domingo, 13 de outubro de 2013

Aceleradas: GP Japão – Por que três paradas?

233473Vettel vence mais uma, mas ainda não é campeão, pois Fernando Alonso chegou em quarto. E a dúvida ficou, por que Webber fez três paradas?

Por: Edison Ragassi

Como de costume, a torcida japonesa lotou o autódromo de Suzuka, esperando que Sebastian Vettel conquistasse o titulo de 2013 em terras nipônicas.

Os treinos classificatórios do sábado tiraram um pouco desta expectativa, pois o alemãzinho da RBR marcou só o segundo melhor tempo. A pole ficou com seu companheiro de time Mark Webber. Como o australiano está se despedindo da F-1, e nunca foi de ajudar, imaginava-se que o segundo lugar seria normal para o atual tricampeão.

Dada a largada, a situação de Vettel ficou pior ainda, ele foi ultrapassado por Romain Grosjean (Lotus) e o francês ainda assumiu a liderança da prova e foi abrindo.

233505As paradas para troca de pneus mudaram a corrida e colocaram Vettel na liderança da prova. Webber fez três paradas e no final demorou a ultrapassar o piloto da Lotus e teve que contentar-se com o segundo lugar. Durante a corrida, o australiano questionou a estratégia, mas obedeceu. Então a conclusão é simples. Não adiantava a equipe dar a ordem para deixar Vettel passar, assim a equipe agiu pensando no campeonato do alemão, simples assim!

Na pista de Suzuka, outra rebeldia. Felipe Massa, mais rápido que o companheiro de Ferrari Fernando Alonso, durante todo o fim de semana, não deixou o espanhol passar. A ordem veio quando o brasileiro estava em quinto e o espanhol em sexto.

Apesar da rebeldia, Felipe enfrentou outros problemas, Fernando o ultrapassou na pista, ainda foi punido com um drive through por exceder a velocidade nos boxes. No final ficou em décimo lugar, enquanto Alonso foi quarto.

233620Por conta destas mudanças, o GP do Japão foi muito movimentado e poderia ser mais. Lewis Hamilton (Mercedes-GP), terceiro no grid de largada, tentou melhorar a posição ao apagar das luzes vermelhas, mas tocou a roda traseira no bico do carro de Vettel. O pneu furou o que fez o inglês arrastar seu carro até o boxe. O dano foi maior que o esperado e ele abandonou.

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Depois da vitória no Japão, Vettel soma 297 pontos e Alonso 207. A diferença de 90 pontos pode ser superada, desde que Alonso vença as quatro últimas corridas e o alemão não marque pontos, o que é difícil de ocorrer, tamanha a diferença que existe entre os carros da RBR e Ferrari.

Marcaram pontos no GP do Japão

1º- Sebastian Vettel

2º- Mark Webber

3º- Romain Grosjean

4º- Fernando Alonso

5º- Kimi Raikkonen

6º- Nico Hulkenberg

7º- Esteban Gutiérrez

8º- Nico Rosberg

9º- Jenson Button

10º- Felipe Massa

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Quanto a continuidade de Felipe Massa na F-1, surgiu um fato novo. Parece que a Petrobras esta interessada em voltar à categoria, ela já forneceu combustível para a Williams. E neste pacote, poderia levar Massa junto. O fato é que se for por performance, a vaga na Lotus será de Nico Hulkenberg. Mas como a F-1 atual depende também de dinheiro, tudo pode acontecer.

As informações que chegam é de que tirando RBR, Ferrari e Mercedes, o restante dos times, até a McLaren, estão com o pires na mão. Isso é consequência das medidas tomadas por Bernie Eclestone, que afastou de propósito as fabricantes de veículos da F-1. Com a maioria das equipes trabalhando como independentes, a coisa ficou ruim. Corre-se o risco da categoria falir. E aí, o que fará o senhor Eclestone?

A próxima etapa será na Índia, dia 27 de outubro. E prepare-se para acordar cedo. O treino de classificação no sábado será às 6H30 e a corrida domingo às 7H30.

