segunda-feira, 11 de maio de 2009

Lançamentos: O Fusion mudou para melhor

Novo motor V6, design mais esportivo, transmissão automática com seis marchas, sistema de som high tech são algumas das novidades do sedã fabricado no México
Na Bahia, a Ford reuniu a imprensa especializada de todo o País, para apresentar o Fusion 2010, o qual já esta a venda nas concessionárias da marca.
Lançado em 2006, o sedã grande agradou o consumidor brasileiro, pois neste período foram comercializadas mais de 31.000 unidades do modelo.
O carro é fabricado no México, e de lá enviado para os Estados Unidos, Canadá e Colômbia. O Brasil é o segundo pais em volume de importação do modelo.
O Fusion 2010 chega não só com modificações estéticas, mas também na motorização. O propulsor Duratec 16 válvulas evoluiu, passou de 2.3L para 2.5 16V, o qual oferece 173 cavalos de potencia (a 6.000 rpm) e torque de 22,9 kgfm (a 4.000 rpm).

E a novidade é a chegada do Duratec 3.0 V6, com quatro válvulas por cilindro (DOHC), pistões posicionados em ângulo de 60 graus, coletor de admissão com dutos variáveis, e bobinas individuais para cada cilindro. Ele oferece 243 cavalos e torque de 30,8 kgfm (a 4.300 rpm).
Ambos os motores são produzidos com bloco, cárter e cabeçote de alumínio e têm o duplo comando de válvulas variável (i-VCT).
O sedã com propulsor mais forte também usa tração integral nas quatro rodas AWD, a qual permite a melhor distribuição de torque e tração, com aderência uniforme em qualquer condição de piso.
Tanto o quatro cilindros, como o V6 estão equipados com transmissão automática de seis marchas, e o V6 usa modo sequencial. Ela permite as trocas de forma automática ou manual, e ainda Grade Assist para reforçar o freio-motor nas descidas íngremes.
O sistema de direção deixou de ser hidráulico, e passou a ser elétrico, o qual equilibra o esforço do volante de acordo com a velocidade, exige menos energia do motor para
funcionar e tem diâmetro de giro menor, de 11,4 metros, compatível com carros médios.
A suspensão dianteira independente tem formato de duplo-triângulo (SLA), a suspensão traseira também é independente, tipo Multilink.
No interior, o Fusion recebeu nova grafia no painel de instrumentos, um sistema de personalização do ambiente, com sete opções de cores.
O computador de bordo fornece informações de diagnóstico como: freios, pneus, consumo, autonomia e permite personalização.
Já vem equipado com bancos em couro, os quais tem ajustes elétricos, tanto para motorista como para o passageiro. Ainda dispõem de ar-condicionado digital com comandos independentes, assim é possível programar duas temperaturas diferentes, uma para o
motorista e outra para o carona.
E o modelo topo de linha com motor V6 usa sitema de som Premium da Sony. Composto de CD/ MP3 player com capacidade para seis CDs e entrada auxiliar, 12 alto-falantes e dois amplificadores com potência total de 390 W. O sistema Dolby DEAP 5.1 Surround, com caixas centrais, segundo a Ford, proporciona a mesma qualidade de um home theater. Ele conta ainda com compensação automática de volume de acordo com a velocidade do carro, e sistema Sync.
Este equipamento de mídia, cujo software foi desenvolvido pela Microsoft, inclui diversos recursos: DVD, CD/MP3 player Sony com conexão para iPod, USB e celular Bluetooth. Tem um jukebox capaz de armazenar até 10 Gigabytes de músicas e imagens.
Possibilita também que as funções do ar-condicionado, áudio e celular Bluetooth sejam
comandadas por voz --mas neste caso é necessário falar em espanhol, inglês ou francês, pois o software não está programado para reconhecer comandos em língua portuguesa-- ou com toques na tela de oito polegadas.
O desenvolvimento do Fusion 2010 contou com a colaboração da engenharia brasileira, a qual participou ativamente desse processo com contribuição nos itens de design, materiais empregados, dirigibilidade e custos de manutenção.
Neste último item a Ford continua com política agressiva. Segundo Antonio Baltar, gerente geral de Marketing da Ford Brasil isso é possível graças ao acordo comercial entre Brasil e México. “Os veículos entram no país sem cobrança de impostos, assim como as peças de reposição, também contamos com fornecedores nacionais, o que deixou o Fusion com o menor custo de manutenção entre os veículos desta categoria”, afirma.
Na primeira revisão o proprietário do Fusion desembolsa R$209,70. Este valor é dividido em três parcelas de R$69,90. Pela segunda revisão, são cobradas três parcelas de R$79,90 (R$239,70) e na terceira, três parcelas de R$89,90 (R$269,70).

