segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Voyage: Lançamento, ou relançamento?

VW batiza Gol Sedan de Voyage, modelo que não era fabricado desde 1995, mas continua na cabeça do consumidor
Por: Edison Ragassi
Fotos: ER/ Divulgação


Quem tem mais de 30 anos, não só lembra, como também deve conhecer alguém que é ou foi proprietário de um VW Voyage. O modelo, um sedã compacto da mesma família do Gol, chegou ao mercado em 1981 e teve sua fabricação descontinuada em 1995.
Após apurar em clinicas com os consumidores que o nome permaneceu como marca de confiança na cabeça das pessoas, a Volkswagen não teve dúvidas. Batizou a versão sedã do Novo Gol de Voyage.

Apesar de reviver o nome, o atual sedã compacto não tem nada em comum com o homônimo das décadas de 80 e 90, pois trata-se de um novo carro.
Ele foi mostrado para a imprensa especializada, dia 25 de setembro em Florianópolis (SC). Durante a apresentação, os executivos e engenheiros da marca deixaram bem claro que a principal diferença entre o Gol e o Voyage, é a carroceria, ou seja, um é hatch e o outro sedã. Também há diferenças no acabamento como as cores internas usadas no sedã, as quais têm detalhes em vermelho.

Ambos oferecem duas opções de motorização: 1.0L e 1.6L Total Flex, e as peças como amortecedores, discos e pastilhas de freios são as mesmas. Exceção feita aos amortecedores e molas traseiras, pois têm calibragem diferente do Gol, a fim de suportar a maior carga do porta-malas e manter a estabilidade.
O preço sugerido para venda do modelo de entrada com motor 1.0L, sem ar-condicionado e direção hidráulica é de R$ 30.990. Já o mais forte 1.6L começa com valor estipulado de R$ 35.180.
Com estes preços para a versão de entrada, a montadora de São Bernardo do Campo volta a disputar a atenção de consumidores do Fiat Siena Fire, Ford Fiesta Sedan e Renault Logan 1.0 16V. Já nas opções mais equipadas e com motor 1.6L, encontra concorrentes como Fiesta Sedan, Corsa Sedan e Prisma da Chevrolet, Fiat Siena 1.4L e 1.8 Flex, e da Renault Clio e Logan.
Existe a expectativa de que o Voyage caia nas graças dos taxistas, pois estes profissionais ficaram órfãos de um carro robusto e espaçoso, desde a saída de linha do Santana, e por isso a VW pretende lançar em breve o kit gás para o carro.
O novo sedã compacto derivado do Gol mede 4,23 m de comprimento, 1,65 m de largura e 1,46m de altura. A distância entre-eixos é a mesma do irmão hatch 2,46m.
O porta-malas tem capacidade volumétrica de 480 litros, e usa sistema elétrico de destravamento com abertura automática da tampa traseira, o qual é acionado por controle remoto na chave ou por um botão no painel.

Durante o percurso do teste drive feito nas ruas e rodovias de Florianópolis, a reportagem do Auto Agora foi abordada por várias pessoas dispostas a matar a curiosidade, e não tinham vergonha de perguntar: “Que carro é este?”.
Ao saber que se tratava do Novo Voyage, a resposta era: “Bonito!”
A julgar por esta primeira impressão, a conclusão é de que a VW acertou.
Ficha Técnica
Motor: 1.6 VHT
Número de Cilindros: 4 / em linha
Número de Válvulas: 2 transversal
Cilindrada: 1.598
Potência Máxima: Gasolina 74 (101) / 5.250 / Álcool 76 (104) / 5.250
Torque Máximo: 151 (15,4) / 2.500 153 (15,6) / 2.500
Injeção: Injeção eletrônica multiponto Bosch ME 7.5.30
Diâmetro e Curso: 76,5 x 86,9
Taxa de Compressão: 12,1:1
Transmissão: Monodisco, acionamento hidráulico
Tração: Dianteiras
Câmbio: cinco marchas à frente, acionamento por cabor
Direção: Pinhão e Cremalheira (opcional: hidráulica)
Suspensão:
Dianteira: Independente, tipo McPherson, com braços triangulares transversais, molas helicoidais, amortecedores pressurizados e barra estabilizadora de 19 mm de diâmetro
Traseira: Interdependente, com braços longitudinais
Freios: Duplo circuito hidráulico em diagonal, servofreio a vácuo (ABS opcional)
Dianteiro: A disco ventilado, diâmetro de 256 mm
Traseiro: A tambor, diâmetro de 200 mm com válvula
Pneus 195/55R15
Rodas Roda de Aço (6Jx14) com Pneus 175/70R14
Dimensões / Pesos / Capacidades:
Comprimento:4.230 mm
Largura: 1.656 mm
Altura: 1.464 mm (pneu 175/70R14) / 1.460 mm (pneu 195/55R15)
Entre-eixos: 2.465
Peso em ordem de marcha: 989 kg
Tanque de Combustível: 55 litros
Porta-Malas: 480 L
Carga útil: 440 kg