Rapidinhas

Uma corrida normal

De saída para a Ferrari, o finlandês Kimi Raikkonen só conseguiu a quinta colocação. Mas como de costume, não demonstrou reação pelo resultado.“Foi uma corrida bem normal. É difícil ultrapassar aqui, então foi bom fecharmos com alguns pontos. Fizemos o que pudemos”, afirmou de maneira fria.

Continua a reclamação

Sergio Pérez vive aprontando. Desta vez foi com Nico Rosberg (Mercedes-GP). O mexicano quase bateu no alemão aos entrar nos boxes para trocar os pneus. Depois, na pista, os dois se enroscaram de novo. “Pérez não foi correto pelo que fez. Ele foi perigoso. As regras são claras: se você frear e fechar a porta, então, deve abrir novamente. Eu estava lá e ele não deixou espaço”, esbravejou o piloto da Mercedes.

Alonso ficou bonzinho

Quando questionado sobre a desobediência de Massa, o espanhol saiu com esta: “Não, não mesmo. Não podemos criar um grande caso em cima disso. Estávamos disputando e, independente do que fizéssemos hoje, completaríamos mais ou menos nas mesmas posições, porque não daria para alcançar nada, além disso. Não sei exatamente o que aconteceu, mas não há problema”. Se Massa continuasse na Ferrari, Alonso passaria a semana esbravejando.

SEGUIR OU SER SEGUIDO

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Por: Fernando Calmon

Foto F. Calmon 19 - médiaO tempo corre e as metas não esperam. Esse foi um dos principais aspectos abordados no XXII Congresso SAE Brasil, que reúne engenheiros da mobilidade e representa aqui a SAE International, com sede nos EUA, mais de 130.000 integrantes e presença em oito países, inclusive China e Rússia.

Organizada em São Paulo, de 7 a 9 de outubro, a edição deste ano foi boa oportunidade para uma primeira avaliação do complexo programa Inovar-Auto, anunciado há um ano pelo governo federal. Curiosamente, nenhum político de peso e nem os presidentes da Anfavea e Sindipeças – principais atores dessa longa cadeia produtiva – estiveram presentes na inauguração.

Fato é que alguns aspectos regulatórios continuam em aberto, enquanto os processos de estudo, decisão e execução são sempre lentos na indústria automobilística em qualquer parte do mundo. Inovar-Auto vai até 2017, porém um ano antes os carros são homologados. Então, definições precisam sair já. Os vieses de eficiência energética e estímulo ao desenvolvimento tecnológico local podem estar corretos, mas ainda falta um real entrosamento entre as partes. Basta uma visita aos mais de 90 estandes da exposição paralela ao congresso para conhecer muitos componentes avançados, embora poucos com decisão efetiva de produção nacional.

Um exemplo é a injeção direta para motores flex etanol/gasolina que estreou no recém-lançado Focus. Bosch, Continental, Delphi e Magneti Marelli mostraram seus sistemas e se disseram prontas para fornecer. Na realidade, a Ford aproveitou para se antecipar aos concorrentes, pois produz no exterior, em boa escala, motores flex com injeção direta. Utilizou seu próprio software de gerenciamento já testado na vida real com E85, nos EUA, e facilmente o adaptou para E100 (etanol puro “descontaminado” de gasolina).

Corrida mercadológica à parte, dispositivos para economizar combustível há em todos os níveis de preço e de complexidade. Desde sensores de nova geração da Schaeffler para o sistema desliga-liga o motor, da Bosch; nacionalização de direção com assistência elétrica, da TRW; pré-aquecimento por indução elétrica em partidas a frio para injeção indireta, da Continental; para-brisas com vidros mais finos (menos peso) sem prejuízo do isolamento acústico, da Saint-Gobain.

