domingo, 11 de março de 2012

DIFERENTE REALIDADE

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Por: Fernando Calmon

Foto F. Calmon 19 - médiaO atropelamento fatal de uma ciclista na Avenida Paulista, via simbólica da maior cidade do País, levou a uma comoção. Não apenas pela violência, mas pela cobertura dos meios de comunicação. Depois de gesticular após levar uma fechada, a moça se desequilibrou e caiu praticamente sob as rodas de um ônibus que trafegava em sua faixa dentro da velocidade permitida. Testemunhas afirmam que outro ônibus (este fora de sua faixa) teria esbarrado na ciclista e seria o causador, de fato, do acidente. Também há quem aponte um automóvel como o primeiro a fechar a vítima.

Análise menos emocional indica ser muito perigosa a convivência entre veículos de propulsão humana e os demais numa avenida de trânsito pesado e sem ciclovia. Além da diferença de velocidade – motocicletas, por exemplo, acompanham o fluxo –, a visibilidade restrita de uma bicicleta por parte dos motoristas é evidente. Então, por mais que se deseje incentivar esse meio de transporte alternativo, talvez se precisem estudar melhor os riscos envolvidos. Campanhas de conscientização apresentam resultados lentos. Ausência de ciclovias ou ciclofaixas desaconselham a liberação sem restrições ao tráfego de bikes, em qualquer dia e horário, em vias problemáticas.

Segurança em estradas é outro tema que merece bastante atenção. Um dos melhores estudos recentes foi apresentado, no final do ano passado, pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento e a Fundação Dom Cabral. A entidade mineira destacou o pesquisador Paulo Resende para coordenar o trabalho com objetivo de analisar acidentes no Brasil, suas características e enfoque nas condições de tráfego.

Um trabalho de fôlego, com mais de 80 referências bibliográficas, estatísticas e de pesquisa, incluindo autores independentes, consultores, órgãos governamentais e não governamentais, do Brasil e do exterior. Entre as citações está a de J. L. Guasch (Banco Mundial): “A infraestrutura, e em particular as rodovias, são importantes elementos ligados à produtividade, aos custos e à competitividade da economia. Quando um país possui sistema de transportes ineficiente, há um alto custo a ser pago e se torna um entrave ao desenvolvimento da nação.”

O relatório aponta a diferente realidade no Brasil. O governo não consegue oferecer infraestrutura eficiente, é incapaz de fazer investimentos necessários para melhoria e manutenção de serviços essenciais ao bom funcionamento das rodovias.

Entre 2005 e 2009, acidentes com mortos aumentaram em 33% quando comparadas estradas ruins e em boas condições. Nos dois extremos – condições péssimas e ótimas – a diferença de mortos foi de 81%. Entre rodovias públicas e concedidas (com pedágio e boa manutenção), acidentes fatais foram 62% superiores nas primeiras do que nas segundas. Porém, se constatou aumento em acidentes sem vítimas e com feridos nas rodovias de melhor qualidade pelo excesso de confiança dos motoristas.

Ao analisar 25.000 quilômetros de estradas, o conjunto de falhas humanas chega a responder por 90% dos acidentes. Principal conclusão do estudo é que não basta melhorar as estradas, quando a sociedade não está preparada para lidar com o trânsito e sua complexidade.

RODA VIVA
Resultado de vendas de veículos no mercado interno, nos dois primeiros meses do ano, foi ligeiramente inferior ao mesmo período de 2011. Só no final do primeiro trimestre, se poderão analisar as tendências, retirando fatores sazonais. No ano passado, Carnaval foi em março e este ano, em fevereiro. Comparação fica distorcida em termos de dias úteis.

Range Rover Evoque (versão de topo, duas portas, R$ 258.000) destaca o estilo audacioso. Interior moderno, completo e bem acabado, motor 2-litros (turbo) de 240 cv e bom câmbio automático, além do pacote de gerenciamento da tração 4x4, formam belo conjunto. Difícil administrar forma e função: má visibilidade traseira e enormes espelhos externos atrapalham uso urbano.

