segunda-feira, 26 de março de 2012

A BRIGA PELO BOLSO

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Por: Fernando Calmon

Foto F. Calmon 19 - médiaDepois de 45 dias de discussão, Brasil e México chegaram a um consenso sobre a revisão pontual do acordo de comércio de veículos. Como em geral acontece, cada parte cede em suas posições dentro de uma negociação civilizada. O México aceitou a limitação em valores de suas exportações de automóveis e comerciais leves até 2015 e o Brasil deixou de lado, por ora, a inclusão antecipada de caminhões e ônibus só prevista para 2020.

No primeiro ano, cada país terá direito de exportar US$ 1,45 bilhão; US$ 1,56 bilhão, no segundo ano e US$ 1,64 bilhão no terceiro, sem impostos.  Em termos práticos, significa uma cota de cerca de 100.000 unidades nos primeiros 12 meses, 108.000, em 2013/14 e 113.000, em 2014/15. A partir daí, volta o livre comércio.

O índice de nacionalização de 30% no México corresponde a 60% na regra do Mercosul. Conforme a coluna já comentou, os mexicanos fazem uma conta direta da proporção entre peças locais e de outras regiões, considerando apenas valor e mão de obra. Aqui se incluem outros custos internos. Também houve acordo de aumento do índice para 35%, de 2013 a 2016, e 40%, em 2017. O Brasil cumpre essa meta de conteúdo local com facilidade e o México terá de se esforçar para manter preços competitivos.

Para entender melhor, é preciso saber que quando o acordo começou, em 2002, os mexicanos impuseram cotas em unidades para os automóveis brasileiros exportados durante quatro anos. Afinal, com o real desvalorizado na época, temiam uma invasão de mercado. Foi bom negócio para nós porque exportamos muito e para eles porque podiam receber carros compactos e baratos, quando ainda não tinham acordo de livre comércio com a União Europeia.

As coisas começaram a mudar quando carros europeus e japoneses puderam entrar livremente no México e a valorização do real acabou com a competitividade das exportações brasileiras. O peso mexicano continuou se desvalorizando e o cenário virou nos últimos três anos. Se nada fosse efeito, mais de 200.000 veículos entrariam no Brasil isentos de imposto de importação e do ônus do novo IPI, enquanto carros brasileiros só seriam competitivos se o dólar valesse mais de R$ 2,50 (hoje, R$ 1,80).  Exportações só não pararam porque ficaria mais difícil voltar no futuro.

Se o Brasil quis preservar seus empregos, o que vai mudar para o consumidor? Quase nada. A Nissan, em princípio, seria a mais atingida porque as importações do México responderiam, em 2012, por mais de dois terços de suas vendas. Se desejar importar acima da cota, pode fazê-lo, pagando a diferença de imposto. E até 2014 já terá construído em Resende (RJ) sua primeira fábrica, pois hoje utiliza instalações da Renault, em São José dos Pinhais (PR). A Chrysler produz no México e não paga imposto de importação, mas só escapa do IPI elevado quando também fabricar no Brasil.

Até o começo de abril, quando se anunciará o novo regime automobilístico brasileiro, o cenário ficará mais claro e complementar às regras de transição acertadas agora com o México. Objetivo é gerar empregos, investimentos e atrair novos fabricantes, o que aumentará ainda mais a concorrência interna. E isso costuma valorizar o bolso dos consumidores.

RODA VIVA
BRASIL perdeu o posto de sexto maior produtor mundial para a Índia, no ano passado. Explica-se pela grande dificuldade de exportar e os altos custos internos. Além disso, importar ficou mais barato com a atual taxa cambial. O mercado brasileiro ainda continua atraente e se manteve na quarta posição. Mas não por muito tempo. Índia nos passa esse ano.

HONDA CR-V ganha novo fôlego com mudanças estilísticas e mais recursos eletrônicos a bordo (navegador GPS, computador multifunções e câmara de ré). Motor de 2 litros ganhou 5 cv (agora 155 cv). Há câmbio manual e automático. Rebatimento total dos bancos traseiros é por molas, sem esforço do usuário. Preços de R$ 84.700 a R$ 103.200.

MOTOR mais eficiente faz toda diferença no Peugeot 408. Mais do que aumento de potência para 165 cv, o turbocompressor garante expressivos 24,5 kgf•m de torque, a apenas 1.400 rpm. Forma bom conjunto com o novo câmbio automático de seis marchas, bem superior ao antigo, de quatro. Pena que só esteja na versão Griffe, de topo, por R$ 81.500.

