sexta-feira, 15 de abril de 2011

Novas versões para o Doblò

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Já está nas concessionárias a linha 2012 do Fiat Doblò. Ela é formada pelas versões Attractive 1.4 Flex, Essence 1.8 16V Flex e Adventure 1.8 16V Flex.

A opção de entrada, Attractive 1.4 (substitui as antigas versões 1.4 e ELX 1.4), mas manteve o preço de R$ 53.000. Já a Adventure 2012 chegou com o equipamento Locker na lista de opcionais. Com isso, teve uma redução no preço de R$ 1.510.

Outro equipamento que consta na lista de opcionais do Doblò Attractive e teve redução de preço foi o ar-condicionado, que passa a ser oferecido por R$ 2.900, ou seja, menos R$ 1.725 em relação a linha anterior.

Veja abaixo o preço de cada versão:

Attractive 1.4 8V – R$ 53.000
Essence 1.8 16V – R$ 59.290
Adventure 1.8 16V – R$ 64.300
Cargo 1.4 8V – R$ 41.500
Cargo 1.8 16V – R$ 46.480

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Aceleradas: O GP da Malásia foi um pouco melhor

173449Vettel conquista outra vitória de ponta a ponta, mas no pelotão de trás sobraram disputas, brigas e ultrapassagens
Por: Edison Ragassi

No Circuito de Sepang o alemão Sebastian Vettel (Red Bull), não deu bola pra concorrência. Com todo calor do sabadão, ele cravou a melhor marca e conquistou o direito de largar na pole. Quem parecia que poderia desbancar o alemão, o inglês Lewis Hamilton (McLaren), fez uma corrida ousada, andou forte, e não conseguiu sequer aproximar-se do vencedor. Mas não foi por isso que ele não proporcionou emoção.

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Faltando 10 voltas para o final, o espanhol Fernando Alonso (Ferrari) foi pra cima do inglês da McLaren, os dois ficaram lado a lado, Hamilton defendeu-se e os dois tocaram-se. Alonso perdeu parte do bico e precisou ir pra box. O mesmo fez Hamilton, mas para trocar pneus. No final a direção da prova considerou abusiva a tentativa de ultrapassagem e defesa, e os dois foram penalizados, somaram 20 segundos ao tempo final. O inglês foi punido por fazer mais de uma mudança de direção e o espanhol recebeu a mesma penalidade por causar uma batida.
O interessante é que os dirigentes todo ano mudam as regras para promover mais ultrapassagens. Quando acontecem as disputas, eles punem os pilotos. Você entende isso? Eu não!

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Quem ameaçou fazer uma ótima corrida foi o brasileiro Felipe Massa (Ferrari). Largou bem ganhou a posição de Alonso e imprimiu bom ritmo, até a primeira parada, quando a equipe fez uma lambança e o Massinha caiu para a nona posição.
Com as várias mudanças proporcionadas pelo desgaste dos pneus, o brasileiro terminou na quinta colocação e o espanhol em sexto. É claro que na última volta Alonso tentou impor sua condição de primeiro piloto, mas não deu tempo.

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Quem surpreendeu foi o alemão Nick Heidfeld (Renault-Lotus) ao chegar em terceiro lugar. Aliás, o outro piloto do time, o russo Vitaly Petrov também vinha bem desde a largada, mas um acidente bizzaro fez com que ele abandonasse. Petrov saiu da pista, o carro bateu com o fundo em uma zebra, a barra de direção quebrou e o piloto ficou sem o volante.

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E o inglês Jenson Button (McLaren) nem tão badalado, fez uma corrida corretíssima, o que lhe deu a segunda posição. Mark Webber (Red Bull), apesar de ter também o melhor carro da temporada, chegou na quarta colocação.  Segundo divulgado depois da prova, os dois pilotos do time tiveram problemas com o Kers, a engenhoca que recupera energia cinética e transforma em potência.

173471Ainda marcaram pontos, na sétima posição o japonês Kamui Kobayashi (Sauber), depois da punição Lewis Hamilton ficou em oitavo, na nona colocação chegou Michael Schumacher (Mercedes) e Paul Di Resta (Force India) foi o décimo.
Rubens Barrichello (Williams) abandonou depois de as marchas de seu carro parar de funcionar.