Tração apenas nas rodas dianteiras não é marca registrada da Jeep. Mas o Compass chegou para atender quem se liga apenas no visual, posição elevada ao dirigir e ângulos razoáveis de ataque, saída e rampa no fora-de-estrada leve. Nível de equipamentos adequado entre R$ 99.900 e R$ 139.900 (já com IPI alto). Porta-malas de apenas 328 litros é um ponto fraco.

Semáforos de trânsito poderão ser, no futuro, coisa do passado. Universidade do Texas criou um programa que administra hora exata e espaço de cada veículo para que se cruzem sem parar e sem o menor risco de colisão. Por enquanto, está em nível de simulação em laboratório. Depende de todos os carros utilizaram esses “pilotos automáticos” interativos.

Correção: novo motor diesel da Chevrolet S10, voltado ao torque elevado, é de origem italiana, da empresa VM Motori, que o desenvolveu em conjunto com a marca americana. VM é controlada 50% pela GM e, agora, 50% pela Fiat. Esse motor é fabricado no Brasil pela MWM, sob exclusividade, em Canoas (RS).
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fernando@calmon.jor.br e www.twitter.com/fernandocalmon

sábado, 10 de março de 2012

Calendário 2012 do Rally Universitário Fiat

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O Rally Universitário Fiat definiu o calendário para sua sexta temporada nacional,. A abertura será no dia 15 de abril, em Sorocaba(SP). Como no último ano, serão 10 provas classificatórias e uma final, que vai dar um Fiat zero quilômetro ao campeão da categoria Universitário.

Os municípios que serão visitados pela primeira vez são Itumbiara(GO), Campos(RJ) e Cuiabá(MT). A categoria Universitário volta a exigir, em caso de dupla, que pelo menos um dos integrantes esteja matriculado em uma instituição de nível superior. Se houver o zequinha, dois devem ser universitários. A categoria Paixão Fiat segue exclusiva para proprietários de modelos Fiat que não são universitários.

As duas categorias são para competidores inexperientes. A Universitário é aberta a carros e modelos de todas as marcas, fabricados a partir de 1992. Na Paixão Fiat são permitidos modelos de qualquer ano de fabricação.

Em cada uma das 10 provas da temporada, além dos cinco primeiros que vão ao pódio, também vai receber brindes e troféus a equipe feminina mais bem classificada de cada categoria. Igual a temporada antrior, o local da prova final será divulgado perto de sua realização.

Acompanhe o calendário 2012
15 de abril - Sorocaba (SP)
20 de maio - Itumbiara(GO)
03 de junho - Montes Claros (MG)
17 de junho - Londrina (PR)
01 de julho - Campo Grande (MS)
19 de agosto - Campos (RJ)
16 de setembro - Maceió (AL)
23 de setembro - João Pessoa (PB)
21 de outubro - Cuiabá (PR)
11 de novembro - Porto Alegre (RS)
02 de dezembro - Final (em local a ser divulgado)

Volkswagen renova parceria com o Instituto Baccarelli

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A Fundação Volkswagen, responsável pelo investimento social da Volkswagen do Brasil, renovou a parceria como uma das patrocinadoras do Instituto Baccarelli para 2012.

Neste ano, o apoio também conta com o Banco Volkswagen como parceiro do Instituto Baccarelli, que atende crianças e jovens em programas socioculturais oferecendo formação musical e artística de excelência.

Um dos projetos do Instituto Baccarelli é a Sinfônica Heliópolis, cuja Temporada Oficial 2012 terá início no sábado (10/3), às 21h, na Sala São Paulo, na capital paulista.

