quarta-feira, 18 de abril de 2012

Novo EcoSport estréia com participação de Carlinhos Brown

SHOW NOVO ECOSPORT

Quem estiver em Salvador no próximofim de semana e está curioso para conhecer de perto o Novo EcoSport deve dirigir-se ao Farol da Barra.

No dia do descobrimento do Brasil (22/04), a Ford promove mais uma etapa no programa de pré-lançamento de seu novo carro, com um evento no Farol da Barra. A empresa vai apresentar a versão Titanium 2.0 Flex, que chegará ao mercado brasileiro nos próximos meses.

A nova geração do veículo será mostrada durante o "Show Novo EcoSport", em praça pública, com o cantor baiano Carlinhos Brown e os grupos Timbalada e Mametto, em ação inédita no setor automotivo.

A cobertura do evento terá também uma estrutura de divulgação nas mídias sociais, com acompanhamento na página da Ford no Facebook e compartilhamento dos fãs na internet.

Carlinhos Brown fará uma de suas primeiras apresentações públicas após concorrer ao Oscar, com a trilha musical "Rio", representando o Brasil.
O cantor baiano divulgou dois vídeos sobre o evento (detalhe, em um deles ele está sem óculos escuros), que podem ser vistos nos links:

O Automóvel e a Mobilidade Urbana Por: Cledorvino Belini- Presidente da Anfavea

Atual Presidente da Fiat Automóveis e da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), Cledorvino Belini divulgou um artigo falando sobre o futiro do automóvel e sua importancia para a mobilidade.

fotobelini2A questão da mobilidade urbana nas metrópoles passa a ser presença constante e crescente na vida dos cidadãos, dos governantes e das empresas, por seus efeitos sobre a qualidade de vida dos habitantes,  sobre o meio ambiente e mesmo sobre a competitividade das economias metropolitanas.

O tema não deve ser visto a partir de um ou outro aspecto isoladamente, como a quantidade de veículos nas ruas, que são apenas a parte mais visível do problema.  A mobilidade urbana deve ser vista a partir de um conjunto de fatores:  quantidade de veículos, transporte individualizado, transporte público eficiente, adensamento residencial e populacional, infra-estrutura viária, engenharia de trânsito, planejamento urbano e o uso racional do automóvel, além da educação do consumidor.

O futuro exige soluções estruturais, com políticas públicas permanentes de caráter nacional para as  metrópoles, integradas com políticas locais e estaduais e envolvendo setores públicos e privados.

O papel da indústria automobilística nesse contexto é relevante.  Cabe a ela o desenvolvimento tecnológico e a produção de veículos que se traduzam em maior mobilidade e sustentabilidade para as metrópoles. Há uma verdadeira revolução tecnológica nos centros mundiais de desenvolvimento de veículos, priorizando cada vez mais no DNA dos carros futuros os conceitos de segurança, qualidade ambiental e de mobilidade urbana. Projetos que enfatizam carros compactos, motorizações de maior eficiência e menor consumo e combustíveis alternativos.  A eletrônica e a informática estão em crescente presença nos veículos, acionando-os e movimentando-os, definindo e orientando operações de maior dirigibilidade ao condutor, com economia de tempo e de recursos em adequados padrões de segurança e ambiental. Novos materiais e a nanotecnologia tornam os veículos mais  leves e também mais recicláveis ao final de sua vida útil.

A infraestrutura viária e a engenharia  devem  garantir a fluidez.  E a segurança de trânsito deve exigir fiscalização e cada vez mais arrojadas ações preventivas, começando por uma formação de condutores mais rígida. Os itens de segurança são exigências e prioridades nos veículos.

As emissões veiculares  são crescentemente menores e, em alguns casos, serão mesmo eliminadas, ao menos na fonte final, que é o veículo. Biocombustíveis e veículos híbridos já são realidade que ganham campo. Outras energias veiculares, como célula de hidrogênio e outras alternativas serão testadas em  novas formas de mover o veículo futuramente.

O veículo dos anos futuros será muito mais avançado na performance, design, dirigibilidade, conectividade, funcionalidade, eficiência energética, emissões baixas ou zeradas, segurança, acessibilidade, manutenção e reciclabilidade no descarte.

A questão da mobilidade nas metrópoles, é desafiadora.  Ao lado de paliativos pontuais de cada momento, devem ser buscadas soluções estruturais e políticas públicas de longo prazo, pois somente essas serão capazes de tornar fluida a vida nas metrópoles no futuro.  O amplo debate e a convergência das ações entre os vários agentes dos setores público e privado são fundamentais para que isso aconteça.

