quarta-feira, 20 de julho de 2011

Bozza mostra equipamentos para lubrificação e abastecimento na Expo Usipa

Comboio moduladoA Bozza, empresa pioneira no segmento de lubrificação e abastecimento de máquinas e equipamentos em locais de difícil acesso, com mais de 60 anos de atuação no mercado brasileiro, vai marcar presença na Expo Usipa 2011, que acontece entre os dias 20 e 23 de julho em Ipatinga – MG, região forte no ramo de mineração, siderurgia, cerâmica e infraestrutura.
Tanque pipa para água
Considerada uma das maiores exposições da indústria, comércio e prestação de serviços do interior de Minas Gerais, a Expo Usipa tem por objetivo estimular, fortalecer e atender o mercado potencial existente, principalmente o Vale do Aço. A organização do evento estima que durante os quatro dias mais de 30 mil pessoas circulem pela feira, que contará com a participação de 215 empresas expositoras, cujos estandes ocuparão cinco grandes áreas que somam 15 mil metros quadrados de exposição, na Associação Esportiva e Recreativa Usipa.
Comboio Pressurizado
No estande 219 a equipe técnica da Bozza receberá clientes, fornecedores e o público em geral para apresentação dos seus produtos e equipamentos. Os visitantes serão convidados a assistir a palestra técnica sobre o tema “A Importância da Lubrificação”, proferida  por Guilherme Baraldi Neto, da Engenharia de Vendas da Bozza.
Durante a USIPA 2011, a Bozza vai participar da “Rodada de Negócios” e das  “Visitas Técnicas”, momento reservado para o expositor apresentar seu conteúdo, antes que os portões se abram para o grande público.
Serviço:
23ª Expo Usipa
Segmentos: Indústria, comércio e prestação de serviço
Data: 20 a 23 de julho de 2011
Horários:
Dia 20/07 –  20h às 23h
Dia 21/07 –  18h às 23h
Dia 22/07 –  18h às 23h
Dia 23/07 –  18h às 23h
Local: Associação Esportiva e Recreativa Usipa
Av. João Cláudio Teixeira Sales, 801
Horto, Ipatinga - Minas Gerais
Sobre a Bozza
Fundada em 1950 por José Murília Bozza e instalada em São Bernardo do Campo – São Paulo, a Bozza  fabrica uma linha completa de equipamentos para lubrificação e unidades móveis para lubrificação e abastecimento, incluindo: comboios hidráulicos, modulados, pressurizados, oficinas móveis, bombeiros agrícolas, tanques abastecedores, tanques para transporte de água e irrigação.
Conheça mais sobre a empresa no www.bozza.com

segunda-feira, 18 de julho de 2011

LÍDERES DO SEMESTRE

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Por: Fernando Calmon

Foto F. Calmon 19 - média

Não houve alterações de peso na liderança das 15 categorias em que a coluna divide o mercado interno. Dois novos líderes, no entanto, apontam que as marcas sul-coreanas ainda avançam sobre adversários de longa tradição. São os casos do Hyundai Azera, entre médios-grandes, e do Kia Cadenza, entre os grandes.

De fato, não se trata de marcas premium e caras, como Audi, BMW e Mercedes-Benz, mas se apresentam como alternativas.

Os segmentos de stations (peruas) pequenas e de monovolumes médios foram os únicos que deixaram de acompanhar a expansão das vendas, perdendo participação de mercado. A falta de novidades é uma das razões, mas os compradores também mudaram suas preferências. Essa mobilidade se deu na direção de sedãs, utilitários esporte e monovolumes de menor porte.

Hatches e sedãs compactos juntos continuam a representar 60% das vendas de automóveis e comerciais leves, com mais de 30 modelos em oferta. Separando o subsegmento de hatches, o Gol G5/G4 mantém-se à frente da dupla Uno/Mille, apesar do sucesso do novo Uno. Ao final deste primeiro semestre os dois modelos alemães somados tinham vendido 9% a mais que a dupla italiana. O Mille representa 40% das vendas do Uno e o G4, 20% dos Gols. Então nessa disputa separada, o veterano da Fiat leva a melhor.