CONFIRA A TEMPORADA OFICIAL 2012 DA SINFÔNICA HELIÓPOLIS

10 de março, 21h

Sala São Paulo

Isaac Karabtchevsky,regência
Jean Louis Steuerman, piano

4 de abril, 21h

Sala São Paulo

Isaac Karabtchevsky, regência
Daniel Guedes, violino

22 de abril, 11h

Sala São Paulo

Julian Rachlin, regência e violino

23 de junho, 21h

Sala São Paulo

Isaac Karabtchevsky, regência
Jovens Solistas do Instituto Baccarelli

22 de agosto, 21h

Theatro Municipal

Zubin Mehta, regência
Julian Rachilin, violino

22 de setembro, 21h

Sala São Paulo

Isaac Karabtchevsky, regência
“Ópera em Concerto”

3 de novembro, 21h

Sala São Paulo

Isaac Karabtchevsky, regência
Quaternaglia, quarteto de violões

21 de dezembro, 21h

Sala São Paulo

Isaac Karabtchevsky, regência
Programa Especial de Encerramento

Hyundai prepara-se para iniciar produção no Brasil

Colaboradores

No início do mês de março, a Hyundai Motor Brasil ultrapassou a marca de 500 colaboradores brasileiros. Desses, 75% são residentes de Piracicaba (SP) e cidades vizinhas. Para as atividades de produção, já são 350 funcionários e os 150 restantes estão dedicados à administração, deste total 20%  são mulheres.

Na produção, todos os maisde 250 ajudantes,  cargo inicial na fábrica, são ex-alunos do curso de Pólo Automobilístico, criado pelo Senai para profissionalizar mão de obra  por conta da instalação da fábrica.

A unidade de Piracicaba é a sétima da Hyundai fora da Coreia. Com 69 mil m² de área construída e área total de 1.390.000 m², está sendo implementada e preparada pela Hyundai Motor Brasilpara para produzir um veículo projetado especialmente para o mercado brasileiro.

Dezenas de engenheiros, entre brasileiros e coreanos, estão dedicados a este projeto. Chamado provisoriamente de Projeto HB (Hyundai Brasil), o veículo terá três versões: Hatch, Sedã e Crossover, motorização 1.0 Flex e 1.6 Flex, e opção de câmbio manual ou automático para versão 1.6.

sábado, 3 de março de 2012

Avaliação: Chevrolet Cruze

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Com novo motor, transmissão e sistemas de suspensões o carro mundial da General Motors tem soluções para facilitar manutenção e reparos
Texto: Edison Ragassi
Fotos: José Nascimento
Em setembro de 2010, a General Motors do Brasil lançou o Chevrolet Cruze. Este sedã produzido em São Caetano do Sul chegou para substituir o Vectra. É um modelo global, comercializado em 70 países.

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A frente tem grade bipartida logotipo Chevrolet ao centro, o conjunto ótico termina em cunha nos para-lamas dianteiros.
A lateral deve ser observada desde a curvatura do teto, pois forma um ‘D’ junto com a área envidraçada. Na região das portas o desenho tem apenas um vinco suave acima das maçanetas.

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As rodas são de liga leve aro 17, fixadas por cinco parafusos com desenho exclusivo e pneus 225/50 R17.
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A traseira usa as lanternas com duas formas circulares niveladas a superfície da carroceria. Elas invadem a tampa do porta-malas, um friso cromado aparece acima da região da placa e a gravata Chevrolet ao centro.

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O interior tem o conceito de dual cockpit, ou seja, espaço planejado para cada um dos ocupantes.  Os mostradores do velocímetro e conta-giros são analógicos, com indicadores auxiliares do nível de combustível e da temperatura do motor.

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A iluminação de fundo é feita por diodos de tipo LED em tom branco e azul (Ice blue). Entre estes mostradores, uma tela de cristal líquido no centro do painel de instrumentos, que exibe as informações do computador de bordo.

O ar-condicionado tem comandos eletrônicos e inclui função AQS (Air Quality System), que mede a qualidade do ar externo e ativa a recirculação do ar, em caso do mesmo estar poluído.

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O sistema de entretenimento integrado utiliza-se de uma tela de 7 polegadas, localizada no console central, o sistema de navegação oferece mapas do Brasil e da Argentina, e mais de 4 milhões de pontos de interesse. Ele mostra indicações para postos de gasolina, quando o tanque do carro entra na reserva. Além disso, dispõe de rádio com leitor de CD e MP3.