A equação automóvel–meio ambiente–mobilidade urbana será construída com produtos corretos e avançados por parte da indústria, com legislações, planejamento urbano e políticas públicas pelo poder de Estado e com disciplina e respeito às leis por parte do consumidor.

Avesso mostra os bastidores da nova campanha de OMO

omogarageband01O Avesso esteve presente nas gravações da nova campanha de OMO “Garage Band”  e traz todos os bastidores do filme que renova o conceito do “Se sujar faz bem”.

Para esse ano, OMO utilizou como base em todo seu material a música da banda Queen “We Will Rock You”. A equipe do Avesso entrevistou os responsáveis pela criação da campanha além de responsáveis pelo marketing da Unilever. Assista np link: http://www.avessotv.com.br/bastidores-garage-band-omo.html

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Aceleradas: GP China – Cara nova no alto do pódio

196296

O alemão Nico Rosberg conquistou sua primeira vitória na F-1 e foi de ponta a ponta. A temporada começa com três vencedores diferentes
Por: Edison Ragassi
Até o GP chinês disputado no circuito de Xangai, os planos de Bernie Ecclestone para a maior categoria do automobilismo mundial estão dando certo.
Em três etapas disputadas, três pilotos diferentes subiram ao degrau mais alto do pódio.  Jenson Button (McLaren) na Austrália, Fernando Alonso (Ferrari) venceu na Malásia e Nico Rosberg (Mercedes-GP) triunfou na China.

196265

Esta ‘rotatividade’ de vencedores ocorre por causa das regras implantadas desde a temporada passada, principalmente na construção dos pneus.
Ecclestone , o baixinho inglês que é o dono da categoria, exigiu que a Pirelli fabrica-se compostos que duram pouco e obrigam os pilotos a parar para substituí-los, assim as corridas ficaram muito movimentadas. Nesta, até Felipe Massa (Ferrari) chegou a liderar, por conta das trocas.

196230

Mas não posso deixar de dar os méritos ao vencedor e sua equipe a Mercedes-GP, capitaneada por Ross Brawn. Rosberg fez sua parte, marcou a pole nos treinos de sábado, largou bem, mesmo tendo seu companheiro de time, o sete vezes campeão Michael Schumacher ‘fungando em seu cangote’ na segunda colocação.

Já a equipe fez tudo certo, perfeita na troca de pneus, isso com Rosberg, e solucionou o problema de balanço que fazia desgastar rapidamente os compostos de borracha, tanto que o vencedor fez duas trocas e a maioria dos pilotos parou três vezes.
Bem, como nem tudo pode ser perfeito, Schumacher teve seu dia de Barrichello. Lembra quando Rubinho sofria com os erros da Ferrari e tudo funcionava como um relógio para o alemão? Pois bem, nesta prova foi Schumi que parou porque a equipe não apertou direito a roda, quem diria!
Além de uma cara nova vencer, o GP da China foi marcado pela competitividade.

196302

Rosberg só conseguiu disparar na liderança, porque do segundo ao décimo segundo colocados a briga foi ferrenha. Andaram o tempo todo um na cola do outro, disputando com a faca nos dentes as posições.
Nestas condições os pilotos mais talentosos conseguem sobressair. É o caso de Jenson Button (McLaren). O inglês partiu na quinta posição, pulou na largada para o terceiro lugar, era apontado como favorito a vencer, mas teve problemas em uma das paradas, o que comprometeu sua corrida.

196269

Mesmo assim terminou em segundo, após brigar muito com Lewis Hamilton (McLaren) e Sebastian Vettel (Red Bull).
Bruno Senna (Williams) mais uma vez fez bonito.  Sofreu um pequeno toque na largada, mas ganhou posições. Também só parou duas vezes e terminou na sétima colocação. E Felipe Massa (Ferrari), que também optou por duas paradas, não obteve êxito, subiu para a nona posição na largada, mas acabou em 13º lugar, enquanto que Fernando Alonso (Ferrari) foi o nono colocado.

196311

Marcaram pontos no GP da China
1º- Nico Rosberg
2º -Jenson Button
3º -Lewis Hamilton
4º -Mark Webber
5º -Sebastian Vettel
6º -Romain Grosjean
7º -Bruno Senna
8º -Pastor Maldonado
9º- Fernando Alonso
10º- Kamui Kobayashi
Também não podemos esquecer o efeito ‘autódromo’. Neste inicio de temporada, onde os carros estão equilibrados, uns se acertam melhor com a pista do que outros. Quando começar a parte europeia da temporada, todas as equipes levarão evoluções aos bólidos, a Ferrari, por exemplo, diz que terá um modelo totalmente novo. Assim vamos ver se as disputas continuam neste nível, ou alguma delas irá se destacar.

