sábado, 14 de janeiro de 2012

Corrida de calhambeques

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Na cidade de Franca, interior de São Paulo, acontece uma interssante corrida de calhambeques. Vale a pena conferir e conhecer um pouco da história do automóvel.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

CRIAR EXPECTATIVAS

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Por: Fernando Calmon

Foto F. Calmon 19 - média

O ano começou agitado e promete muitas atrações, entre elas pelo menos 25 modelos inteiramente novos – nacionais e importados – que se somarão a reestilizações, novas versões e motorizações, totalizando no mínimo 40 lançamentos. Inusitadamente, a Ford fez uma pré-apresentação em Brasília do novo EcoSport, em ação simultânea com a filial da Índia. Esta aproveitou o Salão do Automóvel de Nova Déli para revelar o novo produto, a ser vendido em 100 países, inclusive exportado do Brasil para América Latina. Além da Índia, Espanha e China estão no mapa de produção.

Bastante diferente do EcoSport atual, impõe linhas atraentes, modernas e ênfase aerodinâmica até nos racks de teto. Conserva o estepe fixado na porta do compartimento de bagagem, mas esteticamente talvez ficasse melhor sem ele. O Brasil será o primeiro país a comercializá-lo. A coluna aposta que chegará no segundo trimestre, em maio ou, no máximo, junho próximos. Até lá, a Ford terá campanhas agressivas de bônus para se contrapor ao Renault Duster, além de confiar na expectativa criada por essa prévia.

O novo modelo tem sua base criativa no centro de desenvolvimento de Camaçari (BA) e, portanto, o País não podia ficar de fora do evento, que se repetirá em abril no Salão de Xangai, China. O protótipo mostrado na capital federal nada revelava do interior e, externamente, alguns detalhes continuavam “escondidos”, como os faróis que utilizavam lâmpadas de leds para simular luzes diurnas de sinalização. A Ford se fechou em copas sobre a estrutura mecânica, mas se sabe que a arquitetura é a mesma do novo Fiesta, hoje importado do México e a ser fabricado igualmente na Bahia.

A empresa desconversou sobre motores, embora na Índia fosse informado que utilizará o Ecoboost de três cilindros, 1 litro, turbocompressor, injeção direta e 120 cv. Aqui, certamente, virá com o Sigma de 4 cilindros, 1,6 litro, 116 cv, que já equipa o novo Fiesta e o Focus, pois o Ecoboost baiano ainda vai demorar 18 meses (também será usado, assim como o de 2 litros).

Quanto ao mercado interno em 2012, as boas perspectivas continuam especialmente quando se esperam preços promocionais se generalizando. Em 2011 houve recorde de vendas (3,63 milhões, mais 3,4%) e de produção (3,41 milhões, mais 0,7%), pouco abaixo da previsão de crescimento de 5%. Os estoques recuaram de 35 dias, em novembro, para 30 dias, em dezembro. A Anfavea acredita que as vendas este ano subirão entre 4% e 5%.

Para ter ideia da competição pelo comprador, a chinesa JAC já oferece bônus de R$ 1.000 para o J3 e o J5, além de não repassar ao preço, nos próximos meses, o aumento do IPI que incide, provisoriamente, sobre todos os importados. Por aí, dá para imaginar a substanciosa vantagem cambial existente no Brasil para importar qualquer bem de consumo, particularmente automóveis. A Hyundai-Caoa até tentou, mas não conseguiu que a Justiça anulasse a elevação desse imposto interno, mesmo sob alegação de tratados da Organização Mundial do Comércio.

Ao longo de 2012, o governo deve amenizar as exigências para fabricantes se instalarem no Brasil. Isso inclui mais tempo para atingir índices de nacionalização.

RODA VIVA
ESTATÍSTICAS confirmam a avidez do mercado brasileiro por novidades, segundo o consultor Francisco Trivellato. Entre os 100 veículos mais vendidos nos últimos três meses, os lançamentos ou aqueles que tiveram grandes mudanças entre 2010 e 2011 representaram 20% do total das vendas. Isso ocorre também em outros países, porém aqui o fenômeno é bem mais sensível.

