domingo, 23 de outubro de 2011

Lançamentos: Audi A6

A6110191_smallEquipado com a mais moderna tecnologia para segurança ativa e passiva, o sedã tem a carroceria feita com uma mistura de diversos elementos em alumínio e aço
Por: Edison Ragassi
Fotos: Divulgação   
Em Campinas (SP), a Audi Brasil, mostrou para a imprensa especializada brasileira o novo A6.

A6110079_smallSua carroceria é construída com uma mistura de diversos elementos em alumínio e aço de alta resistência, o que, segundo a fabricante, reduziu o peso em aproximadamente 30 kg, na comparação com o modelo anterior.  

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Por dentro, o carro usa acabamento com detalhes em alumínio e bancos em couro, os dianteiros têm regulagem elétrica com memória e o mesmo painel do A8.
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Seu peso é de 1.740 kg, em dimensões tem o comprimento de 4.915 mm, sua largura é de 1.874 mm e altura de 1.455 mm. A distância entre os eixos aumentou em 7 centímetros, total de 2.912 mm, a capacidade do porta-malas é de 530 litros e do tanque de combustível 75 litros.
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Para empurrar o A6, um propulsor V6 3.0 litros, TFSI a gasolina, com injeção direta na câmara de combustão. Ele entrega 300 cavalos de potência máxima e 44,85 kgfm de torque máximo, entre 2.900 e 4.500 rpm.

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A transmissão é do tipo S tronic de dupla embreagem, 7 marchas e tração quattro. A Audi divulga que o sedã acelera de 0 a 100 km/h em 5,5 segundos e tem velocidade máxima limitada eletronicamente em 250 km/h.

Entre os equipamentos, o caro traz: Head-up display, night vision, adaptative cruise control, pre sense plus, side assist, faróis full LEDs e multi midia interface “touch” com sistema de navegação GPS de última geração.
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São vários os equipamentos para conforto e segurança do motorista, entre eles, o sistema Audi drive select com cinco modos de dirigir: dinâmico, auto, conforto, individual e o novo módulo “eficiência”, para diminuir o consumo de combustível.
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Apesar das novas regras de tributação do IPI para veículos importados, a Audi cobra 10% a mais no preço sugerido para venda deste carro, em relação a versão anterior.
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O novo A6 tem preço sugerido para venda de R$313.390 e é focado para o público executivo. Mas os valores dos produtos de sua linha devem ser alterados em dezembro deste ano, por conta das novas regras tributárias.
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No total a Audi importou 50 unidades do A6, durante o lançamento que ocorreu dia 12 de outubro, Paulo Sergio Kakinoff, presidente da empresa no Brasil, confirmou que 22 unidades já estavam vendidas.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Aceleradas- GP Coréia do Sul: Esquenta a briga pelo vice-campeonato

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Não deu outra, o já campeão Vettel venceu mais uma, Hamilton reagiu, o mesmo aconteceu com Webber e a briga pelo segundo lugar ficou muito interessante
Por: Edison Ragassi
Na Coréia do Sul, o fim de semana de Grande Prêmio começou com uma novidade: Lewis Hamilton (McLaren) marcou a pole-position, e deixou o atual bicampeão Sebastian Vettel (Red Bull) na segunda posição do grid de largada.

Depois do treino classificatório, Vettel parou e ficou observando o carro inglês, talvez já projetando dificuldades para a próxima temporada. Isso porque as regras técnicas não mudarão e os carros da McLaren estão mostrando evolução.

Bem, na largada, a supremacia da RBR voltou, Vettel passou Hamilton e seguiu sem problemas até a bandeirada final, onde conquistou sua 10ª vitória na temporada. Assim, as emoções ficaram por conta dos pilotos que vinham da segunda colocação para trás.
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Logo na primeira volta, Felipe Massa (Ferrari) ultrapassou MarkWebber (RBR) e  Jenson Button (McLaren), passando para a terceira posição. Mas cometeu um erro e o australiano voltou à posição. E Button  não fez uma boa largada, caiu para o sexto lugar.

Massa andou na frente de Fernando Alonso (Ferrari), durante boa parte da corrida, apesar de Ferrari errar na primeira parada do brasileiro para a troca de pneus. Mas na segunda troca, essa diferença apareceu e o espanhol ganhou a posição do brasileiro. Pior do que isso, não só passou como abriu bastante. Até aproximou-se dos lideres, quase chega a brigar pelo pódio, mostrando que suas qualidades técnicas são infinitamente melhores.