196259

O campeonato é liderado por Hamilton com 45 pontos, Button tem 43, Alonso 37 pontos, e Mark Webber (RBR) 36. Vettel aparece em quinto com , 28,  Rosberg está na sexta colocação, com 25 pontos. E Bruno Senna, somoum 14 pontos e garante a nona posição.
A F-1 volta as atividades no próximo domingo no circuito de Sakhir é o polêmico GP do Bahrein. Mas fique atento, a prova pode ser cancelada por causa de problemas políticos!

Rapidinhas
Preciso aprender
Bruno Senna conquistou pontos em duas corridas seguidas e está empolgado, mas com os pés no chão. "Se evoluirmos na classificação, poderemos lutar por colocações mais à frente. Ainda tenho o que aprender para tirar mais do carro, pneus, na definição do grid, como faz o Pastor Maldonado”, declarou o brasileiro.

Decisão errada
Apesar de terminar na 13ª posição, Felipe Massa estava tranquilo, pois a diferença para Alonso foi de 5 segundos. O brasileiro disse que a estratégia foi boa, porém executada de maneira errada. "Nossa estratégia era a melhor, duas paradas em vez de três, como fez o Alonso. Mas teríamos de ter parado bem antes do que fiz  para dar certo, quem fez dois pit stops e parou antes me ultrapassou", explicou. Detalhe, a decisão de quando parar foi da equipe!

Evolução constante
Depois de retornar como equipe em 2010, até então só fornecia motores, a Mercedes-GP estava devendo uma boa atuação. Este ano parece que acertaram e Ross Brawn, diretor técnico do time explicou porque os carros melhoraram. "Passamos a adotar outra filosofia no ajuste das suspensões, em especial dos amortecedores, e o carro mostrou-se bem mais veloz e constante". Simples assim!

sábado, 14 de abril de 2012

Avaliação: Range Rover Evoque

IMG_7909

Primeiro utilitário esportivo da Land Rover concebido com apelo urbano  nasceu como um carro conceito que virou realidade
Texto: Edison Ragassi
Fotos: Estúdio Prána
Em 2008 a Land Rover mostrou pela primeira vez o protótipo LRX,  e poucos acreditavam que ele viria a ser um modelo de linha, por causa de suas linhas e desenho futurista.
Em 2011 a fabricante inglesa provou que, por mais arrojado que seja o projeto é possível transformá-lo em realidade e lançou o Range Rover Evoque.O utilitário esportivo foi concebido para mudar um pouco a imagem da empresa que é sinônimo de veículos para o fora de estrada.

IMG_7843

A frente usa linhas robustas, os faróis são embutidos nos para-lamas e unem-se ao capô como uma só peça. No centro uma grande grade, abaixo o para-choque na mesma cor do carro e uma grade trapezoidal na parte inferior.

IMG_7898

As laterais têm vincos que começam nas lanternas, quando chegam aos para-lamas dianteiros ganham forma circular para acompanhar as caixas de rodas.

IMG_7927

A traseira usa visual robusto, as linhas retas têm os cantos arredondados, as lanternas lembram os olhos de um robô. A parte inferior do para-choque segue o desenho da dianteira em formato trapezoidal.

IMG_7917

Tem comprimento de 4365 mm, largura de1965 mm e altura de 1635 mm. Sua distância entre-eixos é de 2660 mm. Enfrenta terrenos alagados com profundidade máxima na água de 500 mm, o volume do porta-malas é de 420 litros e o tanque de combustível recebe até 70 litros.

IMG_7859

Por dentro, bancos em couro em duas tonalidades e quatro opções de cores. Sistema de iluminação interna com mudanças de cores (mood lighting), o acabamento do painel e das portas, mescla couro de costura dupla e alumínio escovado.

IMG_7892

Equipado com motor gasolina, o Si4 de 2.0 litros turbo, entrega 240 cavalos de potência, seu torque é de 34,7 kgfm. Ele usa injeção direta de combustível e distribuição dupla variável.
Segundo Roberto Ghelardini Montiboeller, diretor do Centro Automotivo High Tech, localizado na Lapa (SP), “O motor é construído com tecnologia moderna, as velas são de fácil acesso e utilizam bobinas.

