sábado, 4 de maio de 2013

CORRIDA TECNOLÓGICA

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Por: Fernando Calmon

Foto F. Calmon 19 - médiaAgora sob perspectiva de atingir metas mandatórias em cinco anos – aumento de índice de localização, aperfeiçoamento de processos industriais e diminuição de consumo de combustível – a indústria automobilística deve se voltar a fornecedores de componentes e serviços. Nem com todas as regulamentações ainda de todo conhecidas do programa Inovar-Auto, já se fala em Inovar-Peças, ideia que surgiu sem formatação definida. Reflete conceitos genéricos e, outra vez, cria certa dependência de iniciativas governamentais tendentes a criar artificialismos.

Foi esse clima que marcou a recente Automec – Feira Internacional de Autopeças, Equipamentos e Serviços – cuja 11ª edição, realizada em São Paulo, lotou os 78.000 m² do Anhembi. Trata-se de exposição para profissionais do ramo e atraiu 1.200 empresas, de 31 países, inclusive os cada vez mais presentes chineses, tanto do continente como da ilha de Taiwan. Em edições passadas, eles ficaram um tanto confinados, porém não dá para resistir às suas ofertas de baixo preço, embora com qualidade, em geral, ainda a se confirmar.

Entre os expositores felizes, sem dúvida, dois grandes fornecedores, BorgWarner e Honeywell/Garrett. Estão confiantes de que a tecnologia downsizing, de redução de cilindrada e uso de turbocompressores, é a tendência irreversível, reflexo do que ocorre no exterior. Se até 2017 o mercado interno atingir cinco milhões de unidades por ano, parecem factíveis 20% (um milhão de motores) receberem tais componentes. Injeção direta de combustível, ideal para essa aplicação inclusive em motores flex, também disparou uma corrida que, além das tradicionais Bosch, Delphi e Magneti Marelli, inclui agora a Continental.

De fato, se já existe algum reflexo do Inovar-Auto, ficou explícito na Automec. Algumas tecnologias avançavam lentamente no Brasil e passam agora por bom impulso. Correntes de acionamento de válvulas (em substituição a correias dentadas que exigem trocas periódicas) e compressores compactos de ar-condicionado, ideais para os novos motores de três cilindros, são alguns exemplos. Às vezes, podem trazer economia de combustível de apenas 1%, como velas de ignição com eletrodo de irídio, da NGK, muito caras. Porém, duram quatro vezes mais e, assim, parte do seu custo é compensável.

Sistemas mais complexos, como embreagens duplas para caixas de câmbio automatizadas, fabricadas na Alemanha pela Schaeffler, conviveram com soluções práticas e acessíveis, na feira. Um fabricante nacional, Power Stop, desenvolveu servofreio para modelos que nunca tiveram esse conforto: Fusca, Jeep e picapes antigas. Gates mostrou uma ferramenta para medir desgaste de correias. Tenneco/Monroe apresentou linha de amortecedores com garantia de três anos ou 60.000 quilômetros, impensável anos atrás.

Grandes produtores de autopeças, a exemplo de Bosch e Delphi, anunciaram que continuam a ampliar suas redes de oficinas com padrão definido de atendimento. Além de estimular profissionalização em processos e garantia dos serviços, entram na luta por atrair clientes de concessionárias, autocentros e oficinas convencionais. Resultado tem sido manutenção de qualidade a preços menores.

RODA VIVA

OBJETIVO do novo presidente da Anfavea, Luis Moan, é atacar a falta de competitividade para exportação de veículos brasileiros. Hoje, o País vende no exterior menos da metade do volume de 2005. Sem ajuda de desvalorização cambial do passado, o chamado custo Brasil é grande empecilho, além da carga de impostos “escondida” exportada junto com os veículos.

SUV MÉDIO S5, da JAC, que só chegará aqui em 2014, estreia a segunda geração de arquiteturas da marca chinesa. Em rápida avaliação em Hefei, cidade-sede do grupo, o carro passou sensação de robustez. Interior e materiais utilizados subiram de nível, embora ainda tenham que evoluir. No padrão de teste colisão vigente na China é primeiro a obter cinco estrelas.

POSIÇÃO ao dirigir e o volante de pequeno diâmetro para permitir visão do quadro de instrumentos por cima do aro são sensações notáveis no Peugeot 208. Toda a atmosfera interna do carro é bastante agradável, inclusive o teto solar panorâmico, embora cortina interna devesse isolar melhor o calor. Motor de 1,45 l/93 cv não é ideal. Suspensões estão bem acertadas.