A próxima etapa será disputada dia 17 de abril, em Xangai, o GP da China. A largada esta prevista para as 4 horas (horário de Brasília).
E ai fica a dúvida, quem conseguirá deter Vettel? Por enquanto, ninguém.
Alguma resistência deve aparecer só nas etapas européias, quando as equipes promoverão mudanças em seus carros.

Rapidinhas
Perdeu o pódio

Depois da corrida, o brasileiro Felipe Massa afirmou que seu trem de corrida era muito forte. Se não fosse a falha da equipe no box, ele teria brigado pelo menos pela terceira colocação. O que ele não fala é se Alonso deixaria o brasileiro conquistar tão bom resultado.

Vamos melhorar
Comedido, o inglês Jenson Button ficou satisfeito com o segundo lugar na Malásia e acredita em vitória na próxima prova. "A equipe deve sentir-se muito encorajada porque temos um pacote bem forte. Eu não acho que nós estamos usando o melhor dele ainda, mas espero que iremos usar na China, e que Lewis e eu façamos uma grande corrida", afirmou, apostando que a McLaren ainda vai evoluir.

Que felicidade!
Depois da prova Vettel era só sorriso e tentou ser humilde. "Estou muito satisfeito com o resultado de hoje. Eu amo o que faço e não acho que eu poderia estar mais feliz nesta fase. Foi bem perto, por isso precisamos manter a calma e continuar lutando, mas os caras sabem que este é o caminho a seguir, por isso não estou preocupado”. Declarou o alemão que já soma duas vitórias em 2011.
A charge do Odayr
Odayr Baptista, o titular da Rádio Camanducaia, mandou sua criativa charge que representa o GP Malaio.

Malasia1Acompanhe o trabalho deste artista que está marcado na história do rádio brasileiro no:
www.radiocamanducaia.com.br/blog

quinta-feira, 7 de abril de 2011

FRUGALIDADE EM MARCHA

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Por: Fernando Calmon

Foto F. Calmon 19 - média

O desafio de reinventar o carro brasileiro foi o mote do simpósio sobre novas tecnologias que a SAE realizou semana passada em São Paulo. Está aí um tema que será recorrente nos próximos anos, na medida em que se aproxima a data fatal de 1º de janeiro de 2014. A partir desse dia deixarão de ser produzidos alguns modelos fabricados por dezenas de anos. Caso do Uno Mille e da Kombi por razões de encarecimento dos custos para atender novas normas de segurança. Nesse rastro deverão seguir Chevrolet Classic, versões mais antigas do Palio e talvez até a Courier.

A reinvenção do automóvel produzido no Brasil passa pelo conceito de engenharia frugal. Termo cunhado por Flavio Campos, da Delphi, essas tecnologias simples têm bom espaço para crescer. Ele citou as novas centrais elétricas capazes de eliminar os velhos fusíveis e relês, trocando chicotes de até 1.000 fios de cobre por apenas 100 de alumínio. Paulo Alves, da Continental, viu possibilidades de utilizar wi-fi (rede local sem fios) dentro dos veículos para acesso à internet, aproveitando GPS (navegação) e GPRS (dados via rede celular) do sistema antifurto previsto em legislação até meados desse ano – se não houver novos recuos, depois de três adiamentos.

Francisco Nigro, da Escola Politécnica da USP, pontuou que tecnologias existem, mas o comprador brasileiro quase sempre não pode pagar. Defendeu mudanças na taxação para incentivar o motorista a valorizar o baixo consumo de combustível e de emissões. A coluna sempre preconizou: esse critério deveria se sobrepor ao antiquado conceito da cilindrada pura e simples.

O tema de eletrificação suscitou debates interessantes. Marcelo Soares, da CPFL, afirmou que a progressiva introdução de carros elétricos a bateria não traria problemas, se fosse empurrada a recarga para fora dos horários de pico. A especialista Maria Rosolem reconheceu que o Brasil precisa de avanços nas pesquisas de baterias de íons de lítio, ressalvando que nem no exterior as dificuldades estão superadas.