E no visual, os esforços foram para deixar o Fusion mais esportivo. Na dianteira, o carro recebeu uma nova frente. A grade é ampla com três barras metálicas. Os faróis acompanham o alinhamento da grade e os vincos do capô, usa lentes escurecidas no tom fume, a iluminação é feita por projetores elípticos, mesmo sistema usado nos faróis de neblina instalados na parte inferior do pára-choque, nesta área aparece uma outra grade em formato trapezoidal, semelhante a do Novo Focus.
O desenho da tampa do porta-malas e do pára-choque traseiro é robusto. Como na geração anterior permaneceu a régua metálica de delineamento, porém, a terceira luz de freio (break light), foi colocada na tampa do porta-malas, ao invés do vidro traseiro.

Com lentes vermelhas e desenho em forma de colméia, as lanternas ficaram mais sóbrias, pois saíram os detalhes cromados usados no contorno do conjunto anterior.
Para reforçar o apelo de esportividade, no V6 as saídas de escape são duplas, uma em cada lado da traseira, enquanto que o 2.5L usa uma só saída.
Já na lateral, vincos na área das maçanetas, não há borrachões nas portas, as rodas em liga leve de 17 polegadas são calçadas com pneus P225/50 R17.
Para as duas versões do Fusion 2010 o único opcional é o teto solar, pelo qual é cobrado R$4.000.
O carro sai de fábrica com freios ABS/EBD, vidros elétricos, trava elétrica das portas com controle remoto, travamento e destravamento automático das portas, espelhos retrovisores externos, elétricos, térmicos, com luz de aproximação, piloto automático, seis air bags
(frontais, laterais e de cortina), sensor de estacionamento traseiro, alarme antifurto, abertura das portas com acionamento por teclas, abertura interna do porta-malas, acendimento automático dos faróis, entre outros itens.
O modelo equipado com propulsor 2.5 L tem preço sugerido para venda de R$ 84.900, ou seja, manteve o valor da geração anterior, e o V6 chega por R$99.900.
Marcos de Oliveira, atual presidente da companhia para o Brasil e Mercosul, completa neste mês de maio 25 anos na empresa. Ele participou ativamente do desenvolvimento do Fusion nos Estados Unidos, acredita que o modelo 2010 manterá o veículo na liderança do segmento.“O Novo Ford Fusion foi concebido para ter o melhor custo-benefício do segmento, receita responsável pelo seu sucesso desde o lançamento. Agora, traz também alta tecnologia a preço acessível”, declara o executivo.
Nesta fase de lançamento, os distribuidores terão os dois modelos a disposição do cliente, mas a versão com motor V6 ainda não há como fazer previsões de qual será sua aceitação. “Temos certeza de que oferecemos um produto superior, com mais tecnologia e preço menor que o da concorrência, por isso acredito que traremos para a marca, não só compradores de sedãs, mas também de outros tipos de veículos”, comenta Antonio Baltar. Sua expectativa é de que o carrão seduza também consumidores de SUV’s, ou seja, aqueles que têm R$100.000 para gastar, e o farão não só pelo modelo da carroceria, mas também pelos avanços tecnológicos que o veículo oferece.
Ficha técnica
Motor: 3.0 DOHC EFI V6, gasolina
Número de Cilindros: 6 em V
Número de Válvulas: 24
Cilindrada: 2.976 cm³
Potência Máxima: 243 cv a 6.550 rpm
Torque Máximo: 30,8 mkgf a 4.300 rpm
Injeção: eletrônica
Taxa de Compressão: 10,3:1
Transmissão: automática
Tração: integral
Câmbio: automático sequencial de seis velocidades
Direção: pinhão e cremalheira assistida eletricamente
Suspensões:
Dianteira: independente tipo Short Long Arm, com barra estabilizadora, amortecedores pressurizados e molas helicoidais
Traseira: independente tipo multi-link com barra estabilizadora, amortecedores pressurizados e molas helicoidais
Freios
Dianteiro: a disco, servo assistido e com sistema ABS de 4 canais, 300 mm
Traseiro: a disco, servo assistido e com sistema ABS de 4 canais, 279 mm
Pneus P225/50 R17
Rodas 7,5J x 17"
Dimensões
Distância entre eixos: 2.728 mm
Comprimento total: 4841mm
Largura carroceria com espelhos: 2034 mm
Altura: 1445mm
Capacidades:
Tanque de Combustível: 62 litros
Porta-Malas: 530 litros