PRODUÇÃO do utilitário esporte ix35 em Anápolis (GO), em instalações da Hyundai-CAOA, sofre novo atraso. Primeira previsão era final do ano passado, depois passou para março e, agora, próximo trimestre. Especulações apontam demora nas negociações com o BVA, sob intervenção do Banco Central. Grupo CAOA tem R$ 600 milhões emperrados naquela instituição.

PUBLICAÇÃO do Sindipeças confirmou indicadores internacionais do Brasil em 2012: quarto maior mercado interno e sétimo produtor mundial. Frota real de 38.025.799 unidades (sem motos) está em nono, no mundo. Em número de habitantes por veículo – 5,5 – o País aparece em distante 15º lugar, ou seja, muito ainda para crescer.

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fernando@calmon.jor.br e www.twitter.com/fernandocalmon

Velas sofrem desgaste com o combustível adulterado

ngkA fabricante de velas NGK, constatou, em diversas regiões do País, a presença de óxido de ferro acumulado na ponta ignífera das velas. Após análise do material, foi confirmada que a origem do contaminante avermelhado foi o combustível. O material, quando depositado nas velas de ignição, causa a falha de ignição e, consequentemente, a perda de potência do veículo. O óxido de ferro pode ainda se acumular também nos sensores de oxigênio e no catalisador, gerando falhas também nestes itens.

O ferro não é um dos componentes da gasolina produzida no Brasil, portanto sua presença no combustível pode ter ocorrido por um processo de contaminação ou com o uso de algum aditivo não homologado (o produto é conhecido por aumentar a octanagem do combustível).

Este contaminante já foi verificado anteriormente pela NGK do Japão, em países como China e Rússia. A empresa já possui pesquisas sobre os efeitos deste produto nas velas e verificou que em muitos casos, após pouco tempo do início de utilização do combustível ou aditivo contendo óxido de ferro, as velas de ignição já apresentavam acúmulo de residuos causando dificuldades de partida, falhas de funcionamento em médias e altas rotações, além de aumento do nível de emissões de poluentes e aumento considerável no consumo de combustível.

A presença deste componente na gasolina foi confirmada pela análise no Centro Tecnológico de Controle de Qualidade, a Falcão Bauer. Por meio de informações em seu SAC, a empresa verificou efeitos do contaminante ferroso em veículos utilizados em diversos estados do País, como São Paulo, Paraná, Rio de Janeiro e Minas Gerais. 

Venda de veícuos novos bate recorde em Abril

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A Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores), apurou crescimento nos emplacamentos de veículos no país. Os resultados foram positivos para quase todos os segmentos (automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus, motocicletas, implementos rodoviários e outros), tanto no mês de Abril/2013 como no acumulado do ano.

Com 22 dias úteis, o mês de abril apresentou crescimento de 16,27% para todos os segmentos somados, totalizando 489.730 unidades comercializadas, contra as 421.187 emplacadas em março. No acumulado do ano, o setor emplacou 1.710.420 unidades e apresentou crescimento de 0,82% comparado ao mesmo período de 2012, quando registrou 1.696.444 unidades comercializadas.

Confira, abaixo, o desempenho de cada segmento:

Automóveis e Comerciais Leves: O volume de vendas de automóveis e comerciais leves cresceu 18,03% em abril. Foram emplacadas 316.705 unidades neste mês, contra 268.324 veículos em março. Na comparação com abril/2012 (244.801unidades), os segmentos registraram 29,37% de crescimento. No acumulado do ano, também houve aumento de 8,55%. Foram comercializadas, nos primeiros quatros meses do ano, 1.104.341 unidades, contra 1.017.343 no mesmo período de 2012.

Caminhões e Ônibus: Os emplacamentos de caminhões apresentou crescimento de 13,84% na comparação com março. Foram licenciadas 14.052 unidades em abril, contra 12.344 caminhões no mês anterior. Na comparação com abril de 2012, quando foram negociadas 10.845 unidades, o setor também registrou crescimento de 29,57%. No acumulado do ano, o crescimento foi de 1,04% contra igual período de 2012.

O segmento de ônibus apresentou queda de 7,39% no mês de abril. Foram emplacadas 2.993 unidades, contra 3.232 em março. Na comparação com o mesmo período de 2012 (2.203 unidades), o segmento cresceu 35,86%. Já no acumulado, o segmento de ônibus registrou alta de 5,52% entre 2013 e 2012.

Os setores de caminhões e ônibus, juntos somaram 9,43%, no comparativo entre março e abril, e também registraram crescimento de 30,63% na comparação com abril de 2012. No acumulado, houve alta de 1,86% para os dois setores somados.

