estratégia mundial de comercialização da fabricante inglesa.
Os valores divulgados no lançamento do veículo não incluem o aumento de IPI (Imposto Sobre Produtos Industrializados), o qual passa a vigorar a partir de dezembro.
Aqui serão comercializadas só as versões com motor gasolina e equipadas com tração 4X4. A expectativa com o Range Rover Evoque é grande, os executivos acreditam que ele trará novos clientes para a marca.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

TAREFA DIFÍCIL

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Por: Fernado Calmon

Foto F. Calmon 19 - médiaCompetitividade e inovação são as prioridades da vez na indústria em geral e no setor automobilístico em particular. Temas difíceis de desenvolver porque não há fórmulas prontas e depende de ações da sociedade envolvendo consumidor, governo, academia e indústria. Mentalidades precisam mudar a fim de expor melhor a elogiada criatividade brasileira. Há alguns anos, quando o País representava 2% do PIB mundial, respondia apenas por 0,1% das patentes no mundo.

Mas na produção de estudos técnicos e científicos chegamos a 2,7%.

Essa preocupação esteve no centro dos debates de duas importantes associações, durante o XIX Simpósio Internacional de Engenharia Automotiva (SIMEA), da AEA e o XX Congresso de Tecnologia da Mobilidade, da SAE Brasil, ambos realizados em São Paulo.

A iniciativa do governo federal para criar um novo regime de produção até 2016 não parece suficiente para atender aquelas duas demandas, embora represente a segurança de aumento de empregos pela confirmação de investimentos anunciados e a anunciar.

Pormenores dessa estratégia só serão conhecidos em meados de dezembro, quando efetivamente o aumento de IPI para todos os modelos não produzidos no Mercosul e México entrar em vigor. A Justiça impôs uma fragorosa derrota ao governo ao adiar por 90 dias o início da taxação, que valerá por um ano. A intenção de exigir contrapartida em gastos com pesquisas no próprio País é válida, porém não resolve tudo.

Na realidade, não basta incentivar a expansão do uso de novas tecnologias que, no fundo, dependem de preço e poder aquisitivo do comprador. É necessário induzir o desenvolvimento de tecnologias aqui aplicáveis. Um exemplo citado no SIMEA: navegadores GPS simples, sem funções agregadas, poderiam ter preço menor a ponto de se tornar item de série. O mercado precisa de inovações visíveis, porém ao mesmo tempo de sobrevivência, ou seja, acessíveis  a todos os bolsos.

Deve-se ficar de olho também na conectividade veicular. Produziram-se mais de 70 milhões de veículos no mundo, em 2010, mas apenas 7% podiam se beneficiar de recursos como navegação inteligente e notificação automática de acidentes. No Congresso SAE discutiram-se os desafios para chegar à eletrônica de baixo custo e estender novos serviços a maior número de pessoas.

Os 142 estandes da exposição de tecnologia do congresso demonstraram a efervescência da tecnologia atual. Desde o sistema de direção elétrica para carros baratos, da DHB; o conceito LESS, da Schaeffler, para redução de peso e consumo; o Light Strings, da 3M, cabos de fibra óptica de alta flexibilidade e uniformidade luminosa, utilizáveis de forma funcional ou decorativa; até novos recursos de segurança passiva da TRW, como airbag de teto para passageiro ao lado do motorista e retrator do cinto de segurança acionado pelo sistema de frenagem anticolisão automática. Visteon apresentou o C-Beyond, seu próprio carro-conceito com tecnologias de ponta e materiais alternativos.

Os dois eventos totalizaram mais de 200 trabalhos técnicos, incluindo os internacionais. Comprovação que não estamos desligados do mundo e sim à procura de integração desses avanços aos veículos aqui produzidos.

RODA VIVA
CONFIRMADOS
os investimentos na fábrica de Porto Real (RJ), a PSA Peugeot Citroën vai além de dobrar a produção de veículos, aumentar em 43% a de motores e gerar mais 1.700 empregos. Defasagem visual e tecnológica será reduzida de forma substancial nos próximos lançamentos. Nova família de motores possivelmente incluirá unidade de três cilindros/1,0 litro.

VERSA segue os passos do Logan, sedã com dimensões de médio-compacto ao preço de compacto, a partir deste mês. Na faixa de R$ 35.490 a R$ 42.900 a Nissan se insinua em subsegmento congestionado que vai do Voyage ao chinês J3 Turin, passando pelos novos Siena, em breve, e Cobalt, agora. O estilo não é muito inspirado, mas tem bom motor flex 1,6 l/111 cv.