GP da Espanha:Um acelera, o outro acerta

Em uma das muitas entrevistas que concedeu logo após ser confirmado como piloto da Brown GP, o brasileiro Rubens Barrichello declarou que antes da Honda deixar a categoria, quando começaram os testes visando esta temporada, em uma conversa com Ross Brown, o então postulante as ser dono do time afirmou a Rubens que precisava do brasileiro porque Jenson Button passava por dificuldades para acertar o carro com os pneus slick, os quais voltaram nesta temporada. Na época, entre os postulantes à vaga de companheiro do inglês figuravam Bruno Senna e Lucas Di Grassi, o primeiro sem nenhuma experiência na F-1, e o segundo um pouco mais acostumado com os potentes bólidos, pois foi piloto de testes na Renault.
No final Ross Brown que não é bobo, escolheu Barrichello, pois quando trabalharam juntos na Ferrari Rubinho provou que é um excelente acertador de carros.
Até a primeira prova da temporada, Rubens andou na frente de Button, inclusive nos treinos livres para o GP da Austrália. Quando realmente valia, Jenson fez a pole, ganhou a corrida de ponta a ponta, enquanto que Rubinho ficou em segundo.
Nas provas que seguiram, Button venceu na Malásia, e Barrichello foi o quinto. Na China Jenson Button chegou em terceiro e Rubens Barrichello em quarto, e no Bahrein outra vez Button sobe ao degrau mais alto do pódio, enquanto que Barrichello amarga a quinta posição.
E todos já sabem que a partir da terceira corrida começou a gritaria e as criticas em cima do brasileiro, o qual até o mês de fevereiro estava aposentado.
Veio o GP da Espanha disputado neste domingo (10/05), e Button faz a pole, com Sebastian Vettel (RBR) em segundo, Barrichello em terceiro, e a surpresa do dia: Felipe Massa (Ferrari) na quarta colocação.
Na largada, Rubens, que tem a fama de não largar bem —isso acontece desde os tempos de F-Opel— fez a melhor largada de sua vida, passou Vettel, colou em Button e antes da primeira curva já era o líder.
No pelotão de trás, aconteceu um acidente que tirou Jarno Trulli (Toyota), Adrian Sutil (Force India), Sebastien Buemi e Sebastien Bourdais, ambos da Toro Rosso.
A corrida parecia desenhada para Barrichello, que andava forte e abria boa vantagem sobre Button. Na primeira parada para abastecer e trocar pneus, o brasileiro continuou na frente. Quando chegou a segunda, Rubinho ficou menos tempo que o companheiro nos boxes. Pronto, isso foi suficiente para uma mudança de estratégia, Barrichello manteve o que foi combinado com a equipe, ou seja, parar três vezes, e o inglês mudou a estratégia, parou duas vezes. Assim, Button embolsou mais uma vitória e Rubinho ficou em segundo.
Bom se já ocorria a chiadeira pra cima do brasileiro, imagina agora, principalmente depois de mostrar-se surpreso com a mudança de estratégia a qual favoreceu o piloto inglês.
Bem, vamos voltar ao começo, quando o próprio Rubinho afirmou que foi contratado pela experiência em desenvolver carros. Então a conclusão é simples: Rubens é o homem que desenvolve e testa na pista, as soluções que serão usadas por Jenson que acelera sempre pra ganhar.