SÉTIMA geração do Toyota Camry chega por R$ 161.000,00. Agrada a quem deseja estilo atual, sem ousadias. Mas não atrai olhares. Motor V-6, de funcionamento silencioso, mostra o vigor de 277 cv, ajudado por bom câmbio automático de seis marchas. Encostos do banco traseiro têm reclinação elétrica. Faltam navegador GPS e travamento das portas ao arrancar.

TOMANDO por base estatística do Ministério da Saúde, o Instituto Sangari, que promove difusão científico-cultural, chama a atenção para o crescimento assustador de acidentes fatais com motociclistas. Entre 1998 e 2008, mortalidade aumentou a um ritmo duas vezes superior ao de expansão da frota. Muitos nem se preocupam em ter carteira de habilitação.
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Lançamentos: Fit 2013

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A Honda lançou o Fit 2013, ele ganhou novos faróis, grade, parachoques e paralamas. As versões que até a linha 2012 totalizavam 9 , agora são 6.

A opção de acabamento DX manual tem preço sugerido de R$ 51.800, a LX custa R$55.700 (manual)/ R$58.900 (automática) a EX tem preço de R$62.120 (manual)/R$65.770 (automática)  e a topo de EXL custa R$67.720 só com câmbio automático. 

segunda-feira, 19 de março de 2012

Lançamentos: CR-V 2012

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Além das modificações no design, a CR-V de quarta geração teve o motor, câmbio e suspensões retrabalhados e ganhou uma versão com transmissão manual
Por: Edison Ragassi
Fotos: Divulgação
A Honda Automóveis mostrou para a imprensa especializada brasileira, em Campinas (SP) dia 15/03, o novo CR-V e o Fit 2013.
Importado do México, o veículo foi redesenhado, além disso, segundo divulgado pela Honda, 65% das peças e componentes são novos.

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Na dianteira a grade frontal é nova, integra capô, parachoque e farol. As lanternas traseiras ficaram maiores e invadem a tampa do portamalas.
Seu comprimento é de 4.530mm, a distância entre os eixos é de 2.620 mm, a altura é de 1.650 mm e a largura de 1.820 mm.       

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Estas mudanças foram feitas para elevar o modelo da categoria SUV a Crossover, ou seja, tem o propósito de ser um veículo com espaço de utilitário, versátil como uma minivan e ter a dirigibilidade de um sedã.
Foram incluídos novos itens de segurança, a versão EXL, usa o MA-EPS (Motion Adaptive Electric Power Steering), que colabora à estabilidade do veículo, e HSA (Hill Start Assist), que auxilia a subida mantendo acionado o freio por até três segundos depois que o motorista tira o pé do pedal.

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Sistema de GPS, computador de bordo com várias funções, câmera de ré, são mais algumas novidades acopladas ao carro.
Fabricado em uma arquitetura própria, o propulsor 2.0L de 4 cilindros e 16 válvulas SOHC (Single Over Head Camshaft) i-VTEC da quarta geração ficou mais forte. Ele entrega 155 cv de potência (a geração anterior tinha 150 cv) a 6.500 rpm e torque de 19,4 kgfm a 4.300 rpm. Foi incluído o sistema ECON que estreou no Civic para economia de combustível.

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Outra novidade é que a empresa passa a comercializar a versão LX equipada com câmbio manual de seis velocidades. A 6ª é uma marcha para velocidade de cruzeiro e mantém o motor com uma rotação bastante reduzida.

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São dois os tipos de tração, 4X2 e 4X4, o segundo 4WD Real Time, age automaticamente quando se necessita de uma maior tração e de aderência. A direção é elétrica, sistema MA-EPS (Motion Adaptive Electric Power Steering – Direção Elétrica Adaptável ao Movimento), que atua em conjunto com a tecnologia VSA (Vehicle Stability Assist).
O novo Honda CR-V 2012 tem preço sugerido de R$ 84.700 (LX 4X2 manual), R$ 87.900 (LX 4X2 automático) e R$ 103.200 (EXL 4X4 automático).