Eudes de Oliveira, da Ford, colocou muitos pontos de interrogação sobre o que ainda precisa acontecer lá fora para viabilizar carros elétricos. Ao contrário do otimismo exagerado de Reinaldo Muratori, da Mitsubishi. Para ele o cenário será outro dentro de quatro anos. O fato, porém, é a incerteza em torno do assunto. Esse tipo de veículo tem emissões zeradas quando em uso, mas longe disso na hora de plugar na tomada, se depender de energia fóssil para gerar eletricidade.

Soluções complexas, de longo prazo, passam pelo projeto EN-V (Veículos Elétricos em Rede, na sigla em inglês) detalhado por Christopher Borroni-Bird, da GM (EUA). Ele apontou que até um terço do consumo urbano de combustível ocorre ao se procurar estacionar. Assim, microveículos de um ou dois lugares seriam a resposta para a crescente urbanização da população mundial.

Proposta semelhante e menos audaciosa tem o arquiteto Jaime Lerner com o seu projeto Dock-Dock de transporte individual em cidades, sem os custos envolvidos de propriedade.
Rogélio Golfarb, da Ford, disse que daqui em diante os custos só vão subir. Como administrá-los é o grande quebra-cabeça aqui e no exterior.

RODA VIVA
FIAT prepara estratégia de relançamento do 500 no Brasil, que passa a vir do México sem imposto de importação, em meados do ano. Alívio fiscal já reduz o preço da versão de entrada de R$ 60.000 para R$ 50.000. Retirada de outros equipamentos poderia cortar mais R$ 10.000. Tudo seria feito sem deixar sensação de empobrecimento do modelo.

NOVO Fiesta hatch está pronto para desembarcar, também importado do México, até o final do primeiro semestre. A versão é vendida na Argentina há seis meses e passa a receber o sedã, já disponível aqui. A importação não altera os planos de produzir o hatch compacto, após a ampliação da fábrica de Camaçari (BA), que opera no limite.

SOUL, na versão flex, ganhou 4 cv de potência – agora, 130 cv – quando utilizando etanol. Nítida a melhor desenvoltura do modelo de estilo diferenciado da Kia, ao se exigir do acelerador. Sul-coreanos, assessorados pela Bosch, introduziram modificações corretas, inclusive taxa de compressão. Iniciativas que marcas francesas, até hoje, deixaram de lado.

TERCEIRA geração do utilitário esporte Sportage tem avançado pela boa relação custo-benefício. Estrutura e trem de força são partilhados com o Hyundai ix35, mas o preço é cerca de 10% inferior com mesmo nível de equipamentos. Ponto alto do modelo da Kia, propulsor de 2 litros/166 cv tem a maior potência específica (cv/l) entre motores aspirados.

SINALIZAÇÃO de frenagem de emergência está em todos os Gols da linha 2012. Nessa categoria de preço é inédito, mas há outro recurso no Polo bastante útil e de custo baixo. Ao leve toque na alavanca de sinalização lateral, as luzes piscam três vezes e desligam automaticamente. Mudar de faixa em cidade ou estrada é mais corriqueiro no dia a dia do que frear com força.
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fernando@calmon.jor.br e www.twitter.com/fernandocalmon

Palio Weekend Elétrico participa da 1ª expedição brasileira com um carro 100% elétrico

PA183B~1Veículo elétrico desenvolvido no Brasil pela Fiat Automóveis participa do projeto “Zero Emissão” que largará de Los Angeles, na Califórnia, no próximo sábado, dia 9 de abril. A equipe é composta por quatro profissionais brasileiros das áreas de fotografia, jornalismo e cinematografia. O principal objetivo do grupo é estabelecer o recorde para o percurso de 25 mil quilômetros, através das três Américas, com o Fiat Palio Weekend Elétrico, produzido pela Fiat em parceria com a Itaipu: um carro brasileiro de passeio 100% elétrico. Além do recorde, o time brasileiro também produzirá um documentário do projeto, que incluirá um apanhado cultural e geográfico dos povos encontrados pelo percurso, aferindo também as condições da rota Panamericana – a rodovia que interliga as Américas do Norte, Central e a do Sul. Mais detalhes do projeto podem ser encontrados em www.zero-emission.com.br.