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MarkWebber deu muito trabalho para Lewis Hamilton e quase tirou dele a segunda colocação.
Decepção mesmo foi para os brasileiros. Massa terminou na sexta posição, Rubens Barrichello (Williams) foi o 12º e Bruno Senna (Lotus Renault) foi o 13º.

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Rubinho precisa conquistar pontos para manter a esperança de disputar no ano que vem sua 20ª temporada na maior categoria do automobilismo mundial. E Bruno Senna precisa marcar pontos, fazer um bom papel, para ter oportunidade pelo menos em equipes médias.
Marcaram pontos na Coréia do Sul
1º- Sebastian Vettel
2º- Lewis Hamilton
3º- Mark Webber
4º- Jenson Button
5º-Fernando Alonso
6º- Felipe Massa
7º- Jaime Alguersuari
8º- Nico Rosberg
9º- Sebastien Buemi
10º- Paul di Resta

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A Red Bull garantiu o titulo de construtores e agora Vettel soma 349 pontos, Button em segundo tem 222 pontos, Alonso 212, Webber 209 e Hamilton 196 pontos. A próxima etapa será dia 30 de outubro, o GP da Índia.

Rapidinhas
Faltou sorte
Desanimado, o brasileiro Rubens Barrichello tenta tirar leite de pedra ao conduzir seu Williams. Nesta corrida, ele culpou a sorte. "Nosso ritmo foi bom hoje e eu pude batalhar contra carros mais rápidos. Outra vez, o safety car não veio na hora certa para mim e isto me custou algumas posições", declarou depois da prova. O carro de segurança foi acionado por causa de um acidente entre Schumacher e Petrov.
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Culpado
Vitaly Petrov (Lotus-Renault), literalmente atropelou Michael Schumacher (Mercedes-GP) durante a corrida. Os comissários analisaram e puniram o piloto russo. Ele perdeu cinco posições no grid de largada da próxima etapa, o GP da Índia.

Mais um brasileiro na F-1
Lucas di Grassi, comentou a corrida com Galvão Bueno. O narrador fez questão de divulgar que o piloto brasileiro tem proposta para correr o GP do Brasil e permanecer no time para a próxima temporada. Mas para que isso ocorra, ele precisa arrumar patrocínio. Galvão deu uma força!

sábado, 15 de outubro de 2011

DUSTER LEVANTA POEIRA

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Por: Fernando Calmon

Foto F. Calmon 19 - médiaFinalmente, teremos uma luta boa entre utilitários esporte (SUV, em inglês) de preço menor. Este subsegmento foi desbravado pela Ford com o EcoSport, em 2003, até hoje encastelado na liderança.

No ano 2000, venderam-se apenas 13.600 unidades de apelo aventureiro – verdadeiro ou apenas sugestivo; em 2010, nada menos que 217.000 veículos, crescimento de 1.500% para o segmento inteiro, com preços entre R$ 50.000 e R$ 500.000.

A dificuldade de outros fabricantes era antecipar certas modificações no projeto básico de um veículo compacto, tração dianteira, de tal forma a permitir uma carroceria típica de utilitário com ares urbanos. A Renault, agora, vem com o Duster e será seguida por Chevrolet e Hyundai.

O jipinho romeno Dacia, marca do grupo francês, lançado em março de 2010 na Europa, chega aqui apenas 19 meses depois. Fabricado em São José dos Pinhais (PR) tem índice de nacionalização inicial de 67%, mas chegará a 75%.

Uma equipe de mais 600 engenheiros no Brasil, além de um centro de desenho, implantou 774 alterações no projeto original. Em parte para amenizar o estilo meio rústico do modelo original e fazer melhorias internas, a exemplo do painel frontal e console de teto. O Duster utiliza a mesma arquitetura do Logan/Sandero, com distância entre-eixos generosa de 2,67 m e bastante espaço no banco traseiro. Os três modelos subverteram conceitos: custo de produção de compacto e tamanho de médio-compacto.

Aliás, preço é uma vantagem evidente. Partindo de R$ 50.900 (tração 4x2, motor 1,6 flex/115 cv), chega a R$ 64.600, curiosamente, igual para a versão 4x4, motor flex 2 litros/142 cv, câmbio manual de 6 marchas e para o 4x2, mesmo motor, câmbio automático de quatro marchas.

O Duster não possui estepe externo – elogiável, como no Honda CR-V –, o que ajudou nos custos, peso, consumo de combustível e aerodinâmica. Há diminuição no volume do porta-malas, 4x2 (475 litros)  e 4x4 (400 litros), pois nessa o estepe fica na parte interna do assoalho.