Lançamentos: Fiat briga no segmento de sedãs médios

Linea fabricado no Brasil chega como o representante da Fiat para disputar o concorrido segmento dos sedãs médios.
Por: Edison Ragassi
Foto: ER/Divulgação


Apesar da liderança em vendas de veículos no Brasil, ainda falta para a Fiat Automóveis consolidar um forte representante no segmento de sedãs médios, pois o Tempra e Marea foram tentativas frustradas. Para suprir esta deficiência, a montadora de Betim (MG) foi buscar na Europa o Linea um projeto mundial, o qual passa a ser fabricado no Brasil.
O lançamento aconteceu em São Paulo, dia 18 de setembro.
O carro teve sua arquitetura adaptada para as condições brasileiras, ou seja, foi desenvolvido para suportar as diferenças de terreno e temperatura típicas do país.
Claudio Demaria, diretor de engenharia e design da montadora, explicou em sua apresentação que, “é um carro novo, o qual não utiliza partes de outros fabricados pela Fiat no Brasil”. Isso significa que o segmento de reposição terá que se preparar para atender este novo modelo.
Segundo os executivos da Fiat, o Linea chega para disputar clientes do Civic, Corolla e Vectra, e também enfrentará o recém-lançado Novo Focus da Ford, outro sedã com arquitetura global.
Com linhas modernas, o carro mede 4,56 m de comprimento, 1,73 m de largura, 1,50 m de altura. Outra novidade esta na motorização, pois são duas novas opções: 1.9 16V Flex e 1.4 T-Jet Turbo, este importado, o qual usa a base o 1.4 Fire, e dois tipos de transmissão, manual de cinco velocidades, ou automatizada Dualogic (a mesma do Stilo), desenvolvida pela Magneti Marelli. Desde a versão de entrada sai da fábrica com: ar-condicionado, direção hidráulica, freios ABS, entre outros itens. Há uma evolução dos navegadores GPS que integra o mix de acessórios disponíveis. Trata-se do Blue&Me NAV, um equipamento que reuni sistema de som e navegador, em uma só peça.
Neste inicio de comercialização, a Fiat adotou política de preços agressiva, o 1.9 16V tem preço sugerido de R$ 60.900, o 1.9 16V Dualogic custa R$ 63.900, a versão Absolute com motor 1.9 16V Dualogic sai por R$ 68.640 e o T-Jet com motor 1.4 Turbo sai por R$ 78.900. A montadora espera vender 2.500 unidades mensais do modelo.
Ficha Técnica
Motor: 1.9 16V / 1.9 16V DUALOGIC / ABSOLUTE, Transversal, Dianteiro
Número de Cilindros: 4 em linha
Número de Válvulas: 4
Cilindrada: 1838,6 cm³
Potência Máxima: 130 cv / 5.750 rpm (gasolina) / 132 cv / 5.750 rpm (álcool)
Torque Máximo: 18,1 Kgfm / 4.500 rpm (gasolina) / 18,6 Kgfm / 4.500 rpm (álcool)
Injeção: Magneti Marelli, multiponto, seqüencial
Taxa de Compressão: 11,5:1
Transmissão: 5 à frente e uma à ré
Tração: Dianteira com juntas homocinéticas
Câmbio: 5 à frente e uma à ré
Suspensão:
Dianteira: MacPherson com rodas independentes, braços oscilantes em aço estampado fixados ao subchassi, com barra estabilizadora
Traseira: Com rodas semi-independentes, travessa de torção de seção aberta
Freios
Dianteiro: disco ventilado (Ø de 284 mm) com pinça flutuante
Traseiro: disco rígido (Ø de 251 mm) com pinça flutuante
Pneus: 195/65 R15 (1.9 16V e 1.9 16V Dualogic) / 205/55 R16 (Absolute)
Rodas: 6.0JX15”, em liga-leve (.19 16V e 1.9 16V Dualogic) / 6.0JX15”, em liga-leve (1.9 16V e 1.9 16V Dualogic)
Dimensões / Pesos / Capacidades:
Comprimento: 4.560 mm
Largura: 1.730 mm
Altura: 1.505 mm
Entre-eixos: 2.603 mm
Peso em ordem de marcha: 1315 Kg (1.9 16V) / 1320 Kg (1.9 16V Dualogic, Absolute)
Tanque de Combustível: 60 litros
Porta-Malas: 500 litros
Carga útil: 400 Kg