CHERY lança o S-18, subcompacto com a tradicional fórmula de carro completo, por R$ 31.990,00. O hatch é 9 cm mais curto que o Mille e se destaca pelo desenho atual criado por um estúdio italiano. Trata-se do primeiro modelo chinês com motor flexível de 1,3 litro e 91 cv (etanol). Aumento de IPI influenciará muito pouco no preço, bem negociado com a matriz.

CONTRAN, na verdade, republicou toda a regulamentação já existente de radares apenas para dispensar a placa que obrigava o aviso de fiscalização. Pode ocorrer a proliferação de navegadores GPS que informam a localização dos tipos fixo (em postes) e estático (colocados sobre tripés, provisoriamente). Em ambos os casos, aliás, não devem ficar escondidos.

SUCATEAMENTO de veículos no Brasil já superou 1,1 milhão de unidades por ano. Na maioria, continuam constando como frota registrada, o que dificulta qualquer planejamento. O pior, no entanto, é a falta de fiscalização no desmonte do veículo e de vários componentes recicláveis como vidros, plásticos, borrachas e outros. Há controle apenas sobre pneus.

MOBILIDADE, Design e Tecnologia é a identificação do novo curso de extensão universitária que a FAAP – Fundação Armando Álvares Penteado, de São Paulo (SP), inicia no próximo mês de março. Quando tanto se cobra inovação e tecnologia da indústria, deveria receber mais divulgação. Informações: http://www.faap.br/pos_graduacao/index.htm .
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fernando@calmon.jor.br e www.twitter.com/fernandocalmon

Autopeças e futebol

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A ZF, por intermédio de sua marca SACHS para sistemas de embreagens e amortecedores, estará nos campeonatos 2012 de futebol dos Estados de Goiás e de Pernambuco. Este é o segundo ano consecutivo que a empresa participa das competições regionais, com o objetivo de promover a marca SACHS em dois dos principais mercados de reposição do Brasil, nos quais é líder.

Segundo Patrícia Micolaiciunas, responsável pela área de marketing da empresa, o objetivo da marca é reforçar a sua presença em mercados estratégicos por intermédio do patrocínio de eventos esportivos. “Além da presença da marca nos jogos dos campeonatos, a SACHS possui todo o respaldo das equipes de pós-vendas com estreito relacionamento com as oficinas mecânicas, varejos de autopeças, distribuidores e frotistas, para melhor atender os clientes”, explica.

As temporadas terão início no dia 15 de janeiro, em Pernambuco, e 22 de janeiro, em Goiás, e se estenderão até maio. “O futebol, além de paixão nacional, proporciona a valorização, a interação e a qualidade de vida para a comunidade, além de ser atração e divertimento”, conclui Patrícia.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Fim de semana em duas rodas no autódromo de Interlagos

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No próximo sábado, dia 14 de janeiro, a partir das 7h00, o autódromo de Interlagos recebe o Super Bike Tour, primeiro passeio ciclístico realizado no circuito mais famoso do país.

E no  domingo (15/01) , é a vez das motos, pois  acontece  a 15ª edição da prova de endurance “500 Milhas Brasil”. Um ótimo programa para quem curte as emoções em duas rodas.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

IPVA e DPVAT devem ser pagos juntos

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Nesta quarta-feira, dia 11/01, os contribuintes do Estado de São Paulo começam a pagar o IPVA de 2012 (Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores). Também é recolhido o seguro DPVAT (Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre). E, ao contrário do que muitos pensam, o pagamento deve ser efetuado junto com a primeira parcela ou cota única do IPVA.

Segundo o advogado especialista em Direito Securitário, Luís Eduardo Nigro, da Nigro Advocacia, em caso de acidente, mesmo que o proprietário do veículo não seja culpado, ele pode ter que arcar com o valor máximo da indenização de R$ 13.500,00 por vítima, se não estiver com o pagamento do seguro obrigatório em dia.

“É muito comum as pessoas receberem informações equivocadas de que o seguro obrigatório deve ser quitado somente na ocasião do        licenciamento obrigatório ou após um ano da data do último        pagamento. Mas o que poucos sabem é que se algum acidente ocorrer, mesmo que o condutor ou proprietário do veículo não seja culpado, este terá que arcar com a indenização, despesas processuais e honorários advocatícios”, explica.

De acordo com o advogado, mesmo que o valor do seguro obrigatório        (prêmio) não esteja pago na ocorrência do acidente, a vítima ou seus herdeiros terão direito a receber de uma das seguradoras responsáveis pelo DPVAT o valor de até R$ 13.500,00 ou de até R$ 2.700,00 referente às despesas de assistência médica e suplementares (DAMS).