Dinamicamente o motor mais fraco sofre um pouco para lidar com os mais de 1.200 kg. Mas apresenta bom comportamento em estradas asfaltadas, apesar de 21 cm de vão livre e altura total de 1,69 m. O câmbio, bem curto, aumenta o nível de ruído do motor.

Interessante a Renault ter optado por características marcantes para uso leve ou fora de estrada. Na versão 4x4 por demanda há bloqueio manual de 50% de tração em cada eixo. O carro vai bem em terra e atoleiros, ajudado pelo motor de 2 litros (agora com taxa de compressão alta de 11,2:1, ideal para etanol) e um câmbio manual de primeira curtíssima. Na versão 4x2, automática, o motor mais forte quase sussurra a 100 km/h constantes.

Os planos são de vender 2.500 unidades/mês, o que faria a Renault se aproximar de 6% de participação anual de mercado, já em 2012. Para tal, anunciou investimento de R$ 500 milhões a fim de aumentar a produção em 100.000 veículos/ano, na prática uma fábrica nova nas instalações atuais.

Carlos Ghosn, presidente da aliança Renault-Nissan, espera que em cinco anos a marca francesa tenha 8% do mercado e a japonesa – do alto de R$ 2,6 bilhões para unidade fabril nova em Resende (RJ) – alcance 5%.

RODA VIVA
Ford completou a linha que batizou de New Fiesta com a versão hatch. Importado do México, tem preço inicial de R$ 48.950 e chega a R$ 54.900 com sete airbags. Mais caro que outros compactos premium à venda, aposta no seu estilo – mais atraente do que o sedã –, no nível de acabamento e principalmente na qualidade dos materiais, como plástico macio no painel.

Conjunto motor-câmbio é o ponto alto dessa nova geração do Fiesta: direção elétrica bem calibrada, motor flex 1,6/115 cv e suspensões de acerto fino. Ford acredita que o poder aquisitivo em alta vai valorizar modelos mais elaborados, nos próximos anos. O hatch será produzido em Camaçari (BA), no final de 2012, mas o sedã poderá continuar vindo apenas do México.

Mercado em setembro caiu em relação a agosto por ter menos dois dias úteis. Porém, a média diária de vendas – 14.840 veículos de todos os tipos – não foi ruim: 4,2% a mais do que o mês anterior. No acumulado do ano, 2011 ainda supera 2010 em 7,2%. Sinalizações desconfortáveis (para 2012) são inadimplência em leve alta e índice de confiança em discreta baixa.

Cenário econômico mais difícil significa que a competição acirrada está segurando preços, independentemente do aumento de imposto para modelos de fora do Mercosul e México. Chinesas JAC e Chery confirmaram suas fábricas no Brasil, apesar de se queixarem do “protecionismo descabido”. Segundo Carlos Ghosn, nacionalização obrigatória na China é de 90% e no Brasil, 65%.

Jornal alemão de negócios Handelsblatt confirmou o que a coluna antecipou há dois meses: BMW terá fábrica no Brasil. Segundo a publicação, a ser instalada na Grande São Paulo e a anunciar em dezembro. Novo regime automobilístico exigirá investimentos de peso para maior conteúdo local.
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fernando@calmon.jor.br e www.twitter.com/fernandocalmon

Chevrolet leva 100 famílias para Orlando

logo_gm_100_anosDia 3 de novembro, a marca Chevrolet completa 100 anos de existência. Para comemorar, todos os consumidores que comprarem um Chevrolet zero-quilômetro, independentemente do modelo - no período que vai de quarta-feira (12/10/2011) até o dia 20 de novembro de 2011 -, ganham um cupom de sorteio, que deve ser preenchido na concessionária, com a ajuda do vendedor.

No total, serão 400 pessoas, ou seja, 100 famílias com quatro integrantes, irão viajar para Orlando com as despesas pagas. O regulamento da promoção pode ser conferido nas concessionárias da Rede Chevrolet e/ou no site www.promocao100anoschevrolet.com.br.

O prêmio e as regras
Deslocamento porta a porta (terrestre ou aéreo) casa do ganhador – SP;
Passagens aéreas Brasil (SP) – USA (Orlando);
Traslado aeroporto/hotel/aeroporto;
5 (cinco) dias e 4 (quatro) noites de hospedagem;
Hotel dentro do complexo da Disney;
Acesso aos parques da Disney por 4 dias;
Seguro-Viagem;
Visa Travel de US$ 45 por pessoa/dia para alimentação;
0800 e e-mail para atendimento especial aos ganhadores;

Land Rover Experience Centre

untitledNo último dia 10, a Land Rover Brasil inaugurou o primeiro centro de experiências da marca na América Latina. O espaço está instalado em Monte Mor (na região de Campinas, o Land Rover Experience Centre oferece aulas práticas e teóricas para quem quer aprender a conduzir um veículo no fora de estrada.