Lançamento: Frontier agora é nacional

Nissan nacionaliza a picape Frontier que era importada da Tailândia, e promete que outras novidades chegarão ao mercado nacional
Texto: Edison Ragassi
Fotos: ER/ Divulgação

Depois de obter sucesso com a New Frontier importada da Tailândia, a Nissan nacionalizou a picape que passa a ser produzida no Brasil, em São José dos Pinhais (PR). Agora chamada de Nova Frontier, ela foi apresentada para imprensa especializada dia 16 de setembro em Florianópolis (SC). Neste modelo, motor e transmissão continuam sendo importados da Tailândia, o que deixa a picape com índice de nacionalização em torno de 25%.
Com motor diesel, a picape média é oferecida em duas versões, a top de linha 4x4 com propulsor 2.5 de 172 cavalos, o qual entrega 41 kgfm de torque e câmbio automático de 5 velocidades. A outra tem tração 4x2, usa motor de 2.5L com 144 cv e 36,3 kgfm de torque, e câmbio mecânico de seis velocidades.
Durante a apresentação não foi divulgado o preço exato, mas a direção da empresa comentou que deve variar em torno de R$ 85.000, no modelo de entrada, e R$ 125.000 a topo de linha.
Os executivos da montadora mostraram otimismo com o produto, e reforçaram que se trata de um projeto global, agora feito por brasileiros. O modelo importado teve uma média de 5 mil unidades comercializadas.“Agora nossos clientes terão mais opções de cores, e maiores facilidades na hora de realizar a manutenção”, comentou Tai Kawasaki, diretor de pós-vendas da Nissan, durante apresentação. Também falou que as peças de reposição comercializadas para o modelo importado recebem subsídios para deixar os preços competitivos, e por isso o cliente não sentirá diferença entre uma e outra.
Em processo de expansão e lançamento de produtos, a Nissan negocia com empresas nacionais para aumentar o parque de fornecedores, e também contrata profissionais para todas as áreas.
O lançamento da Nova Frontier integra o Plano SHIFT_mercosul, e engloba um investimento de US$ 150 milhões, a maior soma destinada à operação local até hoje. Thomas Besson, presidente da Nissan Mercosul, afirma que, “outros importantes pontos previstos pelo plano estão relacionados à ampliação da rede de concessionários e ao incremento nas vendas. O objetivo é fazer nossa rede saltar dos 66 revendedores atuais para 120 até o final de 2009, mesmo ano em que prevemos atingir um volume de vendas de 40 mil veículos/ano”, diz Besson.