IMG_7980

O reparador deve ficar atento, pois se falhar uma o ideal é substituir as quatro, já que no período de atividade, as outras três irão compensar a falta daquela que está com defeito. Ao substituir a defeituosa o sistema não conseguirá compensar e comprometerá as outras”, explica ele.

IMG_8071

Apesar da inspiração urbana, o Evoque está preparado paro o fora de estrada, com tração integral nas quatro rodas, a última versão do sistema Terrain Response, que adapta as configurações de tração, motor, suspensão e torque de acordo com o tipo de terreno em que se trafega.

Pelo fato de ser também um fora de estrada, alguns itens requerem atenção, como o sistema de aspiração do ar. “O carro está preparado para enfrentar situações adversas, mas a terra e poeira acabam penetrando, com o tempo pode chegar ao sistema de injeção e comprometer, assim o ideal durante uma revisão ou reparação preventiva é tirar esta sujeira”, comenta Edson Roberto de Ávila, o Mingau, diretor técnico responsável do Departamento Técnico de Manutenção Preventiva e Corretiva de Autos Mingau, localizado em Suzano (SP).

IMG_7946

No motor os experientes reparadores não encontraram partes ou itens que necessitem de ferramentas especiais para realizar manutenção ou reparo. “O filtro do óleo e o de ar são fáceis de acessar, e é necessário tomar cuidado com os conectores, são vários espalhados pelo propulsor, eles têm uma maneira certa para retirar e colocar, não adianta forçar, pois eles podem danificar”, comenta Edson.

IMG_8073

De construção robusta, a suspensão dianteira é independente do tipo McPherson. As bandejas são de alumínio, “neste caso se ocorrer um problema no pivô é preciso substituir a bandeja completa para manter a integridade do conjunto”, declara Roberto.

IMG_8066

Já a suspensão traseira é independe multilink, “ao realizar manutenção é necessário checar o alinhamento”, explica Mingau.
Para trocar os amortecedores e molas, os reparadores não identificaram necessidade de utilizar ferramentas ou equipamentos especiais.

O sistema de freio dianteiro usa disco ventilado de 300 mm e na traseira os discos são sólidos com 302 mm, eles também não oferecem dificuldades para substituição. 

IMG_7854

O câmbio é o AISIN AW F21 automático de seis velocidades, com opção de mudanças sequenciais por borboletas colocadas na parte de trás do volante. A alavanca foi substituída pelo sistema Drive Selector, um seletor que proporciona mudanças ao giro de um botão no centro do console. Ele é escamoteável, ao ligar o veículo o botão sobe, quando é desligado ele abaixa.

O especialista em câmbio automático Mauricio Carreiro, diretor da Global Treinamentos, fala que a transmissão de 6 velocidades é uma tendência nos veiculo atuais e dá mais detalhes.“O câmbio é fabricado pela empresa japonesa Aisin Warner sua identificação do fabricante é TF 81 SC ou AF21/40 (AF- Automatic Front, montagem feita de forma transversal), é utilizado também por outras fabricantes de veículos, assim, é possível encontrar essa transmissão em outros carros, além do Ranger Rover Evoque. A construção e bastante robusta, e esse modelo é muito utilizado em modelos com tração AWD”.

Ele explica que o sistema não utiliza cabos para mudanças, “o atuador funciona eletronicamente, o modulo TCM esta incorporado a transmissão”.
Mauricio relata que o peso total da transmissão e de 90 Kg, utiliza 8 litros de Fluido AW F1 e o nível de fluido pode ser medido na parte inferior da transmissão, no bujão de verificação e o bujão de dreno também esta localizado no mesmo local,  “é semelhante as transmissões DP0 ou AL4 da linha francesa”, compara. A construção do corpo de válvulas também é bastante conhecida, possui 8 solenoides 5 para mudança, um do TCC ou lock up e dois reguladores de pressão.

IMG_8072

E como nos dias de hoje, a preocupação de preservar o meio ambiente é prioridade na consepção dos carros, “a transmissão foi construída dentro das normas de exigência de emissões, por isso o conversor compartilha com o motor o aquecimento do sistema, ele não aplica lock up abaixo dos 48 graus e assim emite um menor número de partículas na atmosfera, a quinta e sexta marchas estão desmultiplicadas, a sexta é uma marcha de cruzeiro esta solução tem sido usada nos projetos mais novos para economizar combustível”, complementa Mauricio.