O ranking da coluna Alta Roda, compilado por Paulo Garbossa, da ADK, usa critérios técnicos diferentes de outras segmentações. A classificação é por percentual baseado nos emplacamentos e aponta apenas modelos mais representativos.
Compactos: Gol/Voyage, 19%; Uno/Mille, 14%; Celta/Prisma, 10%; Palio/Siena, 9,9%; Corsa hatch/sedã/Classic, 8%; Fiesta hatch/sedã, 7%; Fox/CrossFox, 6%; Logan/Sandero, 5%; Agile, 3,7%; Ka, 3,3%; 207 hatch/sedã, 2,8%; Punto/Linea, 2,3%; C3, 2%; Clio/Symbol, 1,8%; City, 1,5%; Polo hatch/sedã, 1%. Gol/Voyage ainda mais firmes.

Médios-compactos: Corolla, 16%; i30, 12%; Focus hatch/sedã, 10%; Cerato, 8,5%; Vectra hatch/sedã, 8,3%; Astra hatch/sedã, 8,27%; Civic, 7,87%; Golf/Bora/Jetta, 7,85%; C4/Pallas, 6%; Bravo, 3,3%. Corolla ameaçado pelo i30.
Médios-grandes: Azera, 26%; Fusion, 24%; Sonata, 14%; Mercedes C, 12%. Azera virou o jogo.
Grandes: Cadenza, 34%; Omega, 24%; BMW 5/6, 20%; Mercedes E/CLS, 18%. Surpreendente, o Cadenza.
Topo: Panamera, 56%; Mercedes S/CL, 21%; Audi A8 e Bentley, 6%. Panamera domina.
Stations pequenas: Palio Weekend, 44%; SpaceFox, 40%; Parati, 9%. Weekend agora sob ameaça.
Stations médias: Mégane Grand Tour, 52%; i30 SW, 31%; Jetta, 13%. Preocupação para a Grand Tour.
Monovolumes pequenos: Fit, 25%; Idea, 18%; Meriva, 16%. Fit menos tranquilo.
Monovolumes médios: Picasso Xsara/C4, 58%; Zafira, 33%; Mercedes B, 5%. O líder amplia.
Picapes pequenas: Strada, 48%; Saveiro, 29%; Montana, 18%. Pequena queda da Strada.
Picapes médias: S10, 32%; Hilux, 23%; L200/Triton, 17%. Sem ameaça à S10.
Utilitários esporte pequenos: EcoSport, 29%; Tucson, 11%; CR-V, 10%. EcoSport se fortaleceu.
Utilitários esporte médios: Captiva, 28%; Sorento, 16%; Santa Fe, 14%. Sorento subiu rapidamente.
Utilitários esporte grandes: Pajero Full/Dakar, 30%; Discovery, 16,7%; Veracruz, 16,2%. Discovery reagiu.
Esporte: Camaro, 48%; BMW Z4, 10%; Mustang, 9%. Camaro continuou subindo.
RODA VIVA
BOA NOTÍCIA:
a BMW escolheu o Brasil e não o México para construir sua nova fábrica de automóveis prevista para a América Latina. Audi e Mercedes-Benz já tiveram produtos produzidos aqui, mas as operações não prosperaram. Local, modelo e investimento a anunciar pela filial brasileira.

PRIMEIRO semestre fechou com vendas 10% superiores ao mesmo período de 2010, mas com aumento dos estoques de 30 para 33 dias. Para chegar aos 5% de crescimento previstos pela Anfavea em 2011, a comercialização não deveria crescer no segundo semestre. Associação das concessionárias (Fenabrave) apontou outra direção: 7% a 8% a mais sobre 2010.

TAMBÉM a Abeiva, que reúne importadores sem fábrica no Brasil, reviu seus números para cima. De 165.000 unidades projeta agora 185.000 unidades em 2011. Retirando-se Argentina e México, cujos produtos não recolhem imposto de importação, associados da Abeiva importaram 33% mais veículos que os fabricantes da Anfavea.