Depois, o proprietário do veículo poderá ser acionado judicialmente pela seguradora que efetuou o pagamento da indenização para que pague todo o valor desembolsado, e não somente o valor do seguro. “No caso do        proprietário do automóvel possuir alguma restrição financeira, o veículo servirá como garantia de pagamento”, alerta.

Em casos de acidentes que não envolvam outros veículos, o proprietário acidentado que não efetuou o pagamento do DPVAT, não terá direito a receber nenhuma indenização. “Já fui procurado pelo proprietário de uma motocicleta que se acidentou sozinho e perdeu as duas pernas. Uma das seguradoras responsável pelo pagamento da indenização referente à invalidez permanente negou-se a arcar com qualquer valor porque o DPVAT não tinha sido pago. Por ser o proprietário e vítima ao mesmo tempo, não existia nenhuma possibilidade jurídica de contornar tal situação”, relata o especialista.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Ford mostra o Novo EcoSport

EcoSport

Utilitário esportivo desenvolvido no Brasil entra no processo de globalização da Ford. A nova geração foi desenvolvida aqui e vai ganhar o mundo
Por: Edison Ragassi
Fotos: Divulgação
Logo no inicio do ano, dia 04 de janeiro, a Ford Motor Company, reuniu a imprensa especializada brasileira e argentina para a pré-apresentação do Novo EcoSport. Simultaneamente, o produto também foi mostrado na Índia, no Salão de Nova Déli.

O modelo foi lançado em 2003, com a proposta de ser um aventureiro esportivo compacto e caiu no gosto dos consumidores do MERCOSUL. Segundo a Ford, foram produzidas mais de 700 mil unidades do carro. A nova geração deve chegar ao mercado até o final do primeiro semestre e passa a ser feito tendo como base o New Fiesta.

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Com design de linhas arrojadas, a frente tem uma grande grade, o conjunto ótico pequeno, quase que embutido nos para-lamas e o símbolo oval da marca em destaque no centro, o modelo parece ter saído de um filme de ficção cientifica.

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Visto de lado, um vinco corta o carro da saliência do para-lama até a lanterna traseira e outro na parte inferior das portas.

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A traseira manteve a roda sobressalente para fora e as lanternas invadem a tampa. Pelo formato das linhas, a impressão é de que ela passa a abrir para cima e não mais para fora.

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O carro passou pelo processo de globalização da Companhia, chamado de One Ford. A estratégia tem como objetivo oferecer produtos que contemplam segurança e qualidade em todas as partes do Mundo onde a fabricante de veiculas atua.

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O centro de design de Camaçari, na Bahia, agora é integrante da rede global de estúdios de criação que trabalham conjuntamente no desenvolvimento de novos produtos.

Os executivos não revelaram quais os tipos de motores equiparão o carro e nem tão pouco sua motorização. Atualmente ele é comercializado com propulsores Flex 1.6L 8 válvulas (RoCam), 2.0L 16 válvulas (Duratec) e nos países do MERCOSUL existe uma versão diesel.

As especulações são de que o 1.6L utilizará motor Sigma e o 2.0L permanece com o Duratec. Também, apesar das modificações, os preços continuarão nos patamares do modelo vendido atualmente.
Com esta iniciativa a Ford passa a produzir veículos que atendem as mais rígidas normas de qualidade e segurança. É o Brasil firmando-se como um dos mais importantes fabricantes de veículos do planeta.

MULTAR OU EDUCAR

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Por: Fernando Calmon

Foto F. Calmon 19 - médiaA resolução 396 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), editada em 13 de dezembro último, chamou a atenção por ter dispensado a autoridade, com jurisdição sobre a via, de sinalizar a presença de radares fotográficos que fiscalizam o limite de velocidade. Trata-se de um retrocesso em relação ao que ocorre em vários países. Na maioria dos casos existe um aviso de que a estrada ou trecho urbano conta com fiscalização, sem outros pormenores.

No Brasil, resoluções anteriores do próprio Contran (agora revogadas) regulamentavam rigidamente, com sinalização explícita, a distância entre a placa de sinalização do radar e a localização deste. Também proibia que radares ficassem escondidos em viadutos, muretas e armadilhas do tipo. A nova resolução não deixa claro se os dispositivos precisam ficar à vista dos motoristas.