Lançamento: Meriva ganha motor 1.4

Chevrolet reposiciona seu monovolume, ela agora tem duas opções de motorização 1.4 Econo.Flex e 1.8 Flexpower, a mais forte usa câmbio Easytronic
Por: Edison Ragassi
Fotos: José Nascimento


A linha 2009 do monovolume Meriva foi mostrada para a imprensa especializada dia 12 de setembro em Guarulhos (SP).
Para conquistar mais clientes, a Chevrolet incluiu a opção de propulsor 1.4 Econo.Flex, semelhante ao usado na picape Montana. Já a versão com motor 1.8 Flexpower passa a ser comercializada só com câmbio automatizado Easytronic, o qual é fornecido pela LuK.
A estratégia objetiva deixar o carro mais competitivo, “após lançar a Montana com motor 1.4 verificamos que o consumidor aprovou, então percebemos que o Meriva também teria melhor potencial perante a concorrência, oferecido com preços menores”, afirma José Carlos Pinheiro Neto, vice-presidente da General Motors do Brasil. O Meriva é um dos veículos preferidos pelas mulheres, e também dos taxistas. “Agora com as duas opções de motor acredito que os motoristas de táxi procurarão ainda mais o Meriva”, afirma Hermann Mahnke, gerente de marketing produto Chevrolet, e completa, “isso porque quando só havia a opção 1.8 Flexpower o veículo já era sonho de consumo entre estes profissionais, a opção mais em conta, pode fazer com que o sonho torne-se realidade”.
Para receber o novo motor, o Meriva não sofreu modificações em sua estrutura, foram feitas apenas calibrações mecânicas e a relação da transmissão traseira é a mesma usada na Montana.
Isso significa que, as principais peças de reposição como discos, pastilhas de freios e amortecedores, continuam iguais as do modelo anterior.
Desde o modelo de entrada o Meriva vem equipado com direção hidráulica, ar-condicionado vidros e travas elétricas.
Com motor 1.4 que oferece 105 cv a 6.000 rpm ao usar 100% álcool, e 99 cv a 6.000 rpm, abastecido com gasolina está disponível nas versões de acabamento Joy (R$ 45.790) e Maxx (R$47.790).
E a versão com motorização 1.8 Flexpower é vendida com acabamento Expression (R$48.240) e Premium (R$50.740), também continua em linha o modelo esportivo SS-Super Sport (R$51.840).
A expectativa da GM é que a opção com motor 1.4 Econo.Flex represente entre 60% a 70% das vendas, enquanto que a 1.8 Flexpower alcance algo em torno de 30% a 40% do total comercializado.

terça-feira, 30 de setembro de 2008

GP de Cingapura: Comédia pastelão

Não dá para acreditar que a Ferrari cometa erros de principiantes, iguais aos das equipes pequenas. Falta comando.

Quem viu o poderoso time vermelho nas mãos de Jean Todt e Ross Brown, não acredita no que aconteceu em Cingapura com Felipe Massa.
Vamos recordar. O brasileiro chegou na primeira prova noturna da categoria como favorito, e confirmou a condição ao fazer a pole com uma chamada volta perfeita.
Manteve a ponta na largada, e começava a se distanciar do rival da McLaren, Lewis Hamilton, quando na volta 14, Nelsinho Piquet (Renault) bateu forte.
Safty car na pista, e aí Felipe vai para o box abastecer e trocar pneus. Neste momento, começou a comédia pastelão. O responsável por apertar o botão para acender a luz verde e liberar o piloto, o fez antes da mangueira ser retirada do bocal. O piloto confia nos companheiros, e não teve dúvidas acelerou, o momento era errado, pois além da mangueira presa, passava por ali um carro da Force Índia, e Massa quase bateu.
Aí começou a parte engraçada, pois o Ferrari número 2 saiu com uma mangueira metálica pendurada ao lado, e parou na saída do box. Os mecânicos corriam de um lado para o outro, batendo cabeça, sem saber se iam até Massa, ou socorriam o companheiro caído.