CARRO para poucos, é verdade, o Audi A6 deu um salto tecnológico. A começar pelo motor de 3 l/300 cv (compressor) com disposição para acelerar: 0 a 100 km/h em surpreendentes 5,5 s. Oferece cinco recursos de segurança de ponta, da visão noturna ampliada ao sistema anticolisão, mantendo ótima dirigibilidade e maior espaço interno. Preço? R$ 313.390.

RANGE ROVER Evoque pode atrair para a Land Rover fãs de crossovers de tração 4x4 graças ao seu estilo audacioso. Fugindo das linhas convencionais da marca, oferece bom espaço interno (um pouco menos no banco traseiro) e motor turbo de 2 l/240 cv. O preço começa em R$ 164.900, mas estranhamente a versão de 3 portas é mais cara que a de 5 portas.

DETRAN do Distrito Federal promete fiscalização séria sobre transparência dos vidros com aparelhos de medição específicos. Regulamentação do Contran vem sendo solenemente ignorada até agora, em todo o País, no caso dos vidros dianteiros e, em alguns casos, até para-brisa. Espera-se que polícias rodoviárias e outros Detrans sigam também a lei.

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Últimas semanas para inscrições no Prêmio Abraciclo de Jornalismo

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Os interessados em participar da 5ª edição do Prêmio Abraciclo de Jornalismo podem inscrever suas matérias nas categorias Jornal, Revista, Rádio, Televisão, Internet, Fotografia, Bicicletas e “Segurança e Educação no Trânsito”.

O vencedor de cada categoria receberá R$ 5.000,00 (cinco mil reais) em dinheiro, já deduzidos os impostos incidentes, além de troféu alusivo à conquista da premiação. Os segundos colocados em cada categoria, chamados de “Destaque”, receberão um Ipad com WIFI + 3G, de 32Gb, além de troféu da mesma forma referente à conquista.

Os ganhadores de Menções Honrosas, os terceiros colocados, receberão um Netbook, 2Gb-320Gb, 10”, além de placas comemorativas.

Inscrições
As inscrições já estão abertas e serão encerradas, impreterivelmente, no dia 20 de novembro de 2011, às 18h.

O envio do material pode ser pelo site do evento (www.premioabraciclojornalismo.com.br) ou pelo correio, enviado aos cuidados de ‘Prêmio Abraciclo de Jornalismo’, para o endereço: Rua Américo Brasiliense, 2171 - Cj. 907 a 910 - S. Paulo/SP - CEP 04715-005. Todos os trabalhos inscritos devem ter sido veiculados entre 01 de janeiro de 2010 e 20 de novembro de 2011.

domingo, 30 de outubro de 2011

GP Índia: E Vettel passeia....

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Novo circuito, duas retas para utilização da asa móvel, vários pontos de ultrapassagem. Mesmo assim, o campeão Sebastian Vettel correu sozinho
Por: Edison Ragassi
Nenhuma novidade. Vettel (RBR), largou na pole, liderou de ponta a ponta. Até ai já havia enfiado a faca até o cabo nos adversários, a torcida na lamina, para humilhar a concorrência, aconteceu na última passagem, quando o alemão marcou a melhor volta da prova. Enfim, ele merece, seu desempenho em 2011 é exemplar, aliado ao fato de ter o melhor carro, o que deixou o piloto imbatível.

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Mas, apesar desta superioridade, o estreante GP da Índia, teve momentos de disputa. Logo na largada, Jenson Button (McLaren), usou toda a sua experiência e ultrapassou Mark Webber (RBR) e Fernando Alonso (Ferrari), alcançando a segunda colocação. Felipe Massa (Ferrari) ultrapassou o inglês Lewis Hamilton (McLaren) e permaneceu colado em Alonso.
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Bruno Senna (Renault-Lotus), na partida, entrou na zona de pontuação, ao alcançar a 10ª colocação. Rubens Barrichello (Williams) teve menos sorte e não conseguiu escapar de um acidente. Foi obrigado a entrar nos boxes, trocar o bico do carro e caiu para a última posição.
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Na frente, Vettel pilotava ‘de cara pro vento’, sem obstáculos, enquanto que a briga pela segunda, terceira, quarta e quinta colocações acirrava-se.
Depois da primeira parada para troca de pneus, Massa continuou andando forte, mas cometeu um pequeno deslize. Pronto! Suficiente para Hamilton se aproximar de maneira perigosa e começar a incomodar o brasileiro. Ele defendeu-se bem, mas na volta 24, Hamilton tentou ultrapassar por dentro da curva. Felipe fechou a porta e os dois se tocaram.
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O carro do inglês foi o maior prejudicado e a direção da prova puniu o brasileiro. Sem patriotismo, na minha modesta opinião, nenhum dos dois merecia punição. Foi lance de corrida. A FIA esta se metendo onde não é chamada, e deixando coisas mais importantes de lado. A inspeção do autódromo, por exemplo.