A nova regulamentação, no entanto, tornou mais rigoroso o processo para instalação de radares, que deve ser precedido de estudos técnicos disponíveis ao público. Se já existir um medidor de velocidade fixo (pardal), os equipamentos dos tipos estático, portátil ou móvel só poderão ser utilizados a uma distância mínima de 500 metros em vias urbanas e 2000 m em vias de trânsito rápido.

Por outro lado, continua a obstinação das autoridades de que a velocidade é o mal maior a combater e pouco se estudam, tecnicamente, as causas dos acidentes. Um caso típico aconteceu na rodovia dos Imigrantes (São Paulo – Santos), uma das mais modernas do País, onde ocorreu um engavetamento de 100 veículos em razão de forte neblina. A estrada tem velocidade de projeto de 120 km/h e naquele trecho foi reduzida para 100 km/h, como se todos os dias do ano houvesse condições adversas de visibilidade. No caso, a sinalização eletrônica de advertência poderia ser mais explícita, mas a custo maior. É cômodo e barato mandar reduzir o limite de velocidade.

As placas de sinalização precisam passar credibilidade ao motorista. Em inúmeros casos, o raciocínio simplista de que se deve impor um limite muito baixo para evitar abusos por parte dos motoristas pode ter efeito desmoralizador e contrário ao esperado. Isso vem sendo objeto de estudo em outros países.

Todos os motoristas sabem que devem diminuir a velocidade na frente de escolas, principalmente as rurais. Mas o fato gerador – travessia de alunos e movimentação atípica de pedestres – se dá por curtos períodos do dia ou é desnecessário nas férias escolares. A solução: luz amarela piscante, acionada por um responsável pela escola, e uma placa, informando o limite mais baixo de velocidade, enquanto durar a sinalização. O investimento não é alto e tem substancial poder educativo, algo que raramente se considera por aqui, porém muito comum no exterior.

Por fim, fica a expectativa sobre pendências que o Contran, agora sob a presidência de Júlio Arcoverde, precisa resolver. Caso da obrigatoriedade dos rastreadores, sucessivamente adiada por meio de resoluções. Segundo informações das seguradoras, a eficácia desse dispositivo caiu de 95% para 60%, pois criminosos já conseguem impedir seu funcionamento. É de se esperar que se torne, quando muito, um item opcional.

RODA VIVA
ESTRATÉGIA
da Renault de usar o Clio como modelo básico, cada vez mais competitivo, pode desencadear nova rodada de contração dos preços nessa faixa. Por R$ 23.000, o compacto francês, fabricado na Argentina, recebeu itens antes opcionais (desembaçador traseiro, ar quente, conta-giros e banco traseiro rebatível). Esse preço vai até 2 de fevereiro.

MODELO de inspeção veicular ambiental (sem checar itens de segurança), implantado apenas na cidade de São Paulo, demonstra os erros de nascença dessa iniciativa. Qualquer tipo de inspeção deveria se dar em âmbito estadual, mesmo por etapas. Assim, seria possível conseguir controle centralizado da frota e uma tarifa mais acessível para os motoristas.

INICIATIVAS experimentais também acontecem no Brasil. O engenheiro cearense Fernando Ximenes foi além de instalar painel solar no carro para gerar eletricidade. Duas hélices presas no para-choque convertem energia do vento também em eletricidade. A intenção é de aliviar o alternador do motor convencional e, indiretamente, alcançar economia de combustível.

REDE Sarah de Hospitais e Reabilitação adverte para o número crescente de acidentados com lesões de medula que não usavam os cintos de segurança no banco traseiro. Suas estatísticas mostram que 70% das pessoas atendidas haviam esquecido ou, simplesmente, ignoravam a importância dos cintos, por se acharem naturalmente protegidas na parte de trás do veículo.

PROMOÇÃO em Zaragoza (Espanha) oferecia número ilimitado de aulas na autoescola, para jovens de 18 a 22 anos, por preço fixo. Só que para mulheres o valor promocional era 30% maior porque estas necessitam, em média, 50% a mais de aulas de direção para obter a carteira. Deu confusão, denúncia de discriminação e a promoção acabou.
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fernando@calmon.jor.br e www.twitter.com/fernandocalmon