VISIBILIDADE, espaço interno e linhas harmoniosas marcam o C3 Picasso. Sem os apêndices, o peso adicional e a altura de rodagem maior da versão Aircross, o mais moderno monovolume compacto do mercado se destaca pela agilidade no trânsito urbano. Em estrada, porém, o câmbio curto obriga o motor a trabalhar em regimes mais elevados e, assim, menos silencioso.

PETROBRÁS tem plano ambicioso de controlar, em operações de produção petrolífera, as emissões de gás carbônico, o CO2 responsável por parte do efeito estufa na atmosfera. Investimento é de US$ 1,2 bilhão. Mas, a utilização do petróleo nos transportes e em outras atividades continuarão como forte emissor de CO2.
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fernando@calmon.jor.br e www.twitter.com/fernandocalmon

Série especial Gol e Fox Rock in Rio

01_GolRockinRio_15-07A Volkswagen acaba da lançar o Gol e o Fox Rock in Rio, para celebrar a décima edição do evento. O diferencial dos dois carros da série está no acabamento customizado nas partes interna e externa. Em alusão às cores do evento, Gol e Fox Rock in Rio são oferecidos nas tonalidades Azul Boreal e Branco Cristal, e matizes diferenciadas de vermelho para cada um dos modelos: Flash para o Gol e Tornado para o Fox.
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O Gol Rock in Rio tem motor 1,0 Total Flex, com 76 cv e vem equipado com rodas de liga leve de 14 polegadas com design Alameda, na cor Cinza Ubatuba. Já o Fox Rock in Rio é impulsionado pelo propulsor Total Flex 1,6 litro, com 104 cv, e utiliza rodas de liga leve com 15 polegadas e design Tribal, também Cinza Ubatuba.
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A série especial Rock in Rio é oferecida durante apenas três meses, a partir de julho, e terá produção limitada, o que garantirá sua exclusividade. No período, serão feitos apenas 900 exemplares mensais do Gol e 350 do Fox Rock in Rio.
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Além de contarem com um veículo diferenciado, os compradores da série Rock in Rio terão um benefício extra, que certamente irá agradar a quem é fã do rock'n roll: receberão uma senha exclusiva, que dará direito a baixar através da Internet músicas gravadas ao vivo durante o evento.
O preço sugerido para venda do Gol Rock in Rio é de R$35.350 e do Fox Rock in Rio R$40.990.

Chegou o Mini One

mini_one_2A Caltabiano já comercializa o MINI One, modelo de entrada da marca inglesa. Nas revendas do Grupo, o carro é vendido por R$ 69.950.

Ele é equipado com o motor 1.6L de 98 cv de potência, câmbio manual de 6 marchas,  direção elétrica, 6 air bags, ar-condicionado analógico, ABS, rodas de liga leve  aro15’,  faróis de neblina, rádio/CD Playercom entrada AUX-IN e LEDs de iluminação da cabine.

Com 11 cores diferentes das quais 5 são metálicas, 3 sólidas, e ainda pode ser customizado ao estilo do cliente. O carro sai com garantia de fábrica de 2 anos.

Dayco lança cinco novos catálogos de produtos

CATÁLOGOS DAYCO 2011Totalizando mais de 5.000 itens, a Dayco Power Transmission lançou cinco novos catálogos de produtos para o mercado nacional de reposição: correias automotivas na linha leve, correias na linha pesada, tensionadores/polias, cabos de ignição e kits de distribuição compostos por correia, tensionador e polia.

Abrangendo 34 fabricantes de veículos, além de máquinas e implementos agrícolas, a Dayco disponibiliza para o mercado 151 itens de correias sincronizadoras (dentadas), 228 itens de correias poly v e 95 itens de correias v. O alcance destes produtos é de quase a totalidade dos veículos que rodam no país, incluindo os importados.