Aceleradas: GP Austrália- Um começo diferente

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Depois de dois anos seguidos de completo domínio da RBR, parece que as coisas mudaram e os bons ventos passaram a soprar para os lados da McLaren 
Por: Edison Ragassi
Logo após os treinos de pré-temporada, o atual bicampeão Sebastian Vettel (Red Bull) declarou que eles teriam trabalho para acertar o carro e que a torcida não esperasse amplo domínio do time. Confesso que não acreditei. Pensei que o alemão estava sendo muiiito modesto. 
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Bem, desde os treinos classificatórios, provou-se que Vettel não estava mentindo, e os carros da McLaren, que aparentam não terem passado por modificações, dominaram os ensaios. Lewis Hamilton marcou a pole e Jenson Button ficou na segunda posição.

Mas a surpresa não ficou só ai, o estreante Romain Grosjean (Lotus) marcou um incrível terceiro melhor tempo e Michael Schumacher (Mercedes-GP) ficou na quarta colocação, aliás, sua melhor posição desde o retorno a categoria. Mark Webber (RBR) e Vettel, quinto e sexto respectivamente deixaram os analistas atônitos.

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A decepção ficou por conta da Ferrari e o brasileiro Felipe Massa que quase não conseguiu passar pelo Q1. No Q2 ele foi até o fim, mas ficou um segundo atrás do companheiro Fernando Alonso, que rodou, parou na brita e não terminou a seção. Massa saiu em 16º e Alonso na 12ª posição. Como era de se esperar, Bruno Senna estreando na Williams, também não foi bem e saiu da 14ª colocação.

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Apagadas as luzes vermelhas, Button não teve dúvidas e pulou na frente, Schumacher e Nico Rosberg (Mercedes-GP) passaram Grosjean, e o francês abandonou logo na segunda volta depois de ser tocado por Pastor Maldonado (Williams).

As RBR recuperam-se, pois Schumacher, com problemas no câmbio, abandonou e abriu caminho. Ai o talento de Vettel falou alto, o alemão terminou em segundo com Hamilton na terceira posição.          
O duelo brasileiro, Massa/ Senna pela 14ª posição terminou em batida. Felipe abandonou primeiro e Bruno depois, já que foi para a brita e o carro estava esquentando demais.

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Após a primeira etapa, o que se pode esperar é uma disputa entre Button, Hamilton e Vettel, não necessariamente nesta ordem. A reação da RBR, se é que ela vem, deve começar nas etapas disputadas na Europa.
E a Ferrari terá muito trabalho, pois seu carro até parece que rende bem em corrida, mas na classificação sofre. Eles contam com o talento de Alonso que sempre faz a diferença. E, para Felipe Massa, resta concentrar-se muito, buscar forças do além, e reverter esta situação, porque se não, como aparece no comercial, terá de voltar a entregar comida em Interlagos durante o GP Brasil, pois mais uma temporada pífia o time de Maranello não irá suportar.

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Marcaram pontos no GP da Austrália:
1º - Jenson Button
2º - Sebastian Vettel
3º - Lewis Hamilton
4º - Mark Webber
5º - Fernando Alonso
6º - Kamui Kobayashi
7º - Kimi Raikkonen
8º - Sergio Pérez
9º - Daniel Ricciardo
10º - Paul di Resta
Na próxima semana tem mais, será o GP da Malásia, no circuito de Sepang, a largada está prevista para às 5h00 no horário de Brasília.

Rapidinhas
Discurso de campeão
Um dos mais experientes pilotos em atividade, Button que conquistou um titulo em 2009 é considerado por todos os colegas de profissão ‘um boa praça’. Sempre comedido nas declarações, depois da corrida, mostrou para a então imbatível RBR que este ano eles terão trabalho. "Temos consciência de que podemos alcançar grandes objetivos com este carro", afirmou com o inimitável sotaque inglês.

Coisas de corrida
Bruno Senna fez uma estreia apagada na Williams. Envolveu-se em um acidente logo na largada e durante a prova bateu rodas com Massa. “Acho que foi um acidente de corrida. Saí melhor do que ele na curva três e não sei se o Ricciardo o empurrou. Massa encostou em mim e aí já era, não tinha muito o que fazer”, declarou sobre o acidente.

Vettel está na disputa
Problemas nos testes de inverno, apenas um sexto lugar na classificação de sábado, fez com que as atenções voltassem para os outros pilotos. Mas na corrida o bicampeão Vettel provou que vai dar trabalho e chegou na segunda posição. "Estou muito feliz por ter terminado em segundo. Conquistei bons pontos e acho que as pessoas não esperavam por isso depois do treino de sábado. O carro tem muito potencial", sentenciou depois da prova.

