quarta-feira, 15 de agosto de 2007

F1, GP da Hungia, é a Ferrari sem Ross Brown

Que falta faz um Ross Brown!
Uma verdadeira lambança foi o que a Ferrari aprontou no GP da Hungria, disputado domingo (05/08). E os erros começaram no sábado durante a classificação, quando mandaram Felipe Massa para pista sem abastecer o carro. Erro primário, até perdoável em times como a Spyker, mas no tradicional time de Marenello... vou parafrasear Boris Casoy: “Uma vergonha!”

Mas quem acompanha a coluna vai lembrar que no GP Europa eu já havia alertado sobre isso. Na ocasião eu desconfiava que o acerto feito na asa dianteira do carro de Felipe Massa não foi o correto para as condições da pista. Infelizmente, o erro foi maior ainda, pois montaram os pneus de maneira incorreta. Este ano ainda teve programação errada no câmbio, soltar o piloto com farol vermelho...
O diretor técnico da Ferrrari, Mario Almondo, durante esta temporada, se mostra sem comando, e muito longe de ser um profissional capaz de substituir Ross Brown, o qual deixa muita saudade na cúpula do time vermelho.

Mas você pode argumentar que quando era Rubinho e Schumacher, eles erravam com Barrichello. Sim, mas não com o alemão. Agora é com os dois. A equipe perdeu a qualidade técnica.
O preço deste desmando quem paga é Massa e também Kimi Raikkonen, já que os dois deixaram de pontuar durante o ano, graças a erros do time.
Na Hungria juntou a “fome com a vontade de comer”. Massa não tem bom desempenho em pistas travadas- é uma limitação do brasileiro, que com o tempo pode ser superada-, e largando na 14° posição, pesado, sem condições de brigar na pista, ou seja, a equipe, além de errar no treino, errou na estratégia, não tinha como fazer muita coisa, o resultado foi catastrófico, andou atrás de Takuma Sato, e praticamente tirou as chances de Massa brigar pelo titulo.
Agora resta ao brasileiro, batalhar com unhas e dentes para ficar na frente do Kimi, e assim na próxima temporada entrar com status de primeiro piloto.

Mas as chances de Massa e Kimi podem melhorar, se Ron Dennis da McLaren não conter os ânimos de Alonso e Hamilton, bem aflorados nesta corrida.
Hamilton tentou fazer igual a Nelson Piquet. Quando corria, o brasileiro que faturou três títulos mundiais, era mestre em sacanear o companheiro de equipe. Não lembro em qual corrida, mas certa vez, Piquet mudou a freqüência do rádio de seu Williams, e ficou sintonizado no receptor do então companheiro inglês Niguel Mansell. Quando o time chamou Mansell para trocar pneus, veio a surpresa, já que Piquet entrou primeiro.

E têm muitas outras como, calibrar os pneus com carga errada, para que o companheiro seguisse o acerto, e depois colocava o certo para levar vantagem, e coisas assim.
Mas existe uma diferença entre usar a malandragem e ser sujo, antidesportista. Como Schumacher fez na pista de Mônaco, em 2005. Simulou uma saída do circuito, no último minuto do treino classificatório para atrapalhar Alonso, e impedir que o espanhol ficasse com a pole.

E o mesmo Alonso, também foi sujo quando ficou parado no box, além do necessário, e atrapalhou Hamilton de tentar uma volta rápida, no último minuto do treino classificatório.
Por mais que Ron Dennis diga que o inglês desobedeceu as ordens do chefe de equipe, o espanhol não devia fazer o que fez.
Mas a FIA, atenta a tudo, puniu Alonso e a equipe. Este ato mostrou que a F 1 não quer outro Schumacher, ou seja, um piloto rápido, mas que não mede conseqüências para vencer, e sempre anda em cima da linha que separa o legal, do ilegal.
Rapidinhas
Entalado na garganta
“Achei feio. Na hora em que a Ferrari tinha de ser punida, não foi. Agora eles puniram a McLaren”. Desabafo de Rubens Barrichello ao repórter Carlos Gil da Rede Glob, alfinetando os dirigentes da entidade máxima do automobilismo. Ele pode, afinal sentiu na pele a Ferrari favorecer Schumacher, e ninguém tomou providencias.
“Não sei!”
Alonso tem contrato de três anos com a McLaren. Após a corrida da Hungria foi questionado por Felipe Mota da rádio Jovem Pan, se com este clima cumpriria o compromisso. A resposta foi curta e grossa: “Não sei!”.
Contrato é para ser respeitado, ou quebrado
“Temos dois pilotos contratados por vários anos. Vamos respeitar nossa parte no acordo e essa parte da situação. Esperamos que os pilotos respeitem a sua, porque é disso que trata um contrato”. Esta é a posição de Ron Dennis, quando indagado sobre a possibilidade de perder Alonso ou Hamilton no ano que vem.
Tapetão
Além de ter que conter os ânimos de seus pilotos, e organizar todo o time, Ron Dennis ainda aguarda a decisão da corte de apelações, a qual a FIA enviou o caso de espionagem entre McLaren e Ferrari. A FIA lavou as mãos ao entender que a equipe inglesa é culpada, mas, segundo Max Mosley, presidente da entidade, para dar mais credibilidade ao julgamento é necessário uma outra opinião. A McLaren pode ser excluída da atual temporada e ainda ficar suspensa no ano seguinte. As férias de Ron Dennis, já que as competições param por três semanas, serão tensas!
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