No sábado, Massa ficou fora da briga por melhores posições porque a suspensão de seu carro quebrou ao passar em uma zebra com defeito. Eles não arrumaram, e a quebra aconteceu de novo, durante a corrida, na mesma zebra. Massa deixou de marcar pontos preciosos em uma corrida que vinha bem.

Ruim para uns, bom para outros. Alonso, técnico e agressivo quando precisa, usou a segunda parada e ultrapassou Webber conquistando terceira posição.

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E Jenson Button tentou tudo o que podia, mas a superioridade do carro da Red Bull é tenta, que o inglês nem se aproximou do primeiro colocado.
Bruno Senna foi vitima da estratégia traçada por seu time. Andou o tempo todo na nona posição e foi trocar pneus na última volta. E o resultado foi decepcionante, caiu para 12º, atrás do companheiro russo Vitaly Petrov (Renault-Lotus).

Já Rubens Barrichello, que luta desesperadamente por uma vaga para a próxima temporada, terminou na 15ª posição, foi o que o carro permitiu, depois do acidente na largada.
Marcaram pontos no GP da Índia:
1º - Sebastian Vettel
2º - Jenson Button
3º - Fernando Alonso
4º - Mark Webber
5º - Michael Schumacher
6º - Nico Rosberg
7º - Lewis Hamilton
8º - Jaime Alguersuari
9º - Adrian Sutil
10º - Sergio Perez

No campeonato, Vettel soma 374 pontos, Button tem 240 pontos e Alonso 227. Webber conquistou 221.  A 18ª e penúltima etapa será disputada dia 13 novembro, em Abu Dabi, no circuito de Yas Marina.

Rapidinhas
Frustração
Para Jenson Button da McLaren, só restou brigar pelo vice-campeonato. E, uma vitória ajudaria muito, mas Vettel esta impossível.  "Assim que Sebastian entrou no ritmo, eu tive que esquecer. Ele não cometeu nenhum erro e eu não pude fazer nada a respeito. Foi uma boa corrida, mas estou frustrado por não ter alcançado Sebastian", declarou o inglês depois da prova.

Sem preguiça
Vettel dominou a corrida de ponta a ponta, mas mesmo assim, alguns acharam que ele estava preguiçoso, pois já tem em mãos o segundo titulo. "Não há nenhum sinal de preguiça ou desatenção aos detalhes, e acho ótimo ver isso na equipe. Tivemos uma corrida suave, o carro estava muito bem equilibrado. Estou orgulhoso de ter me tornado o primeiro vencedor na Índia".

Troca de farpas
Felipe Massa continua se estranhando com Lewis Hamilton. Na Índia, o brasileiro foi punido. "Não entendi por que houve a punição. Freei depois dele, estava na frente, na parte da pista com maior aderência e não o vi no lado esquerdo. Ele estava atrás e tocou na minha roda traseira. Eu deveria recuar e deixá-lo passar por mim?".  E Hamilton, em sua versão ‘paz e amor’, tentou reconciliação antes da corrida começar. "Ele não tem falado comigo por um longo tempo, mas eu tomei a iniciativa. Quando ficamos próximos, no minuto de silêncio, coloquei a mão sobre seu ombro e desejei uma boa corrida". Sobre o acidente, ele deu sua versão. "Fui fazer a ultrapassagem, mas tentei desviar ao ver que ele não me deu qualquer espaço. Acabamos colidindo. Foi um dia decepcionante".

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

VENÇAM OS MELHORES

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Por: Fernando Calmon

Foto F. Calmon 19 - médiaMercado brasileiro de veículos – automóveis e comerciais leves e pesados – continuará crescendo em 2012, mas a um ritmo menor que em 2011. Essa é a essência das previsões de duas dezenas de altos executivos da indústria e de importadores, durante o recente Congresso Autodata Perspectivas 2012, em São Paulo.

A mudança relevante nos números estonteantes dos últimos oito anos, que elevaram o País à posição de quarto mercado mundial (sexto em produção), está na cadência. Será mais difícil, de agora em diante, superar a taxa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), como ocorria até este ano. Em 2011, as vendas atingirão 3,7 milhões de unidades, 5% acima de 2010, enquanto PIB deverá subir em torno de 3,5%.

Para 2012, a maioria prevê o mercado acelerando 3% (pessimistas, 2%; otimistas, 4%), alinhado ao PIB. O bom ânimo dos palestrantes se deve ao desejo permanente da classe média emergida em adquirir um carro novo. Pesquisa da GfK indica que 16% dos brasileiros, em geral, demonstraram essa intenção para os próximos seis meses. Afinal, estamos longe da saturação dos mercados maduros. Este ano, vamos adquirir 19 veículos para cada grupo de 1.000 habitantes. Nos EUA, nos anos bons, são 60 para cada 1.000.