Até chegarem onde estava o brasileiro, retirar a peça, e mandar Massinha de volta à pista, este tempo foi suficiente para fazer com que ele caísse para a última posição. Como se não bastasse ainda foi punido por quase bater na saída do desastroso abastecimento. Bem o resultado, todos já sabem, Felipe chegou em Cingapura há apenas 1 ponto do líder e saiu sete atrás. O erro foi humano, mas este tipo de coisa só acontece quando o time está inseguro ou confiante demais, pois neste segundo caso, o excesso de confiança faz com que os envolvidos relaxem e percam a concentração.

Stefano Domenicali não está conseguindo controlar seus comandados, e não tem pulso firme para eliminar o malfadado sistema de sinalização eletrônico, o qual já havia confundido Kimi Raikkonen em Valencia, desta vez tirou a chance de fazer Massa líder e ainda fez a Ferrari cair para a segunda posição no Mundial de Construtores.

Restam quatro provas, o brasileiro pode recuperar-se, e vencer, mas para isso, a condição psicológica de todos no time tem que mudar, descer do salto, ou parar de temer, e assumir a condição de competência.
E lógico, abolir o sistema eletrônico, ele não funciona. Volta pirulito!
Rapidinhas
Compreensão
Federico Uguzzoni, é o chefe dos mecânicos da Ferrari e responsável por soltar Massa antes do tempo. O piloto declarou que após a corrida abraçou o companheiro, um gesto humano e compreensivo, aceito por Domenicali. "Nós ganhamos juntos e perdemos juntos, e esta filosofia não vai mudar por causa de um erro. Ficamos muito tristes, claro, como vocês podem imaginar. Mas Felipe foi vê-lo logo depois da prova, e disse ''está tudo bem, cara, vamos em frente''. Como eu falei, estamos sempre unidos", declarou Stafano Domenicali, diretor da Ferrari e ainda garantiu que Uguzzoni não será demitido.
Ainda sem renovar
Com toda a trapalhada da Ferrari, quem se beneficiou foi Fernando Alonso. O piloto da Renault já havia parado, quando aconteceu a entrada do safty car. Assim enquanto os adversários paravam ele continuou e venceu. O resultado não garante sua permanência no time. "Bem, não é uma vitória que muda a situação. Temos uma boa relação com Fernando, estamos negociando, e ficaremos felizes com a decisão que ele tomar. É tudo o que posso dizer no momento", falou Flávio Briatore sobre a situação do espanhol bicampeão.
Eu errei!
Após sair do carro, Nelsinho Piquet confirmou que errou e bateu. "Arrisquei fazer uma primeira perna de corrida bem longa, então o tanque estava cheio e o carro pesado, com isso, eu tocava muito na pista irregular e numa dessas ondulações, acabei perdendo um pouco a saída da curva, bati de leve no muro de fora, rodei e bati mais forte por dentro", explicou o brasileiro sobre o acidente em Cingapura.

GP de Monza:São Pedro está de olho

Com muita chuva, o GP de Monza mostrou ao Mundo uma estrela acedente e apimentou a disputa pelo título de 2008

Não há como negar, o mítico circuito de Monza na Itália transformou o alemão Sebastián Vettel (Toro Rosso) em herói, pois o garoto com apenas 21 anos, fez a pole e venceu a corrida de ponta a ponta. A imprensa alemã não teve dúvidas e já chama o piloto de ‘o novo Schumacher’, o que é fácil de entender, já que depois que o 7 vezes campeão do mundo se aposentou, o país não mais conseguiu destaque na principal categoria do automobilismo mundial.

Até acredito que caso a primeira vitória de Massa acontecesse nas mesmas condições pilotando uma Sauber, a imprensa brasileira estamparia como manchete: ‘nasceu um novo Senna’, coisa que Felipe está longe de ser.
Foi bom ver um piloto novato alcançar o lugar mais alto do pódio com um carro que normalmente anda no pelotão intermediário, o que serve para incentivar outros da turma de trás como Force Índia, Honda e RBR, que há uma solução é possível quebrar a hegemonia de Ferrari e McLaren, e o segredo não é só o dinheiro.