OPORTUNIDADES PARA TODOS

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Por: Fernando Calmon

Foto F. Calmon 19 - médiaSalão do Automóvel de Genebra, que segue até o dia 18, sobe em prestígio a cada ano. Em área equivalente à do Anhembi, onde se realiza o Salão de São Paulo (este ano de 24 de outubro a 4 de novembro), tem sempre espaços totalmente ocupados, arranjos dos estandes benfeitos e com identificação padronizada.

Marcas que passariam despercebidas, em outras grandes exposições, dispõem de oportunidades. Pode ser a espanhola GTA, com o Spano (842 cv) ou a Koenigsseg e o seu Agera R (1.140 cv). Os monstros sagrados também estão lá, a exemplo do impressionante conversível Bugatti Veyron Grand Sport Vitesse (1.215 cv) e do espetacular Ferrari F12 Berlinetta (740 cv), modelo de série mais potente já fabricado pelos italianos de Maranello. O F12, ao lado do estande da Fiat, ofuscava a estreia mundial do 500 L. Esse monovolume, aliás, nada tem a ver com o pequeno 500: estilo e arquitetura são outros, substituirá o Idea na Europa (inicialmente) e lembra mais o Mini Clubman.

Entre premières com especial interesse para o Brasil, três estão nos planos de fabricação. Peugeot 208, previsto para o início de 2013, ficou um pouco menor e mais leve, porém com evolução marcante de projeto e novos motores de três cilindros, 1,0 e 1,2 litro. O monovolume Lodgy, de origem romena Dacia, ocupará no próximo ano o espaço que já foi aqui do Renault Scénic. Versão de cinco portas do VW Up!, previsto para ser brasileiro em 2014, chega agora na Europa. Menos cotado, mas bem interessante, é o Ford B-Max, monovolume compacto derivado do Fiesta. Utiliza portas laterais corrediças, mas sem a coluna central para facilitar o acesso.

Quanto a avanços em economia de combustível, destaque para o inédito sistema de desligamento de dois cilindros em um motor de quatro cilindros, antes só disponível em unidades maiores, V-8 ou V-6. Apresentado pela Volkswagen, a ideia simples estava no Polo BlueGT, de 140 cv, capaz de expressivos 22,2 km/l, na média cidade-estrada, com gasolina. No campo da segurança, a Volvo mostrou a bolsa de ar externa, abaixo do para-brisa, para proteção do pedestre em caso de atropelamento. Pneu que mantém pressão de ar constante é inovação da Goodyear.

Audi A3 estreou a nova plataforma MQB, do Grupo VW, que dará origem a mais de 40 modelos e flexível para servir de base desde um compacto a um médio-grande, ou mesmo grande. A Mercedes-Benz respondeu com o novo Classe A, um hatch de linhas ousadas e primeiro integrante de nova família que incluirá sedã, perua, cupê e SUV. A marca alemã, agora, não descarta a produção aqui desse SUV, de olho em modelos bem aceitos como EcoSport e Duster. Afinal, a conveniência de produzir no México está por um fio.

A Porsche exibiu a nova geração do Boxster, ainda mais equilibrada, na dose certa. Entre modelos conceituais surgiram novidades simpáticas como o que seria a volta do carro esporte Honda NSX, o Nissan Hi-Cross (possível sucessor do X-Trail), o esportivo Hyundai i-oniq e o microcarro Tata Megapixel. A Land Rover sondou a versão conversível do Range Rover Evoque. Estranho mesmo foi o Bentley EXP 9 F, proposta para um grande SUV premium, visando a China, cheio de pormenores de pura afetação e gosto duvidoso.

RODA VIVA
FORMAÇÃO de preços sempre depende de taxa de câmbio. Então, para variar, que tal comparar o Peugeot 308 vendido aqui e na Suíça? Carros iguais nos dois mercados, mas a carga tributária ainda é maior no Brasil. Preços das versões de entrada: R$ 53.990 e 29.650 francos suíços ou R$ 57.812. Franco mais valorizado que o real explica a diferença.

PRESIDENTE da Anfavea, Cledorvino Belini, reluta em responder sobre o ameaçado acordo comercial automobilístico Brasil e México. É a favor da continuidade. Contudo admitiu, pela primeira vez, que se lhe fosse dado escolher entre romper e estabelecer de cotas (em unidades ou valores) preferia a segunda opção. Mais pragmático, impossível.