Estacionar é incômodo e gasta combustível em tentativas infrutíferas. Pois já em 2015, no campo dos recursos caros, a Bosch oferecerá manobras totalmente automáticas, em vagas apertadas longitudinais ou perpendiculares, quando o motorista poderá sair do carro e assistir. Sistema de recuperação de energia em frenagens para fornecimento de torque adicional, conjugado ao desliga-liga do motor, inclusive em descidas suaves, tende a cair de preço em alguns anos. Pneus verdes também economizam combustível, mas no Brasil há buracos demais no caminho que exigem testes adicionais para adoção em larga escala.

Por fim, alguns fabricantes deixaram transparecer que montagem de laboratórios é relativamente fácil. Problema é ter capacidade de adquirir conhecimentos e aplicar em algo que o consumidor queira ou possa pagar. Daí vem a capacidade de apenas seguir ou ser seguido pelos outros.

RODA VIVA

CONFORME a coluna apostou, VW decidiu produzir o novo Golf na fábrica de São José dos Pinhais (PR). Ampliação de 20% da capacidade proporcionará fabricação simultânea dos Audi A3 sedã/Q3, que compartilham a mesma arquitetura. Início apenas em 2015 talvez leve a empresa a importar o carro do México (no lugar da Alemanha), com menos impostos, em meados de 2014.

SEGUNDO o gerente de engenharia experimental da Fiat, Gilmar Laigner, menor consumo de combustível fala mais alto para o consumidor. Porém, em algum momento, passará a exigir também mais segurança. De fato, infelizmente, poucos se abalaram com testes de colisões do Latin NCAP. Pelo menos airbags frontais e ABS serão obrigatórios, em 1º de janeiro próximo.

MONOVOLUMES andam em baixa no mercado. Isso não desanimou a JAC a introduzir retoques externos no J6 2014 e melhorar o acabamento interno, agora mais agradável e atual. Modelo chinês, vendido nas versões de cinco lugares (R$ 57.990) e sete lugares (R$ 59.990) tem motor 2 litros/136 cv, subpotenciado. E continua sem opção de câmbio automático.

OPERAÇÃO de simples montagem, em parceria com a Itaipu Binacional, trará o microcarro elétrico Renault Twizy ao Brasil. Para dois passageiros em tandem (um atrás do outro), exige homologação, caso circulasse em vias públicas. Entretanto, será basicamente para deslocamentos internos dentro da maior hidrelétrica do mundo (capacidade real).

CONFIRMADO, pela Reed Exibitions Alcantara Machado, o período de 16 a 26 de outubro de 2014 para o 28º Salão Internacional do Automóvel de São Paulo. Exposição não pode crescer e nem atrair mais público pelas limitações dos pavilhões do Anhembi. Sai ano e entra ano, sem que a prefeitura encaminhe solução para centro de exposições digno do nome.

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fernando@calmon.jor.br e www.twitter.com/fernandocalmon

Cai a inspeção veicular em São Paulo e muda o sistema de licenciamentos na Capital

O Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran.SP) informa que, devido à suspensão da inspeção veicular ambiental por parte da Prefeitura de São Paulo, o licenciamento dos veículos registrados na Capital não estará mais condicionado à aprovação na inspeção até que a administração municipal retome a realização do serviço.

Assim que teve ciência da decisão da Prefeitura, no início da tarde desta sexta-feira (11/10), o Detran.SP começou a fazer as alterações necessárias para adequar seus sistemas informatizados. Os trabalhos deverão ser concluídos até a próxima quarta-feira (16/10). Entre segunda e quarta da próxima semana, não será possível licenciar veículos reprovados ou em atraso com a inspeção ambiental.

A partir da quinta-feira (17/10), os donos de veículos que têm pendências com a inspeção veicular poderão iniciar normalmente o processo de licenciamento e emissão do Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo (CRLV).

Quem já foi aprovado em 2013 pode solicitar o licenciamento normalmente após 48 horas da realização da inspeção.