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Tem comprimento total de 4.600 mm, distância entre os eixos de 2.685 mm. A largura total da carroceria é de 2.098 mm e altura de 1.475 mm. O porta-malas oferece capacidade de 450 litros para carga.

Na oficina

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Todo carro novo que chega ao mercado causa curiosidade nos reparadores independentes. Assim, levamos o novo Chevrolet para os profissionais que integram o GOE (Grupo de Oficinas Especializadas), e eles analisaram todos os detalhes do modelo e deram sua opinião sobre as condições de reparabilidade.

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O Cruze traz embaixo do capô o novo motor 1.8 litro Ecotec6. Sua taxa de compressão de 10,5:1. O cabeçote possui duplo comando de válvulas continuamente variável (Dual CVVT). Este propulsor traz ainda bielas forjadas, ao invés de fundidas, o que segundo a fabricante, garante mais durabilidade.

O cabeçote e cárter são feitos de alumínio, o bloco em ferro. Eles contam com galerias internas para refrigeração especialmente desenhadas de modo que a temperatura no cabeçote seja menor e permita um maior avanço de ignição.

Ele entrega potência de 144 cavalos abastecido com etanol e 140 cv ao usar gasolina, ambas disponíveis a 6.300 rpm. O torque máximo, com o combustível vegetal é de 18,9 kgfm, ele aparece a 3.800 rpm. Usando gasolina é de 17,9 kgfm, na mesma rotação, mas 90% da força está disponível aos 2.200 rpm.

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Outra diferença está na bomba d’água, ela é montada no bloco e não é acionada pela correia dentada, pois é movida pela correia secundária (ou de acessórios), o que facilita na hora de realizar manutenção, já que o acesso ao componente ficou mais fácil.

“Este sedã oferece um bom espaço para trabalhar na área do motor, esta solução adotada para a bomba d’água ajuda o reparador na hora da troca”, afirma Roberto Ghelardini Montiboeller, do Centro Automotivo High Tech.
Como o comando de válvulas é duplo e continuamente variável (Dual CVVT), o reparador necessita ter atenção. “O carro é bom oferece bastante acessibilidade, mas para trocar o coxim do câmbio é preciso retirar a bateria”, fala Jorge Hidemasa Ifuku, diretor da Erick Pneus, ele atua no segmento de reparação há 20 anos.    

Os sistemas de correias também foram elogiados. “Para trocar as correias tanto de acessórios como a dentada o acesso é fácil, os bicos do sistema de injeção também não oferecem dificuldades, é um carro com muita tecnologia embarcada, mas simples de reparar”, comenta Reinaldo Nadim da Fox Car Oficina Técnica.

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As velas utilizam bobinas, para retirá-las, é só soltar dois parafusos, o filtro do óleo é do tipo ecológico, assim é necessário o torquimetro para retirar e colocar a tampa. Já o filtro de ar, também é fácil de substituir, enquanto que o de combustível, apesar de estar localizado em um local visível exige cuidados na hora de substituir.

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“Este carro não tem mistério para reparar e não exige ferramentas especiais. Também é ótimo para guiar, tem um belo posicionamento do banco par o motorista”, afirma Antonio Sérgio Montibeller, com a sabedoria de quem tem 63 anos de experiência no segmento, ele é diretor do Centro Automotivo Vera Lúcia, localizado no bairro da Lapa em São Paulo.

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A versão avaliada nesta matéria e a LTZ com transmissão automática de seis velocidades (opção de mudanças sequenciais). A caixa se adapta ao estilo de condução e conta com um sensor de inclinação que modifica as marchas segundo a necessidade. Em uma descida, mesmo sem a intervenção do motorista, ela reduz para ajudar a segurar o carro e nas subidas, evita trocas desnecessárias.
IMG_8136A suspensão dianteira é do tipo McPherson, as molas têm um formato especial e buchas hidráulicas de fixação dos braços inferiores da suspensão ao sub-chassi.