NOVA geração do BMW Série 1 acompanha a tendência de dimensões maiores: 3 cm no entre-eixos (mais espaço atrás para pernas) e 8 cm no comprimento (porta-malas agora com 360 litros). O ponto forte é prazer ao guiar, com espaço limitado a quatro passageiros – o quinto, só criança. Estreiam câmbio automático de oito velocidades e direção eletromecânica.

PREÇOS do menor BMW atual vão de R$ 113.370 a R$ 122.900 pelo impacto do aumento do IPI para carros fora do Mercosul e México. Motor 1,6 turbo de 170 cv tem respostas imediatas. É possível quatro modos de utilização que se adaptam ao desejo do motorista, do comportamento em curvas, ao nível de consumo e às trocas de marchas.

REDUÇÃO de teor de etanol na gasolina pode, de fato, fazer com que motores passem pelo fenômeno de detonação, conhecido como “batida de pinos”. Diferente do passado, quando havia risco de detonação incontrolada e danos ao motor. Maneira fácil de lidar com o problema nos carros flex é misturar quatro a cinco litros de etanol, ao abastecer com gasolina.
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domingo, 11 de março de 2012

Comparativo: Fluence/ Novo Jetta

DSC00249Fabricado na Argentina, o Renault Fluence compete no segmento de sedãs médios com o VW  Jetta que é produzido no México
Por: Edison Ragassi
Fotos: Estúdio Prána
Lançado em fevereiro de 2010, o sedã médio Fluence é fabricado na Argentina. No mercado nacional, o carro da Renault concorre, entre outros, com o Volkswagen Jetta, que é produzido no México. 
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Em dimensões, o Fluence mede 4.620 mm de comprimento, o Novo Jetta 4.644 mm. A largura do sedã Renault é de 1.810 mm, do VW 1.778 mm e a distancia entre os eixos é de 2.700 mm no carro francês e 2.651 mm no alemão.

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A capacidade volumétrica do porta-malas chega a 530 litros no Fluence enquanto que no Novo Jetta é de 510 litros.

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O carro da Renault usa o motor M4R Hi-Flex 2.0 16V, produzido na Coréia, o mesmo do Nissan Sentra. Sua potência é de 143 cv (Etanol) e 140 cv (Gasolina) a 6.000 rpm, e torque de 20,3 kgfm (E)/ 19,9 kgfm (G). São duas as opções de transmissão, ambas de 6 velocidades , manual e automática CVT X-Tronic, também oferece trocas manuais sequenciais

Já o modelo da VW usa o propulsor 2.0 Total Flex com 8 válvulas. Ele oferece 116 cv de potência abastecido com gasolina e 120 cv ao usar etanol, disponíveis a 5.000 rpm. Seu torque máximo é de 17,7 kgfm (G)/18,4 kgfm (E), ele está disponível a 4.000 rpm. Também são duas as opções de câmbio, MQ250 manual de cinco velocidades e AQ250 automático, seis velocidades de acionamento por cabos.

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A direção do Fluence é elétrica com assistência variável e do Jetta servo-assistida hidráulica (HPS).    .

DSC00240Os dois sedãs médios têm a suspensão dianteira independente do tipo McPherson e na traseira o conjunto é semi-independente, com eixo de torção. Os amortecedores são hidráulicos telescópicos, as molas são helicoidais.

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Os freios no veículo da Renault são a discos ventilados na dianteira de 280 mm de diâmetro e sólidos na traseira de 260 mm de diâmetro. Usa sistema anti-travamento ABS com auxílio de frenagem de urgência (AFU) e distribuição eletrônica de frenagem (EBD).
No carro da VW os discos dianteiros também são ventilados com diâmetro de 280 mm e sólidos na traseira, porém a espessura é de 272 mm, de série vem com ABS.
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Ao invés de chave, o Fluence tem um cartão, o qual serve para a ignição do veículo, travamento e destravamento das portas e porta-malas, ele funciona por aproximação. É equipado com 6 air bags, ar-condicionado dual-zone e saída para os ocupantes do banco traseiro e computador de bordo de multi-funções. Ainda, vidros elétricos, alarme, sistema de som com Bluetooth, sensor de chuva e acendimento automático dos faróis.