Em 2013, o valor da taxa de licenciamento e de R$ 65,86. Se não quiser ir pessoalmente a uma unidade de atendimento, o cidadão pode optar por receber o documento pelos Correios. Para isso, é necessário pagar a postagem (no valor de R$ 11,00) e estar com o endereço atualizado junto ao Detran.SP.

DOCUMENTO OBRIGATÓRIO - De acordo com o artigo 130 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), válido em todo o país, todos os veículos devem ser licenciados anualmente (seguindo calendário pelo final da placa) e o porte do CRLV é obrigatório.

Conduzir veículo que não esteja com o licenciamento em dia é infração gravíssima (artigo 230 do CTB): multa de R$ 191,54, sete pontos na carteira do condutor, apreensão e remoção do veículo.

Já conduzir sem portar o CRLV, mesmo que o veículo esteja licenciado, é infração leve (artigo 232 do CTB): multa de R$ 53,20, três pontos na carteira e retenção do veículo até que o documento seja apresentado.

Calendário de licenciamento no Estado de São Paulo:

Veículo Automotor, Reboque e Semi-Reboque

Final da Placa

Mês de Licenciamento*

1 abril

2 até maio

3 até junho

4 até julho

5 e 6 até agosto

7 até setembro

8 até outubro

9 até novembro

0 até dezembro

- Veículo registrado como ‘Caminhão’ (carga)

Final da Placa

Mês de Licenciamento*

1 e 2 até setembro

3, 4 e 5 até outubro

6, 7 e 8 até novembro

9 e 0 até dezembro

* Até o último dia útil de cada mês

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Aceleradas: GP Coreia do Sul- De novo, Vettel vence e Massa vai muito bem!

232937Piloto alemão da RBR faz pizza da concorrência, liderou de ponta a ponta e colocou 9 dedos na taça. Massa faz corrida de recuperação e termina em nono

Por: Edison Ragassi

Não deu outra. Sebastian Vettel (RBR) largou na pole, liderou a corrida de ponta a ponta e venceu. Com o resultado, o piloto alemão chegou a 272 pontos, contra 195 de Fernando Alonso (Ferrari), ou seja, 77 pontos a mais que o Ferrarista. Faltando 5 provas para terminar, só um desastre de proporções fenomenais tira o quarto titulo consecutivo de Vettel.

232929Tamanha diferença entre os carros está sendo prejudicial para a equipe da bebida energética. Na madrugada de sábado para domingo, quando aconteceu o GP da Coreia, o carro número 1 quase não apareceu na transmissão da televisão. Os carros que vinham atrás tiveram muito mais destaque. Isso porque, os pilotos da Lotus, Kimi Raikkonen e Romain Grosjean, respectivamente 10° e 4° no grid, protagonizaram uma excelente corrida. No final prevaleceu a experiência de Kimi, que terminou em segundo e Grosjean foi terceiro.

Lewis Hamilton (Mercedes-GP) confirmou o que se viu durante a temporada, conquistou o segundo lugar nos treinos classificatórios, mas acabou na 5° colocação.

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Destaque negativo também para Fernando Alonso (Ferrari). O espanhol largou em 6° e terminou na mesma posição.

232978As duas surpresas da prova, o brasileiro Felipe Massa (Ferrari) e Nico Hulkenberg (Sauber). Massa largou em 7°, na primeira curva tentou ganhar posições, mas foi obrigado a tirar o pé para não bater. Rodou e foi para a 22ª posição. O brasileiro veio andando rápido, num determinado momento da corrida, passou três de uma vez, Sergio Pérez (McLaren), Esteban Gutiérrez (Sauber) e Pastor Maldonado (Williams). Ainda foi beneficiado com a parada de Daniel Ricciardo (Toro Rosso) e acabou na 9ª colocação.

Já Hulkenberg partiu da 8ª posição e terminou no 4° lugar, por várias voltas segurou Alonso, que estava desesperado tentando ganhar posições.

232965Por todos estes motivos, Vettel correu sozinho e praticamente, apareceu na largada e depois na bandeirada final. Outra imagem negativa para a RBR foi a do carro de Mark Webber que pegou fogo. Não aconteceu nada com o piloto, mas este tipo de imagem é sempre chocante.