PALIO_~4Utilizar um veículo 100% elétrico foi ideia do jornalista Paulo Rollo, diretor do projeto, que convidou a Fiat e Itaipu para serem suas parceiras.  No percurso pelos 15 países o Fiat Palio Weekend Elétrico enfrentará uma enorme diversidade geográfica e climática. A mais desafiadora será, certamente, a variedade de pisos sobre os quais terá que rodar: de asfalto perfeito a pavimentos extremamente precários, passando por terra, cascalho e até sobre gelo e neve. Simultaneamente, terá que encarar altitudes desde o nível do mar até os 5.000 metros, na Cordilheira dos Andes. A variação de temperatura será de 60º C: desde os 15ºC negativos da Patagônia até os 45ºC da zona equatorial. Os países incluídos no percurso serão os EUA, México, Guatemala, El Salvador, Honduras, Nicarágua, Costa Rica, Panamá, Colômbia, Equador, Peru, Chile, Argentina, Paraguai e Brasil.

Chevrolet patrocina Seleção Brasileira de Futsal

arq_2307_66661A Chevrolet firmou acordo de patrocínio com a Seleção Brasileira de Futebol de Salão - Futsal, o qual vigora até o dia 31 de dezembro de 2011 e abrange as equipes feminina e masculina e categorias de base.

O diretor geral de Marketing e Vendas da GM do Brasil, Ronaldo Znidarsis, assinou o contrato de patrocínio junto à Confederação Brasileira de Futebol de Salão, na ocasião, representada pelo supervisor de Seleção da CBFS (Confederação Brasileira de Futebol de Salão), Reinaldo Garcia Simões.

"A decisão de patrocinar a Seleção Brasileira de Futsal faz parte da estratégia da Chevrolet de ampliar a associação de sua imagem ao esporte", destaca Marcos Munhoz, vice-presidente de Comunicação, Relações Públicas e Governamentais da GM do Brasil.

No Brasil, nenhuma modalidade esportiva apresenta um desempenho tão eficiente quanto o futsal. Ao longo de sua história a Seleção Brasileira de Futsal adulta masculina já conquistou 63 títulos internacionais na categoria adulta masculina, quatro com a seleção adulta feminina e outros quatro com a equipe sub-20. São 71 títulos no total.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Kia Soul ganha motor flex

OLP_6387Carro fabricado na Coréia agora pode ser abastecido com etanol, gasolina ou a mistura dos dois combustíveis em qualquer proporção, o sistema de injeção é fornecido pela Bosch
Texto: Edison Ragassi
Fotos: Divulgação
Reconhecido como o carro que simboliza a revolução da Kia Motors em termos de design, o Soul chegou em junho de 2009.
Pelo fato do Brasil ser um importante mercado, a matriz investiu forte em uma solução local, o propulsor que pode ser abastecido com gasolina, etanol ou a mistura dos dois em qualquer proporção.

O sistema flex foi desenvolvido por engenheiros da Kia Motors, em conjunto com a empresa Kefico Corporation, uma subsidiária da OLP_6444Bosch na Coréia do Sul. Eles começaram os estudos e pesquisas em meados de 2009. No ano seguinte, iniciaram os testes de campo com os veículos equipados com motorização flexível. Os chamados ‘testes de verão’ foram feitos em Teresina, no Piauí, e no Rio de Janeiro, durante o mês de fevereiro, e os ‘testes de inverno’ aconteceram em Campos do Jordão, em São Paulo, entre junho e julho.

O propulsor de 4 cilindros em linha, com sistema de injeção eletrônica sequencial e comando DOHC, 16 válvulas CVVT OLP_6393(variável), oferece potência de 126 cv (gasolina)/ 130 cv (etanol), disponíveis a 6.300 rpm. Seu torque de 16,0 kgfm está disponível a 4.500 rpm ao usar o combustível fóssil. Abastecido com o derivado da cana-de-açúcar a força aumenta para 16,5 kgfm disponíveis a 5.000 rpm.