O segmento de implementos agrícolas e máquinas também integra o catálogo da linha pesada de correias, com produtos para tratores, colheitadeiras, guindastes, retroescavadeiras, empilhadeiras e motores.
Já o catálogo de tensionadores e polias atinge 850 aplicações em 31 montadoras e 624 no catálogo de cabos de ignição para 24 fabricantes.

Todos os catálogos possuem produtos para veículos em produção ou não.
Os itens catalogados apresentam tabelas comparativas de conversão de códigos com os principais concorrentes. Mesmo na eventual falta de um dos novos catálogos, o cliente poderá obter informações por meio do site www.daycobrasil.com.br e fazer qualquer tipo de consulta, inclusive com a facilidade de usar um ícone denominado “Consulta On Line”.

domingo, 10 de julho de 2011

Aceleradas-GP da Inglaterra: A Ferrari venceu, mas não convenceu

180819Fernando Alonso contou com o erro dos adversários e toda a sua experiência para levar a Scuderia de Maranello ao degrau mais alto do pódio
Por: Edison Ragassi
Considerada como o ‘berço’ do automobilismo de competição, a Inglaterra sempre prepara um tempero adicional quando corre o GP de F-1 em suas terras. E este ano não poderia ser diferente, a chuva deu o ar de sua graça, mas não permaneceu. Foi só para confundir as estratégias traçadas pelas equipes. Assim eles largaram com pneus de chuva, mas já com a certeza da troca por compostos para piso seco.
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Imbatível até aqui, Sebastian Vettel (RBR) sofreu sua primeira derrota no treino classificatório, ao ser superado pelo companheiro Mark Webber. E Alonso conseguiu a terceira posição, com Felipe Massa em quarto.
Na largada, Vettel fez valer sua supremacia e assumiu a ponta. Massa tentou, mas não conseguiu ultrapassar Alonso, ainda perdeu a posição para Jenson Button (McLaren), a qual ele recuperou duas voltas depois. Lewis Hamilton (McLaren), que largou na 10ª posição, em duas voltas já estava ‘cutucando’ a caixa de câmbio do carro do brasileiro, mas só conseguiu ultrapassá-lo nos boxes depois da troca de pneus.
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Já a segunda parada foi fundamental para o desfecho da prova. Os mecânicos da Red Bull demoraram a mandar Vettel e Webber de volta para a pista, com isso, Alonso passou o alemão no pit e o australiano na pista. Pronto, naquele momento pintou o vencedor.
Outro prejudicado na troca de pneus foi Button, uma pistola pneumática falhou, o mecânico tentou substituir, mas o piloto foi liberado com a roda dianteira direita solta e parou a poucos metros da saída de boxe. 
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Vettel ainda conseguiu ultrapassar Hamilton, mas não se aproximou de Alonso. O jeito agressivo de pilotar do inglesinho abusado da McLaren fez ele gastar muito combustível. Ai teve que tirar o pé e praticamente deixar Webber passar.
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Pior para Massa que só conseguiu se aproximar do inglês na última volta. Felipe tentou outra ultrapassagem espetacular, como a feita no Canadá, mas desta vez quem estava na frente não era Kamui Kobayashi (Sauber) e sim um campeão mundial. Lewis e Felipe se tocaram, mas o inglês levou a melhor. Chegou na frente com 24 milésimos de vantagem.
Como na F-1 a verdade de hoje, pode ser a mentira de amanhã, ainda é cedo para dizer que as regras mudadas ajudaram a Ferrari a se aproximar das RBR. O time da bebida energética perdeu mais pelo erro dos boxes, do que por falta de desempenho.
Na Inglaterra marcaram pontos:
1º - Fernando Alonso
2º - Sebastian Vettel
3º - Mark Webber
4º - Lewis Hamilton
5º - Felipe Massa
6º - Nico Rosberg
7º - Sergio Pérez
8º - Nick Heidfeld
9º - Michael Schumacher
10º - Jaime Alguersuari

Agora vamos aguardar até a próxima corrida que será dia 24 de julho, o GP da Alemanha, no circuito de Nürburgring. Caso aconteça algo semelhante, ai podemos começar a pensar que a ‘canetada’ da FIA deu certo, só que tirar o segundo titulo de Vettel vai ser bem complicado. O alemão soma 204 pontos, Webber 124 e Alonso, que aparece na terceira colocação está com 109 pontos.