Marcaram pontos no GP da Coreia do Sul

1°- Sebastian Vettel

2°- Kimi Raikkonen

3°- Romain Grosjean

4°- Nico Hulkenberg

5°- Lewis Hamilton

6°- Fernando Alonso

7°- Nico Rosberg

8°- Jenson Button

9°- Felipe Massa

10°- Sergio Pérez

232855 Felipe Massa ainda não definiu o que fará em 2014. Negocia com a Lotus, seu empresário está passando o chapéu para ver o quanto consegue de patrocínio, e assim fechar com os ingleses. As outras opções, Force India e Williams também precisam de dinheiro, mas o brasileiro quer a Lotus.

E a volta de Rubens Barrichello na Sauber, foi descartada pela equipe. Mas na F-1, a verdade de hoje é a mentira de amanhã. Se o brasileiro conseguir uma bolsa cheia de dinheiro, pode ter certeza que ele volta.

A próxima etapa será no Japão, dia 13 de outubro, no circuito de Suzuka. E Vettel pode ser campeão, se ganhar a corrida e Alonso não marcar pontos. Será este o fim da temporada 2013?

Rapidinhas

Alonso reclama dos pneus

A Pirelli, fornecedora dos pneus para a F-1 fez compostos que duram pouco, para ter mais paradas durante a prova. A chiadeira é total e Fernando Alonso disparou contra a fabricante italiana. “Este pneu não faz cinco quilômetros. A qualidade dos pneus está no limite. É a mesma coisa para todo mundo e tenha certeza que todos os carros, se dessem 100% desde o começo da volta, os pneus não durariam cinco quilômetros. Então, isso não ajuda, e não é legal pilotar assim durante 95% da volta”.

Em 2014 os pilotos precisam ser levinhos

Surgiu um boato de que a McLaren estaria conversando com Nico Hulkenberg, mas o chefão do time Martin Whitmarsh, desmentiu. O motivo é que o alemão pesa 74 kg. “Infelizmente, a forma como as coisas se desenrolaram fez com que os pilotos mais pesados virassem uma opção menos atrativa. Aconteceu por acidente. Nós aumentamos o limite mínimo, mas os novos sistemas de transmissão ficaram mais pesados do que as pessoas esperavam, e agora estamos numa situação em que os pilotos mais pesados são uma desvantagem”, falou o inglês.

Ross Brawn sai da Mercedes-GP

O engenheiro que foi protagonista do maior sucesso da Ferrari nos últimos anos, campeão com a equipe própria, Brawn GP, a qual foi vendida para a Mercedes, está de saída. Seu contrato termina no final desta temporada e ele já avisou que não vai renovar. Brawn não confirma, mas as informações são de que ele volta pra Honda, pois a fabricante japonesa anunciou o retorno à F-1 em 2015 fornecendo motores para a McLaren.

FRENTES DE BATALHA

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Por: Fernando Calmon

FOTO_F~2 Com a chegada da terceira geração do Focus o segmento de médios-compactos recebeu um forte sopro de atualização. Cenário é diferente entre hatches e sedãs. O primeiro perdeu participação em grande parte por falta de novidades e o segundo está consolidado por representar alinhamento quase total com modelos existentes no exterior.

A Ford decidiu aumentar o foco (com perdão do trocadilho) justamente no sedã em razão de histórico baixo índice de aceitação frente aos japoneses Civic e Corolla, além do Cruze. Quanto ao hatch, sua vida foi facilitada pelos longos anos de pouco investimento no Golf. Agora abriu duas frentes de batalha: contra o Golf VII e ainda o novo Corolla (primeiro semestre de 2014).