Exemplo disso é o fato de o carro do brasileiro usar sistema de freios diferente dos que equipam o bólido do inglês, porém Rubinho já teve problemas, e Button não. Até as calotas traseiras foram tiradas do carro número 23, para tentar uma solução para o aquecimento do sistema de frenagem.
Não acredito que no começo da temporada, tudo já estava preparado para Jenson Button, mas quando o brasileiro não conseguiu andar na frente do inglês nas duas primeiras provas do ano, a inglesada da Brown GP se empolgou e “veladamente” passou a privilegiar Button.
Isso pode mudar? Sim, desde que comecem a aparecer problemas que comprometam a performance de Button e Rubinho ande sem defeitos em seu carro. Do contrário, veremos mais uma vez o valente Barrichello servir de escudeiro e ser vice-campeão.
O GP da Espanha terminou com Button em primeiro, Rubinho em segundo e Mark Weber (RBR) na terceira posição. Completaram a zona de pontuação: 4º- Sebastian Vettel (RBR), 5º - Fernando Alonso (Renault), 6º - Felipe Massa (Ferrari), 7º Nick Heidfeld (BMW) e 8º - Nico Rosberg (Williams).
Massa protagonizou mais uma trapalhada da Ferrari, após largar em quarto, ganhou na pista a terceira posição, mas no final teve que dar passagem para Vettel e Alonso, pois não tinha combustível para terminar, graças ao erro de calculo no ultimo abastecimento, dá para acreditar?
Rapidinhas
Frustração
Barrichello largou bem andou na frente durante boa parte da prova, mas não venceu. "Fico frustrado por não conseguir a vitória, mas foi bom ter chegado em segundo. Tive uma largada muito boa, excelente reflexo, tive problema com a bateria, mas consegui levar o carro adiante. Só estou decepcionado por não ganhar a corrida. Acho que a de hoje estava no bolso. Estava mais rápido que Button no início e tinha duas voltas a mais de combustível. Tudo estava perfeito. Fiquei surpreso quando mudaram a tática de Jenson para duas paradas", falou após a prova na entrevista coletiva.
Sem privilégios
Atual dono da Brown GP, o engenheiro Ross Brown era o responsável pela estratégia de corrida na Ferrari quando Schumacher e Rubinho defendiam a equipe de Maranello. Na época participou da vergonhosa ordem que obrigou o brasileiro a dar a vitória ao alemão no Grande Prêmio da Áustria de 2002. Na Espanha Brown negou que ocorreu favorecimento. a Button na troca da estratégia. "Eu adoraria ver o Rubens e ver seu time vencer uma corrida porque seria muito bom para a equipe toda", afirmou aos jornalistas, após a prova.
Acabou o campeonato
Felipe Massa chegou na Espanha esperançoso, a Ferrari estreou novo pacote aerodinâmico, o qual fez ele largar na quarta posição, e assumir a terceira logo no começo da prova. Ia terminar assim, mas a Ferrari não deixou. O brasileiro que marcou seus primeiros 3 pontos nesta temporada vê cada vez mais distante suas chances de lutar pelo titulo. "Temos muitos problemas para resolver. Antes de mais nada, temos que melhorar o carro, depois os problemas que tivemos hoje na corrida, todos os problemas que tivemos ao longo da temporada", declarou Massa, depois de voltar a pé para os boxes.