Rapidinhas
Sempre otimista

Fernando Alonso continua otimista e apesar da diferença em pontos, o espanhol ainda acha que dá. "Obviamente isso é um grande impulso para nós. Estávamos confiantes que poderíamos ser rápidos aqui em Silverstone", falou o vencedor.
Coisas de corrida  
Bem diferente de Fernando Alonso, Felipe Massa alterna bons e maus momentos na temporada. Mas em nenhuma das corridas esteve próximo de vencer. No circuito de Silverstone sua performance foi prejudicada logo na largada e no final quase voltou para quarta posição, mas Lewis Hamilton não deixou. E para aqueles que consideraram a defesa do inglês injusta, Massa tratou logo de afirmar: “foi coisa de corrida”.
Atuação apagada
O carro da Williams não anda e Rubens Barrichello tenta se virar como pode. “Nós não tivemos o melhor dos começos de corrida, e por isso perdemos um pouco. Estranhamente o carro não se comportou bem no molhado e foi uma luta para mantê-lo na pista. Também foi difícil manter o mesmo ritmo dos carros que estavam na nossa frente. Esperávamos um resultado melhor em nossa casa," comentou o brasileiro. Ele terminou a prova na 13ª posição.

Especial: O pitaco de Pitágoras e a polêmica dos preços Por: Fernando Calmon

untitledO jornalista Fernando Calmon que escreve a coluna Alta Roda explica como é feito o preço para a venda de um veículo.

Os preços dos carros no País são influenciados – de forma permanente – por três fatores: impostos, Custo Brasil (visível e invisível) e as variações cambiais. Mas há gente que prefere atribuir os altos preços, em artigos pela internet, apenas ao Lucro Brasil.

O que é custo invisível? Entre vários outros, estradas em petição de miséria. São as mais caras do mundo, recolhem pedágio para os bolsos errados mesmo sem as cancelas e encarecem os carros com reforços estruturais e elevação da altura de rodagem, o que aumenta o arrasto aerodinâmico, o consumo de combustível e as emissões.

Comparar, porém, custos visíveis exige uma moeda de conversão, dólar ou euro.  Anote essas diferenças:
a) Custo total de produção de veículos no Brasil: 60% maior que a China e 33% superior ao México.
d) Hora da mão de obra com ônus diretos e indiretos: 340% superior à Índia e China; 104% mais cara que o México.
e) Água industrial: 97% mais alto que o México; 900% mais cara que na Argentina.

A fonte é a empresa internacional de consultoria PricewaterhouseCoopers, estudo de 2010. Claro, sempre a “maioria” vai achar que o Lucro Brasil anula tudo isso com folga. Mas não provam, porque lucro é a diferença entre preço (possível) de venda e os custos, abatidos os impostos.

Aliás, muitos aqui adoram a teoria da conspiração. Balanço financeiro que mostra lucro elevado só pode ser exploração do povo, não importando se a empresa perdeu dinheiro no passado. Se revelou prejuízo, deve ter sido fraudado para esconder o lucro.

Vamos à discussão cambial. O real não é moeda conversível. Então é preciso eleger o dólar como referência, utilizado nas transações e comparações no mundo. Suponha que a moeda americana valesse R$ 3,00 e não R$ 1,55 como agora (já esteve em quase R$ 4 no final de 2002). Um Mille custaria US$ 7.333,33 com toda a carga fiscal brasileira. O carro mais barato nos EUA começa em torno de $12.000 (lá o frete é cobrado à parte). Mas se enfrentasse a mesma carga fiscal direta brasileira custaria US$16.000, no mínimo.