Entre as decisões estratégicas da Ford está a igualdade paulatina de produtos em todas as suas fábricas no mundo. Hoje a diferença pode chegar a dois anos, mas deve cair para 1,5 ano, em média. No caso do Focus haverá na Europa reestilização frontal no próximo ano. O modelo atual, no entanto, deverá ser o primeiro automóvel produzido na região (no caso, Argentina) a obter o máximo de 5 estrelas no critério Latin NCAP, em teste de impacto patrocinado, já em novembro.

Motor de 2 litros/178 cv também é primeiro flex com injeção direta capaz de funcionar com etanol puro (nos EUA, 15% de gasolina). Garante partida até 10 °C negativos, sem ajuda de gasolina ou preaquecimento elétrico, graças principalmente aos 150 bar de pressão de injeção (30 vezes maior que a indireta convencional). Ganho de potência foi de 13% e consumo médio caiu até 15%, só possível com injeção direta, um recurso caro. Motor de 1,6 L manteve partida com preaquecimento elétrico e injeção convencional, mas ganhou 5 cv (agora 135 cv) e nota A (máxima) pelo critério Inmetro.

Estilo do novo Focus é atraente, em especial desenho do teto do sedã e lanternas traseiras do hatch. Interior tem acabamento cuidadoso, bancos envolventes e painel em espuma injetada (toque macio) em toda a extensão, material caro que concorrentes aplicam com parcimônia. Versões de topo oferecem vários equipamentos sofisticados como tela tátil de 8 pol. e assistência mãos-livres para estacionar. Faltam para-brisa com faixa degradê e pintura interna do capô na cor externa. Freios traseiros a tambor, nas versões de entrada, não se justificam pelo bom nível do carro. Porta-malas do sedã perdeu 105 litros: agora, 421 litros, o menor do segmento.

Avaliação inicial do Focus sedã, na região vinícola de Mendoza, Argentina, mostrou destaque tradicional em dirigibilidade – ainda melhor com direção de assistência elétrica – e comportamento exemplar em curvas. Motor de 2 litros, único disponível nesta versão (no hatch há as duas possibilidades), tem funcionamento bastante suave. A caixa de câmbio automatizada de duas embreagens e seis marchas funciona melhor do que no Fiesta: trocas rápidas e exatas. Desempenho geral reflete certa inferioridade a concorrentes com motores turbo de potência inferior.

Preços vão de R$ 60.990 a R$ 87.990 (hatch) e R$ 69.890 a R$ 89.900 (sedã). São bastante competitivos, inclusive na montagem dos pacotes e na oferta de equipamentos de ponta. Garantia completa de três anos.

RODA VIVA

MERCEDES-BENZ confirmou a produção de automóveis no Brasil. Além do GLA, um SUV compacto na mesma arquitetura do Classe A, recém-apresentado no Salão de Frankfurt, fabricará também o novo Classe C, a estrear no Salão de Detroit, em janeiro próximo. Pequeno município de Iracemápolis, a 150 km de São Paulo, foi o escolhido graças à infraestrutura do estado.

COINCIDENTEMENTE, investimento de R$ 500 milhões é idêntico ao anunciado pela Audi, duas semanas antes (17 de setembro). Da mesma forma, capacidade de produção inicial de 20.000 unidades/ano para ambas. E parece combinado, mas não foi: as duas marcas alemãs escondem o terceiro produto para completar 30.000 unidades/ano: os hatches Classe A e A3.

CERTAS decisões técnicas não deveriam tardar tanto. No caso, uma caixa de câmbio automática atualizada, de seis marchas, com respostas precisas, sem trancos ou hesitações. Dessa forma, o Citroën C4 Lounge entrega bom compromisso preço-desempenho, mesmo com o motor de 2 litros/151 cv, que mostra casamento perfeito, em uso urbano e em estradas.

VEM AÍ uma leva de motores com turbocompressores de menor cilindrada (técnica de downsizing), fabricados no Brasil, para atender, tanto metas obrigatórias como incentivadas, de redução de consumo de combustível. Preferidos serão motores de 1,4 litro, mas também os de 1 litro serão resgatados da situação atual, meio no limbo das preferências dos consumidores.