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Troller em Ilhabela

No dia 16 de maio, em Ilhabela, a Troller patrocina duas provas para os amantes de esporte e aventura um dos pontos mais bonitos e badalados do litoral paulista. A 9ª edição do Ilhabela Corpore Terra & Mar vai reunir equipes de quatro corredores e um nadador em um percurso de 107,35 quilômetros, com níveis de dificuldade que vão do fácil ao radical. No mesmo dia será promovido o 2º Desafio Castelhanos Topo & Praia, para corredores que terão de vencer 48 km de topografia acidentada e repleta de belezas naturais, passando por rios, praias e estradas de terra na beira de montanhas. O público que acompanhar os eventos poderá fazer test-drive com o novo jipe Troller T4 2009 e também terá oportunidade de comprar o veículo em condições especiais no local. Consultores de quatro distribuidores Troller, Trilha 23, Trilha Europa e Trilha 4x4, estarão à disposição para o atendimento. O Troller T4 foi escolhido também como veículo de apoio para os participantes nas duas provas. A sua versatilidade e reconhecida capacidade “off road”, com disposição para vencer terrenos difíceis, faz dele o veículo ideal para acessar os recantos selvagens da ilha. Além da prática de esporte, os participantes poderão conhecer uma área belíssima, que possui 92% de sua Mata Atlântica nativa preservada. “Apoiamos esses eventos porque eles têm total sintonia com o espírito de esporte e aventura do Troller T4, assim como a proposta de integração e preservação ambiental que une os seus participantes”, diz Rodrigo Lourenço, gerente geral de Marketing, Vendas, Serviço e Planejamento da Troller.

terça-feira, 28 de abril de 2009

GP do Bahrein: As equipes médias ainda estão em alta

O Grande Prêmio do Bahrein serviu para confirmar que as novas regras implantadas neste ano ajudaram as equipes medias a ganharem destaque.
Pois então vejamos. Quem acreditaria que um time estreante como a Brown GP ganharia três das quatro provas e lideraria com folga os campeonatos de pilotos e construtores?
Ou veria a Toyota fazendo dobradinha na primeira fila com Jarno Trulli e Timo Glock?

Quer mais? Sebastian Vettel pilotando a Red Bull sem Kers e difusor duplo vencendo corrida!
Para quem acompanhou as vitórias sem nenhuma graça, ou disputa de Schumacher na Ferrari, tudo que foi descrito acima era impensável.
O público em geral se acostumou a ver primeiro Schumacher, e depois, aqueles que tentaram sucedê-lo, andar rápido no treino classificatório, depois sair na frente, andar forte, abrir o máximo de distancia do segundo colocado, parar, abastecer, trocar pneus, assim o carro voltava novo e pronto para ganhar a corrida.
Mas nesta temporada, tudo começou diferente. A Ferrari demorou três provas para marcar seus primeiros pontos, e foram só 3 com o finlandês Kimi Raikkonen.
A McLaren só tem 13 pontos, e agradece por isso, pois quem viu a participação do time na primeira corrida do ano, jurava que ela estava pior que a Ferrari.
Mas então podemos afirmar que a relação de forças mudou, e o Davi venceu Golias?
Ainda não. E eu explico porque.