Porém, não podemos esquecer que a vitória de Vettel só ocorreu por causa da chuva, ou alguém dúvida que se a água não caísse do céu, Ferrari e McLaren dominariam a prova?
O molhado circuito italiano também acendeu uma luz vermelha na casa de Maranello. Acredito que em um determinado momento do desenvolvimento do atual monoposto—carros de F1, apesar de toda a tecnologia, são construídos artesanalmente—os engenheiros optaram por sacrificar os acertos de pista molhada porque a maioria das provas ocorreria com pista seca. Difícil era prever que a água cairia justamente em um momento tão decisivo.

A McLaren tem certeza que se São Pedro ajudar, o titulo fica com os ingleses e Hamilton será o campeão. Apesar de as corridas de carros não serem uma ciência exata, basta ver como andou o inglesinho em Monza, largou em 15º lugar e chegou na sétima posição, atrás de Felipe Massa.

Com o resultado, o brasileiro ficou atrás apenas 1 ponto de Hamilton, melhor ainda, Kimi não pontuou, e faltam só quatro provas para o final da temporada. Isso significa que se o time vermelho almeja o campeonato, terá que focar suas atenções no brasileiro, e o atual campeão terá que ajudar. Mas ao analisar os principais resultados de Felipe, chego à conclusão de que ele funciona melhor sob pressão. Não sei como reagirá com tanta atenção. Torço para que seja da melhor maneira possível, para que no final ele traga o caneco para casa.

E depois desta corrida, reforço a minha opinião, ‘São Pedro, realmente é um apaixonado por Fórmula 1, tanto que coloca seu dedinho, ou melhor, sua aguinha, para apimentar a disputa’.
Vale acompanhar qual será a atitude do Santo na próxima etapa, a primeira corrida noturna na história da categoria, a ser disputada em Cingapura no domingo (28/09).
Rapidinhas
Jogando a responsabilidade
Na semana posterior ao GP de Monza, o presidente da Ferrari, Luca di Montezemolo, afirmou que os rivais ingleses da McLaren são os favoritos para conquistar o campeonato mundial de Fórmula 1, e cobra empenho de sua equipe e pilotos. “Tanto Massa como Raikkonen sabem bem o que têm de fazer, já que os dois correm para a Ferrari e as regras são muito claras: se trabalha para a equipe, tem que levar a sério”.
Alonso prefere Massa
Se depender da torcida do bicampeão espanhol Fernando Alonso, o brasileiro Felipe Massa será o campeão. “Preferiria que Massa ganhasse, porque, senão, Lewis Hamilton ganhará. É difícil fazer uma previsão, mas o favorito é Hamilton porque foi mais constante”, declarou Alonso, que correu com Hamilton na temporada passada.
A esperança não morre
Atual campeão Kimi Raikkonen sabe que é quase impossível repetir o feito do ano passado.“Ainda não acabou, mas seguramente agora é preciso um milagre, como aquele que permitiria um raio atingir duas vezes o mesmo lugar”, afirmou o piloto ao site oficial da Ferrari.

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

GP da Bélgica:Tá tudo dando certo!

Ao escorregar e bater faltando duas voltas para o final no GP da Bélgica, Kimi Raikkonen praticamente deu adeus ao título, sorte de Felipe.

Este ano, já escrevi que o azar enfrentado por Raikkonen na época que corria na McLaren parecia ter passado para Felipe Massa (Ferrari).
E não é que a coisa reverteu-se!
O finlandês fez tudo certo na pista belga, mostrou agressividade digna de quem é campeão e quer vencer de novo, deixou Felipe Massa e Lewis Hamilton (McLaren) comendo poeira.
O finlandês dominou a prova, e sua Ferrari deslizava pelos mais de 7 quilômetros da pista de Spa-Francorchamps, mas o inusitado aconteceu.