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A suspensão traseira é do tipo Z-link, com barra de torção especial em ‘U’, construído com duas camadas. “Os amortecedores independentes são fáceis de trocar, o mesmo ocorre com as molas, interessante também é o fato de utilizar bieleta de plástico”, comenta Sérgio Marques, diretor da Serv Car Serviços Automotivos, localizada na cidade de Embu.
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A direção é elétrica, pinhão e cremalheira e os freios dianteiros usam discos ventilados, os traseiros têm discos sólidos. “As pinças traseiras usam Damper, este item serve para eliminar ruídos, mas não interferem no processo de manutenção”, explica Márcio Martinho Ferreira, diretor da Mega Car Reparos Automotivos.   

IMG_8188Reparadores integrantes do GOE
Da esquerda para a direita, os reparadores que participaram da matéria: Sandro dos Santos (Dr. Chrysler), Roberto Takushi (Erick Pneus), Sebastião Eduardo, Silvio Fernandes (Brasil Reparação Automotiva), Walter Da Costa, (Pardal Motors), Cleber Rodrigues, Sérgio Marques (Serv Car), Márcio Martinho Ferreira (Mega Car), Silvio Ricardo (Peghasus), Alcides Rodrigues Junior (Erick Pneus), Roberto Montibeller (High Tech), Jorge Hidemasa Ifuku (Erick Pneus), José Natal (Mega Car), Sergio Montibeller (Vera Lucia) e Reinaldo (Fox Car).

O novo carro da Chevrolet é equipado com sistema de freios ABS e EBD, Controle de Tração (TCS) e Estabilidade (ESP) e Frenagem de Urgência (PBA).
O design do carro também chamou a atenção. “É bem diferente dos modelos da Chevrolet que estamos acostumados. O painel é muito bonito é um carro feito para um público exigente. Em termos de manutenção preventiva, acredito que o cliente pode levar o carro para oficina e esperar ficar pronto, pois é muito simples de fazer”, fala Sandro dos Santos, da Dr. Chrysler, oficina de São Paulo especializada em veículos importados.

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Durante a avaliação os profissionais do GOE instalaram o scanner de diagnose, o qual mostrou os principais sistemas, ou seja, apesar de ser um novo carro, o reparador independente já têm acesso as informações necessárias para realizar a manutenção preventiva e corretiva. “Este carro tem boa tecnologia, o câmbio é maravilhoso, se errar ele corrige. É de manutenção simples, porém o reparador independente deve ficar atento, este modelo exige que o profissional tenha a informação técnica para realizar o reparo”, avalia Silvio Ricardo da Peghasus Powered Motors.   
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Impressões ao dirigir
Quem vê o Cruze com motor 1.8L pode até pensar que ele é fraco, essa impressão vai embora ao acelerar o modelo. A relação de marchas foi muito bem trabalhada pela engenharia da GM. Mesmo com transmissão automática, o arranque é forte. As trocas são macias e suaves, sem trancos.

Vale destacar também o trabalho de calibragem das suspensões. Absorve bem os impactos causados pelas imperfeições do solo e graças ao sistema de estabilidade é muito seguro ao enfrentar curvas sinuosas.

O sedã Cruze sai de fábrica equipado com freio a disco nas quatro rodas, sistema ABS, controle de tração e de estabilidade, direção assistida eletricamente e air bag.