Motos: O segmento de duas rodas cresceu 13,76% em abril, no comparativo com mês anterior. Foram emplacadas 140.876 unidades, contra 123.834 motos em março. Em relação a abril de 2012 (123.219), este setor também evoluiu 6,55%. Já no acumulado, o setor de duas rodas retraiu 14,22%, pois foram comercializadas, no mesmo período do ano passado, 574.764 unidades.

Implementos Rodoviários: Foram vendidas 6.243 unidades em abril, contra 5.269 em março, um crescimento de 18,49%. Em relação a abril do ano passado (4.463 unidades), o segmento cresceu 39,88% em unidades emplacadas, chegando a um aumento de 26,72% no acumulado de 2013 contra igual período de 2012.

Outros Veículos – As vendas de outros veículos, como carretinhas para transporte de motos, etc, aumentaram de 8.184 para 8.861 unidades de março para abril, numa alta de 8,27%. Nos primeiros quatro meses deste ano, o segmento somou 32.420 unidades, contra 29.165 no mesmo período de 2012, registrando evolução de 11,16%.

Campanha da Nova Saveiro estréia domingo

02_VOLKS_FramedofilmeMonstro_30-04-13No próximo domingo, dia 05 de maio entra no ar a campanha da Nova Saveiro. A picape compacta da VW tem 30% das vendas na versão Cross e por isso ela é a estrela do comercial.

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Para reforçar o apelo aventureiro a agência AlmapBBDO utilizou como cenário trilhas no litoral norte de São Paulo. Lembra os filmes de India Jones, onde o personagem luta com uma cobra gigante e depois transporta o réptil na caçamba do veículo.

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Ao encontrar o companheiro, o objetivo da luta é revelado, a gigantesca cobra será utilizada como isca em uma pescaria. A campanha será usada também na mídia impressa e online.

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segunda-feira, 29 de abril de 2013

MWM 60 anos de Brasil

f1413A MWM INTERNATIONAL Motores, completa 60 anos de atividades no país. A companhia oferece uma linha completa de motores com tecnologia avançada de 2,5 a 13 litros e de 50 a 428 cavalos de potência. No mês de abril, a empresa também comemora os 4 milhões de motores produzidos e planeja alcançar a marca de 140 mil propulsores fabricados em 2013. Com esse resultado, espera crescer 25% em relação ao ano anterior. “Temos qualidade e capacidade produtiva para atingir essa meta. Nossos parceiros estão cientes desse desafio e dispostos a crescerem conosco”, afirma o presidente da empresa, José Eduardo Luzzi.

Lançamento: New Fiesta brasileiro

New Fiesta Hatch 2014 (30)Compacto Premium passa a ser fabricado em São Bernardo, chega com novo visual, controle de tração, direção elétrica, motor 1.5 e 1.6 de comando variável

Texto: Edison Ragassi/ Fotos: Divulgação

Em Foz do Iguaçu, a Ford mostrou dia 21 de abril para a imprensa especializada, o New Fiesta fabricado em São Bernardo do Campo (SP), o modelo anterior era feito no México.

O compacto Premium integra a série de veículos globais da fabricante e passou por várias modificações, a começar pelo visual. Recebeu as linhas de design da Ford, chamada Kinetic 2.0.

New Fiesta Hatch 2014A frente ostenta uma grande grade no centro, grade menor na parte inferior do para-choque e os suportes das luzes de neblina na cor preta. Os faróis estão embutidos nos para-lamas. A parte lateral tem vincos que começam nos para-lamas e sobem até as lanternas traseiras, outro vinco ascendente aparece na parte inferior das portas.

New Fiesta Hatch 2014 (7)E na traseira as lanternas estão embutidas nas colunas, mas invadem as laterais por causa do formato triangular, um vinco aparece embaixo do vidro, e o símbolo ovalado da Ford foi colocado no centro da régua cromada.

New Fiesta Hatch 2014_Interna_2O interior no estilo cockpit tem o painel de instrumentos com velocímetro e conta-giros analógicos, ao centro aparece um display digital com as informações do odometro e temperatura do motor. As saídas de ar são redondas nas laterais e retangulares na parte central. Nos modelos com sistema de som SYNC há tela multifuncional, já no equipado com o MyConnection Gen. 3 ela não foi colocada.