Ferrari e McLaren brigaram pelo titulo na temporada passada até a última prova do ano. Aí pecaram na falta de planejamento, pois o estafe técnico não conseguiu evoluir o carro 2008 e desenvolver um novo que vinha cheio de mudanças.
Ross Brown, ainda empregado da Honda, sabia que o bólido do ano passado era muito ruim, e não teve dúvidas, deixou 2009 pra lá e trabalhou no projeto de 2010. Estudou tanto o regulamento, que descobriu uma brecha para fazer o polêmico difusor.
E o mesmo ocorreu com as outras de menor cacife, elas sabiam que a chance de aparecer em 2009 seria desenvolver um bom carro baseado no novo regulamento.
Já a BMW-Sauber brigou pela introdução do Kers, e se deu muito mal. O projeto não deu certo e ainda atrapalhou o rápido polonês Robert Kubica, que não pode usar o equipamento por causa do peso do piloto.
Bem e o que podemos esperar para a temporada européia que se inicia dia 10 de maio na Espanha? As grandes McLaren e Ferrari vindo para cima, mas tendo que ultrapassar as outras que fizeram até aqui um bom trabalho.
Minha grande curiosidade era saber como os carros evoluiriam sem testes na pista. Parece que a McLaren, Renault, Red Bull e Toyota encontraram o caminho: os técnicos simulam no computador e os treinos da sexta-feira servem de laboratório. Na Europa isso vai ficar ainda mais fácil, pois elas estão em casa.
E pelo visto a Ferrari que já usou Schumacher, Rubinho, Luca Badoer, Felipe Massa e Luciano Burti --o que eu chamo de um exercito de
testadores--, e agora esta sem nada, ainda não se adaptou a esta nova realidade, por isso está sofrendo.
Agora eu temo pela Brown GP. Sabemos que a equipe, apesar de ganhar três das quatro corridas, não tem muitos recursos. O patrocinador principal não apareceu, e ela já mostra cansaço. O principal indicio de que algo não vai bem, é que o carro de Jenson Button parece a Ferrari de outros tempos, mas o de Rubinho, desde a primeira prova sempre tem um problema, ou seja, eles não conseguiram fazer dois carros com a mesma resistência.
No GP do Bahrein, Button conseguiu vencer, graças a seu arrojo e não ter medo de ultrapassar Hamilton (McLaren) na primeira volta. Como as Toyotas não eram consistentes, ele assumiu a ponta, mas já declarou que as Red Bull estão melhores. Para confirmar a afirmativa do vencedor, Sebastian Vettel (Red Bull) foi o segundo, com Jarno Trulli (Toyota) em terceiro. Completaram a zona de pontuação: 4º - Lewis Hamilton (McLaren), 5º- Rubens Barrichello (Brawn GP), 6º- Kimi Raikkonen (Ferrari), 7º- Timo Glock (Toyota), 8º- Fernando Alonso (Renault).
Na fase européia, onde todos os times estão em casa, a Brown GP precisara se mexer, mas será que eles têm caixa para isso? Por que senão, de grande revelação virará um fisco.
Rapidinhas
O quê fazer?
Felipe Massa envolveu-se em um acidente logo na primeira curva, perdeu o bico e teve que fazer uma corrida de recuperação. E aí o brasileiro não funciona. "Fui prensado pelo Rubinho e o Raikkonen na primeira curva e perdi minha asa dianteira neste incidente. Além de não ter feito uma boa largada, meu Kers não estava muito bem", no final, Felipe terminou em 14º.
Valorização
Após o GP do Bahrein, Rubens Barrichello continua como vice-líder da competição, porém, o líder tem 31 pontos, o brasileiro 19, e o terceiro colocado, Sebastian Vettel tem 18 pontos. Questionado sobre o desempenho, Rubinho ficou irritado. "Isso é uma coisa que só falam no Brasil. Foram apenas quatro provas e tudo está aberto. Essas críticas não afetarão o meu desempenho. O Brasil deveria estar contente por eu estar sentado no mesmo carro do líder do campeonato”. Estamos mesmo, mas o Brasil, também quer ver o Rubinho vencer.
Futuro incerto
Flavio Briatore, o chefão da Renault não é do tipo que passa a mão na cabeça. Por isso Nelsinho Piquet está com a ‘batata assando’. Dizem que seu prazo é até o GP da Inglaterra, se não apresentar resultados esta fora. Aqui arrisco um palpite. Não duvido que ocorra uma troca de sobrenomes campeões: o insatisfeito Nico Rosberg sai da Williams e vai para Renault, e por sua vez o incompreendido Nelson Ângelo Piquet assume o lugar do alemão na concorrente, onde o pai conquistou um titulo.