Seu preço sugerido para venda na versão de entrada LT é de R$67.900 (manual)/ R$ 69.900 (automático) e R$ 71.900 (automático e acabamento interno em couro). O topo de linha LTZ custa R$ 78.900, tem câmbio automático, acabamento em couro, sensor de aproximação para abertura das portas e ignição, entre outros itens.
Ficha técnica  
Chevrolet Cruze 1.8 16V
Motor
Modelo: N18XFF
Tipo: Tranversal bi-combustível 
Injeção eletrônica de combustível: SFI (Sequential Multi-point Fuel Injection) 
Numero de cilindros: 4 em linha 
Potência máxima líquida: Gasolina: 140 CV / Etanol: 144 CV a 6300 rpm 
Taxa de compressão: 10,5:1 
Torque máximo líquido: Gasolina: 17,8 kgfm / Etanol: 18,9 kgfm a 3800 rpm 
Número de válvulas: 16 (4 por cilindro) 
Transmissão 
Tipo: Automática de 6 velocidades/Active Select no câmbio para Automática 
Freios  
Dianteiros: Disco ventilado 
Traseiros: Disco sólido  
Dimensões 
Altura em ordem de marcha: 1.475 mm
Comprimento total: 4.600 mm   
Distância entre-eixos 2.685 mm 
Largura total: 2.098 mm 
Capacidades 
Porta-malas: 450 litros 
Tanque de combustível: 60,3 litros 
Direção 
Tipo: Elétrica progressiva (EPS) 
Rodas e pneus 
Pneus 225/50 R17   
Rodas alumínio, 17 polegadas
Custos de peças e serviços
Amortecedores dianteiros - R$258,05 cada
Serviço: R$173,68                                      
Amortecedores traseiros - R$170,00 cada
Serviço: R$54,27                                    
Discos de freios dianteiros - R$299,99 cada
Serviço: R$97,69                                       
Jogo de pastilhas dianteiras - R$199,99
Serviço: R$86,84
Discos de freios traseiros - R$307,73 cada
Serviço: R$86,84                                   
Jogo de pastilhas traseiras - R$160,00
Serviço: R$86,84
Óleo/ Litro: R$ 23,80 cada
Serviço: -------                  
Filtro de óleo: R$R$26,00
Serviço: ---------
Filtro de ar: R$44,90
Serviço: R$21,71
Filtro de combustível: R$24,17
Serviço: R$21,71                                  
Filtro anti-polén: R$84,99
Serviço: R$108,55
Velas: R$60,00 cada
Serviço: R$32,56
Colaboraram:
General Motors do Brasil, Dr. Chrysler, GOE (Grupo de Oficinas Especializadas) e Concessionária Chevrolet Aba Higienópolis

sexta-feira, 2 de março de 2012

RESPEITO VERDADEIRO

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Por: Fernando Calmon

Foto F. Calmon 19 - médiaO Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) publicou a quarta edição de seu Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBEV) para avaliar o consumo de combustível. Ao considerar as várias omissões do governo federal em termos de controle da frota circulante, falta de inspeção técnica de segurança e estabelecimento de um verdadeiro programa de avaliação de veículos novos, com normas específicas para o país, que incluísse um centro de testes de colisão contra barreira, a iniciativa do Inmetro em colaboração com outros órgãos e ministérios é vitoriosa.

O programa ainda contém imperfeições, entre elas a classificação de subcompacto, compacto, médio, grande, utilitário esporte, fora de estrada, minivan, comercial e carga derivado (de autos). Mas essa, de fato, não é missão fácil ao considerar a área projetada no solo, enquanto surgem modelos difíceis de classificar hoje em dia. Manter a adesão voluntária por parte dos fabricantes merece crítica, apesar de os 105 modelos avaliados (quase 60% mais sobre 2011) responderem agora por 55% das vendas totais. A partir de 15 de abril, no entanto, a etiqueta precisará estar nos carros participantes exibidos nas lojas, a exemplo de outros países. Deveria ser obrigatório também nos manuais.

Entre os que mais respeitam os consumidores, quanto à informação fundamental, estão Fiat, Ford, Honda, Kia, Peugeot, Renault, Toyota e Volkswagen. Outras 40 marcas à venda continuam se omitindo, mesmo que a norma NBR 7024, baseada em parâmetros dos EUA, tenha sofrido, lá como aqui, uma correção para se aproximar do modo normal de utilização por 80% dos motoristas. A desculpa comum é o conflito entre medições de laboratório (necessárias pela repetibilidade) e uso real que, às vezes, pode parar na Justiça. Porém, faz parte dos riscos do negócio.

Se todos os veículos se enquadrassem no PBEV, se evitariam algumas distorções ainda observadas. Carros da Peugeot, por exemplo, que ainda nem estão à venda, como o 508, aparecem na lista, enquanto o 408 está de fora. A outra marca do grupo, a Citroën, também está de fora.