O que chama muita atenção no Soul é seu design. É um hatch de cinco portas e linha do teto alta, a frente foi inspirada no rosto do tigre. Ele mede 4.105 mm de comprimento, tem distancia entre os eixos de 2.550 mm. A altura total é de 1.610 mm, a base do para-brisa é 135 mm, o nível dos assentos é 120 mm e altura em relação ao solo é165 mm.
Chamado de crossover urbano o carro está disponível em sete versões, quatro com transmissão mecânica de 5 velocidades e três de câmbio automático com 4 marchas.
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A versão de entrada U.111tem preço sugerido de R$ 52.900, ela é equipada com trio elétrico, ar-condicionado, direção elétrica, CD player com leitor de MP3 e entrada USB, rodas de liga leve de 16 polegadas e air bag duplo. A opção U.114 custa R$ 58.900 e vem com freios ABS, faróis de neblina e câmera de ré com display no retrovisor central. A versão U.113 custa R$ 60.900, ela vem com rodas 18 polegadas. Com câmbio automático a opção U.164 custa R$ 63.900 e a U.163 R$ 65.900 com o interior de couro.

No ano do lançamento, a Kia comercializou um total de 2009 unidades do Soul. Em 2010, os dados de emplacamentosOLP_6413 divulgados pela Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores) mostraram que o desempenho foi ainda melhor, pois totalizou 8.664unidades emplacadas. Segundo os importadores oficiais da fabricante coreana no país, o carro só não vendeu mais, porque as condições de importação não permitiram. Isso pode ser facilmente constatado ao analisar o desempenho do modelo entre os meses de janeiro a março deste ano, pois entraram nas ruas 4.084 unidades do Soul.
Com motor Flex, a expectativa é de que chegue a 18.000 unidades vendidas no Brasil.

terça-feira, 5 de abril de 2011

PORSCHE PANAMERA: CHEGOU, VIU E VENCEU

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Por Fernando Calmon

É preciso uma decisão muito amadurecida para um fabricante de carros esporte, como a Porsche, entrar num segmento pequeno e altamente concorrido de automóveis grandes, de quatro portas, topo de gama. Afinal, são poucas as marcas premium no mundo e já longamente estabelecidas. Além do trio de ferro alemão – Audi, BMW e Mercedes-Benz, por si só um desafio e tanto – ainda há a tradição de Jaguar, Maserati e mais recentemente das japonesas Lexus (Toyota), Acura (Honda) e Infiniti (Nissan), além da Aston Martin, com o Rapide.

Panamera_frenteO Panamera, lançado em abril de 2009 no Salão de Pequim, chegou, viu e venceu. No Brasil, então, o sucesso foi imediato, apesar dos números de vendas obviamente modestos pelo alto preço nessa faixa muito estreita de mercado. Nos dois primeiros meses de 2011, por exemplo, comercializaram-se 19 Panameras, contra 6 M-B Classe S, 3 BMW Série 7 e 1 Audi A8 (nenhum Maserati Quattroporte). Ou seja, sozinho respondeu por cerca de dois terços do mercado, todos com preços acima de R$ 400.000,00.

Apesar de o Panamera até ter ultrapassado os objetivos de venda da Porsche, em especial pelo desempenho na China, o carro desperta menos entusiasmo por seu desenho do que pela esportividade e qualidade construtiva. A opção pela carroceria de quatro portas em estilo cupê seguiu o pioneiro Mercedes-Benz CLS. Há nítida inspiração estilística no modelo mais famoso da marca alemã, o 911, em pormenores como para-lamas, lanternas, formato da terceira janela e até no aerofólio móvel traseiro. Só que a harmonia não é a mesma porque o carro é longo (4,97 m), largo (1.93 m) e baixo (1,42 m), além de pouco fotogênico. Ao vivo tem presença forte e ao passar na rua o “conjunto da obra” se destaca.
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No interior, continuam as marcas do DNA Porsche: chave de partida no lado esquerdo, quadro com cinco instrumentos circulares onde o conta-giros ocupa a posição de honra e cronômetro analógico, este parte integrante do pacote opcional Sport Chrono. O console central é largo, esculpido e se estende até a parte traseira. Pouco atrativo, o porta-malas tem volume útil de 432 litros, mas rebatendo os encostos traseiros vai a 1.263 litros.
O Panamera traz algumas primazias nesse nicho de mercado tão exclusivo. No lançamento, foi o primeiro no segmento a oferecer caixa de câmbio robotizada de duas embreagens, associada ao sistema desliga-liga o motor; inovou ao oferecer uma suspensão pneumática ativa que controla individualmente cada roda; o aerofólio de inclinação ajustável conforme a velocidade; e o sistema de otimização de arrancada (launch control).