Já o carro da VW vem com o computador de bordo, sistema de som com Bluetooth, air bag para motorista, passageiro e laterais (bancos dianteiros), sensores de estacionamento dianteiro e traseiro, vidros elétricos e alarme.  

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O preço sugerido para venda do Renault Fluence versão Dynamique é de R$ 60.290 (câmbio manual)/ R$65.690 (câmbio X-Tronic CVT). O topo de linha Privilége é comercializado por R$76.390.

DSC00321Além dos itens da versão Dynamique tem sensores de estacionamento traseiro e de acendimento automático dos faróis, bancos em couro, rodas em liga leve 17 polegadas, sistema de navegação Carminat TOM TOM integrado ao painel, com controle remoto e tela colorida de 5”, entre outros.

DSC00254A VW comercializa o Novo Jetta Comfortline com transmissão manual por R$ 65.755, ao adicionar o câmbio automático (Comfortline Tiptronic), vai a R$ 69.990.

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Para esta versão os opcionais são: sensor de chuva, ar-condicionado Climatronic, volante multifuncional, rodas de liga leve 17” , revestimento dos bancos em couro, teto solar elétrico e rádio RCD 510 Touchscreen. A VW ainda importa a versão topo de linha Highline 2.0 TSi Tiptronic. Neste caso o preço sugerido é de R$ 89.520, o carro usa motor 2.0 TSi, movido a gasolina, com 200 cv de potência e câmbio de dupla embreagem.
Colaboraram:
Renault do Brasil, Volkswagen do Brasil, Concessionária Volkswagen Green Automóveis- Giovanni e Mecânica Opcar

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Custos de peças e serviços
Renault Fluence CVT
Amortecedores dianteiros: R$415,73- cada
Serviço: R$112,29
Amortecedores traseiros: R$175,93- cada
Serviço: R$78,46
Discos de freios dianteiros: 376,55- cada
Serviço: R$40,63
Jogo de pastilhas dianteiras: R$266,51
Serviço: R$56,04
Discos de freios traseiros: R$339,96 - cada
Serviço: R$40,63
Jogo de pastilhas traseiras: R$277,53
Serviço: R$40,63
Filtro de óleo: R$28,06
Serviço: R$20,41 
Filtro de ar: R$19,07
Serviço: R$20,41 
Filtro de combustível: R$37,05
Serviço: R$30,62
Filtro anti-polén: R$ 69,48
Serviço: R$28,85
Jogo de velas: R$84,62
Serviço: R$56,04

Custos de peças e serviços
Novo Jetta
Amortecedores dianteiros: R$474,46- cada
Serviço:     R$ 500,00                                  
Amortecedores traseiros R$ 386,08 - cada
Serviço: R$ 300,00                                  
Discos de freios dianteiros R$337,71 - cada
Serviço:   R$ 200,00                                      
Jogo de pastilhas dianteiras: R$232,57
Serviço: R$ 140,00
Discos de freios traseiros: R$ 264,61- cada
Serviço: R$ 200,00                            
Jogo de pastilhas traseiras: R$ 312,42
Serviço: R$ 140,00
Óleo/ Litro: R$ 58,55
Serviço: R$ 140,00- Inclui a troca do filtro de óleo                  
Filtro de óleo:  R$ 26,07
Serviço: -
Filtro de ar: R$ 56,68
Serviço: R$ 40,00
Filtro de combustível: R$ 104,51
Serviço: R$ 100,00                      
Filtro anti-polén: R$ 53,57
Serviço: R$ 200,00-  Com higienização do sistema
Velas: R$ 36,54- cada
Serviço: R$ 140,00

DIFERENTE REALIDADE

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Por: Fernando Calmon

Foto F. Calmon 19 - médiaO atropelamento fatal de uma ciclista na Avenida Paulista, via simbólica da maior cidade do País, levou a uma comoção. Não apenas pela violência, mas pela cobertura dos meios de comunicação. Depois de gesticular após levar uma fechada, a moça se desequilibrou e caiu praticamente sob as rodas de um ônibus que trafegava em sua faixa dentro da velocidade permitida. Testemunhas afirmam que outro ônibus (este fora de sua faixa) teria esbarrado na ciclista e seria o causador, de fato, do acidente. Também há quem aponte um automóvel como o primeiro a fechar a vítima.