Modelos que conquistaram a nota máxima (A) do PBVE/2012, na classificação de tamanho citada acima: Mille Fire Economy (1,0) e Uno Economy (1,4); Siena Fire (1,0), Fit (1,4), Sandero (1,0), Gol G4 Ecomotion (1,0) e Polo Bluemotion (1,6); Logan (1,0); Fusion Hybrid (2,5), Civic (1,8), Fluence (2,0) e Corolla (1,8). Nenhum utilitário esporte recebeu nota A, incluindo os pseudo-modelos “aventureiros”. Único minivan, Doblò (1,8), também não. Duster 4x4 (2,0), Kangoo Express (1,6) e Saveiro (1,6) completam o ranking.

Alguns modelos, normalmente mais caros, são avaliados com e sem ar-condicionado ligado, além da possibilidade de utilizar caixa de câmbio manual ou automática. Assim, é preciso analisar com atenção para fazer a escolha correta. Todos os dados aparecem em http://www.inmetro.gov.br/consumidor/pbe/veiculos_leves_2012.pdf .

Ainda não foi agora que consumo e emissões de gases (chamada de Nota Verde, do Ibama) aparecem em uma única classificação. Existe uma portaria conjunta assinada. Por enquanto, de prático, só a intenção.

RODA VIVA
RUMORES dão conta de acordo entre GM (Opel) e PSA Peugeot Citroën para enfrentar dificuldades crescentes do mercado europeu. É possível que o grupo americano adquira 7% do capital do francês. Meta: administrar capacidade instalada, compras e pesquisa/desenvolvimento. Com esse movimento, operações da Fiat na Europa ficariam sob enorme pressão.

FORD não confirma, mas parece decidido que futuro novo Fiesta será fabricado mesmo em São Bernardo do Campo (SP). Na fábrica de Camaçari (BA), maior e mais moderna, ficarão EcoSport e novo Ka, que será o carro-chefe em volume de vendas da companhia. Daí a decisão de instalar na Bahia a fábrica de motores de três cilindros e a sua versão EcoBoost (turbo).

TIGUAN (R$ 115.650) mostra um dos melhores conjuntos para quem gosta de SUVs mais “civilizados” em termos de porte e dirigibilidade. Motor TFSI de 200 cv (turbo) e câmbio automático de seis marchas servem com folga a esse 4X4 de 4,43 m de comprimento, adequado ao uso urbano. Muito útil o freio de estacionamento automático no para-e-anda do trânsito.

EMPRESA canadense Argo se prepara para lançar no Brasil em abril o seu anfíbio 750 HDi. Trata-se de um pequeno veículo de trabalho, tração 8x8 e capaz de levar até seis pessoas, incluído o condutor. Destaques são versatilidade e capacidade de enfrentar qualquer terreno, mesmo com motor de baixa cilindrada. Pormenores: http://www.argoatv.com/.

MICHELIN E GOODYEAR estão juntas na pesquisa para produção de pneus a partir do açúcar como matéria-prima. Empresa de biotecnologia Genencor, parceira do projeto, desenvolve micróbios selecionados para obter isopreno, o derivado de petróleo usado na obtenção de borracha sintética. Ainda são necessários de três a cinco anos para comprovação de viabilidade.
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quinta-feira, 1 de março de 2012

GM e PSA Peugeot Citroën criam Aliança Global

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A General Motors e o Grupo PSA anunciaram uma aliança, esta estratégia promete mudar o cenário da indústria automotiva nos próximos anos. Abaixo, o texto na íntegra divulgado pela assessoria de comunicação. Nos próximos meses, o Auto Agora vai acompanhar as repercursões desta aliança e vamos descobrir quais serão as implicações no mercado brasileiro.

A PSA Peugeot Citroën e a General Motors anunciam hoje a criação de uma Aliança Estratégica Global. Os dois grupos unem suas forças e suas competências com o objetivo de aumentar sua rentabilidade e dar um forte impulso à competitividade dos dois parceiros na Europa.