O participante ainda tem oportunidade de conhecer toda a linha de veículos da fabricante britânica. Instalado dentro do Haras Larissa, um complexo imobiliário de alto padrão, o local oferece trilhas off road com vários níveis de dificuldade e é aberto ao público, para participar  não precisa ser cliente da marca.

Lançamentos: New Fiesta Hatch 2012

 

FORD BRASIL
NEW FIESTA HATCH 2012
ALDEIA DA SERRA - S√O PAULO - SPO carro é fabricado no México com motor e câmbio feitos em Taubaté. As suspensões passaram por adequação as necessidades locais e tem um bom pacote de equipamentos 
Texto: Edison Ragassi
Fotos: Divulgação
No Uruguai em Punta del Este, dia 06 de outubro, a Ford mostrou para a imprensa especializada brasileira o New Fiesta Hatch 2012.
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O carro chega com um bom pacote de itens de série: alarme perimétrico, aviso sonoro de faróis acesos, sistema Ford antifurto EPATS, ganchos para ancoragem de cadeira infantil (LATCH) e travas de segurança nas portas traseiras. Ainda conta com, ar-condicionado, aquecedor, direção elétrica, vidros elétricos dianteiros e traseiros com acionamento a um toque para o motorista, trava elétrica das portas com controle remoto.

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Também tem travamento automático das portas a 7 km/h, computador de bordo, tela multifuncional de LCD no painel, CD-player/MP3 com entrada auxiliar, seis alto-falantes (dois frontais, dois traseiros e dois tweeters frontais), conta-giros, coluna de direção com ajuste de altura e profundidade, banco do motorista com ajuste de altura, banco traseiro bipartido, jogo de tapetes dianteiros, entre outros. Os bancos e revestimento parcial das portas são em tecido. 
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Entre os opcionais está o sistema de partida em rampa, air bags frontais (motorista e passageiro), sistema de classificação do ocupante, freios ABS com controle eletrônico e sistema de som interativo que pode ser acionado por comando de voz.

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O comprimento do veículo é de 4.064 mm, sua largura 1.972 mm, para uma distância entre-eixos de 2.489 mm. Assim, a capacidade do porta-malas com os bancos na posição normal é de 290 litros.
Fabricado no México, o New Fiesta Hatch tem o coração brasileiro. Isso porque usa o propulsor Sigma 1.6 16V Flex e transmissão IB5, ambos fabricados em Taubaté.

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O bloco, cabeçote, cárter e mancais são de alumínio. Este 16 válvulas entrega potência de 115 cv ao usar etanol, disponível a 5.500 rpm, e 110 cv com gasolina, a 6.250 rpm. Seu torque é de 16,2 kgfm (E)/ 15,8 kgfm (G) a 4.250 rpm. O câmbio de cinco marchas também tem caixa de alumínio e embreagem com acionamento hidráulico.

NEW FIESTA HATCH025A suspensão dianteira é do tipo McPherson e a traseira usa eixo de torção, com roda semi-independente. Os amortecedores traseiros têm carga diferente do modelo sedã, e os sistemas foram trabalhados para as condições brasileiras. Os freios dianteiros são a discos ventilados e os traseiros a tambor.
Seu preço sugerido para venda é de R$48.950 na opção de entrada, R$51.950 a intermediária e R$54.950 a topo de linha.

* O jornalista Edison Ragassi viajou a Punta Del Este a convite da Ford Motor Company

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

SEM DISTINÇÃO DE ORIGEM

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Por Fernando Calmon

Foto F. Calmon 19 - médiaAinda não baixou toda a poeira do aumento do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), mas já permite uma análise aprofundada. Claro, trata-se de medida protecionista que todos execram.

Entretanto, isso é o que menos falta no mundo, hoje, por meio de barreiras válidas ou disfarçadas, especialmente após a crise financeira de 2008. Exemplos: no México, só podem importar as marcas que produzam lá ou mediante acordos comerciais (chineses e sul-coreanos ficam de fora); os que não fabricam na Argentina devem compensar a importação comprando produtos locais e exportando.