ESTÁ mais fácil solicitar indenizações do seguro de acidentes chamado popularmente de obrigatório (DPVAT, sigla quilométrica criada pela burocracia). Toda a documentação pode ser levada a qualquer agência dos Correios (desde que não esteja em greve...) para dar início ao processo, sem a necessidade de intermediários. Espera-se, assim, diminuição de fraudes.

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Sonho é o tema do 28º Salão Internacional do Automóvel de São Paulo

logo-sda“Entre sonho e realidade, fique com os dois”. Este é o slogan da campanha do 28° Salão Internacional do Automóvel de São Paulo. A expectativa da Reed Exhibitions Alcantara Machado, promotora do evento, é superar os recordes já atingidos em número de marcas expositoras e levar uma melhor experiência ao público, que poderá conhecer as grandes novidades e lançamentos das montadoras nacionais e importadores. Ainda como promoção, os compradores de ingressos concorrerão a pilotar diferentes modelos de carro, nos testes-drives que serão implementados pela primeira vez, com infraestrutura oferecida pela organizadora (até 20 modelos diferentes de diversas marcas vão participar), durante os 11 dias de realização do Salão Internacional do Automóvel de São Paulo. A venda dos ingressos começa no dia 3 de março.

Serviço

28º Salão Internacional do Automóvel de São Paulo

Data: 16 a 26 de outubro de 2014

Local: Pavilhão de Exposições do Anhembi

http://www.salaodoautomovel.com.br/

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Peugeot 408 ganha câmbio automático de 6 marchas

27082013-953--pbx7687-altaA linha 2014 do sedã médio da Peugeot troca a transmissão de quatro marchas por uma mais moderna de 6 velocidades no modelo equipado com motor 2.0L Flex

Por: Edison Ragassi/ Fotos: Divulgação

No final de agosto, a Peugeot apresentou a linha 2014 do sedã médio 408. A versão Allure 2.0L Automática, estreia a transmissão automática sequencial de 6 velocidades (caixa AISIN), chamada AT6. Até então ela estava disponível na versão topo de linha com motor THP.

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Esta transmissão possui sistema de trava eletrônica que impede o engate de uma marcha incompatível com a rotação do motor. O sistema não deixa a alavanca mover-se para as opções “P” (parking) e “R” (marcha a ré) quando o veículo ultrapassa a velocidade de 6 km/h.

27082013-397--pbx7849-alta Para otimizar o funcionamento da caixa AT6 com o motor 2.0L foram desenvolvidas novas linhas de admissão de ar e de escape, além de uma calibração específica para o motor, a qual privilegia o conforto na utilização da função “Drive” e, ainda, oferece o modo Sport que troca as marchas com giro mais alto do motor. Ela faz a leitura do relevo, aciona o freio motor em descidas, também equaliza o torque nas subidas e retém a marcha quando o motorista tira o pé do acelerador.

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O motor 2.0L Flex usa quatro cilindros, 16 válvulas, com duplo comando e cilindrada de 1.997 cm³. O comando de válvulas de admissão é equipado com sistema de distribuição variável e contínuo (VVT), entrega potência de 151 cv (E)/ 143 (G) a 6.000 rpm e torque de 22 kgfm (E)/ 20 kgfm (G) a 4.000 rpm.

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No 408, o sistema de suspensão traseiro recebeu novos itens, foram trocadas as buchas de articulação, que agora estão mais macias, e foi colocado um calço de elastômero no apoio da mola com a carroceria. No eixo dianteiro, foi aplicado um novo apoio superior da mola, que também contribui para a melhor filtragem das irregularidades do piso. Os pneus agora são verdes, Pirelli P7, de baixa resistência ao rolamento.

O Peugeot 408 Allure com câmbio manual custa R$59.990 e o automático sai por R$63.990. E o Griffe com propulsor THP 1.6L 16V turbo e transmissão automática de 6 velocidades tem preço sugerido de R$73.990.