Produto desenvolvido por adolescente aumenta potência do motor e reduz poluição

Uma invenção de um adolescente israelense promete revolucionar a indústria automobilística. Trata-se de um dispositivo que, instalado no motor do carro, economiza 40% do combustível, além de tornar o veículo mais potente. Batizado como Z5, esse equipamento é produzido a partir de uma liga metálica especial e atua mudando o modo como o ar entra na câmara de combustão. O produto foi inventado por Zion Badash em 2007, quando ele tinha apenas 16 anos. Segundo divulgado, o mecanismo pode ser usado em motores de carros novos, usados, flex e diesel e custa US$ 208 a unidade. O dispositivo é comercializado, via internet, pela empresa do cunhado de Badash, Eli Mor, sediada em Tel Aviv e com um ponto de revenda na Turquia. Mor diz que a empresa está negociando com grandes fabricantes de veículos, como a Ford e a Mazda. Para ele, a economia de combustível que a invenção proporciona é o seu maior atrativo, principalmente pelo seu aspecto ambiental.

15 anos sem Ayrton Senna

Dia 1º de maio, Dia do Trabalho, também é o dia em que os brasileiros lembram com carinho e sentem saudades de seu maior ídolo das pistas, o três vezes campeão Ayrton Senna. Ele faleceu após bater seu Williams na perigosa curva Tamburello no circuito de Imola na Itália. Em principio esta nota seria para falar do lançamento de uma estatua do piloto. Mas precisei pesquisar algumas informações, e encontrei uma matéria na Folha Online publicada em 2004, a qual fala sobre os 10 anos da morte de Senna. Nela há uma entrevista com Ron Dennis, publicada na revista oficial da McLaren. Vou reproduzir abaixo alguns trechos, preste atenção:
“O Ayrton Senna que morreu há exatos dez anos na curva Tamburello, em Imola, achava Michael Schumacher desleal, detestava o ambiente da F-1 e hoje estaria aposentado, longe da categoria”.

“Ayrton achava que havia pessoas na F-1 que estavam dispostas a vencer a qualquer custo. Não apenas pilotos, mas também integrantes de equipes ou até mesmo escuderias inteiras. E ele achava que Michael se encaixava nessa categoria, de vencer não importando o método... Essa nunca foi a maneira dele ou a nossa de encarar as coisas”.

“Naquela altura da vida, em 94, ele não tinha nenhum plano de parar, mas eu sempre o questionava sobre o futuro, sobre uma possível atuação nos bastidores. Só que o Ayrton estava completamente desinteressado. Ele já estava decidido a voltar para o Brasil quando parasse. Já havia começado uma carreira de empresário e tinha um excelente contato com o governo. Seria um executivo magnífico, sei disso”.
Com estas declarações de Ron Dennis ficou fácil entender porque Schumacher neste mesmo ano de 1.994 jogou o carro para cima de Damon Hill, e assim sagrou-se campeão, e também porque tentou a mesma manobra com Jacques Villeneuve, também da Williams em 1.997, mas desta vez sem sucesso.
Leia a matéria do Fábio Seixas na integra, pois é muito interessante, o link é:
http://www1.folha.uol.com.br/folha/esporte/ult92u74821.shtml

Estátua de Senna série limitada

Um empresário brasileiro fez parceria com a empresa japonesa Kotobukiya – responsável pelas estátuas e bonecos da série Star Wars e Marvel, e com autorização do Instituto Ayrton Senna desenvolveu uma estátua do piloto brasileiro. Ela relembra a comemoração da vitória de Senna no Grande Prêmio do Japão em 1993. “Os detalhes são realmente impressionantes – o macacão, a expressão do piloto, os punhos cerrados. O capacete usado por ele no dia de tal corrida foi para o Japão para ser escaneado e moldado em tamanho reduzido. O desenvolvimento foi acompanhado de perto pela família Senna”, diz Renan Orenes, da empresa Pizii Toys, responsável pelo desenvolvimento e comercialização do produto. Feita com um material chamado ‘poly stone’, a peça mede 37 centímetros de altura e terá série limitada: apenas 2,5 mil unidades, devidamente, numeradas, estarão à venda a partir de julho. A réplica tem uma base com a assinatura de Ayrton Senna e a gravação dos três campeonatos mundiais conquistados por ele. O preço sugerido de venda é R$ 759,00 e a estátua estará disponivel para venda em lojas como Fnac, Livraria Cultura, Limited Edition, Coleciona e Medieval Revistaria, entre outras.