Há outros casos curiosos. Apesar do alto poder aquisitivo, na Coreia do Sul todos os importados, inclusive marcas premium, ocupam apenas 1% do mercado interno. Será que estrangeiros oferecem menor prazo de garantia?

Na China, o programa subsidiado de veículos elétricos só é válido para os produzidos por chineses. Provavelmente, pela qualidade superior...
Isso posto, vem o IPI majorado em 30 pontos percentuais, na média aumento real da alíquota de 26,5%. Difícil derrubar essa medida na Organização Mundial do Comércio (OMC). O governo alegaria que a nova alíquota é para todos, sem distinção de origem, seguida por normas de incentivos para fabricação local, como já ocorre com computadores e outros bens. Decisões da OMC são lentas e o IPI maior vale, inicialmente, até o final de 2012. Tempo curto demais para eventual disputa.

Emenda constitucional, de dezembro de 2003, de fato estabelece um mínimo de 90 dias para alterar um tributo. Alguns acham que a regra vale para impostos novos e que IPI existe desde os anos 1960. Juízes terão que decidir. Faz parte do cipoal legislativo típico do famigerado Custo Brasil.

Protecionismo, em princípio, prejudica consumidores. Porém, é bom lembrar que não se exige conteúdo local para produzir veículos no País, salvo os 60% dentro do Mercosul. O novo índice de nacionalização de 65% é mais rigoroso: desconta (agora) a carga fiscal, há processos produtivos regulados e gastos obrigatórios em pesquisas. Deixa alguma flexibilização por dispensar das exigências 20% da produção.

Também não dá para exagerar. Novas marcas que queiram construir fábricas aqui poderiam seguir uma escala crescente de uso de autopeças nacionais ou do Mercosul, iniciando em 30%. Parece óbvio que isso ocorrerá. Afinal, mesmo que a maior intenção de investimento desses entrantes signifique menos de 10% do que apenas um dos fabricantes estabelecidos já iniciou, o Brasil precisa de todos os empregos que possa gerar. Na longa cadeia industrial a geração de renda é superior ao setor comercial, no nosso estágio de desenvolvimento atual.

Ponderando prós e contras, inclusive a situação cambial que favorece importar e não fabricar localmente, toda essa confusão do IPI tende a ser neutra para o consumidor, em médio prazo, e favorável, em longo prazo, por atrair investimentos pesados e maior concorrência. De início, bônus e financiamentos subsidiados podem até diminuir. É ingenuidade, no entanto, achar que importadores repassarão toda essa carga fiscal, desistindo de um dos mercados mais atraentes do mundo, onde todos brigam por décimos de participação nas vendas.

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DODGE
Journey e Fiat Freemont continuarão a vir do México isentos de imposto de importação e do IPI majorado. Acordo bilateral tem sido muito favorável ao Brasil: exportamos mais de 1,5 milhão de unidades em dez anos e importamos nem um terço desse volume. March e novo Fiesta, hoje mexicanos, serão fabricados aqui, diminuindo importações.

SEDÃ compacto Chevrolet Cobalt não terá arquitetura baseada na do Corsa alemão e muito menos será a versão sedã do Agile. Por ora, a GM esconde essa informação, mas o carro foi desenvolvido em conjunto pelas filiais brasileira e sul-coreana (antes conhecida como GM Daewoo Auto & Technology). Modelo chega ainda esse ano, substituindo Astra e Corsa sedã atuais.

VERSÃO básica do Tiguan 2012 passa a custar R$ 110.000 com repasse parcial do novo IPI. Derivado do Golf, recebeu retoques na frente e traseira e, no interior, rádio com navegador. Assist Park II agora permite entrar e sair das vagas, inclusive as transversais, com mínima intervenção do motorista. Impressiona a nova tração 4x4 permanente, tanto no asfalto como na terra.

VENDER a ideia de um modelo comum voltado para a economia de combustível não é nada fácil. A Fiat faz isso agora com o motor de 1,4 litro do Uno Economy. Antes só aplicava o conceito a motores de 1 litro, como do próprio Uno. Pacote inclui transmissão, pneus, suspensões e gerenciamento do motor modificados para alcançar de 10% a 15% de economia.

BOSCH aumentará oferta de produtos de ponta produzidos no Brasil. Além do ABS de nona geração, ESP também entra no portfólio. São unidades mais compactas e leves, iguais às europeias, para ampliar segurança ativa nos automóveis. A empresa inicia atividades de energia solar, nacionalizando placas fotovoltaicas.
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fernando@calmon.jor.br e www.twitter.com/fernandocalmon