New Fiesta Hatch 2014_Detalhe_7Novidades também na motorização, a versão de entrada é equipada com o novo propulsor 1.5 Flex N-VCT, ele oferece 111 cv (E) a 5.500 rpm/ 107 cv (G) a 6.500 rpm, o torque é de 14,99 kgfm (E)/ 14,79 kgfm (G) a 4.250 rpm. A outra opção é o 1.6 16V TiVCT Flex, com potência de 130 cv (E)/125 cv (G) a 6.500 rpm ele entrega torque de 16,01 kgfm (E)/ 15,40kgfm (G) a 4.250 rpm. Ambos da família Sigma são feitos em alumínio, o comando de válvulas do 1.5L é do tipo DOHC, enquanto que o 1.6L utiliza duplo comando de válvulas variável e independente, que funciona tanto na admissão como na exaustão.

New Fiesta Hatch 2014_EasyStartNeste carro a Ford estreia o sistema que elimina o tanquinho de gasolina para partida a frio. Chamado de Easy Start, conta com aquecedores na linha de combustível que são ativados automaticamente quando se abre a porta do veículo, por meio de sensores. Eles só entram em operação, dependendo da temperatura ambiente (abaixo de 20°C) e do combustível usado no tanque, o que é informado ao motorista por uma luz no painel. Tem também um sistema de partida inteligente, chamado OTIS (“One Turn Integrated Start”), de três estágios.

O primeiro movimento da chave liga os acessórios e, se a lâmpada de aquecimento do combustível estiver acesa, deve-se esperar ela apagar. Então, pressiona-se o pedal da embreagem antes de levar a chave ao estágio 3 e dar a partida. Basta um leve toque para acionar o sistema eletrônico.

New Fiesta Hatch 2014_Detalhe_5São duas opções de câmbio, o manual IB5 de cinco velocidades ou a automática PowerShift de seis velocidades e dupla embreagem. A suspensão é independente McPherson na dianteira e eixo de torção na traseira, utiliza freios a disco com ABS e EBD e direção com assistência elétrica.

New Fiesta Hatch 2014_Interna_8O New Fiesta S 1.5 vem com: duplo air bag, freios ABS com EBD, direção elétrica, ar-condicionado, travas, espelhos e vidros dianteiros elétricos, sistema de som MyConnection Gen. 3 com conexão USB e Bluetooth, alarme volumétrico, rodas de 15 polegadas com calota integral, maçanetas e retrovisores na cor da carroceria e 3 anos de garantia, por R$38.990. A opção SE 1.5 tem, além dos itens da S, rodas de liga leve de 15 polegadas, farol de neblina e pacote de acabamento SE, por R$42.490.

New Fiesta Hatch 2014_Detalhe_1Já o SE 1.6, além do motor mais forte tem controle eletrônico de estabilidade e tração (AdvanceTrac), assistente de partida em rampa, ar-condicionado digital, vidros elétricos com abertura e fechamento global, sistema SYNC com comandos de voz em português e controles no volante e rodas de alumínio de 15 polegadas.

New Fiesta Hatch 2014 (83)Com transmissão manual, sai por R$45.490, o câmbio automático PowerShift custa R$3.500, o que eleva o preço a R$48.990. E a opção topo de linha Titanium 1.6 vem com sete airbags, bancos e volante em couro, controle automático de velocidade, sensor de estacionamento, sensor de chuva, acendimento automático dos faróis, retrovisor interno eletrocrômico e rodas de alumínio de 16 polegadas, por R$51.490 na versão manual e R$54.990 na automática PowerShift.

A expectativa da Ford é grande, pois os executivos da empresa esperam chegar a liderança deste segmento com o New Fiesta hatch.

OPULÊNCIA CHINESA

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Por: Fernando Calmon

FOTO_F~2 Como tudo na China é grandioso, o Salão do Automóvel de Xangai, maior cidade do país mais populoso, não poderia
ser diferente. A começar pelo número de marcas locais desconhecidas no mundo ocidental e focadas no mercado local.
Apenas para citar algumas: Baojun, Bestern, Dongfeng, Emgrand, Englon, GAC, Haima, Haval, Hauwtai, Icona, Oley,
SouEast, Zinoro e Zotye. Na maioria dos estandes as informações se limitavam a folhetos em chinês e sem informações
em inglês para imprensa estrangeira. A exposição termina na 2ª. feira, dia 29.

Explosiva demanda na China – vendas crescerão 7% este ano para em torno de 20 milhões de veículos leves e pesados, cinco vezes mais que o Brasil – leva a situações inusitadas. Numa tentativa de controlar a procura e a nuvem de smog que envolve Xangai, leiloam-se placas para carros novos e podem alcançar até U$14.000/R$ 28.000. Por isso modelos
pequenos e baratos não compensam tal investimento. Quem tem dinheiro quer conforto e mesmo automóveis médio- grandes contam com versões de entre-eixos alongados.