Em matérias jornalísticas é comum informar preços em reais no exterior, mas o cálculo sempre tem que passar pelo dólar. Pode-se comparar o Corolla nos EUA e no Brasil, quase iguais. No câmbio atual, o americano custa R$ 28.000 e o brasileiro, R$ 67.000. Chocante, mas se o dólar estivesse, como em dezembro de 2008, a R$ 2,53, o Corolla americano valeria R$ 45.000 e a R$ 3,00, R$ 54.000. E mais, igualados os tributos, o Corolla de lá sairia mais caro que o daqui, apenas pelo efeito cambial, esvaziando essa discussão meio tola.

Fator Big Mac (moeda fictícia FBM$). O Big Mac custa aqui R$ 9,50. Nos EUA, US$ 3,49 mais 8,25% de imposto ou US$ 3,78. Para comprar o carro mais barato lá, o americano gastaria o equivalente a FBM$ 3.174 e no Brasil, FBM$ 2.315. Por esse critério neutro, um automóvel de entrada é mais barato no Brasil do que nos EUA.

Obviamente não estou comparando equipamentos nos veículos e sim a capacidade do cidadão se motorizar. Quem discordar, escreva uma carta para Pitágoras no Além. Criador da matemática, ele se foi desse mundo em 497 a.C.

E quanto aos impostos incidentes sobre veículos no Brasil estudo feito em 2007 (com dólar menos desvalorizado) por uma consultoria especializada em comércio exterior, resume: um carro que chega aos portos brasileiros por US$ 10.000, por exemplo, aparece nas lojas por US$ 30.571 depois de todos os impostos, custos e margens.

FORMAÇÃO DE PREÇOS DE VEÍCULOS IMPORTADOS

IMPORTAÇÃO DIRETA

CUSTO DOS PRODUTOS IMPORTADOS

%

%

CUSTO DE AQUISIÇÃO

- FOB

US$

10.000

- Frete marítimo

US$

700

- Seguro

0,16%

17

- CIF

US$

10.717

100,00

35,06

CUSTO DE IMPORTAÇÃO

- Imposto de importação

35%

3.751

35,00

12,27

- IPI

25%

3.617

33,75

11,83

- ICMS

12%

2.466

23,01

8,07

- Marinha mercante

25%

175

1,63

0,57

- Custo de despachante

US$

100

0,93

0,33

- Armazenagem para desembaraço

0,25%

54

0,50

0,18

- Movimentação no porto

US$

50

0,47

0,16

- Outros custos de operação *

US$

100

0,93

0,33

CUSTO LOGÍSTICO

- Frete para armazenagem

US$

250

2,33

0,82

- Preparação para venda

US$

150

1,40

0,49

- Frete para distribuição

US$

250

2,33

0,82

CUSTO PARA COMERCIALIZAÇÃO

- Margem do importador

9%

900

8,40

2,94

- IPI s/ margem

25%

225

2,10

0,74

- ICMS s/ margem

12%

108

1,01

0,35

- ICMS substituto

12%

489

4,56

1,60

- PIS/Cofins monofásico

8,26%

1.351

12,61

4,42

- Margem do concessionário

11,45%

3.500

32,66

11,45

CUSTOS OPERACIONAIS

- Marketing

US$

800

7,46

2,62

- Custo Financeiro

US$

150

1,40

0,49

- IR / Contribuição Social***

34%

-731

-6,82

-2,39

- Despesas Gerais **

US$

2.000

18,66

6,54

- CPMF

0,38%

99

0,92

0,32

PREÇO DE VENDA CONSUMIDOR

US$

30.571

285,25%

100,00%

* Custo relativos a OGMO, Taxa SISCOMEX, Registros, etc.

** Folha de Pagamento e Despesas Administrativas

*** IR / Contribuição Social negativo significa prejuízos operacionais

Carga Tributária Total (Sem Encargos Trabalhistas )

US$

12.106

112,96%

39,60%

Leia também a Coluna Alta Roda da semana passada: Levo dois

http://autoagora.blogspot.com/2011/07/levo-dois.html