IMG_7882

Impressões ao dirigir
O Range Rover Evoque é um veículo que chama atenção por onde passa. Tem ótimo arranque, câmbio com trocas macias e precisas.
Os comandos e controles no cockpit são fáceis de visualizar e simples para manusear.

IMG_7849

As linhas arrojadas de seu design comprometeram a visibilidade traseira, o que é compensado pelos sensores de estacionamento e a boa visibilidade dos espelhos.
E o motor de 240 cv é muito eficiente, proporciona ótimas acelerações e retomadas, sem nenhum susto para o condutor.

IMG_7937

Na versão Pure, igual ao avaliado, o Evoque tem preço sugerido de R$ 178.000 (5 portas) e R$ 180.000 (3 portas) . É equipado com rodas de liga leve aro 18 polegadas e três diferentes temas de acabamento interno: Ebony (preto), Almond (bege) e Cirrus (cinza), que definem as cores do couro que reveste os bancos e o acabamento das portas e do painel, sempre com costura dupla.
Colaboraram: Land Rover do Brasil

IMG_7836

Ficha técnica Range Rover Evoque 
Motor

Tipo: Transversal
Numero de cilindros: 4 em linha
Cilindrada: 1999 cc  
Potência máxima líquida: Gasolina: 240 a 5500 rpm
Torque máximo líquido: 340 a 1750 rpm
Taxa de compressão: 10
Número de válvulas: 16 (4 por cilindro)
Direção
Tipo: Elétrica 
Transmissão
Modelo: Aisin AW F21
Tipo: 6 Velocidades com trocas sequenciais    
Freios  
Dianteiros: Disco ventilado 
Traseiros: Disco sólido  
Dimensões
Comprimento: 4365 mm
Largura com os retrovisores dobrados: 1965 mm
Altura: 1605 / 1635 mm
Distância entre-eixos: 2660 mm
Profundidade máxima na água: 500 mm
Peso total com fluidos + 1 ocupante: 1640 kg
Capacidades
Volume do porta-malas: 420 litros
Tanque de combustível: 70 litros

quinta-feira, 12 de abril de 2012

MORRER NA PRAIA

CARTAO_FINAL.indd

Por: Fernando Calmon

Foto F. Calmon 19 - médiaFinalmente, o aguardado novo regime automobilístico brasileiro foi anunciado na semana passada, às vésperas dos feriados da Páscoa. Apesar de fama (merecida) do País de quebra de regras, protecionismo e excesso de intervenção na economia, é apenas o terceiro programa, em mais de meio século, desde o pioneiro em 1956, quando se criou o Grupo Executivo da Indústria Automobilística (Geia). O segundo, em 1995, também se implantou sem grandes sobressaltos.

Depois de 56 anos, o mundo mudou bastante. E ficou mais fechado ao comércio, depois da crise financeira mundial de 2008. Seria ingenuidade supor que o Brasil devesse bancar a vestal em baile de Carnaval. Aliás, pesquisa de instituto especializado no exterior aponta o País só em nona posição, com 49 medidas de “defesa comercial” no período, contra 242 da União Europeia, 112 da Rússia e 111 da Argentina.

Em setembro do ano passado, anunciaram-se as linhas gerais da nova política para o setor. Implicou aumento de 30 pontos percentuais (pp) do IPI para veículos leves de todas as origens, inclusive os produzidos aqui. Ao mesmo tempo, criaram-se regras para dispensar esse aumento, se cumpridas certas condições agora anunciadas. Na época, os importadores gritaram que os compradores seriam prejudicados e a ausência de concorrência externa elevaria os preços. Seis meses depois não subiram e até diminuíram, à exceção de modelos importados de médio e alto preço. Ainda assim, se absorveu parte dos ônus, pois a taxa de câmbio camarada para importação deixa grande margem de manobra.

O regime anunciado é complexo e tomou a maior parte dos debates no III Fórum da Indústria Automobilística, da Automotive Business, nessa 2ª feira, em São Paulo. Nem tudo ficou completamente esclarecido pelo pouco tempo para análises pré-fórum. Mas se trata de um programa coerente, com começo, meio e fim, entre 2013 e 2017, focado na atração de novos fabricantes, aumento de investimentos, incentivo ao uso de peças nacionais e pesquisa/inovação dentro do País. Acaba com o tradicional índice de nacionalização, substituindo-o por cálculo de compras internas vinculado à redução total dos 30 pp adicionais de IPI, o que poderá dobrar o uso de componentes regionais do Mercosul.