Faltando três voltas para o final, Hamilton foi pra cima do carro vermelho número 1, bateu rodas, e caiu uma garoa. Pronto, foi o suficiente para mudar tudo.
Os dois se tocaram, o inglês cortou uma chicane, devolveu, digamos que mais ou menos, a posição para o adversário e depois deu o bote para vencer a prova. Aí ficou nítido que Raikkonen e Massa tinham acertos diferentes.

O Ferrari número 1 era muito rápido, mas não tão estável, já o número 2 andava menos, porém, mais equilibrado, tanto que Massinha conseguiu levar o carro até o fim e Kimi escorregou e bateu ao tentar recuperar a primeira posição. Como se não bastasse, o inglês foi punido pela manobra na chicane, despencou para terceiro, e o vencedor foi o nosso bravo Massinha. Com este resultado, agora a diferença entre o brasileiro e o inglês é de apenas 2 pontos (76 /74), e o finlandês tem só 57 pontos, ocupa a quarta posição, atrás do polonês Robert Kubica (BMW-Sauber), que terminou em sexto e agora tem 58 pontos.

Nesta situação, não é para afirmar que: Tá tudo dando certo para o brasileiro?
Mas algumas considerações precisam ser feitas. Se fosse um carro da Ferrari que tivesse feito a manobra de Hamilton, este não seria punido. Isso porque a FIA trabalha praticamente que de mãos dadas com o time de Maranelo. Tanto que, logo após a manobra de Hamilton, a McLaren chamou pela linha privada a direção de prova, a qual afirmou que a manobra foi correta.
Depois os comissários puniram o inglês. O que de tão grave ele fez?
Já vi e revi várias vezes a ultrapassagem, e acredito que os comissários tomaram a decisão certa. Então fica a pergunta: por quê não avisar com a prova em andamento?
Hamilton poderia deixar Kimi passar, sem maiores problemas e depois ganhar a liderança novamente.

A próxima etapa acontece em Monza (14/09), na casa da Ferrari. Se Massa ganhar, sairá do autódromo com status de primeiro piloto, e comprometimento da equipe em fazê-lo campeão. Mas se Kimi chegar na frente, vai valer o título conquistado no ano passado, e Felipe terá dois problemas a enfrentar: Kimi e Lewis.
De qualquer maneira, as emoções serão fortes até o final.
Você vai perder?



Rapidinhas
Nem tudo está perdido. Será?
A McLaren entrou com um recurso contra a decisão dos fiscais de tirar a vitória de Lewis Hamilton no Grande Prêmio da Bélgica. A alegação: a direção aprovou. “Da mureta dos boxes, perguntamos à direção de prova se eles estavam de acordo com a manobra de Lewis ao deixar Kimi ultrapassá-lo. E eles confirmaram duas vezes que, na opinião deles, a manobra estava correta”, contou Martin Whitmarsh, diretor da McLaren.
Elogios do chefe
Nelsinho Piquet foi elogiado por Flavio Briatore, "Sem dúvidas ele teve um início difícil, mas também vimos isso com o Heikki Kovalainen no ano passado. A primeira temporada é sempre muito difícil para pilotos jovens, mas eles costumam evoluir ao longo do ano, como vimos com Kovalainen e agora com Nelsinho. A corrida dele na Alemanha foi fantástica e deu uma mostra de seu talento", afirmou Briatore, ao site oficial da categoria. Na Bélgica, Nelsinho fez boas ultrapassagens, mas escorregou e bateu.
Desistir jamais!
Kimi Raikkonen confirmou que é perigoso, quando todas acham que ele está derrotado, encontra forças e reage. Foi assim no ano passado, e pelas suas declarações dá pra perceber que ele está mordido. “Não estou preocupado com o que aconteceu, e não vou desistir: lutarei até o fim. Os pontos só terão valor no fim da temporada e ainda faltam cinco corridas. Minha posição não é a ideal mas, como já disse várias vezes, não sou uma pessoa que desiste fácil”. Cuidado Felipe Massa!