O motor V-8, 4,8 litros, de 400 cv e 51 kgf.m de torque, permite acelerar de 0 a 100 km/h em 5 s, na versão 4S de tração 4x4, número apreciável para um automóvel de 1.875 kg. Se estiver equipado com launch control, essa aceleração melhora para 4,8 s, nada desprezível nesse nível elevado de desempenho.
Durante mais de 1.000 quilômetros rodados por estradas e ruas no estado da Flórida, EUA, o Panamera 4S surpreendeu por se tratar de um carro grande, que não compromete o prazer ao dirigir. Ao mesmo tempo em que oferece conforto de marcha para quem prefere comodidade, pode-se transformar, ao comando do botão Sport, em três níveis incrementais. Primeiramente, diminui a assistência ao volante, depois as marchas são trocadas automaticamente mais próximas ao limite de rotação e, caso esteja equipado com a suspensão pneumática ativa (como no modelo avaliado), a altura de rodagem diminui 2,5 cm.
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Nessa última configuração o motorista tem certeza de estar dirigindo um Porsche de verdade, inclusive pelo clássico posicionamento do volante quase na vertical. A precisão da direção, a potência impressionante dos freios, a atitude perfeita do carro em curvas de qualquer raio e a resposta imediata ao acelerador são típicos da marca. O banco, que oferece regulagem elétrica em oito eixos, aumenta a sensação de controle sobre o veículo por estar bem próximo ao assoalho, uma característica Porsche desde seu primeiro modelo, o 356.
O diâmetro de giro de apenas 10,1 m (entre guias) permite uma capacidade de manobras lentas incrível ao estacionar ou retornar, apesar de grande distância entre eixos (2,92 m). E mesmo com a tração permanente nas quatro rodas o arrasto ruidoso, ao se esterçar com a direção no batente, permanece em limites aceitáveis. Um ponto ruim é a visibilidade traseira devido ao formato da carroceria: traz desconforto e alguma insegurança, apesar de bons espelhos laterais.

O Panamera agrada tanto a quem deseja uma atmosfera de sofisticação no interior, quanto aos que não abrem mão da esportividade. Se o dia está muito frio, pode ligar o aquecimento do volante de direção, além do assento; se desejar ressaltar o poderoso ronco típico do V-8, com duas árvores de comando de válvulas por fileira, basta premir um botão no console. Aliás, a funcionalidade, o conforto e a ergonomia do habitáculo deram ao Panamera o título de melhor interior na sua categoria pela revista americana Ward’s AutoWorld, reconhecida pelo rigor técnico.
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Interessante é a solução de cada função corresponder a um botão no console, perfeitamente sinalizado e identificado. O motorista não fica em dúvida ou tem necessidade de usar arranjos eletrônicos menos intuitivos. Está certo que, incluídos todos os opcionais, são mais de 40 botões na cabine, porém obedecem a uma lógica e a uma hierarquia de utilização.

Outro conceito interessante é oferecer quatro bancos individuais de características semelhantes em conforto e retenção do corpo. Há opção de ajuste elétrico também para os passageiros que viajam atrás, além de ar-condicionado de quatro zonas com controles individuais. Espaço de sobra para as pernas agrada a passageiros de mais de 1,80 m de altura. E nada de roçar a cabeça no teto.

O sistema de áudio faz o habitáculo se assemelhar a uma sala de concertos. São 2.400 cm² de membranas acústicas distribuídas por 16 alto-falantes (mais de 1.000 watts de saída), incluindo subwoofer ativo com amplificador de 300 watts.