Marcas que se aproveitaram da frouxidão de regulamentos anteriores terão dificuldade em manter operações rentáveis no Brasil. A previsão para 2017 é um mercado interno de 5 milhões de unidades (com caminhões e ônibus), a partir de 3,8 milhões em 2012. Até aquele ano, a concorrência será bem maior, com mais fabricantes produzindo internamente sob as mesmas regras e estimulados a oferecer modelos atuais e inovadores para obter redução de impostos.

Outros aspectos desses regimes serão abordados pela coluna, inclusive sobre o provável cenário de preços reais, considerada a inflação, aquilo que realmente interessa ao consumidor. Abriu-se, na verdade, uma janela de cinco anos para melhorar competitividade e modernização da produção brasileira. Ao governo, porém, caberão ações fundamentais de combate às ineficiências estruturais e aos altos custos visíveis e invisíveis do País, de sua responsabilidade, sem as quais vamos nadar, nadar e morrer na praia.

RODA VIVA

PRIMEIRO recuo de vendas no trimestre inicial, desde 2003, aconteceu agora em 2012. Na realidade foi de apenas 0,8% em relação a 2011, atribuído às dificuldades de aprovação de financiamentos ao consumidor. A considerar, ainda, notícias de que o governo patrocinaria redução de juros, via bancos estatais. Pode ter tido impacto sobre expectativas dos compradores.

CRUZE Sport6 engrossa disputa entre hatches médios-compactos, de visual tão atual como o do Peugeot 308. Espaço interno igual ao do sedã Cruze, mesmo motor de 1,8 l/144 cv, câmbio manual ou automático de seis marchas e até teto solar na versão de topo LTZ. Suspensões e direção muito bons. Preços, puxados por equipamentos, de R$ 64.900 a R$ 79.400, limitarão vendas.

RACIONALIZAÇÃO do número de versões foi a estratégia da Mercedes-Benz para seu roadster SLK enfrentar o aumento do IPI. Antes havia três opções, agora só a de R$ 249.990 e, mais adiante, a AMG sob encomenda. Fábrica espera redução próxima a 50% na comercialização de 2012 em relação a 2011. Ano passado compras foram antecipadas para fugir do imposto.

VERSA apresenta estilo algo controverso. No entanto, destaca espaço interno, motor adequado e preço realmente diferenciado, pelo que oferece, a partir de R$ 35.590. Redução de oferta em função das cotas de automóveis mexicanos atrapalhará planos da Nissan. Incomodam bancos dianteiros de assentos curto demais, incompatíveis à proposta de modelo espaçoso.

PARA quem deseja acompanhar debates sobre embriaguez ao volante e assinar petição pública há um site bem estruturado: www.naofoiacidente.org. Participa de redes sociais (Facebook e Twitter). Iniciativas desse naipe são bem-vindas para engajar pessoas por mais segurança no trânsito.

____________________________________________________

fernando@calmon.jor.br e www.twitter.com/fernandocalmon

Lançamentos: Ducato 2013

1183_1_previewA Fiat acaba de lançar a versão 2013 da van e mini ônibus Ducato. O veículo foi adequado ao novo patamar da legislação de emissões veiculares, enquadrando-se nos níveis do Proconve L6. Para isso o motor F1A MultiJet Economy, desenvolvido e produzido pela FPT  Industrial, incorporou  alterações, as quais segundo a fabricante deixaram o Ducato mais econômico em até 8% se comparado ao modelo anterior.

1183_3_preview

A nova calibração e o implemento de novas tecnologias melhoraram o desempenho do veículo ainda  nas acelerações e retomadas. Os 127 cv de potência a 3.600 rpm foram  mantidos, enquanto o torque aumentou em 6%, de 30,7 Kgfm  para 32,6 kgfm  a 1.800 rpm.

Também adotou o sistema EGR (Recirculação dos Gases de Escape) para redução da emissão de NOx, o filtro catalisador tipo DOC  (catalisador de oxidação de diesel) e o filtro de gases de escapamento DPF (filtro de partículas de diesel) para menor emissão de material  particulado.

Abaixo os preços sugeridos da gama do Fiat Ducato 2013:
Ducato Cargo 7,5m³ - R$ 76.380
Ducato Cargo L 9,0m³ - R$ 80.770
Ducato Maxi Cargo 10m³ - R$ 84.590
Ducato Maxi Cargo 12 m³ - R$ 86.820
Ducato Minibus Teto Baixo - R$ 93.090
Ducato Minibus Teto Alto - R$ 99.950
Ducato Multi - R$ 86.300