Análise menos emocional indica ser muito perigosa a convivência entre veículos de propulsão humana e os demais numa avenida de trânsito pesado e sem ciclovia. Além da diferença de velocidade – motocicletas, por exemplo, acompanham o fluxo –, a visibilidade restrita de uma bicicleta por parte dos motoristas é evidente. Então, por mais que se deseje incentivar esse meio de transporte alternativo, talvez se precisem estudar melhor os riscos envolvidos. Campanhas de conscientização apresentam resultados lentos. Ausência de ciclovias ou ciclofaixas desaconselham a liberação sem restrições ao tráfego de bikes, em qualquer dia e horário, em vias problemáticas.

Segurança em estradas é outro tema que merece bastante atenção. Um dos melhores estudos recentes foi apresentado, no final do ano passado, pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento e a Fundação Dom Cabral. A entidade mineira destacou o pesquisador Paulo Resende para coordenar o trabalho com objetivo de analisar acidentes no Brasil, suas características e enfoque nas condições de tráfego.

Um trabalho de fôlego, com mais de 80 referências bibliográficas, estatísticas e de pesquisa, incluindo autores independentes, consultores, órgãos governamentais e não governamentais, do Brasil e do exterior. Entre as citações está a de J. L. Guasch (Banco Mundial): “A infraestrutura, e em particular as rodovias, são importantes elementos ligados à produtividade, aos custos e à competitividade da economia. Quando um país possui sistema de transportes ineficiente, há um alto custo a ser pago e se torna um entrave ao desenvolvimento da nação.”

O relatório aponta a diferente realidade no Brasil. O governo não consegue oferecer infraestrutura eficiente, é incapaz de fazer investimentos necessários para melhoria e manutenção de serviços essenciais ao bom funcionamento das rodovias.

Entre 2005 e 2009, acidentes com mortos aumentaram em 33% quando comparadas estradas ruins e em boas condições. Nos dois extremos – condições péssimas e ótimas – a diferença de mortos foi de 81%. Entre rodovias públicas e concedidas (com pedágio e boa manutenção), acidentes fatais foram 62% superiores nas primeiras do que nas segundas. Porém, se constatou aumento em acidentes sem vítimas e com feridos nas rodovias de melhor qualidade pelo excesso de confiança dos motoristas.

Ao analisar 25.000 quilômetros de estradas, o conjunto de falhas humanas chega a responder por 90% dos acidentes. Principal conclusão do estudo é que não basta melhorar as estradas, quando a sociedade não está preparada para lidar com o trânsito e sua complexidade.

RODA VIVA
Resultado de vendas de veículos no mercado interno, nos dois primeiros meses do ano, foi ligeiramente inferior ao mesmo período de 2011. Só no final do primeiro trimestre, se poderão analisar as tendências, retirando fatores sazonais. No ano passado, Carnaval foi em março e este ano, em fevereiro. Comparação fica distorcida em termos de dias úteis.

Range Rover Evoque (versão de topo, duas portas, R$ 258.000) destaca o estilo audacioso. Interior moderno, completo e bem acabado, motor 2-litros (turbo) de 240 cv e bom câmbio automático, além do pacote de gerenciamento da tração 4x4, formam belo conjunto. Difícil administrar forma e função: má visibilidade traseira e enormes espelhos externos atrapalham uso urbano.

Tração apenas nas rodas dianteiras não é marca registrada da Jeep. Mas o Compass chegou para atender quem se liga apenas no visual, posição elevada ao dirigir e ângulos razoáveis de ataque, saída e rampa no fora-de-estrada leve. Nível de equipamentos adequado entre R$ 99.900 e R$ 139.900 (já com IPI alto). Porta-malas de apenas 328 litros é um ponto fraco.

Semáforos de trânsito poderão ser, no futuro, coisa do passado. Universidade do Texas criou um programa que administra hora exata e espaço de cada veículo para que se cruzem sem parar e sem o menor risco de colisão. Por enquanto, está em nível de simulação em laboratório. Depende de todos os carros utilizaram esses “pilotos automáticos” interativos.

Correção: novo motor diesel da Chevrolet S10, voltado ao torque elevado, é de origem italiana, da empresa VM Motori, que o desenvolveu em conjunto com a marca americana. VM é controlada 50% pela GM e, agora, 50% pela Fiat. Esse motor é fabricado no Brasil pela MWM, sob exclusividade, em Canoas (RS).
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