Na realidade, está nas mãos do governo a calibragem fina da demanda. Embora todos concordassem que a taxa de juros continuará a cair, o nível do crédito está sob controle para evitar desequilíbrios. Prazos de financiamento menores aumentaram as prestações na média em 20%. Por essa razão, quem ganha RS 2.000,00 deixa de atingir a renda mínima e acaba, quando muito, apenas trocando seu atual carrinho por outro menos usado, adiando o salto para o novo.

A consultora Letícia Costa sinalizou um ponto muito positivo: “Pela primeira vez vejo a economia brasileira, mesmo crescendo menos, mais previsível do que a global”. Porém, colocou suas preocupações sobre a inflação.

Quem acha que o IPI majorado para modelos importados de países sem parceria com o Brasil diminuirá a concorrência interna, engana-se. Estoques estão altos e as margens serão apertadas em 2012 e nos próximos anos. As quatro principais marcas continuarão encolhendo participação, embora ampliando investimentos porque a procura crescente compensa parte do que foi perdido. A PSA Peugeot Citroën, por exemplo, anuncia essa semana que dobrará sua capacidade produtiva em Porto Real (RJ).

Entre outras perspectivas positivas apontadas no congresso, destacam-se pelo menos duas. Em 2020, o Brasil poderá ser a quinta economia mundial, ultrapassando a Alemanha, mas batido pela Índia. Em curto prazo, a chinesa Chery pretende antecipar em seis meses, para o primeiro semestre de 2013, o início da produção em Jacareí (SP).

Ótimo que isso aconteça. Diferentes empresas, de várias origens, produzindo sob as mesmas condições econômicas, enfrentando as agruras do Custo Brasil, além da severa e complicada carga tributária. Também sem o conforto artificial da taxa de câmbio que faz dos brasileiros os reis, comprando no exterior, e plebeus em seu mercado interno.

É assim que deve ser e que vençam os melhores. Hora de parar de chorar, arregaçar as mangas e trabalhar.

RODA VIVA
MÉXICO reserva surpresas. Chevrolet produz lá o Aveo de geração anterior e importa o Sonic (novo Aveo) da Coreia do Sul. Decidiu fabricar, no próximo ano, versão simplificada do Sonic, já feito nos EUA, com motor menos potente e materiais mais baratos. Preço bom internamente e Brasil e Argentina poderão importá-lo sem imposto.

CORRENDO para aproveitar o apetitoso mercado brasileiro, Rolls-Royce abriu escritório no Brasil e nomeou como concessionário a Via Itália (também Ferrari, Lamborghini e Maserati). Loja, em São Paulo, estará aberta em seis meses para vender de 10 a 15 unidades/ano, do Ghost (R$ 2 milhões) ao Phantom (R$ 3 milhões). Significa 0,5% das vendas mundiais da marca.

ALÉM de completo e requintes como direção de assistência elétrica, subcompacto Kia Picanto (volta, por ora, aos R$ 35.000) tem estilo bem agradável. Atrás, largura limitada: conforto só para dois ocupantes. Ponto alto é o motor 3-cilindros, 1 litro/80 cv (etanol). Nível de vibração incomoda um pouco, em relação a um 4-cilindros, porém o timbre do escapamento, perfeito.

PODE parecer milagre, mas não é. Na VIII Maratona Universitária da Eficiência Energética, no kartódromo de Interlagos, o vencedor dessa vez usou um motor a etanol. Equipe Etanóis, do Oeste do Paraná, marcou 736,395 km/l, novo recorde. Derrotou em economia de combustível a Equipe Ecoville, de Joinville. Com gasolina alcançou apenas 594,394 km/l.

DIA da Engenharia Alemã, na sede da Câmara Brasil Alemanha, em São Paulo, destacou uma observação do brasileiro Henning Dornbusch, presidente da BMW do Brasil. “Nos próximos 15 anos veremos mais desenvolvimento no setor automobilístico, considerando os desafios energéticos e ambientais, do que nos últimos 50 anos”. A coluna acrescenta: haja dinheiro...
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Novas rodas Volcano Wheels

Volcano - Vesuvius prata e grafiteCom sede na cidade de Santa Bárbara d’Oeste (SP), a empresa Volcano Wheels, lançou as rodas de liga leve modelo Vesuvius 18”.

Elas podem ser instaladas em veículos que possuem rodas compatíveis com 4 furos. A novidade chega nas cores prata e grafite fosco, com tala 7” para facilitar a montagem nos carros mais antigos.