Além de o mercado chinês ser o maior do mundo, até 2020 deve alcançar 2,7 milhões de carros de luxo por ano, o que desbancaria também os EUA nesse segmento de topo. Portanto, soa natural eleger o Salão de Xangai para lançamentos como revitalização do Porsche Panamera, novo Maserati Ghibli ou Lamborghini Aventador 720-5, edição especial de 50 anos da marca. São lá as estreias do sedã A3 e dos conceituais crossovers (quase prontos) BMW X4, Mercedes-Benz GLA, este candidato à produção no Brasil, e Citroën DS4 X, apelidado de Wild Rubis por sua cor especial.

Para compensar os 17 novos produtos que a GM lançará este ano, além da tradicional ofensiva da VW que lidera entre automóveis, a Ford apresenta o carro-conceito Escort, originado de um Focus sedã anabolizado, específico para o mercado local. Honda exibiu o Crider, evolução do conceito C, mais próximo da nova geração do Civic que chega em quatro anos. Curioso é reestreia de uma marca americana de carro elétrico, Detroit Electric, que já produziu esse tipo de veículo de 1907 a 1939 (apenas 13.000 unidades).

Chinesas que constroem fábricas de automóveis no País também apresentam novidades. JAC A20, equivalente ao hatch J3, mostra dimensões semelhantes ao futuro modelo a ser feito em Camaçari (BA). Mas o carro será específico para o Brasil, inclusive versão sedã Turin, em estratégia semelhante à Hyundai Brasil com o HB20. Já o sedã A30 será importado em 2014, como J4. No total, há cinco lançamentos da marca e três modelos-conceito.

Chery também tem novidades. Além do novo QQ, subcompacto que será produzido em Jacareí (SP), ao lado do Celer, apresenta dois protótipos Alfa 7 (sedã) e Beta 5 (SUV), além do modelo futurístico @Ant.

RODA VIVA

CONFORME esperado, novo Fiesta, alinhado ao modelo europeu e início de produção apenas seis meses depois, começa a ser vendido em maio sem motor de 1 litro, inicialmente (depois chegará o 3-cilindros). Compacto estreia motor de duplo comando de válvulas variável, 1,5 litro/115 cv, nas versões mais baratas, e 1,6 litro/130 cv. Ambos dispõem da maior potência específica do mercado e partida sem gasolina em dias frios, ao usar etanol.

CONSUMO em cidade/estrada, com 130 cv e câmbio manual: 1 L/7,9 km e 1L/9,9 km (etanol) e 1L/11,4 km e 1L/13,9 km (gasolina). Com 115 cv: 1 L/7,8 km e 1L/9,6 km (etanol) e 1L/10,8 km e 1L/13,7 km (gasolina). Na média, motor mais potente é mais econômico, ao contrário do ocorrido no passado.

PREÇOS partem de R$ 38.990, pouco abaixo da maioria dos concorrentes de peso, e sobem até R$ 54.990, na versão
Titaniun, que inclui sete airbags e câmbio automatizado de embreagem dupla, seis marchas. Ford investiu, ainda, em segurança ativa ao adicionar, aos modelos de maior cilindrada, controle eletrônico de trajetória e tração.

FIESTA apresenta, agora, estilo marcante: adotou nova grade frontal de identidade da marca e manteve tradicionais
lanternas traseiras elevadas para melhor visibilidade. Interior também é novo e se nivela aos compactos “premium” do mercado brasileiro. Por enquanto, conviverá com Fiesta Rocam que continua com motor de 1 litro e preço menor.

SAVEIRO recebeu mesma frente de Gol e Voyage, na linha 2014. Assim tem condições de avançar em participação
de mercado frente à líder Strada, que apresenta linhas já cansadas, mas não a ponto de lhe tomar a dianteira. Faltam motor mais forte (continua o de 1,6 l/104 cv como única e incômoda oferta) e preço competitivo, apesar de conjunto tecnicamente superior e estilo mais atual. Começa em R$ 33.490 (cabine simples) e R$ 36.610 (cabine estendida).

VERSÃO Cross, da picape compacta da VW, é a mais equilibrada do segmento. Combina tradicional espírito aventureiro,
sem resvalar para o exagero e gosto duvidoso. De novo, seu preço atrapalha ao iniciar em R$ 48.990. Evolução em
relação à Saveiro anterior aparece, com nitidez, exatamente nessa versão.

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