A Aliança foi firmada com base em dois pilares: compartilhar plataformas de veículos, componentes e módulos e criar uma joint venture de compras para produtos e serviços que atue em escala mundial, com volume total de compras de aproximadamente 125 bilhões de dólares por ano.

Cada empresa continuará a comercializar seus veículos de maneira independente e segundo sua própria política concorrencial.
Para além dessas duas metas, a Aliança lança as bases de futuras cooperações em outros setores de atividades.

No âmbito da Aliança, a PSA Peugeot Citroën deverá proceder a um aumento de capital de aproximadamente 1 bilhão de euros, por meio da emissão de ações preferenciais para acionistas do grupo. Garantida por um consórcio bancário, a operação integra um investimento por parte da família Peugeot – que, dessa forma, demonstra sua confiança no sucesso da Aliança. Como parte do acordo, e sem ter efeito sobre a governança da PSA Peugeot Citroën, a General Motors vai adquirir uma participação de 7% no capital do grupo, tornando-se assim o segundo maior acionista da PSA Peugeot Citroën.

"Essa parceria constitui uma formidável oportunidade para as duas companhias", declarou Dan Akerson, CEO da General Motors. "As sinergias criadas pela Aliança, que complementam os planos de cada parceiro, contribuirão para garantir à General Motors uma rentabilidade duradoura e sustentável na Europa".

Philippe Varin, Presidente Mundial da PSA Peugeot Citroën, declarou: "Esta Aliança é um momento muito importante na história de cada grupo e oferece grandes possibilidades. Com o apoio de nosso principal acionista e a chegada de um novo e prestigioso acionista no capital da PSA Peugeot Citroën, toda a empresa está se mobilizando para potencializar os benefícios da Aliança o mais rapidamente possível".

Nos termos do acordo, que tem abrangência mundial, a PSA Peugeot Citroën e a General Motors compartilharão um certo número de plataformas, módulos e componentes, de maneira a obter economias de escala, aumentar a eficiência das operações e reduzir os custos relacionados com o desenvolvimento de novas tecnologias e com a emissão de CO2. O uso de plataformas em comum permitirá não apenas que os dois grupos desenvolvam aplicações em escala mundial, como também que implementem programas de grande porte na Europa por um custo reduzido.

Na fase inicial, a PSA Peugeot Citroën e a General Motors pretendem se concentrar nos segmentos de veículos de passeio de pequeno e médio porte, minivans e crossovers. Posteriormente, os dois parceiros pretendem desenvolver juntos uma nova plataforma para veículos com baixa emissão de CO2. Os primeiros automóveis produzidos em uma plataforma conjunta começarão a ser comercializados em 2016.
A Aliança consolida – mas não substitui – os planos de desempenho definidos por cada grupo na Europa para restabelecer a rentabilidade de suas atividades.

Com o acordo, a PSA Peugeot Citroën e a General Motors poderão operar em escala mundial, constituindo uma estrutura única de compra de matérias-primas, componentes e serviços junto aos fornecedores. Assim, poderão tirar pleno partido das competências, quantidades, plataformas e peças padronizadas que serão compartilhadas no âmbito da aliança. A solidez dos processos e da estrutura de organização da General Motors, associada à expertise da PSA Peugeot Citroën, reforçarão de maneira significativa o valor e a eficácia das operações de compra das duas companhias.

A Aliança contempla também outros setores de cooperação, como logística e transportes. Com esse objetivo, a General Motors tenciona estabelecer uma cooperação estratégica e comercial com a Gefco (filial da PSA Peugeot Citroën), que poderá ficar responsável pela logística do grupo americano na Europa e na Rússia.

O valor total estimado das sinergias criadas com a Aliança representa cerca de 2 bilhões de dólares por ano, em um período de 5 anos. As sinergias serão diretamente aplicáveis aos programas de renovação de veículos dos parceiros, com benefícios menores nos dois primeiros anos, e serão repartidas de forma equilibrada entre as duas empresas.

A Aliança será monitorada por um comitê de direção global, que reunirá um número idêntico de altos dirigentes das duas companhias. A efetivação da Aliança está sujeita à aprovação de alguns órgãos de defesa da concorrência.